quarta-feira, 17 de junho de 2026

Escola Espírita Joanna de Ângelis


Situada no município de Japeri, no estado do Rio de Janeiro, há 45 anos a Escola Espírita Joanna de Ângelis atua para transformar pela educação um dos piores índices de desenvolvimento humano da região, num trabalho incessante na formação de pessoas de bem.

Hoje a escola abriga 240 alunos, de 4 a 14 anos, abrangendo a educação infantil e o ensino fundamental.

São 900 refeições por dia, desde o café da manhã.

E além da carga horária prevista em lei, a EEJA realiza mais 512 horas/aula extras.

Atualmente 30 funcionários mantém o funcionamento da escola.

É um trabalho que merece todo o apoio, mantido pela Instituição Espírita Joanna de Ângelis.


Vamos colaborar!

Veja esse maravilhoso trabalho e como fazer seu auxílio na página da instituição:

terça-feira, 16 de junho de 2026

Vídeo - A Mediação de Conflitos


A série Educação Espírita traz o importante tema Mediação de Conflitos, numa abordagem teórica e prática.

Toda terça-feira, às 09 horas, um novo vídeo é publicado, e você tem acesso no canal Orientação Espírita:

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Podcast - Homenagem aos que partiram


Minha homenagem aos entes queridos que voltaram ao mundo espiritual, é o tema do Análise & Crítica da semana.

Ouça o episódio em:

Toda segunda-feira o Análise & Crítica está no ar.

Uma guerra silenciosa


Marcus De Mario

Quando falamos em guerra, normalmente entendemos movimentos militares, bélicos, com muita destruição, mortes, lutas sangrentas; mas existe uma outra guerra, silenciosa, que acontece diariamente tanto no seio da família quanto da sociedade, e que não utiliza armamentos sofisticados, nem provoca destruição material, mas causa danos e sofrimentos muitas vezes inenarráveis. Vamos destacar essa guerra quando ela acontece na família, pois compreendê-la é fundamental para aplicar o remédio que pode evitá-la. Vamos nos socorrer de um exemplo para facilitar a compreensão do tema, e o leitor logo entenderá a que guerra estamos nos referindo.

Imaginemos uma reunião familiar em torno de um aniversariante, onde a alegria deveria a todos contagiar, num ambiente de fraternidade, de reencontros entre parentes que, por diversas circunstâncias, nem sempre podem estar próximos, sendo portanto a festa excelente oportunidade de rever os familiares. Reparemos que pouco a pouco, grupos de conversação são formados, o que é natural, pois trata-se do funcionamento da lei de afinidade, de simpatia. É então que as maledicências correm soltas, e que determinadas pessoas evitam outras, por serem antipáticas entre si, apesar de pertencerem à mesma família. E como afirma o ditado popular que quem conta um conto sempre aumenta um ponto na história, gradativamente inveja, ciúme, prepotência, arrogância, vaidade, e mesmo raiva e ódio, vão contaminando os relacionamentos, chegando-se muitas vezes a aborrecimentos e trocas de palavras ferinas, anunciando uma possível tragédia. Essa é a guerra silenciosa que contamina o relacionamento familiar e, por extensão, a sociedade.

Quantos crimes já ocorreram por causa das ervas daninhas do ciúme e da inveja? Quantas tragédias já aconteceram por efeito da raiva e do ódio? Quantas inimizades são alimentadas por motivo da maledicência? Palavras e pensamentos que desejam o mal ao outro representam dardos repletos de energia venenosa, com poder suficiente de destroçar a união familiar, infelicitando a quem fala e pensa, assim como a quem agasalha em si essas palavras e pensamentos. E não escapa a isso quem vive de intermediário, como aquela cena muito conhecida, quando um familiar chega a nós para dizer o que fulano ou fulana anda dizendo por aí de nós mesmos. Todos somos responsáveis: o emissor, o intermediário e o receptor.

Como realizar o bom combate para evitar essa guerra e, se ela já estiver acontecendo, conseguir estabelecer a paz nos relacionamentos? Esse bom combate tem início conosco mesmo, no trabalho incessante de educar os próprios sentimentos, permitindo que as virtudes da humildade, bondade, fraternidade e solidariedade substituam gradativamente os vícios morais acima descritos. É também fundamental exercer a compreensão, a tolerância e o perdão, sabendo se colocar no lugar do outro, e fazendo a ele somente o que desejamos o que ele nos faça, como ensinou Jesus.

A paz na família, assim como a paz no mundo, depende da nossa paz. O invejoso e ciumento é uma alma adoentada, em desequilíbrio, merecedora de compaixão, piedade e de nossas orações a seu favor, a seu benefício, para que possa ter forças em superar esses vícios destruidores. É também, esse trabalho, uma guerra silenciosa íntima, pois trata-se de realizar o autoconhecimento acompanhado da autoeducação, o que demanda muitos esforços, com quedas ao longo do caminho, até a superação completa de si mesmo através da moralização e espiritualização.

Como ensinam os Espíritos Superiores na codificação espírita, a raiz de todos esses vícios que desonram a humanidade, está no egoísmo, e este anda de mãos dadas com o orgulho. São as duas grandes chagas morais do ser humano, cujos efeitos estão estampados nas inimizades, nas discussões, nas brigas, nos ciúmes, nas invejas, nos rancores e nos ódios que avassalam muitas famílias.

São o egoísmo e o orgulho que nos levam a tecer julgamentos sobre os outros, com críticas mordazes, ferinas, destruidoras, e que fazem com que não aceitemos nenhuma crítica a nós mesmos, quando deveríamos ter a humildade de saber escutar aqueles que apontam nossos defeitos, tirando disso o proveito de nos aperfeiçoarmos.

Estamos reencarnados no mesmo núcleo familiar não para alimentarmos discórdias que trazemos das existências passadas, onde também estivemos juntos, nem para criarmos novas dissensões, mas para colocar em prática o “amai-vos uns aos outros”, num esforço perseverante de nos entendermos como irmãos, pois somos todos filhos de Deus caminhando para a perfeição, e, querendo ou não aceitar, isso pouco importa, somente fazemos a contento essa caminhada se nos dermos as mãos, pois é no convívio social, iniciando pela família, que podemos aprender a estabelecer o amor como roteiro da paz em nossa vida e na vida dos nossos semelhantes.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Vídeo - Pestalozzi, Educador da Humanidade


A série Educação Espírita traz a vida, a obra e o pensamento educacional de Pestalozzi, personagem muito importante da história da educação.

Toda terça-feira, às 09 horas, você tem acesso a um novo vídeo da série.

Acesse o canal Orientação Espírita:

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Podcast - Violência contra a criança


Está no ar mais um podcast Análise & Crítica, desta vez abordando a violência contra a criança, trazendo uma abordagem com base na doutrina espírita.

Assista em:

Toda segunda-feira um novo episódio é publicado no Spotify.

Acompanhe!

Os desafios do mundo infantil


Marcus DE Mario

A professora Keylliane, dedicada ao trabalho numa escola de educação infantil, expôs em roda de conversa estar muitas vezes perdida diante de crianças espertas, ágeis, críticas e, ao mesmo tempo, criativas, sonhadoras e tecnológicas, junto com outras que são apáticas, pouco interativas, enfim, numa turma de crianças em que o universo é imenso. O que fazer? Como trabalhar com individualidades tão ricas, com aproximações, mas também com grandes diferenças entre si? O que estimula algumas crianças, nada representa para outras, e nossa amiga professora gostaria de aplicar uma receita que servisse para todos os seus alunos, assim facilitando o trabalho que procura realizar.

De fato, o mundo infantil é fascinante por ser muito rico nas suas variadas expressões, e nenhuma criança é igual à outra. Personalidades, habilidades e competências variam quase que ao infinito, e a aprendizagem acontece de modos variáveis, e não sempre do mesmo jeito, então entender isso é fundamental para o melhor trabalho pedagógico. Em educação não existe uma receita pronta e invariável, do tipo faça sempre assim e vai dar sempre certo. Não acontece desse jeito.

Para quem trabalha com crianças, estudar sobre psicologia do desenvolvimento é um bom caminho, mergulhando nas pesquisas e conclusões de Piaget, Vigotsky e Wallon, assim como de outros, pois eles estudaram as crianças e perceberam a existência de estágios de desenvolvimento e como as influências externas atuam sobre elas. Também entenderam como se processa a aprendizagem, deixando-nos um rico material de estudo, ampliado pelos educadores que até hoje muito estudam e escrevem a respeito.
Agora, há um componente que eles não levaram em consideração, e que é muito importante, fundamental: que a criança é um espírito reencarnado. O Espiritismo, como ciência que é, estuda a realidade espiritual do ser humano, entregando-nos considerações profundas e que transformam nosso entendimento sobre a criança, o período infantil e a educação.

Somos todos filhos de Deus, fomos criados por ele, e todos somos destinados a atingir o maior grau de perfeição possível, um dia sendo espíritos puros ou perfeitos. Somos construtores de nós mesmos, desenvolvendo a inteligência e o sentimento, mas não fazemos isso sozinhos, pois necessitamos do convívio social, da interação com as outras pessoas, recebendo a influência que exercem sobre nós, assim como também exercemos influência sobre elas, ou seja, somos ao mesmo tempo influenciadores e influenciados, ou em outros termos, somos ao mesmo tempo educadores e educandos, de existência em existência através dos mecanismos da reencarnação.
Reencarnar é necessário para obtermos novos aprendizados e experiências, e aqui estamos para dar continuidade ao nosso aperfeiçoamento, cada um recebendo de acordo com suas obras, com seus merecimentos. As existências passadas ficam guardadas no profundo da alma, revelando-se através das ideias inatas e das tendências de caráter. Como somos seres milenares, individualidades cada uma com sua história, com seu progresso, é natural que tenhamos habilidades, competências, personalidades diferentes. Fisicamente falando duas crianças podem ser gêmeas, mas seus gostos, suas ideias, seu modo de pensar e de agir, nunca serão idênticos, embora possam se assemelhar, pois trata-se de duas individualidades, de dois espíritos que não se confundem.

Sim, o Espiritismo muito elucida o período infantil com os princípios da imortalidade da alma e da reencarnação, e ainda mostra que a manifestação do espírito é dependente do desenvolvimento dos órgãos físicos, e que nessa fase da vida, assumindo um noco corpo, uma nova personalidade e uma nova realidade social, o espírito pensa como criança, obedecendo estágios de desenvolvimento e sendo dependente dos encarregados de sua educação.

Tanto os pais quanto os professores, com esse entendimento, saberão adequar seus esforços na educação para as necessidades individuais dos seus filhos e alunos, ao mesmo tempo em que trabalham para sua socialização. Não há como educar todas as crianças exatamente do mesmo jeito, nem como querer que todas as crianças aprendam da mesma maneira, pois cada uma tem seu ritmo, seu tempo e seu entendimento.

Há tempo para a brincadeira, para a fantasia, como há tempo para o pensamento mais abstrato, e tudo isso acontece meio junto e misturado, motivo pelo qual a infância é tão maravilhosa e dá aos educadores ensejo de realizarem muitas coisas, não esquecendo que também já foram crianças, já estiveram mergulhados nesse mundo fascinante.

Com amor, dedicação, estudo e criatividade, a Keylliane, assim como todas as professoras da educação infantil, darão uma contribuição maravilhosa para a formação dessas novas gerações, principalmente se tiverem consciência da realidade espiritual e imortal que é de todos: crianças, jovens e adultos, todos caminhando rumo à perfeição.

terça-feira, 2 de junho de 2026

Vídeo - A educação e o nosso futuro


No vídeo A Educação e o Nosso Futuro, apresentamos a visão espírita da educação moral unida à reencarnação, com um olhar sobre o futuro da humanidade.

A série Educação Espírita vai ao ar toda terça-feira, às 09 horas.

Acompanhe em:

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Podcast - A crise moral


Você sabe qual é a causa dos males sociais, e qual o remédio que pode destruir essa causa? No podcast A Crise Moral, Marcus De Mario traz a visão do Espiritismo sobre essas questões.

Assista o podcast em:

Acompanhe o podcast Análise & Crítica no Spotify. Toda segunda-feira com um novo episódio.

A honestidade


Marcus De Mario


Você já reparou a facilidade que muitas pessoas têm de declarar inocência e honestidade diante de um escândalo em que tiveram participação, e como sustentam essa declaração mesmo diante de provas contundentes? Isso se chama hipocrisia, ou seja, quando a pessoa sabe que sua declaração é falsa, mas a sustenta com foros de verdade, quando é uma mentira. A hipocrisia anda de mãos dadas com a falsidade e com o mau caráter. Isso acontece por conta da inferioridade moral que nos caracteriza, o que motivou Jesus a declarar que seu reino ainda não era deste mundo e, de fato, ainda não é, pois o nosso progresso moral está muito longe de conseguir colocar em prática os ensinos contidos no Evangelho. Entretanto, se o reino de Jesus, que é o reino do amor e da bondade, ainda não é deste mundo, isso significa que um dia será, então temos que perguntar: o que temos de fazer para consolidar o Evangelho na humanidade?


A resposta é simples, mas ao mesmo tempo possui um significado profundo: precisamos colocar em prática os ensinos contidos no Evangelho. Para isso, como prioridade, precisamos aprender a nos amar, pois Jesus foi muito claro quando falou dos dois maiores mandamentos da lei divina: amar a Deus acima de todas as coisas, e ao próximo como a nós mesmos. O que está faltando é justamente o amor, termos mais sentimento, estarmos mais humanizados.

Precisamos ser mais honestos conosco mesmo e com Deus, reconhecendo que temos pela frente uma imensa luta a fazer contra o egoísmo e o orgulho, não simplesmente dos outros, mas conosco mesmo, pois todos somos mais ou menos egoístas e orgulhosos, daí sermos também desonestos, corruptíveis, vaidosos, prepotentes em maior ou menor grau, a depender dos interesses e das circunstâncias. É uma verdade que machuca, mas é uma verdade que não podemos mais esconder, e que revela o quanto temos de caminhar para conseguir amar a todos sem nenhum tipo de distinção.

Ora, para caminhar basta colocar um pé adiante do outro, sucessivamente, mas esse ato mecânico deve ser acionado pelo nosso querer, pela nossa vontade, pois somente alcançaremos melhora espiritual se assim o quisermos. O convite da Boa Nova está conosco há mais de dois mil anos, e o Espiritismo, há mais de cento e sessenta anos nos refaz esse convite. O que estamos esperando para nos por a caminho?

A caminhada evolutiva não é feita aos saltos, mas sim gradualmente, mas com decisão firme, e uma boa resolução a tomar e vivenciar é, daqui em diante, sermos honestos, com todas as pessoas e em todas as ocorrências da existência humana.

A honestidade vai muito além de simplesmente não mentir, roubar ou trapacear. Ela é a base da confiança, englobando integridade, transparência e respeito, devendo ser cultivada tanto nas relações interpessoais quanto consigo mesmo. Iniciemos pelo trabalho diário de autoconhecimento, percebendo-nos como almas imortais destinadas à perfeição; em seguida trabalhemos para viver de acordo com o que acreditamos – no Evangelho e no Espiritismo –, e não para agradar as expectativas dos outros; continuemos o processo utilizando a sinceridade e a transparência no relacionamento com os outros, dizendo o que precisa ser dito de forma respeitosa e sabendo se colocar no lugar do outro; e aprofundando o processo, assumamos os próprios erros sem querer culpar os outros, e rejeitemos qualquer forma de vantagem indevida ou artifícios mal-intencionados.

Você pode se imaginar sendo honesto, conforme acabamos de descrever, e você vivendo com pessoas que também estão realizando esse trabalho de praticar a honestidade? A comunidade em que você vive não seria bem mais feliz? O mundo não seria muito mais feliz?

Temos que ter facilidade em assumir os próprios erros, assim como temos de ter facilidade em assumir a verdade, e a vivência dos ensinos morais de Jesus irá nos facilitar imensamente isso, mesmo que tenhamos que empenhar uma tremenda luta íntima e contra os apelos egoístas da humanidade, mas vai valer a pena, pois vamos dormir tranquilos, em paz, por estarmos fazendo o certo, e no futuro, pois que a vida continua, colheremos a semeadura da honestidade que praticamos.

Sejamos honestos e acabaremos com a corrupção. Sigamos o Evangelho e implantaremos o amor nas relações humanas.