segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Podcast - O certo e o errado


No episódio de hoje trazemos reflexões sobre a honestidade e a verdade, o certo e o errado, seguindo os ensinos da doutrina espírita.

Assista em:

Pagando bem, que mal tem?


Marcus De Mario

Se todo mundo faz, por que eu não vou fazer? Se ninguém está vendo, qual é o problema? Se paga bem, que mal tem? As pessoas que utilizam essas e outras justificativas semelhantes, declaram que a necessidade de sobrevivência as obriga a fazer o que moralmente e legalmente não é correto, pois precisam olhar para si mesmas, afinal ninguém vive de brisa. Acontece que essas mesmas pessoas criticam a sociedade, o sistema e se escandalizam com a corrupção, entretanto, agem do mesmo modo, embora em escala menor, fazendo a mesma coisa. Ao invés de trabalharem pela melhora do sistema, se acumpliciam com o mesmo, deturpando valores e ações, sem respeito à lei e à ética.

Em ano eleitoral vemos muito a utilização dessas justificativas. É proibido, por exemplo, no dia da eleição distribuir os chamados santinhos, ou seja, folhetos com propaganda de candidato, mas se a proposta financeira for boa… E não importa se a pessoa gosta ou não do candidato (muitas vezes nem o conhece), pois ali está apenas pelo dinheiro.
Citamos um exemplo do que é considerado uma pequena transgressão à lei, mas sabemos de casos que se multiplicam de desvios de verbas públicas milionárias, assim como outros ilícitos que ficam encobertos, não chegam às mídias de comunicação, tudo em nome de se dar bem na vida, afinal ninguém está vendo… Será?

Esquecem os que assim agem que Deus tudo sabe, tudo vê, pois ele é a perfeição absoluta, o criador de tudo o que existe, e de sua justiça nada escapa, Como elucidou Jesus, a cada um é dado segundo as suas obras. Como a lei divina está gravada em nossa consciência, não temos como escapar do que estamos fazendo, devendo responder por isso no devido tempo.
Esse argumento sobre a justiça divina pode não ter nenhum efeito sobre quem não acredita na existência de Deus e na continuidade da vida após a morte, e isso é fato, mas temos também a questão moral que não pode ser colocada debaixo do tapete, afinal ninguém gosta de ser passado para trás, de ser ludibriado, ou de ser preso e parar num tribunal da justiça, mesmo que seja apenas para pagar uma multa ou realizar algum serviço comunitário como pena à transgressão. Então, se não queremos que isso nos aconteça, temos a medida exata para nossa ação no mundo: somente devemos fazer aos outros o que desejamos que os outros nos façam.

O fato de muitas pessoas desobedecerem a lei e as melhores regras de convivência, não justifica que possamos fazer o mesmo, pois o que é certo é certo, e o que é errado é errado, não importa o discurso que possamos fazer para tentar justificar o que não é justificável. Como dizem os espíritos superiores, o mal é sempre o mal, e o bem é sempre o bem.

Alguém lembrará: mas Deus nos julga conforme a intenção, e eu não tive a intenção de prejudicar ninguém. Pode não ter tido essa intenção, mas agiu de forma egoísta, e esse fato já traz prejuízos a alguém, portanto, está ferindo a lei divina. Naturalmente que Deus, na sua sabedoria, justiça e misericórdia, levará em conta nosso maior ou menor nível de consciência nas ações que praticamos, mas todo mal tem que ser reparado.

Temos visto muita inversão de valores para justificar procedimentos errôneos que realizamos. Somos muito bons para detectar o erro do outro e logo tecer um julgamento, normalmente condenatório, mas quando se trata de nós mesmos, ficamos até mesmo com raiva de quem aponta um defeito moral que tenhamos.
Está na hora de realizarmos nossa educação moral, de deixarmos de ser fiscais dos outros, para fiscalizar a nós mesmos.

Quem abraça o Espiritismo deve permitir que seus princípios o transformem moralmente. Quem estuda o Espiritismo sabe que ele tem por base os ensinos morais de Jesus, revivendo o Evangelho, e que deve empregar todos os esforços para ser um fiel representante do Cristo na Terra.

Lembremos a frase magistral de Allan Kardec: “reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz em dominar suas más inclinações”.

Seja qual for nossa situação existencial, devemos sempre dizer não a qualquer oferta financeira que fira a consciência, que esteja em desacordo com os ensinos do Evangelho, e assim, realizando nossa transformação moral, seremos influenciadores para a transformação moral da humanidade.

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Vídeo - A educação precisa de uma nova escola


Aqui está mais um vídeo da série Educação Espírita, com novas reflexões sobre a educação e a escola.

Toda terça-feira, 09h, você tem um novo vídeo publcado.

Acompanehe no canal Orientação Espírita:

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Podcast - Diante da ingratidão


Assista o podcast com o tema Diante da Ingratidão, aprendendo com o Espiritismo a compreender, tolerar e perdoar.

Toda segunda-feira um novo episódio de Análise & Crítica é publicado no Spotify.

A finalidade do centro espírita


Marcus De Mario

Da coleção de obras ditadas pelo espírito Manoel P. de Miranda através do médium Divaldo Franco, destacamos o livro Trilhas da Libertação, lançado no ano de 1996, com a bandeira editorial da Federação Espírita Brasileira, onde encontramos preciosas lições acerca do centro espírita e da mediunidade, trazendo para nossa reflexão pequeno trecho, mas muito elucidativo, que transcreveremos a seguir. Antes, esclareçamos que trata-se de uma explicação dada pelo espírito Vicente, que à época era o dirigente espiritual de um centro espírita que estava às voltas com desvios doutrinários por parte dos seus integrantes encarnados. A uma pergunta que lhe foi endereçada a esse respeito pelo autor do livro, ele respondeu:

“Numa sociedade espírita, a tarefa primacial é a de iluminação da consciência ante a realidade da vida, seus fins, sua melhor maneira de agir, preparando os indivíduos para a libertação do jugo da ignorância, a grande geradora de males incontáveis.”

É muito importante conversarmos sobre a finalidade do centro espírita, pois temos visto muitos dirigentes preocupados com a quantidade de frequentadores e tarefeiros, em muitos casos essa preocupação chegando ao ponto de vincularem o funcionamento do centro espírita aos serviços mediúnicos de tratamento espiritual, pois a mediunidade curativa atrai as pessoas, lota as dependências da instituição; em outros casos recorre-se à mediunidade psicográfica na obtenção de mensagens de entes queridos desencarnados, o que também é chamariz para um grande público ávido de informações de quem agora vive no mundo espiritual. Em ambos os casos, o fenômeno assume o lugar da doutrina, e isso caracteriza desvio de finalidade do centro espírita, que deve sempre ser fiel representante do Espiritismo.

Nas obras básicas, que conhecemos como Codificação Espírita, ou seja, os livros assinados e publicados por Allan Kardec, reunindo os ensinos dos espíritos superiores, temos essa questão muito bem esclarecida, mostrando que o fenômeno mediúnico não é o principal, mas sim a filosofia e as consequências morais dos ensinos espíritas. A mediunidade faz parte das atividades do centro espírita, mas jamais deve ser espetáculo público, não devendo ser utilizada como meio de atrair público, pois em assim acontecendo, são grandes os riscos de desvios de conduta por parte dos médiuns, que podem até mesmo deixar-se levar pela mistificação, pressionados que ficam em ser intermediários constantes dos fenômenos de cura ou de psicografia.

Temos assistido centros espíritas transformarem-se em verdadeiros hospitais, com suas dependências repletas de macas, camas hospitalares, com médiuns e apoiadores vestidos de branco, quando isso nada tem a ver com o Espiritismo e sua prática. As pessoas que ali comparecem têm o objetivo de apenas melhorarem da saúde com o tratamento aos seus males orgânicos ou psíquicos, sem nenhuma preocupação com o estudo da doutrina espírita, sem vinculação com a necessidade da autoeducação e da moralização que, na verdade, carecem profundamente. O mesmo percebemos nas organizações espíritas que promovem sessões para obtenção de cartas mediúnicas de entes queridos desencarnados, com dia e hora marcados, como se os espíritos estivessem sob nossas ordens e não fossem dotados de livre arbítrio. Os médiuns são considerados meras máquinas reprodutoras de mensagens do além, na maioria sem oferecer detalhes significativos dos autores das mesmas, à frente de um público que pouco ou nada quer saber dos princípios e vivência do Espiritismo e do Evangelho.

Essas situações configuram desvio da finalidade do centro espírita, que deve proporcionar aos que o procuram o estudo do Espiritismo, para que assim as pessoas possam ter uma nova visão sobre a vida, podendo responder por si mesmas quem são, de onde vieram, o que estão fazendo aqui e para onde vão, pois é isso o que a doutrina espírita proporciona aos seus adeptos, motivo pelo qual o espírito Vicente acentua que “a tarefa primacial é a de iluminação da consciência ante a realidade da vida”, realidade essa que significa olhar para si como alma imortal em caminhada evolutiva até a perfeição, numa visão reencarnacionista, dando um novo sentido ao viver.

Vivendo numa aura mística, bem ao gosto cultural brasileiro, compreendemos que o fenômeno exerça um forte poder de atração sobre as pessoas, mas o dirigente do centro espírita deve deixar de lado qualquer injunção com o misticismo e o espetáculo, lembrando que a qualidade deve ser o objetivo, e não a quantidade; que a libertação das consciências dessa cultura fenomênica é o objetivo a ser perseguido, conforme as diretrizes doutrinárias seguras apresentadas por Allan Kardec.

Recomendamos a leitura atenta e o estudo dessa obra magnífica que é Trilhas da Libertação, pois temos certeza que muito contribuirá para o melhor entendimento e a melhor prática do Espiritismo, além de trazer subsídios importantes para sérias reflexões sobre o centro espírita e a mediunidade. Nada temos a perder, mas muito a ganhar, abrindo espaço para essa leitura, estudo e séria reflexão.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Vídeo - A evangelização e a comunidade


A evangelização espírita e sua interação com a comunidade no entorno do centro espírita, é o tema do vídeo da série Educação Espírita que convidamos você a assistir.

Toda semana, na terça-feira, às 09 horas, um novo vídeo é publicado.

Acompanhe a série no canal Orientação Espírita:

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Podcast - Ninguém pertence a ninguém


A violência contra a mulher e o feminicídio são o assunto do podcast Análise & Crítica, que você assiste em:

Abordagem de Marcus De Mario à luz da doutrina espírita e dos direitos iguais.

Podcast - O certo e o errado

No episódio de hoje trazemos reflexões sobre a honestidade e a verdade, o certo e o errado, seguindo os ensinos da doutrina espírita. Assist...