terça-feira, 3 de novembro de 2026

Vídeo - A arte da formação do caráter


A educação moral na visão espírita é a abordagem de mais um episódio da série Educação Espírita.

Toda terça-feira publicamos um novo vídeo.

Acompanhe e assista em:

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Podcast - Contribuição do espiritismo para a educação


O episódio desta semana do podcast Análise & Crítica, traz profundas reflexões sobre a educação através dos princípios norteadores da doutrina espírita.

Assista em:

Não esqueça que toda segunda-feira, no Spotify, você tem um encontro com um novo episódio.

O espiritismo e a educação


Marcus De Mario


Você já parou para se perguntar de onde vem a índole moral que a criança em tenra idade apresenta? Se ela ainda nem chegou aos dois anos de idade, e a educação dos pais não teve tempo e poder de exercer grande influência, como ela pode estar demonstrando certos conhecimentos e, mais do que isso, certos pendores para o bem ou para o mal? Você percebe nitidamente que esses conhecimentos e esses pendores são da própria criança, nada tem a ver com qualquer influência externa, e procura na ciência uma explicação, nada encontrando que satisfaça plenamente sua indagação. É que a ciência, ainda materialista, não leva em consideração a existência, sobrevivência e reencarnação da alma, tudo centrando no mundo biológico, ficando em apuros para explicar o que está além disso. Entretanto, com a ciência espírita, que pesquisa e estuda a realidade da vida espiritual e seu intercâmbio com a vida material, tudo se esclarece de forma clara, objetiva e sem permitir dúvida.


Para o Espiritismo o nascimento é apenas a culminância do processo reencarnatório, ou seja, do processo da volta da alma à vida corpórea, para cumprir uma nova existência, num novo corpo e numa nova situação social e de personalidade. Como a alma já teve outras experiências reencarnatórias, traz consigo as ideias inatas e as tendências de caráter, conforme as vivências tidas nessas outras existências, as chamadas vidas passadas. Nada fica perdido, tudo se encadeia, pois o esquecimento do passado é relativo, e o que não está no consciente está perfeitamente registrado e guardado no inconsciente. Então, diante dessa constatação, podemos afirmar com toda segurança que a criança é um espírito ou alma reencarnado.


A imortalidade da alma e a reencarnação são princípios básicos do Espiritismo, e esses princípios proporcionam verdadeira revolução pedagógica, mudando de perspectiva os esforços que fazemos na educação, pois a criança deixa de ser um ser vago, indefinido, ou um adulto em miniatura, derrubando conceituações neurológicas e psicológicas que tentam explicar o que não se pode explicar apenas do ponto de vista material, biológico.

Se temos com o Espiritismo uma nova ciência pedagógica, temos igualmente uma nova filosofia da educação que, por sua vez, determina uma nova prática de ensino, pois agora passamos a considerar a imortalidade da alma, sua sobrevivência ao fenômeno da morte, sua vida na dimensão espiritual e seu retorno ao mundo corpóreo em nova encarnação, tudo com a finalidade superior de desenvolvimento do seu potencial divino, rumo à perfeição tanto intelectual quanto moral.

Enquanto caminhamos ainda a passos lentos para adentrar com os conceitos espíritas sobre o ser e a vida nas escolas, universidades e gabinetes científicos, temos no serviço de evangelização da família propiciado pelos centros espíritas, o grande laboratório pedagógico da educação do espírito, com a oportunidade de trabalhar a criança, o adolescente, o jovem e o adulto a partir dessa visão transcendente, visão que é ao mesmo tempo revolucionária e transformadora.

Não basta afirmar que a criança é um espírito reencarnado, é necessário deixar-se penetrar por essa verdade, modificando pensamentos e ações, pois do contrário teremos um belo conceito, mas sem execução prática. Não basta ser professor na escola para ser evangelizador/educador no centro espírita. Isso pode acontecer, mas nem sempre dará os melhores resultados, pois o professor precisa se compenetrar da sua missão educadora do espírito imortal e reencarnado, do contrário, fará da evangelização espírita um repositório de velhos e descascados conceitos e práticas, na contramão do que nos apresenta a Doutrina Espírita.

Como todos nós passamos pelo processo de nascimento para uma nova existência, incluindo aqui a experiência pelo período infantil, podemos afirmar que, agora adultos, também somos um Espírito reencarnado, e não podemos esquecer que já fomos crianças, que trouxemos conosco ideias inatas e tendências de caráter, assim como não podemos esquecer a influência que a educação exerceu sobre nós.

Diante disso, perguntemos: que educação estamos promovendo com as crianças? Estamos olhando para o futuro não apenas da existência terrena, mas para o amanhã depois da morte e, ainda mais, para o que virá em próxima existência material neste mundo? Estamos promovendo a formação do caráter para a honestidade, a bondade, a caridade e o amor? Estamos combatendo as más tendências que o Espírito ainda está trazendo? Estamos desenvolvendo as virtudes que ele igualmente traz já em certo desenvolvimento?

Como vemos, afirmar que a criança é um espírito reencarnado muda tudo na educação, por isso podemos também afirmar, sem medo de errar, que o Espiritismo é essencialmente doutrina de educação do ser humano enquanto está na vida material, e também da alma que prossegue a vida no mundo espiritual.

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Programas espíritas na internet


Estamos à frente de três programas transmitidos pela internet:

Espiritismo e Educação - toda terça-feira, às 08h05, pela Web Rádio Estação da Luz, compartilhando a tela com o amigo Ronaldo Gomes.

O Evangelho em Espírito e Verdade, toda quinta-feira, às 17 horas, em transmissão da Web Rádio Cristo Consolador.

Na Era do Espírito, toda sexta-feira, às 18 horas, pelo canal Orientação Espírita, com a participação da amiga Dircinéia José.

Assista e e divulgue!

Vídeo - O amor e o senso moral


Os espíritos superiores afirmam que precisamos dsenvolver o senso moral, e para isso precisamos também sensibilizar o sentimento. Essa é a abordagem que fazemos no Educação Espírita.

Toda terça-feira, às 09 horas, um novo vídeo para você.

Assista e compartilhe!

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Podcast - A fome no mundo


Por que temos tanta fome no mundo? Por que diariamente morrem pessoas por falta de acesso à alimentação? No episódio de hoje do podcast Análise & Crítica, Marcus De Mario analisa essa realidade à luz da Doutrina Espírita.

Assista em:

Toda segunda-feira um novo episódio para você.

No mundo das ideias


Marcus De Mario

Somos almas viajantes da eternidade, de encarnação em encarnação realizando nosso progresso, individualidades com sua própria história, por isso estamos em graus diferentes de inteligência e moral, pois o progresso, embora feito no convívio social, é dependente do uso que cada um faz do seu livre arbítrio. Isso nos leva a entender porque não pensamos da mesma maneira, porque temos ideias as mais diversas e nem sempre concordamos sobre determinado assunto ou tema. E é muito bom que seja assim, pois se todos pensássemos sempre igual, tenderíamos a ficar acomodados, assim retardando nosso progresso e o da humanidade.

A divergência de ideias, quando não extrapola para a violência, é salutar, pois nos incentiva a saber ouvir e dialogar, procurando o melhor entendimento, e este é o ponto que queremos abordar. Podemos pensar diferente de um familiar querido ou de um amigo, não concordando com o pensamento dele, mas isso não significa que tenhamos que impor nosso pensamento a ele, nem que ele tenha que fazer isso conosco. Pensamentos discordantes, ideias contrárias, não significam que uma amizade tenha que se transformar em luta protagonizada por inimigos.

Discordar no campo das ideias é diferente de levar a questão para o campo pessoal, cortando a amizade. Podemos divergir, mas mantendo o bom relacionamento, com fraternidade e respeito, e isso é o desejável, ainda mais quando abraçamos o Espiritismo, que por sua vez revive o Evangelho, onde aprendemos que devemos amar uns aos outros.
É muito triste vermos pessoas brigando por causa de ideias diferentes sobre um mesmo assunto, gerando mágoa, ressentimento e até mesmo desejo de vingança, com lindas amizades jogadas num campo de guerra, quando deveríamos saber compreender o outro do mesmo jeito que gostaríamos que ele nos compreendesse, colocando em prática esse sublime ensino de Jesus, pois devemos fazer ao outro somente o que desejamos que ele nos faça.

Qual é o problema de não pensarmos do mesmo jeito, de não queremos a mesma coisa? Saibamos conversar, ponderar, tolerar e, quando o caso, perdoar, se o outro estiver num posicionamento radical.
Aliás, todo radicalismo e fanatismo é prejudicial, e o espírita, por ser igualmente um cristão, deve esforçar-se em utilizar as ferramentas da compreensão e da tolerância, evitando contendas inúteis e que trarão prejuízos para ambos os lados. Nada de querer impor a ferro e fogo a própria ideia ao outro, que tem todo o direito de pensar diferente.

Nessa questão, solicita-nos Jesus que procuremos nos reconciliar com o adversário enquanto estamos no caminho com ele, para que depois da morte, no retorno ao mundo espiritual, não nos suceda algo pior. Então é aqui e agora que precisamos semear amizades, e não acumular inimigos.

O mundo das ideias é vasto, muito amplo e profundo, sendo quase impossível encontrar duas pessoas que pensem do mesmo jeito e concordem em harmonia sobre todas as coisas, o que nos leva a imaginar o quão difícil é essa convergência na relação com muitas pessoas. Como diz um amigo espírita, onde temos duas pessoas reunidas já temos um problema a resolver, pois não é fácil, em nosso atual estágio evolutivo, manter uma relação saudável, em perfeita harmonia.

Tomemos cuidado com o que vamos intitular de contaminação ideológica, que não possui espaço no ideário espírita. Ideologias são conceituações humanas fechadas, muitas vezes sem base na razão e no bom senso, enquanto o Espiritismo é uma doutrina, ou seja, um conjunto de princípios com base na observação dos fatos, no raciocínio lógico, configurando ao mesmo tempo uma filosofia, uma ciência e uma religião, face às consequências morais de seus princípios.

Seja na família, seja no ambiente de trabalho profissional, seja nas redes sociais, seja na comunidade em que vivemos, procuremos solidificar belas amizades, respeitando o outro como ele é, com o pensamento que ele possui, pois assim fazendo vamos garantir a continuidade desse intercâmbio pelo sentimento do amor, que deve nos unir, para o depois da morte e nas futuras encarnações.

Podemos não concordar sobre isto ou aquilo, mas isso não significa levar essa divergência para o campo pessoal. As ideias podem ser diferentes, mas com compreensão e tolerância saibamos preservar o tesouro da amizade.

Vídeo - A arte da formação do caráter

A educação moral na visão espírita é a abordagem de mais um episódio da série Educação Espírita. Toda terça-feira publicamos um novo vídeo. ...