sábado, 28 de fevereiro de 2026

Veredas do Amor


Já está disponível meu novo lançamento literário. É o romance Veredas do Amor, onde narro a história de meus avós Alfredo e Carmem, filhos de famílias de imigrantes italianos, separados por diferenças sociais, mas unidos pelo coração.

A história abrange as décadas de 1920 e 1930, na cidade de São Paulo e no interior paulista, trazendo lances emocionantes e muitos fatos de uma época onde existiam muitos preconceitos e poucos conhecimentos científicos.

Acompanhe o farmacêutico que se aventura pelo interior, acompanhado da esposa e dois filhos pequenos, e que relata, de viva voz, a história de amor que vai lhe encantar.

Você não pode deixar de ler!

O livro está publicado em dois formatos: impresso (físico) e digital.

Adquira o livro Veredas do Amor no seguinte link:

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Vídeo - Finalidade da educação


Da série Educação Espírita, aqui está o episódio 099 com o tema Finalidade da Educação, para sua reflexão.

A série vai ao ar toda terça-feira, às 09 horas, no YouTube:

Prece - Para Afastar os Maus Espíritos


Dando continuidade à Coletânea de Preces Espírita, oferto ao seu coração a Prece para Afastar os Maus Espíritos:

Acesse as preces no Spotify.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Podcast - Educação sempre


Assista o episódio #0156 do podcast Análise & Crítica, postado no Spotify, com o tema Educação Sempre, acessando o link:

Toda segunda-feira pela manhã, um novo episódio é publicado.

Dinâmica da evangelização espírita


Marcus De Mario

Em visita a um centro espírita, onde fomos recebidos com muito carinho e fraternidade, a responsável pela evangelização infantojuvenil, uma simpática senhora que, por certo, a criançada já devia chamar de vovó, pois que ali estava nesse trabalho faziam quase cinquenta anos, narrou-nos os procedimentos, rotinas e atividades que ela praticava, junto com outra companheira, também de idade mais distante da juventude. Notava em seus olhos o brilho do amor e dedicação à tarefa evangelizadora das crianças, mas tudo o que me descreveu estava pedagogicamente ultrapassado, parado no tempo, como se ali não estivéssemos no século vinte e um, mas sim, quando muito, na década de mil novecentos e oitenta do século vinte.


Indaguei se ela acompanhava as orientações do movimento espírita, e se tinha leitura dos principais educadores espíritas, e ela confessou estar tão atarefada com a família e o centro espírita, onde também desenvolvia outras tarefas, que não tinha tempo para ler e estudar novos materiais, mas que ela tinha feito mais de um curso de capacitação de evangelizadores, isso, provavelmente, quando jovem, e digo provável, porque ela não me disse quando havia feito esses cursos. Acontece que um educador não pode se dar por satisfeito e parar de estudar e de se educar. A educação é um processo dinâmico e contínuo.


Então, veio a famosa queixa: as crianças estão sumindo do centro espírita; os pais não mostram mais interesse em levar os filhos para a evangelização. Perguntamos: porquê? Ela vagueou os olhos pelo ambiente, e respondeu depois de pensar por alguns instantes: “Deve ser por causa dessas coisas novas de tecnologia, hoje em dia as crianças só querem saber de celular, e aqui nós não permitimos seu uso. Falar de Jesus com elas é um problema.”

Bem, as tais coisas novas de tecnologia atestam a evolução científica, e portanto do conhecimento, que a humanidade vem realizando nas últimas décadas, dando-nos a internet, as telas digitais, a inteligência artificial e tantas outras coisas que agora fazem parte do nosso modo vivencial. Tempos atrás precisávamos ir a uma agência bancária para pagar as contas do mês, agora utilizamos um aplicativo instalado no celular e tudo fazemos: pagamentos, transferências, aplicações, quase tudo. Isso não pode ser desconsiderado pelos evangelizadores.

Já se foi o tempo do uso do flanelógrafo, do jogral e outras práticas educacionais que tiveram sua importância no passado, mas que hoje não mais correspondem à realidade das novas gerações. E o uso de dependências físicas não adaptadas às crianças é outro problema, pois muitos centros espíritas ainda utilizam do improviso para o desenvolvimento da evangelização.

Precisamos acordar para a importância e dinâmica da evangelização espírita infantojuvenil, que deve ser prioridade nos serviços prestados pelo centro espírita. Para uma melhor dinâmica, os evangelizadores precisam entender que devem parar de dar aula, de querer ensinar e ensinar, pois estamos lidando com seres humanos que são espíritos reencarnados, que possuem um determinado grau de progresso, que pensam e sentem, que sonham e são criativos, que possuem o potencial divino para desenvolver, e que necessitam dos devidos estímulos para isso. Não temos que ensinar, mas estimular, orientar, facilitar, por isso a aula deve ser substituída por rodas de conversa, pesquisas, debates, atividades mais práticas e ligadas à vida.

E, por mais amor tenhamos à tarefa evangelizadora espírita, devemos compreender a necessidade de ampliarmos a equipe de colaboradores, permitindo aos jovens se qualificarem para a tarefa, chegando o momento de nos retirarmos ou ficarmos apenas na supervisão ou coordenação geral, mas sem atrapalhar, sem ficarmos parados no tempo, o que somente irá prejudicar o processo.

Tanto a criança quanto o jovem gostam de participar, e trazem atualmente uma bagagem grande de conhecimentos, pois a tecnologia digital muito facilitou isso, e não podemos descartar sumariamente essa realidade. Recomendamos a leitura e estudo das obras dos educadores espíritas Lucia Moysés e Walter Oliveira Alves, cujos livros estão publicados e disponíveis, onde o evangelizador irá encontrar farto material teórico e prático voltado para a evangelização infantojuvenil. Devemos dizer que é uma obrigação, um dever de consciência, todo evangelizador espírita, individualmente e em grupo, fazer essas leituras e estudos.

Para terminar, deixemos uma indagação no ar: será que a queda de frequência das crianças e dos jovens, não é também motivada pela falta de dinâmica, criatividade e atualidade dos procedimentos utilizados pelos evangelizadores? Pensemos...

 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Vídeo - Orientação aos Pais


Da série Educação Espírita trazemos para você o tema Orientação aos Pais, pois a educação dos filhos é de máxima importância.

Toda terça-feira, às 09 horas, um novo vídeo é publicado.

Não deixe de acompanhar no canal Orientação Espírita:

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Podcast - Como melhor educar


Assista o episódio 0155 do podcast Análise & Crítica, trazendo o tema Como Melhor Educar.

Acesse:

Tenha boas reflexões! 

Como a criança aprende


Marcus De Mario

Às vezes lidamos com a criança sem atentarmos que ela é um ser humano que carrega pensamentos, sonhos e emoções, e ainda mais, traz consigo uma bagagem de vidas passadas preenchida com aprendizados e vivências que, na verdade, não se perdem, só estão um tanto quanto adormecidas, mas que se manifestam gradativamente em suas ideias e tendências. Por não prestarmos atenção em tudo isso, somos meio mecânicos, burocráticos no trato com ela, querendo que nos obedeça e nos dê pouco trabalho, esquecidos que a criança não é uma máquina programável pelos nossos desejos.

Lendo o maravilhoso livro Vivendo, Amando e Aprendendo, do educador norte americano Léo Buscaglia, que nos deixou admiráveis obras, encontramos sua transcrição de um texto de Frederick Molfett, da Secretaria de Educação de Nova York, publicado no documento “Como a Criança Aprende”:

Assim é que a criança aprende, captando as habilidades pelos dedos das mãos e dos pés, para dentro de si. Absorvendo hábitos e atitudes dos que a rodeiam, empurrando e puxando o seu próprio mundo. Assim a criança aprende, mais por experiência do que por erro, mais por prazer do que pelo sofrimento, mais pela experiência do que pela sugestão e a dissertação, e mais por sugestão do que por direção. E assim a criança aprende pela afeição, pelo amor, pela paciência, pela compreensão, por pertencer, por fazer e por ser. Dia a dia a criança passa a saber um pouco do que você sabe, um pouco mais do que você pensa e entende. Aquilo que você sonha e crê é, na verdade, o que essa criança está se tornando. Se você percebe confusa ou claramente, se pensa nebulosa ou agudamente, se acredita tola ou sabiamente, se sonha sonhos sem graça – adoro isso – ou dourados, se você mente ou diz a verdade, é assim que a criança aprende.

Que maravilha esse texto, lembrando-nos que a criança é um ser humano, e que muito se espelha em nós, os adultos encarregados da sua educação. Não podemos esquecer isso!

Completando esse texto, afirma Buscaglia:

Temos de dizer às crianças que elas têm a escolha de se tornarem entusiastas ou perdedoras. Pois não encontrar o amor é não encontrar a vida.

Mas qual, nós as encaixotamos numa sala de aula, as obrigamos a estudar isso e aquilo, as repreendemos quando são muito curiosas e perguntadeiras, nos escandalizamos quando não seguem as regras que nós estabelecemos, e as avaliamos com famigeradas provas e notas, levando em consideração apenas o que memorizaram de conhecimentos, esquecidos que à nossa frente estão seres humanos com fome de participação, de acolhimento, enfim, de amor.

Por que não podemos deixar que, gradativamente, as crianças façam escolhas? Por que não podemos trabalhar o desenvolvimento do amor no processo educacional efetivado pela escola? Sim, o amor não é mensurável por uma prova, não há como avaliá-lo com uma nota de zero a dez, pois o amor se manifesta pela empatia, pela resignação, pela resiliência, pelo afeto com os outros, pelo sentido que se dá à própria vida. Como montar um currículo para ensinar o amor? Mas quem foi que disse que o amor requer um currículo com temas específicos a serem estudados progressivamente? O amor não é, na verdade, uma experiência de vida, acalentado nos relacionamentos com outros seres humanos?

Como a criança aprende? Aprende convivendo, aprende conversando, aprende tentando fazer, aprende sonhando, aprende buscando respostas para os seus porquês. A criança aprende através de tudo isso e muito mais, desde que tenha liberdade e não queiramos sempre lhe entregar respostas prontas e acabadas. Ela tem o direito de escolher se quer ser uma pessoa entusiasta, amante da vida, ou perdedora, triste e acomodada.

Não esqueçamos que estamos lidando com um Espírito reencarnado, que reencarnou para dar continuidade ao seu aperfeiçoamento não apenas intelectual, mas principalmente moral, e que, como educadores, não podemos fazê-lo perder essa oportunidade divina de progredir, mesmo porque responderemos por isso, não esqueçamos.

Quando aprendermos como a criança aprende, e já deveríamos saber isso, pois já fomos crianças, a educação fará a diferença neste mundo de Deus, e as novas gerações, com certeza, transformarão a humanidade para bem melhor.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Carta aos educadores


Rio de Janeiro, 29 de janeiro de 2026

O professor Mariano, dedicado ao seu trabalho na escola pública, exclamou numa live que o sistema não permitia que ele fizesse nada de diferente do que a organização escolar exigia, a partir dos parâmetros estabelecidos pela secretaria de educação, e sua fala fez com que vários outros professores e professoras que o ouviam, também se manifestassem, havendo concordância geral quanto ao engessamento do sistema, à alta burocracia, e que, enquanto docentes em sala de aula, pouco podiam fazer, a não ser seguir as diretrizes.

Isso me fez lembrar, e como é bom ter boas lembranças, da professora Marilda, lá nos meus tempos ginasiais, que já vão longe. Ela era professora de Técnicas Comerciais, e era revolucionária! Era extraordinariamente diferente! Não seguia o currículo pré-formatado, era questionadora, e nos levava para experiências de campo, extraescolares, como ir a uma agência bancária para entrevistar o gerente. Eu era tímido, e no início tive dificuldade, mas com o tempo passei a “adorar” aquelas aulas, que eram verdadeiras rodas de conversa.

Bem, ela foi acusada pelo sistema de ser subversiva, de ser comunista – estávamos em plena ditadura militar – e acabou afastada da escola. Apesar disso, a semente que ela havia plantado, ou seja, a semente da liberdade, já estava em ação em nossas mentes e nossos corações e, pelo menos comigo, deu frutos.
Conto essa história para lembrar que mesmo sobre pesado engessamento, é possível fazer diferente, é possível fazer a diferença, mesmo sabendo que as consequências possam não ser tão boas para si, mas que importa isso? Se ficarmos acomodados, nunca transformaremos a nós mesmos, os outros e o sistema.

Para reflexão recomendo assistir os filmes Sociedade dos Poetas Mortos e Escritores da Liberdade, num convite para a ação, pela humanização do ensino, pelo fazer diferente para fazer a diferença, olhando para o futuro, enquanto agimos no presente. Somente assim seremos agentes de mudança, fazendo nossos educandos pensarem e desenvolverem o senso moral, para que possam, amanhã, consolidar a educação que hoje sonhamos.

Vídeo - Grupos de trabalho e pesquisa


Você conhece a metodologia dos Grupos de Trabalho e Pesquisa no processo de aprendizagem? Assista o vídeo e mergulhe nesse universo pedagógico.

A série Educação Espírita publica vídeos semanais todas as terças-feiras, às 09 horas.

Acompanhe em:

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Podcast - Interpretações duvidosas


No podcast Análise & Crítica desta semana trazemos o tema Interpretações Duvidosas, com abordagem sobre o personalismo, achismo e ideais pessoais de muitos espíritas, deturpando o Espiritismo.

Ouça em:

E acompanhe por aqui o podcast, que está publicado no Spotify.

A criança


Marcus De Mario

Com o advento da Doutrina Espírita, o mistério infantil deixou de existir, e as fantasias sobre a criança caíram por terra, pois sabemos que ela é um Espírito reencarnado, e esse fato renova todos os conceitos psicológicos, antropológicos e pedagógicos que essas respectivas ciências, e outras, elaboraram e elaboram sobre a infância, sobre esse ser humano que é totalmente dependente dos adultos, e que vai se desenvolvendo gradativamente, demonstrando uma personalidade que não se repete, um ser complexo que desafia todas as conceituações que se prendem exclusivamente ao corpo orgânico.

Vejamos o caso de um menino de dois anos de idade, conforme reportagem disponível nos meios de comunicação, que domina o jogo de sinuca, fazendo jogadas que somente os jogadores mais experientes e campeões conseguem fazer. Testemunham os pais do garoto que ele desde cedo começou a mostrar essa habilidade, sendo que ninguém da família domina esse jogo. Perguntamos: de onde ele trouxe tal habilidade, pois não foi desenvolvida, ninguém lhe ensinou, é dele, está nele? Somente com a reencarnação e a alma imortal é possível ter uma resposta satisfatória.
Muitas pessoas, entre elas muitos cientistas, não acreditam na existência da reencarnação, mesmo diante dos fatos mais patentes que atestam sua realidade, como o caso aqui assinalado, mas que importa isso se os fatos são teimosos e, como nos disse um amigo incrédulo, “eu não acredito, mas se a reencarnação existisse, iria explicar muitas coisas que hoje não têm explicação”. Esse é o pior cego, pois não é cego dos olhos, mas da razão e do bom senso, recusando-se a acreditar no que sua consciência lhe diz ser verdade.

Essa recusa dos fatos mais patentes com relação à reencarnação ocorre porque a pessoa não acredita na alma e sua imortalidade, ou tem uma ideia muito vaga sobre a mesma, e o nascer de novo somente pode acontecer se considerarmos o ser humana uma alma que sobrevive à morte, mantendo sua individualidade, podendo assim renascer tantas vezes quanto necessário, naturalmente num novo corpo e numa nova personalidade, mas sem perder o que já conquistou, que se apresentam como ideias inatas e tendências de caráter, como habilidades que muitas vezes nos assombram, nos maravilham.

Essa visão da Doutrina Espírita revoluciona e transforma o entendimento sobre a criança, que traz consigo uma bagagem de aprendizados e experiências que vai se revelando pouco a pouco, ao mesmo tempo em que predispõe o Espírito, pela fragilidade inicial do corpo, a receber a influência dos encarregados da sua educação. É sobre essa influência dos adultos que precisamos conversar com maior profundidade, pois a educação é a base do futuro adulto que teremos inserido na sociedade.

Infelizmente muitos pais e professores não trabalham o essencial na educação: a formação do caráter, o desenvolvimento do senso moral. Ficam tão preocupados com a aquisição de conhecimentos por parte das crianças, com sua formação profissional, com sua obediência aos ditames dos adultos que lhe são responsáveis, que esquecem de corrigir as más tendências de caráter que ela esteja revelando, e muitas vezes, com maus exemplos, ainda reforçam essas más tendências, como no caso daquela criança que responde veemente aos pais que ela só faz o que quer e que eles não mandam nela, e os pais somente fazem reprimendas leves, ou se põem a discutir com ela para ver quem vence, quem é o mais forte, encerrando o episódio com um castigo, com uma punição, até que tudo aconteça novamente, numa repetição sem fim. Cansados, os pais se acusam e trocam farpas entre si, enquanto a criança continua crescendo egoísta e orgulhosa.

Também temos o caso do Espírito que mostra boa índole, meiguice aliada à inteligência, e que os pais fazem questão, com seus maus exemplos, de desvirtuar ou embotar, ao ponto da criança necessitar de apoio psicológico para ter um encontro consigo mesma e melhor conviver com os outros.

Quanta coisa mudaria, na família e na escola, se aceitássemos a verdade da imortalidade da alma e da reencarnação, e mudaria para melhor, com um processo educacional que respeitasse a criança e fosse mais libertador das consciências, trabalhando sua realidade espiritual, que também é nossa, levando-a a direcionar a inteligência para o bem de todos, desenvolvendo com harmonia seu potencial divino.

Declarar que a criança é um Espírito reencarnado vai além de uma proposição doutrinária, pois significa uma nova visão e uma nova postura pedagógicas, colocando a educação num novo patamar, e exigindo dos educadores que se eduquem para que possam educar, tendo visão de futuro sobre o ser humano e a humanidade.