quarta-feira, 17 de junho de 2026

Escola Espírita Joanna de Ângelis


Situada no município de Japeri, no estado do Rio de Janeiro, há 45 anos a Escola Espírita Joanna de Ângelis atua para transformar pela educação um dos piores índices de desenvolvimento humano da região, num trabalho incessante na formação de pessoas de bem.

Hoje a escola abriga 240 alunos, de 4 a 14 anos, abrangendo a educação infantil e o ensino fundamental.

São 900 refeições por dia, desde o café da manhã.

E além da carga horária prevista em lei, a EEJA realiza mais 512 horas/aula extras.

Atualmente 30 funcionários mantém o funcionamento da escola.

É um trabalho que merece todo o apoio, mantido pela Instituição Espírita Joanna de Ângelis.


Vamos colaborar!

Veja esse maravilhoso trabalho e como fazer seu auxílio na página da instituição:

terça-feira, 16 de junho de 2026

Vídeo - A Mediação de Conflitos


A série Educação Espírita traz o importante tema Mediação de Conflitos, numa abordagem teórica e prática.

Toda terça-feira, às 09 horas, um novo vídeo é publicado, e você tem acesso no canal Orientação Espírita:

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Podcast - Homenagem aos que partiram


Minha homenagem aos entes queridos que voltaram ao mundo espiritual, é o tema do Análise & Crítica da semana.

Ouça o episódio em:

Toda segunda-feira o Análise & Crítica está no ar.

Uma guerra silenciosa


Marcus De Mario

Quando falamos em guerra, normalmente entendemos movimentos militares, bélicos, com muita destruição, mortes, lutas sangrentas; mas existe uma outra guerra, silenciosa, que acontece diariamente tanto no seio da família quanto da sociedade, e que não utiliza armamentos sofisticados, nem provoca destruição material, mas causa danos e sofrimentos muitas vezes inenarráveis. Vamos destacar essa guerra quando ela acontece na família, pois compreendê-la é fundamental para aplicar o remédio que pode evitá-la. Vamos nos socorrer de um exemplo para facilitar a compreensão do tema, e o leitor logo entenderá a que guerra estamos nos referindo.

Imaginemos uma reunião familiar em torno de um aniversariante, onde a alegria deveria a todos contagiar, num ambiente de fraternidade, de reencontros entre parentes que, por diversas circunstâncias, nem sempre podem estar próximos, sendo portanto a festa excelente oportunidade de rever os familiares. Reparemos que pouco a pouco, grupos de conversação são formados, o que é natural, pois trata-se do funcionamento da lei de afinidade, de simpatia. É então que as maledicências correm soltas, e que determinadas pessoas evitam outras, por serem antipáticas entre si, apesar de pertencerem à mesma família. E como afirma o ditado popular que quem conta um conto sempre aumenta um ponto na história, gradativamente inveja, ciúme, prepotência, arrogância, vaidade, e mesmo raiva e ódio, vão contaminando os relacionamentos, chegando-se muitas vezes a aborrecimentos e trocas de palavras ferinas, anunciando uma possível tragédia. Essa é a guerra silenciosa que contamina o relacionamento familiar e, por extensão, a sociedade.

Quantos crimes já ocorreram por causa das ervas daninhas do ciúme e da inveja? Quantas tragédias já aconteceram por efeito da raiva e do ódio? Quantas inimizades são alimentadas por motivo da maledicência? Palavras e pensamentos que desejam o mal ao outro representam dardos repletos de energia venenosa, com poder suficiente de destroçar a união familiar, infelicitando a quem fala e pensa, assim como a quem agasalha em si essas palavras e pensamentos. E não escapa a isso quem vive de intermediário, como aquela cena muito conhecida, quando um familiar chega a nós para dizer o que fulano ou fulana anda dizendo por aí de nós mesmos. Todos somos responsáveis: o emissor, o intermediário e o receptor.

Como realizar o bom combate para evitar essa guerra e, se ela já estiver acontecendo, conseguir estabelecer a paz nos relacionamentos? Esse bom combate tem início conosco mesmo, no trabalho incessante de educar os próprios sentimentos, permitindo que as virtudes da humildade, bondade, fraternidade e solidariedade substituam gradativamente os vícios morais acima descritos. É também fundamental exercer a compreensão, a tolerância e o perdão, sabendo se colocar no lugar do outro, e fazendo a ele somente o que desejamos o que ele nos faça, como ensinou Jesus.

A paz na família, assim como a paz no mundo, depende da nossa paz. O invejoso e ciumento é uma alma adoentada, em desequilíbrio, merecedora de compaixão, piedade e de nossas orações a seu favor, a seu benefício, para que possa ter forças em superar esses vícios destruidores. É também, esse trabalho, uma guerra silenciosa íntima, pois trata-se de realizar o autoconhecimento acompanhado da autoeducação, o que demanda muitos esforços, com quedas ao longo do caminho, até a superação completa de si mesmo através da moralização e espiritualização.

Como ensinam os Espíritos Superiores na codificação espírita, a raiz de todos esses vícios que desonram a humanidade, está no egoísmo, e este anda de mãos dadas com o orgulho. São as duas grandes chagas morais do ser humano, cujos efeitos estão estampados nas inimizades, nas discussões, nas brigas, nos ciúmes, nas invejas, nos rancores e nos ódios que avassalam muitas famílias.

São o egoísmo e o orgulho que nos levam a tecer julgamentos sobre os outros, com críticas mordazes, ferinas, destruidoras, e que fazem com que não aceitemos nenhuma crítica a nós mesmos, quando deveríamos ter a humildade de saber escutar aqueles que apontam nossos defeitos, tirando disso o proveito de nos aperfeiçoarmos.

Estamos reencarnados no mesmo núcleo familiar não para alimentarmos discórdias que trazemos das existências passadas, onde também estivemos juntos, nem para criarmos novas dissensões, mas para colocar em prática o “amai-vos uns aos outros”, num esforço perseverante de nos entendermos como irmãos, pois somos todos filhos de Deus caminhando para a perfeição, e, querendo ou não aceitar, isso pouco importa, somente fazemos a contento essa caminhada se nos dermos as mãos, pois é no convívio social, iniciando pela família, que podemos aprender a estabelecer o amor como roteiro da paz em nossa vida e na vida dos nossos semelhantes.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Vídeo - Pestalozzi, Educador da Humanidade


A série Educação Espírita traz a vida, a obra e o pensamento educacional de Pestalozzi, personagem muito importante da história da educação.

Toda terça-feira, às 09 horas, você tem acesso a um novo vídeo da série.

Acesse o canal Orientação Espírita:

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Podcast - Violência contra a criança


Está no ar mais um podcast Análise & Crítica, desta vez abordando a violência contra a criança, trazendo uma abordagem com base na doutrina espírita.

Assista em:

Toda segunda-feira um novo episódio é publicado no Spotify.

Acompanhe!

Os desafios do mundo infantil


Marcus DE Mario

A professora Keylliane, dedicada ao trabalho numa escola de educação infantil, expôs em roda de conversa estar muitas vezes perdida diante de crianças espertas, ágeis, críticas e, ao mesmo tempo, criativas, sonhadoras e tecnológicas, junto com outras que são apáticas, pouco interativas, enfim, numa turma de crianças em que o universo é imenso. O que fazer? Como trabalhar com individualidades tão ricas, com aproximações, mas também com grandes diferenças entre si? O que estimula algumas crianças, nada representa para outras, e nossa amiga professora gostaria de aplicar uma receita que servisse para todos os seus alunos, assim facilitando o trabalho que procura realizar.

De fato, o mundo infantil é fascinante por ser muito rico nas suas variadas expressões, e nenhuma criança é igual à outra. Personalidades, habilidades e competências variam quase que ao infinito, e a aprendizagem acontece de modos variáveis, e não sempre do mesmo jeito, então entender isso é fundamental para o melhor trabalho pedagógico. Em educação não existe uma receita pronta e invariável, do tipo faça sempre assim e vai dar sempre certo. Não acontece desse jeito.

Para quem trabalha com crianças, estudar sobre psicologia do desenvolvimento é um bom caminho, mergulhando nas pesquisas e conclusões de Piaget, Vigotsky e Wallon, assim como de outros, pois eles estudaram as crianças e perceberam a existência de estágios de desenvolvimento e como as influências externas atuam sobre elas. Também entenderam como se processa a aprendizagem, deixando-nos um rico material de estudo, ampliado pelos educadores que até hoje muito estudam e escrevem a respeito.
Agora, há um componente que eles não levaram em consideração, e que é muito importante, fundamental: que a criança é um espírito reencarnado. O Espiritismo, como ciência que é, estuda a realidade espiritual do ser humano, entregando-nos considerações profundas e que transformam nosso entendimento sobre a criança, o período infantil e a educação.

Somos todos filhos de Deus, fomos criados por ele, e todos somos destinados a atingir o maior grau de perfeição possível, um dia sendo espíritos puros ou perfeitos. Somos construtores de nós mesmos, desenvolvendo a inteligência e o sentimento, mas não fazemos isso sozinhos, pois necessitamos do convívio social, da interação com as outras pessoas, recebendo a influência que exercem sobre nós, assim como também exercemos influência sobre elas, ou seja, somos ao mesmo tempo influenciadores e influenciados, ou em outros termos, somos ao mesmo tempo educadores e educandos, de existência em existência através dos mecanismos da reencarnação.
Reencarnar é necessário para obtermos novos aprendizados e experiências, e aqui estamos para dar continuidade ao nosso aperfeiçoamento, cada um recebendo de acordo com suas obras, com seus merecimentos. As existências passadas ficam guardadas no profundo da alma, revelando-se através das ideias inatas e das tendências de caráter. Como somos seres milenares, individualidades cada uma com sua história, com seu progresso, é natural que tenhamos habilidades, competências, personalidades diferentes. Fisicamente falando duas crianças podem ser gêmeas, mas seus gostos, suas ideias, seu modo de pensar e de agir, nunca serão idênticos, embora possam se assemelhar, pois trata-se de duas individualidades, de dois espíritos que não se confundem.

Sim, o Espiritismo muito elucida o período infantil com os princípios da imortalidade da alma e da reencarnação, e ainda mostra que a manifestação do espírito é dependente do desenvolvimento dos órgãos físicos, e que nessa fase da vida, assumindo um noco corpo, uma nova personalidade e uma nova realidade social, o espírito pensa como criança, obedecendo estágios de desenvolvimento e sendo dependente dos encarregados de sua educação.

Tanto os pais quanto os professores, com esse entendimento, saberão adequar seus esforços na educação para as necessidades individuais dos seus filhos e alunos, ao mesmo tempo em que trabalham para sua socialização. Não há como educar todas as crianças exatamente do mesmo jeito, nem como querer que todas as crianças aprendam da mesma maneira, pois cada uma tem seu ritmo, seu tempo e seu entendimento.

Há tempo para a brincadeira, para a fantasia, como há tempo para o pensamento mais abstrato, e tudo isso acontece meio junto e misturado, motivo pelo qual a infância é tão maravilhosa e dá aos educadores ensejo de realizarem muitas coisas, não esquecendo que também já foram crianças, já estiveram mergulhados nesse mundo fascinante.

Com amor, dedicação, estudo e criatividade, a Keylliane, assim como todas as professoras da educação infantil, darão uma contribuição maravilhosa para a formação dessas novas gerações, principalmente se tiverem consciência da realidade espiritual e imortal que é de todos: crianças, jovens e adultos, todos caminhando rumo à perfeição.

terça-feira, 2 de junho de 2026

Vídeo - A educação e o nosso futuro


No vídeo A Educação e o Nosso Futuro, apresentamos a visão espírita da educação moral unida à reencarnação, com um olhar sobre o futuro da humanidade.

A série Educação Espírita vai ao ar toda terça-feira, às 09 horas.

Acompanhe em:

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Podcast - A crise moral


Você sabe qual é a causa dos males sociais, e qual o remédio que pode destruir essa causa? No podcast A Crise Moral, Marcus De Mario traz a visão do Espiritismo sobre essas questões.

Assista o podcast em:

Acompanhe o podcast Análise & Crítica no Spotify. Toda segunda-feira com um novo episódio.

A honestidade


Marcus De Mario


Você já reparou a facilidade que muitas pessoas têm de declarar inocência e honestidade diante de um escândalo em que tiveram participação, e como sustentam essa declaração mesmo diante de provas contundentes? Isso se chama hipocrisia, ou seja, quando a pessoa sabe que sua declaração é falsa, mas a sustenta com foros de verdade, quando é uma mentira. A hipocrisia anda de mãos dadas com a falsidade e com o mau caráter. Isso acontece por conta da inferioridade moral que nos caracteriza, o que motivou Jesus a declarar que seu reino ainda não era deste mundo e, de fato, ainda não é, pois o nosso progresso moral está muito longe de conseguir colocar em prática os ensinos contidos no Evangelho. Entretanto, se o reino de Jesus, que é o reino do amor e da bondade, ainda não é deste mundo, isso significa que um dia será, então temos que perguntar: o que temos de fazer para consolidar o Evangelho na humanidade?


A resposta é simples, mas ao mesmo tempo possui um significado profundo: precisamos colocar em prática os ensinos contidos no Evangelho. Para isso, como prioridade, precisamos aprender a nos amar, pois Jesus foi muito claro quando falou dos dois maiores mandamentos da lei divina: amar a Deus acima de todas as coisas, e ao próximo como a nós mesmos. O que está faltando é justamente o amor, termos mais sentimento, estarmos mais humanizados.

Precisamos ser mais honestos conosco mesmo e com Deus, reconhecendo que temos pela frente uma imensa luta a fazer contra o egoísmo e o orgulho, não simplesmente dos outros, mas conosco mesmo, pois todos somos mais ou menos egoístas e orgulhosos, daí sermos também desonestos, corruptíveis, vaidosos, prepotentes em maior ou menor grau, a depender dos interesses e das circunstâncias. É uma verdade que machuca, mas é uma verdade que não podemos mais esconder, e que revela o quanto temos de caminhar para conseguir amar a todos sem nenhum tipo de distinção.

Ora, para caminhar basta colocar um pé adiante do outro, sucessivamente, mas esse ato mecânico deve ser acionado pelo nosso querer, pela nossa vontade, pois somente alcançaremos melhora espiritual se assim o quisermos. O convite da Boa Nova está conosco há mais de dois mil anos, e o Espiritismo, há mais de cento e sessenta anos nos refaz esse convite. O que estamos esperando para nos por a caminho?

A caminhada evolutiva não é feita aos saltos, mas sim gradualmente, mas com decisão firme, e uma boa resolução a tomar e vivenciar é, daqui em diante, sermos honestos, com todas as pessoas e em todas as ocorrências da existência humana.

A honestidade vai muito além de simplesmente não mentir, roubar ou trapacear. Ela é a base da confiança, englobando integridade, transparência e respeito, devendo ser cultivada tanto nas relações interpessoais quanto consigo mesmo. Iniciemos pelo trabalho diário de autoconhecimento, percebendo-nos como almas imortais destinadas à perfeição; em seguida trabalhemos para viver de acordo com o que acreditamos – no Evangelho e no Espiritismo –, e não para agradar as expectativas dos outros; continuemos o processo utilizando a sinceridade e a transparência no relacionamento com os outros, dizendo o que precisa ser dito de forma respeitosa e sabendo se colocar no lugar do outro; e aprofundando o processo, assumamos os próprios erros sem querer culpar os outros, e rejeitemos qualquer forma de vantagem indevida ou artifícios mal-intencionados.

Você pode se imaginar sendo honesto, conforme acabamos de descrever, e você vivendo com pessoas que também estão realizando esse trabalho de praticar a honestidade? A comunidade em que você vive não seria bem mais feliz? O mundo não seria muito mais feliz?

Temos que ter facilidade em assumir os próprios erros, assim como temos de ter facilidade em assumir a verdade, e a vivência dos ensinos morais de Jesus irá nos facilitar imensamente isso, mesmo que tenhamos que empenhar uma tremenda luta íntima e contra os apelos egoístas da humanidade, mas vai valer a pena, pois vamos dormir tranquilos, em paz, por estarmos fazendo o certo, e no futuro, pois que a vida continua, colheremos a semeadura da honestidade que praticamos.

Sejamos honestos e acabaremos com a corrupção. Sigamos o Evangelho e implantaremos o amor nas relações humanas.

terça-feira, 26 de maio de 2026

Cursos sobre gestão e liderança


Na plataforma educacional Udemy, desenvolvo três cursos sobre gestão e liderança, numa abordagem humanizada:

1 - Gestão Humanizada
2 - Liderança, Ética e Empatia
3 - Como Se Tornar Um Líder Humanizado

É só acessar o site www.udemy.com

Na busca insira meu nome (Marcus De Mario) ou um dos cursos.

Os cursos são desenvolvidos com vídeo-aulas e atividades complementares.

Meus livros na Amazon


Tenho 41 livros publicados, abrangendo as áreas da Educação, do Espiritismo e da Autoajuda, através de várias editoras, mas todos os livros podem ser adquiridos no site da Amazon: www.amazon.com.br.

Basta na busca inserir meu nome (Marcus De Mario), e os livros - nas versões impressa e digital - estarão ao seu dispor.

Aqui no menu do blog você encontra a lista de todos os livros para fazer sua escolha:

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Podcast - A honestidade


Novo episódio do podcast Análise & Crítica está no ar, tratando do tema Honestidade.

Assista em:

Acompanhe o podcast no Spotify. 

A crise moral dos nossos tempos


Marcus De Mario

Temos assistido diariamente escândalos os mais diversos, tais sejam os da corrupção, da violência, do desrespeito aos direitos humanos, da destruição da natureza, da criminalidade, atingindo patamares que nos assustam, num cortejo incessante de hipocrisia, egoísmo, orgulho, prepotência, vaidade por parte de muitas pessoas, enquanto outras se mostram indiferentes, dando-nos a impressão que o mal dominou as mentes e os corações, lembrando que deixar de fazer o bem quando se pode fazê-lo, já é um mal. O que está acontecendo? Onde encontrar o remédio para tantos males que flagelam a sociedade humana?

Muitas autoridades públicas, senão a maioria, alardeiam projetos de segurança pública, de distribuição de renda, de novas leis, principalmente em tempos que antecedem as eleições, sem que, de fato, vejamos indícios de melhora, mesmo quando esses projetos são colocados em prática. Por que essas práticas falham? O que está faltando?
Temos em nosso entendimento que o remédio que está sendo aplicado é ineficiente, por conta de não ser adequado à moléstia, não atingindo a causa. Muitas vezes combatemos os efeitos, numa batalha previamente perdida, pois se a causa não for atingida, não haverá solução, mas apenas paliativo, o que fará com que a causa do mal volte mais tarde, e ainda com mais força. E qual é a causa? Pelos seus efeitos podemos reconhecê-la: o egoísmo. O que estamos vivenciando é uma crise moral, ou crise de valores, vendo o ser humano pensar apenas em si e nos seus interesses, ou, quando muito, nos interesses do grupo ao qual pertence. Quem assim se movimenta, não é sensível ao coletivo, pois o egoísta não quer saber de fraternidade, solidariedade e caridade, agindo apenas a seu próprio proveito, alimentando o egoísmo com sua visão materialista da vida, ou seja, que é preciso usufruir agora, antes que a morte chegue, pois que ela representa o fim. Então, o indivíduo se lança na luta pelo poder, pelo acúmulo de riquezas, não medindo esforços, e pouco ou nada se preocupando com o prejuízo que causa aos outros.

Com o Espiritismo passamos a ter outra visão sobre a vida, não mais considerando a morte como o fim, e sim como continuidade, pois o espírita entende que o ser humano é uma alma imortal, e que existe o mundo espiritual, que nada mais é que outra dimensão da vida, onde a alma continua seu progresso, até ter a necessidade de nova experiência corporal na dimensão material da vida, e assim sucessivamente, neste e em outros mundos, até atingir, com o tempo, o estado de pureza espiritual. A solidariedade e a fraternidade passam a ter novo valor, assim como a caridade e a humildade, valores muito importantes para solução dos problemas sociais, pois adentram ao campo moral, e estamos certos que a crise atual não é política ou econômica, e sim de ordem moral.

Os Espíritos Superiores são taxativos ao afirmarem que somente a educação moral pode destruir o egoísmo, portanto, a solução da atual crise passa pela aplicação continuada, perseverante, da educação moral. Não se trata de ensinar moral na visão desta ou daquela religião ou filosofia, e sim de estudar, compreender e praticar as regras de conduta ensinadas por Jesus e que constam do Evangelho: perdoar as ofensas, amar a Deus, fazer sempre o bem, amar ao próximo, respeitar o direito do outro, e assim por diante, que o Espiritismo resgatou em espírito e verdade, sem nenhum viés teológico ou ideológico, apenas apondo a imortalidade da alma e a reencarnação como princípios salutares que elucidam os ensinos do guia e modelo da humanidade.
A educação moral é aquela que combate as más inclinações de caráter que o espírito esteja trazendo, ao mesmo tempo em que trabalha pelo desenvolvimento do seu potencial divino, colocando em prática a arte da formação do caráter e do estabelecimento dos bons hábitos de previdência, ordem responsabilidade, que levarão a pessoa a se melhorar moralmente, assim contribuindo com a melhora moral da sociedade.

A família, a escola e demais instituições humanas, precisam engajar-se no trabalho da educação moral junto à sociedade como um todo e, em destaque, junto às novas gerações, pois sem a educação moral estaremos combatendo apenas os efeitos, mantendo o egoísmo imune, o verdadeiro causador de tantos problemas que mancham a humanidade terrena.
Diante da crise moral de nossos tempos, o remédio eficaz também deve ser moral, e ele está todo contido na educação bem entendida, que vai muito além do ensinar e aprender conhecimentos, pois é urgente entendermos a educação como formadora da alma imortal, trabalhando a ética, a empatia, a resiliência e o amor ao próximo, como pilares essenciais para renovação das pessoas e da coletividade em que estão inseridas.

A educação moral é a única força capaz de destruir o egoísmo e resolver a crise moral que estamos vivendo.

terça-feira, 19 de maio de 2026

Vídeo - Evangelização Espírita


Por que temos que desenvolver a evangelização das crianças e dos jovens no centro espírita?

Essa é a abordagem desse vídeo da série Educação Espírita, publicada toda terça-feira, às 09 horas, no Youtube.

Acompanhe os vídeos em:

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Podcast - O amor é tudo


A transformação da família e da escola é dependente da aplicação do amor na educação.

Essa é a abordagem do episódio 0163 do podcast Análise & Crítica, que você assiste em:

Toda segunda-feira um novo episódio é publicado no Spotoify.

Acompanhe! 

A educação do espírito


Marcus De Mario


Para falar do Projeto Educação do Espírito, primeiramente passo a palavra ao espírito Benedita Fernandes, que através do médium Divaldo Franco, tece os seguintes comentários sobre a educação à luz da doutrina espirita:


A educação tem regime de urgência. Na tarefa da educação devem ser investidos os melhores recursos de que se pode dispor, a fim de que se colimem os objetivos elevados em prol de uma sociedade mais justa, portanto, feliz.
Desejando homens nobres, no futuro, deve-se educar a criança desde hoje. Educar é fomentar a vida sob qualquer aspecto em que se apresente.
A abrangência do verbo educar envolve o compromisso espiritual de criar, desenvolver e estimular os valores transcendentes do ser, não se atendo, apenas, a qualquer programática exclusivista, cuja ótica distorcida limita o vasto campo das suas realizações.
Por isso, o Espiritismo é uma doutrina essencialmente educativa, plasmadora de funções e aquisições de sabor eterno, porque penetra nas causas geradoras dos fenômenos humanos, solucionando os problemas vigentes onde quer que se manifestem.
Dessa forma, a educação espírita, de profundidade, portanto, não se limita à contribuição de recursos intelectuais, artísticos e convencionais, senão, à equação dos desafios evolutivos, preparando o indivíduo para tentames elevados e grandiosos.
Não se há porque descurar o dever da educação de todos os homens, especial e principalmente da criança e do jovem. A educação é compromisso de todo o dia e instante, em razão da sua complexidade.
A educação espírita – que se baseia no amor e na instrução, que iluminam a consciência e libertam o ser das injunções perniciosas – tem como instrumento o exemplo do educador que deve pautar a conduta pelo que ensina, superando-se em atos, de modo que as sementes de que se vale, de superior qualidade, manifestem-se em forma de paz e realização nele próprio.
Allan Kardec, como Jesus, foi educador, ensinando e vivendo as lições de que se fez intermediário com elevada abnegação e estima pela criatura, em consequência, pela humanidade.
Parafraseando Jesus, que disse: “Somente pelo amor será salvo o homem”, permitimo-nos afirmar que “Somente pela educação serão salvos o amor e o homem.”


Essas palavras do espírito Benedita Fernandes estão publicadas no livro Antologia Espiritual.

Falemos agora do Projeto Educação do Espírito.

Considerando que o Espiritismo, como doutrina de educação do ser imortal, tem por objetivo a formação do homem de bem e a consequente transformação moral do indivíduo e da sociedade, entendemos que isso só pode ser alcançado pela aplicação da educação moral desde a infância, servindo de antídoto eficaz contra o materialismo, o egoismo e a indiferença que ainda caracterizam as gerações de espíritos reencarnados. E como o Centro Espírita é escola de almas, a Educação Espírita Infantojuvenil, também conhecida como Evangelização Espírita, é tarefa essencial e urgente a ser desenvolvida para que o amor, a caridade e a ética promovam homens de bem e um planeta de regeneração.

São objetivos da Educação do Espírito:
1 - Desenvolver o senso moral do educando.
2 - Conscientizar o educando de sua realidade como espírito imortal.
3 - Discutir e analisar valores éticos.
4 - Permitir a inclusão social e cultural.
5 - Estimular a integração dos pais no processo da educação espírita infantojuvenil.

E nessa tarefa devem ser levados em conta os seguintes princípios, ou valores:
Respeito – Seguindo o ensino de Jesus: fazer ao outro somente o que gostaria que o outro me fizesse.
Solidariedade – Colocando a cooperação e a colaboração acima dos interesses pessoais, no trabalho em grupo.
Afetividade – Humanizando as relações com o outro, pois todos somos irmãos, filhos de Deus, Pai e Criador de tudo o que existe.
Honestidade – Reconhecendo as próprias limitações e tendências, assim como nos outros, dando do que temos e recebendo o que necessitamos.
Responsabilidade – Colocando em prática o ensino de Jesus: a cada um segundo suas obras, significando assumir os deveres.
Autonomia – Respeito ao livre arbítrio, no desenvolvimento das potencialidades, pois a lei divina é de evolução para a perfeição.
Convivência – Ninguém foi criado para viver sozinho, nem para impor aos outros suas crenças e ideias, mas sim para aprender o viver democrático.

O Projeto Educação do Espírito está inteiro no livro de minha autoria Educando o Espírito, que você adquire pela internet, tanto na Amazon quanto no Clube de Autores.

terça-feira, 12 de maio de 2026

Podcast - Prece por Aqueles que Amamos


Da Coletânea de Preces Espíritas de O Evangelho Segundo o Espiritismo, dedicamos a você a Prece por Aqueles que Amamos.

As preces são publicadas no Sptify.

Assista essa prece em:

Podcast - Deus Sabe


Aqui está o episódio Deus Sabe, do podcast Coragem e Esperança, que publicamos no Spotify, com mensagens de conforto e esclarecimento através da doutrina espírita.

Assista o episódio em:

Sigamos em frente!

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Podcast - Projeto educação do espírito


Conheça o Projeto Educação do Espírito no episódio #0162 do Podcast Análise & Crítica.

Você vai conhecer uma proposta pedagógica inovadora para a evangelização espírita.

Ouça em:

Lembrando que toda segunda-feira é dia de um novo episódio, que você acessa no Spotify.

Amor e criatividade


Marcus De Mario

Disse um professor que para transformar a educação só o amor não basta. Temos um pensamento um pouco diferente sobre esse tema, pois consideramos que o amor é o fundamento da educação, ou em outras palavras, é a essência da educação. Então, o amor deve ter a força de transformar o processo educacional, de romper paradigmas, de fazer uma nova escola. O problema não está no amor, mas em como o entendemos e aplicamos, confundindo-o com paternalismo, com acomodação, com afetividade melosa, quando o amor, como profundo sentimento, deve estar aliado à criatividade, a uma visão dinâmica da educação.

De fato, não basta dizer amar a educação, ou melhor dizendo, amar dar aula, pois aula não é sinônimo de educação, nem de escola. Professor que somente sabe reproduzir conteúdo curricular, que aplica sempre o mesmo tipo de avaliação, que gosta de ensinar mas não de dialogar, não pode ser visto como um educador. Falta a ele dinâmica, criatividade e, acima de tudo, falta-lhe compreender efetivamente o que é educação.
Agora, sendo o amor a base do trabalho educacional que deveria ser desenvolvido na escola, e isso não acontecendo, a culpa não é do amor, e sim das pessoas que se distanciam desse sublime sentimento, deixando-se engessar por rotinas excludentes, e por isso mesmo violentas, fazendo da escola um mero instituto de ensino, quando ela deveria ser uma instituição educadora, no mais profundo entendimento.

Quem ama, como bem lembrava Içami Tiba, educa! E para educar trabalha com entusiasmo, perseverança, criatividade, renovando-se constantemente, respeitando os educandos, compartilhando saberes e preocupando-se com a ética do respeito aos direitos de cada um.

Se a escola anda longe da educação, é porque está faltando amor nos corações dos professores, e assim não conseguem sensibilizar os alunos. É preciso, através do amor, superar os entraves burocráticos e pedagógicos que hoje mantém a escola parada no tempo, distanciada da modernidade e da verdadeira ciência da educação, que é o significado da palavra pedagogia.

Muitas pessoas clamam por uma escola diferente, pela transformação da escola, mas esquecem que isso é dependente de um novo olhar sobre a educação, recolocando o amor no centro do processo, pois somos pessoas lidando com pessoas. Como pode haver relacionamento sadio onde o amor não existe, ou está encoberto por camadas de poeira de preconceitos?
Neste ponto, devemos fazer uma pergunta: existem escolas onde se trabalha com amor e criatividade? E se existem, essas escolas fazem a diferença?

Sim, essas escolas existem e fazem a diferença. Comecemos pela Escola da Ponte, lá em Portugal, na cidade do Porto. Se você não a conhece, faça um passeio pelo YouTube, e você ficará encantado com sua história, com sua metodologia. Em terras brasileiras vamos destacar o Centro Educacional Conhecer, das famosas terras mineiras, lá na cidade de Leopoldina. Faça uma visita online acessando o Instagram, e você ficará encantado, novamente, com uma escola onde o amor rege o trabalho com as crianças.

Amor e criatividade devem estar sempre juntas, transformando a educação e a escola, mesmo porque o amor é criativo, é fonte inesgotável de ação.
E como estamos falando de educação, lembremos que ela não está circunscrita à escola. A educação abrange igualmente a família, pois o lar também deve ser considerado uma escola, ou melhor, um instituto de educação. É a conjugação da família com a escola, tendo o amor como essência pedagógica, que haverá de transformar as pessoas, que por sua vez transformarão a sociedade.

Estamos falando de um processo de médio e longo prazo que, se não o estivéssemos adiando, já estaria mostrando seus resultados. Você não acredita? Recomendo a leitura do livro Leonardo e Gertrudes, do educador Pestalozzi, que pode ser classificado como um romance pedagógico, cuja história bem retrata o que estamos afirmando. E por falar em Pestalozzi, aproveite seu passeio pelo YouTube para conhecer um pouco do Instituto de Yverdon, lá na Suíça, que em sua época, século XIX, foi considerado exemplo para todas as escolas.

O que está matando a educação, e também a escola e a família, é a acomodação ao processo de ensinagem (ensinar, ensinar…), quando deveríamos educar (amar, amar…).

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Vídeo - Educação do espírito


O que é a educação do espírito e como aplicá-la estão no vídeo Educação do Espírito.

Toda terça-feira, às 09 horas, disponibilizamos um vídeo da série Educação Espírita no YouTube.

Acompanhe em:

Podcast - Importância da evangelização espírita


O processo educacional da evangelização espírita e o futuro da humanidade é abordado no podcast Anális & Crítica, em seu episódio #0161.

Assista em:

Precisamos pensar


O pensamento é um dos atributos da inteligência, e se há algo que nunca podemos parar de fazer é pensar. Podemos nos acomodar a várias situações da vida, mas é fato que estamos sempre pensando alguma coisa, mesmo quando estamos em repouso, A questão a ser encarada de frente é que temos muitos pensamentos aleatórios, desconexos, e nem sempre, quando pensamos sobre algo, sabemos utilizar o raciocínio aliado ao bom senso. Isso se aplica perfeitamente nos debates sobre a educação, normalmente confundida com a metodologia, a didática, os recursos técnicos, o conteúdo curricular, as dependências físicas da escola, as tecnologias utilizadas. Todas essas coisas fazem parte do processo educacional, mas não são a educação. Elas têm a ver com a instrução, mas desacompanhadas da arte da formação do caráter, e desrespeitando o ritmo individual do educando, não promovem a educação.


Insistimos nisso, pois esse é o entendimento muito claro do Espiritismo, cuja doutrina é essencialmente educativa, vendo no educando uma alma imortal em progresso, trazendo das existências passadas uma bagagem refletida em suas ideias inatas e suas tendências de caráter. E pensando sobre isso, damos razão a Allan Kardec quando este nos diz que a educação deve corrigir as más tendências dessa alma, pois se isso não for feito, adentrará à sociedade com ideias egoístas e materialistas, como estamos assistindo há um bom tempo. Ora, indivíduos egoístas e materialistas não pensam no bem dos outros, não dão valor à fraternidade e solidariedade, e isso já é um mal que a todos atinge indistintamente.


O pensamento de Kardec está no comentário que faz à questão 685a de O Livro dos Espíritos, nos remetendo a um entendimento mais profundo sobre a educação, considerada, do ponto de vista moral, como prioritária para termos uma sociedade mais justa e alcançarmos a felicidade. Essa educação, muitas vezes, nem mesmo nas escolas de evangelização espírita encontramos, pois a base deveria ser o Evangelho, através do estudo e vivência dos ensinos morais de Jesus, unindo a teoria com a prática, numa educação dinâmica e ao mesmo tempo afetiva, desenvolvendo o senso moral e o sentimento, pois somente assim a criança e o jovem compreenderão que a inteligência deve ser fomentadora do bem, sendo esse bem para todos.


A educação moral é a única capaz de destruir o egoísmo que nos caracteriza, espíritos inferiores que somos, que ainda nos comprazemos com a violência, com os gozos materiais, desdenhando da própria realidade espiritual.

É urgente pensar a educação através da ótica moral e espiritual. Enquanto não fizermos isso continuaremos a assistir programas governamentais naufragarem, sem conseguirem corrigir as diferenças sociais, sem conseguir combater com eficácia a maldade, pois não adiantam leis e programas sem a contrapartida da educação que promove os valores humanos, a ética, a empatia, a resiliência, a partir de uma visão espiritualista sobre o ser e a vida, como nos apresenta o Espiritismo..

Insistir em aulas disso e daquilo no ambiente escolar, sem a devida adesão do educando, e sem levar em conta seus interesses e seu ritmo de aprendizagem, lotando-o de informações que ele não sabe para que servem, é desviar a educação, e a escola, de sua finalidade.

Passemos a palavra ao espírito Amélia Rodrigues, que em sua última existência foi professora nas terras baianas. Em texto intitulado Criança e Escola, psicografado pelo médium Divaldo Franco, e publicado no livro Sementeira da Fraternidade, ela nos entrega os seguintes pensamentos:

O primeiro passo de quem ensina deve ser dado no sentido de educar-se Não se educa sendo deseducado. Não se disciplina sem estar disciplinado.

A escola não é apenas um templo dedicado à instrução. É um altar para o culto da educação e um santuário para o amor.

Para educar é indispensável amar. Quem ama gera simpatia e afinidade. Na escola onde o amor se desdobra, a educação se aprimora.

Deixamos essas reflexões para você, para pensar com profundidade e sentir a importância da 4educação para transformar os rumos futuros da humanidade.

terça-feira, 21 de abril de 2026

Podcast Coragem e Esperança - Nunca Perca a Esperança


Do podcast Coragem e Esperança, que publicamos no Spotify, trazemos o episódio Nunca Perca a Esperança, com palavras à luz da doutrina espírita para você.

Assista em:

Vídeo - Jesus, o Educador


A visão do Espiritismo sobre Jesus enquanto mestre, é a abordagem desse vídeo da série Educação Espírita.

Os vídeos da série podem ser assistidos no YouTube, no canal Orientação Espírita.

Toda terça-feira, às 09 horas, um novo vídeo é publicado.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Podcast - O mundo de regeneração e a educação


A influência da educação na transição planetária é a abordagem do episódio #160 do podcast Análise & Crítica, com Marcus De Mario.

Assista em:

Toda segunda-feira um novo episódio é publicado. Acompanhe e reflita! 

O que é educação


Marcus De Mario

Para nós, a educação é o conjunto de estudos e experiências que propiciam ao educando desenvolver suas potencialidades de forma equilibrada, objetivando sua formação integral com o fim de termos o homem moral.


Fica implícito em nossa definição o finalismo superior da educação: o homem moral. E também o caminho para esse fim: a formação integral, equilibrada, que podemos ao nível do ensino destacar como sendo a aplicação da interdisciplinaridade, ou seja, o conjunto das disciplinas e dos temas de estudo em ação cooperativa, e não isolada. Também está caracterizado na definição a aplicação da experiência própria, do trabalho por parte do educando, assim como o reconhecimento de que ele é o agente de si mesmo, por ser portador de suas próprias potencialidades. Estamos falando da educação integral, aquela que conjuga de forma dinâmica os agentes sociais, o eu indivíduo e a vida num processo interativo. É sem dúvida, um processo educativo elaborado, mas o único que assegura o cumprimento de seu finalismo superior.

As ações equilibradas da natureza, do meio social, dos estados afetivos, da personalidade, etc., formam o processo da educação. Essa é a visão integral que leva em consideração as trocas e influências entre a família, a escola, os meios de comunicação, o trabalho, o lazer e tudo o mais. Isso importa em estabelecer que vida é educação, e tão rica é a vida que todo artificialismo é dispensável.

Muitos educadores - professores, assistentes sociais, psicólogos, pais, etc. - se desestimulam frente a atividades de estudo, pesquisa e elaboração prática em grupo, denunciando sua falta de visão do homem e do mundo, não conseguindo funcionar satisfatoriamente no âmbito das relações. Esses educadores são sistemas fechados, responsáveis pelo verbalismo inconsequente e pela constante troca de atividades na busca de soluções. Estão sempre à procura de receitas prontas sem perceber a dinâmica e profundidade da vida.

Em nossa definição dizemos que a educação deve levar o indivíduo a ser um homem moral, e isso acontecerá quando priorizarmos a formação no lugar da informação. Quando colocarmos a teoria e a prática a serviço da educação integral do ser.

Preconizamos através destas palavras a reformulação dos cursos de formação de educadores. Também defendemos a recapacitação dos educadores em atividade, pois toda teoria será derrotada se os responsáveis por sua aplicação não forem qualificados para colocá-la em prática. Enquanto os educadores estiverem arraigados ao ensino compartimentado, disseminado em disciplinas e matérias estanques, sem visão de totalidade, sem compreensão da interatividade das partes que compõem o todo, esse ensino não conseguirá promover de forma equilibrada as potencialidades do educando.

Ainda mais grave é constatarmos que, enquanto os educadores não se conscientizarem que a educação possui o finalismo superior de formar o ser, e não apenas de instruí-lo, essa educação que é promovida desde muito tempo jamais conseguirá estabelecer condutas éticas e relações de ordem moral. Para estabelecê-las será necessário resgatar os valores humanos: materiais, intelectuais, morais, espirituais, que encontram-se marginalizados, substituídos pela instrução, pelo imediatismo. É necessário conjugar, com o mesmo peso, os valores humanos com a instrução, ou em outras palavras, equilibrar no processo da educação a formação do caráter com a formação intelectual. Ao mesmo tempo desenvolvermos capacidades motoras e intelectuais com a sensibilização dos sentimentos e aquisição de virtudes.

Realmente, temos de concluir que não é a falta de conhecimento o motivo de tantos problemas no âmbito do ensino, mas, isto sim, a falta de visão integral do mesmo e a falta de conscientização sobre a vida e o finalismo superior da existência do ser humano. Quando os educadores compreenderem essa verdade, eis que surgirá plena a educação.

O estudo dos princípios do Espiritismo, informando que todos somos almas imortais, remete-nos a uma série de novas considerações sobre a educação. Essas novas considerações devem revolucionar, transformar a educação, não apenas fazendo pensar em novos rumos, mas levando-nos a considerar a educação moral do Espírito reencarnado a prioridade das prioridades, tanto na família quanto na escola.

Escola Espírita Joanna de Ângelis

Situada no município de Japeri, no estado do Rio de Janeiro, há 45 anos a Escola Espírita Joanna de Ângelis atua para transformar pela educ...