segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Podcast - A finalidade do centro espírita


O podcast Análise & Crítica traz para você, com Marcus De Mario, uma análise sobre o centro espírita e sua finalidade, com oportunas reflexões.

Ouça o episódio em:

Toda segunda-feira você tem um novo episódio publicado no Spotify.

O certo e o errado


Marcus De Mario


Um amigo, diretor de um centro espírita, narrou-nos a seguinte história:


“O centro estava em obras, com ampliação e reforma de sede, e havíamos em diretoria decidido da necessidade das janelas existentes serem trocadas, assim deixando tudo igual, tanto na parte já existente, que estava sendo reformada, quanto na parte nova em fase final de construção. Para isso fizemos campanha específica para arrecadação financeira referente à compra e instalação das novas janelas. Depois de um tempo, e com o auxílio de todos, conseguimos o dinheiro, e eu fiquei encarregado de comprar as janelas, que seriam confeccionadas em alumínio por um serralheiro. No dia marcado, fui até a serralheria, levando as medidas e o modelo. O serralheiro me atendeu e combinamos tudo, inclusive o preço, que já era o esperado. Foi então, meu amigo, que cometi um deslize. Ele me perguntou se ia querer ou não a nota fiscal, e eu disse que sim, por causa da contabilidade do centro espírita, mas ele informou que sem a nota fiscal poderia dar um desconto, pois não pagaria nenhum imposto. Bem, na mesma hora pensei no minguado caixa da instituição, o quanto é sacrificial fazer arrecadação financeira, e não titubeei: combinei e paguei o valor sem a nota fiscal. Saí dali todo satisfeito, mas no meio do caminho de volta ao lar, pensei: o que acabei de fazer não é correto, estou burlando a lei. Então voltei e desfiz o negócio, solicitando a nota fiscal e pagando a diferença. O serralheiro ficou espantado e me perguntou porque estava abrindo mão da vantagem financeira. Respondi que era mais importante obedecer a voz da minha consciência, como cristão que estou procurando ser. Naquela noite dormi em paz.”
Muitas pessoas, ouvindo essa história, dirão: mas ele foi otário, gastou um dinheiro que o centro espírita sofreu para arrecadar, quando o serralheiro ofereceu entregar a mercadoria sem a nota fiscal, cobrando um valor menor. E arrematam: se fosse eu não perderia essa vantagem. E assim muitos agem sem medir as consequências, mesmo sabendo que essa ação foi ilícita do ponto de vista legal e moral.


Nosso amigo explicou bem porque recuou e refez o negócio: o verdadeiro espírita, que é também verdadeiro cristão, obedece a voz da consciência, onde está gravada a lei divina, e procura tudo fazer com correção, obedecendo a lei humana, mesmo que esta seja injusta, pois sabe que agindo assim terá moral de trabalhar pela alteração dessa lei, assim como servirá de bom exemplo para os outros.

Quem procura levar vantagem em tudo, pouco se importando com aqueles que são prejudicados, está infringindo, acima de tudo, a lei divina, e pagará caro por isso, pois terá pela frente, mais cedo ou mais tarde, ainda nesta existência, ou depois da morte, e mesmo em próxima encarnação, dores e sofrimentos proporcionais, pois Deus é justo e não pode beneficiar quem pensa somente em si mesmo.

No caso que usamos como exemplo, poder-se-á pensar que ele não estava agindo em causa própria ao burlar a legislação, mas sim por amor ao centro espírita do qual é dirigente. Não importa, a honestidade deve ser exercida sempre, pois o que é certo é certo, e o que é errado é errado, e não há discurso que possa mudar isso.

O mundo está repleto de facilidades ilícitas, e devemos nos precaver quanto a isso, mantendo-nos retos na conduta, pois somente assim a humanidade poderá melhorar.

Que importa que falem mal de nós, que sejamos motivo de piada na boca dos outros? Ter a consciência tranquila é mais importante.

Infelizmente temos visto muitas pessoas que só pensam em levar vantagem, que não estão nem aí para os outros, para a lei ou para Deus. Pobres seres humanos que assim mostram sua inferioridade espiritual, o quanto estão terra a terra, deixando-se levar pelo mal, e mesmo se comprazendo com ele. São loucos, pois a vontade divina pode retirá-los do cenário terrestre quando quiser, e então, sem nada do que é da matéria, que terão de si mesmos para mostrar no outro lado da vida?

Tenhamos no Evangelho, iluminado e redescoberto pelo Espiritismo, nosso guia seguro, podendo então dormir tranquilamente, como o justo que tem a consciência em paz.

sábado, 17 de outubro de 2026

Jornalismo espírita de qualidade


O jornal Correio Espírita, que já circulou por todo o Brasil em versão impressa no papel, e hoje está digital, mantém seu trabalho com artigos, entrevistas, notícias e informações, sempre com base nos princípios do Espiritismo.

A edição do Correio Espírita é mensal, e você pode fazer sua assinatura, que dará acesso a amplo conteúdo.

Conheça o Correio Espírita em:

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Vídeo - Ensinar e aprender


Você sabe como acontece o processo de aprendizagem? E como deve ser realizado o ato de ensinar?

No vídeo Ensinar e Aprender fazemos essa abordagem através da doutrina espírita.

Acompanhe a série Educação Espírita no YouTube:

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Podcast - O certo e o errado


No episódio de hoje trazemos reflexões sobre a honestidade e a verdade, o certo e o errado, seguindo os ensinos da doutrina espírita.

Assista em:

Pagando bem, que mal tem?


Marcus De Mario

Se todo mundo faz, por que eu não vou fazer? Se ninguém está vendo, qual é o problema? Se paga bem, que mal tem? As pessoas que utilizam essas e outras justificativas semelhantes, declaram que a necessidade de sobrevivência as obriga a fazer o que moralmente e legalmente não é correto, pois precisam olhar para si mesmas, afinal ninguém vive de brisa. Acontece que essas mesmas pessoas criticam a sociedade, o sistema e se escandalizam com a corrupção, entretanto, agem do mesmo modo, embora em escala menor, fazendo a mesma coisa. Ao invés de trabalharem pela melhora do sistema, se acumpliciam com o mesmo, deturpando valores e ações, sem respeito à lei e à ética.

Em ano eleitoral vemos muito a utilização dessas justificativas. É proibido, por exemplo, no dia da eleição distribuir os chamados santinhos, ou seja, folhetos com propaganda de candidato, mas se a proposta financeira for boa… E não importa se a pessoa gosta ou não do candidato (muitas vezes nem o conhece), pois ali está apenas pelo dinheiro.
Citamos um exemplo do que é considerado uma pequena transgressão à lei, mas sabemos de casos que se multiplicam de desvios de verbas públicas milionárias, assim como outros ilícitos que ficam encobertos, não chegam às mídias de comunicação, tudo em nome de se dar bem na vida, afinal ninguém está vendo… Será?

Esquecem os que assim agem que Deus tudo sabe, tudo vê, pois ele é a perfeição absoluta, o criador de tudo o que existe, e de sua justiça nada escapa, Como elucidou Jesus, a cada um é dado segundo as suas obras. Como a lei divina está gravada em nossa consciência, não temos como escapar do que estamos fazendo, devendo responder por isso no devido tempo.
Esse argumento sobre a justiça divina pode não ter nenhum efeito sobre quem não acredita na existência de Deus e na continuidade da vida após a morte, e isso é fato, mas temos também a questão moral que não pode ser colocada debaixo do tapete, afinal ninguém gosta de ser passado para trás, de ser ludibriado, ou de ser preso e parar num tribunal da justiça, mesmo que seja apenas para pagar uma multa ou realizar algum serviço comunitário como pena à transgressão. Então, se não queremos que isso nos aconteça, temos a medida exata para nossa ação no mundo: somente devemos fazer aos outros o que desejamos que os outros nos façam.

O fato de muitas pessoas desobedecerem a lei e as melhores regras de convivência, não justifica que possamos fazer o mesmo, pois o que é certo é certo, e o que é errado é errado, não importa o discurso que possamos fazer para tentar justificar o que não é justificável. Como dizem os espíritos superiores, o mal é sempre o mal, e o bem é sempre o bem.

Alguém lembrará: mas Deus nos julga conforme a intenção, e eu não tive a intenção de prejudicar ninguém. Pode não ter tido essa intenção, mas agiu de forma egoísta, e esse fato já traz prejuízos a alguém, portanto, está ferindo a lei divina. Naturalmente que Deus, na sua sabedoria, justiça e misericórdia, levará em conta nosso maior ou menor nível de consciência nas ações que praticamos, mas todo mal tem que ser reparado.

Temos visto muita inversão de valores para justificar procedimentos errôneos que realizamos. Somos muito bons para detectar o erro do outro e logo tecer um julgamento, normalmente condenatório, mas quando se trata de nós mesmos, ficamos até mesmo com raiva de quem aponta um defeito moral que tenhamos.
Está na hora de realizarmos nossa educação moral, de deixarmos de ser fiscais dos outros, para fiscalizar a nós mesmos.

Quem abraça o Espiritismo deve permitir que seus princípios o transformem moralmente. Quem estuda o Espiritismo sabe que ele tem por base os ensinos morais de Jesus, revivendo o Evangelho, e que deve empregar todos os esforços para ser um fiel representante do Cristo na Terra.

Lembremos a frase magistral de Allan Kardec: “reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz em dominar suas más inclinações”.

Seja qual for nossa situação existencial, devemos sempre dizer não a qualquer oferta financeira que fira a consciência, que esteja em desacordo com os ensinos do Evangelho, e assim, realizando nossa transformação moral, seremos influenciadores para a transformação moral da humanidade.

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Vídeo - A educação precisa de uma nova escola


Aqui está mais um vídeo da série Educação Espírita, com novas reflexões sobre a educação e a escola.

Toda terça-feira, 09h, você tem um novo vídeo publcado.

Acompanehe no canal Orientação Espírita:

Podcast - A finalidade do centro espírita

O podcast Análise & Crítica traz para você, com Marcus De Mario, uma análise sobre o centro espírita e sua finalidade, com oportunas ref...