A série vai ao ar toda terça-feira, às 09 horas, no YouTube:
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
Vídeo - Finalidade da educação
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Prece - Para Afastar os Maus Espíritos
Dando continuidade à Coletânea de Preces Espírita, oferto ao seu coração a Prece para Afastar os Maus Espíritos:
Acesse as preces no Spotify.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
Podcast - Educação sempre
Assista o episódio #0156 do podcast Análise & Crítica, postado no Spotify, com o tema Educação Sempre, acessando o link:
Toda segunda-feira pela manhã, um novo episódio é publicado.
Dinâmica da evangelização espírita
Marcus De Mario
Em visita a um centro espírita, onde fomos recebidos com muito carinho e fraternidade, a responsável pela evangelização infantojuvenil, uma simpática senhora que, por certo, a criançada já devia chamar de vovó, pois que ali estava nesse trabalho faziam quase cinquenta anos, narrou-nos os procedimentos, rotinas e atividades que ela praticava, junto com outra companheira, também de idade mais distante da juventude. Notava em seus olhos o brilho do amor e dedicação à tarefa evangelizadora das crianças, mas tudo o que me descreveu estava pedagogicamente ultrapassado, parado no tempo, como se ali não estivéssemos no século vinte e um, mas sim, quando muito, na década de mil novecentos e oitenta do século vinte.
Indaguei se ela acompanhava as orientações do movimento espírita, e se tinha leitura dos principais educadores espíritas, e ela confessou estar tão atarefada com a família e o centro espírita, onde também desenvolvia outras tarefas, que não tinha tempo para ler e estudar novos materiais, mas que ela tinha feito mais de um curso de capacitação de evangelizadores, isso, provavelmente, quando jovem, e digo provável, porque ela não me disse quando havia feito esses cursos. Acontece que um educador não pode se dar por satisfeito e parar de estudar e de se educar. A educação é um processo dinâmico e contínuo.
Então, veio a famosa queixa: as crianças estão sumindo do centro espírita; os pais não mostram mais interesse em levar os filhos para a evangelização. Perguntamos: porquê? Ela vagueou os olhos pelo ambiente, e respondeu depois de pensar por alguns instantes: “Deve ser por causa dessas coisas novas de tecnologia, hoje em dia as crianças só querem saber de celular, e aqui nós não permitimos seu uso. Falar de Jesus com elas é um problema.”
Bem, as tais coisas novas de tecnologia atestam a evolução científica, e portanto do conhecimento, que a humanidade vem realizando nas últimas décadas, dando-nos a internet, as telas digitais, a inteligência artificial e tantas outras coisas que agora fazem parte do nosso modo vivencial. Tempos atrás precisávamos ir a uma agência bancária para pagar as contas do mês, agora utilizamos um aplicativo instalado no celular e tudo fazemos: pagamentos, transferências, aplicações, quase tudo. Isso não pode ser desconsiderado pelos evangelizadores.
Já se foi o tempo do uso do flanelógrafo, do jogral e outras práticas educacionais que tiveram sua importância no passado, mas que hoje não mais correspondem à realidade das novas gerações. E o uso de dependências físicas não adaptadas às crianças é outro problema, pois muitos centros espíritas ainda utilizam do improviso para o desenvolvimento da evangelização.
Precisamos acordar para a importância e dinâmica da evangelização espírita infantojuvenil, que deve ser prioridade nos serviços prestados pelo centro espírita. Para uma melhor dinâmica, os evangelizadores precisam entender que devem parar de dar aula, de querer ensinar e ensinar, pois estamos lidando com seres humanos que são espíritos reencarnados, que possuem um determinado grau de progresso, que pensam e sentem, que sonham e são criativos, que possuem o potencial divino para desenvolver, e que necessitam dos devidos estímulos para isso. Não temos que ensinar, mas estimular, orientar, facilitar, por isso a aula deve ser substituída por rodas de conversa, pesquisas, debates, atividades mais práticas e ligadas à vida.
E, por mais amor tenhamos à tarefa evangelizadora espírita, devemos compreender a necessidade de ampliarmos a equipe de colaboradores, permitindo aos jovens se qualificarem para a tarefa, chegando o momento de nos retirarmos ou ficarmos apenas na supervisão ou coordenação geral, mas sem atrapalhar, sem ficarmos parados no tempo, o que somente irá prejudicar o processo.
Tanto a criança quanto o jovem gostam de participar, e trazem atualmente uma bagagem grande de conhecimentos, pois a tecnologia digital muito facilitou isso, e não podemos descartar sumariamente essa realidade. Recomendamos a leitura e estudo das obras dos educadores espíritas Lucia Moysés e Walter Oliveira Alves, cujos livros estão publicados e disponíveis, onde o evangelizador irá encontrar farto material teórico e prático voltado para a evangelização infantojuvenil. Devemos dizer que é uma obrigação, um dever de consciência, todo evangelizador espírita, individualmente e em grupo, fazer essas leituras e estudos.
Para terminar, deixemos uma indagação no ar: será que a queda de frequência das crianças e dos jovens, não é também motivada pela falta de dinâmica, criatividade e atualidade dos procedimentos utilizados pelos evangelizadores? Pensemos...
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
Vídeo - Orientação aos Pais
Toda terça-feira, às 09 horas, um novo vídeo é publicado.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
Como a criança aprende
Lendo o maravilhoso livro Vivendo, Amando e Aprendendo, do educador norte americano Léo Buscaglia, que nos deixou admiráveis obras, encontramos sua transcrição de um texto de Frederick Molfett, da Secretaria de Educação de Nova York, publicado no documento “Como a Criança Aprende”:
“Assim é que a criança aprende, captando as habilidades pelos dedos das mãos e dos pés, para dentro de si. Absorvendo hábitos e atitudes dos que a rodeiam, empurrando e puxando o seu próprio mundo. Assim a criança aprende, mais por experiência do que por erro, mais por prazer do que pelo sofrimento, mais pela experiência do que pela sugestão e a dissertação, e mais por sugestão do que por direção. E assim a criança aprende pela afeição, pelo amor, pela paciência, pela compreensão, por pertencer, por fazer e por ser. Dia a dia a criança passa a saber um pouco do que você sabe, um pouco mais do que você pensa e entende. Aquilo que você sonha e crê é, na verdade, o que essa criança está se tornando. Se você percebe confusa ou claramente, se pensa nebulosa ou agudamente, se acredita tola ou sabiamente, se sonha sonhos sem graça – adoro isso – ou dourados, se você mente ou diz a verdade, é assim que a criança aprende.”
Que maravilha esse texto, lembrando-nos que a criança é um ser humano, e que muito se espelha em nós, os adultos encarregados da sua educação. Não podemos esquecer isso!
Completando esse texto, afirma Buscaglia:
“Temos de dizer às crianças que elas têm a escolha de se tornarem entusiastas ou perdedoras. Pois não encontrar o amor é não encontrar a vida.”
Mas qual, nós as encaixotamos numa sala de aula, as obrigamos a estudar isso e aquilo, as repreendemos quando são muito curiosas e perguntadeiras, nos escandalizamos quando não seguem as regras que nós estabelecemos, e as avaliamos com famigeradas provas e notas, levando em consideração apenas o que memorizaram de conhecimentos, esquecidos que à nossa frente estão seres humanos com fome de participação, de acolhimento, enfim, de amor.
Por que não podemos deixar que, gradativamente, as crianças façam escolhas? Por que não podemos trabalhar o desenvolvimento do amor no processo educacional efetivado pela escola? Sim, o amor não é mensurável por uma prova, não há como avaliá-lo com uma nota de zero a dez, pois o amor se manifesta pela empatia, pela resignação, pela resiliência, pelo afeto com os outros, pelo sentido que se dá à própria vida. Como montar um currículo para ensinar o amor? Mas quem foi que disse que o amor requer um currículo com temas específicos a serem estudados progressivamente? O amor não é, na verdade, uma experiência de vida, acalentado nos relacionamentos com outros seres humanos?
Não esqueçamos que estamos lidando com um Espírito reencarnado, que reencarnou para dar continuidade ao seu aperfeiçoamento não apenas intelectual, mas principalmente moral, e que, como educadores, não podemos fazê-lo perder essa oportunidade divina de progredir, mesmo porque responderemos por isso, não esqueçamos.
Quando aprendermos como a criança aprende, e já deveríamos saber isso, pois já fomos crianças, a educação fará a diferença neste mundo de Deus, e as novas gerações, com certeza, transformarão a humanidade para bem melhor.
Vídeo - Finalidade da educação
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