segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Podcast - Como melhor educar


Assista o episódio 0155 do podcast Análise & Crítica, trazendo o tema Como Melhor Educar.

Acesse:

Tenha boas reflexões! 

Como a criança aprende


Marcus De Mario

Às vezes lidamos com a criança sem atentarmos que ela é um ser humano que carrega pensamentos, sonhos e emoções, e ainda mais, traz consigo uma bagagem de vidas passadas preenchida com aprendizados e vivências que, na verdade, não se perdem, só estão um tanto quanto adormecidas, mas que se manifestam gradativamente em suas ideias e tendências. Por não prestarmos atenção em tudo isso, somos meio mecânicos, burocráticos no trato com ela, querendo que nos obedeça e nos dê pouco trabalho, esquecidos que a criança não é uma máquina programável pelos nossos desejos.

Lendo o maravilhoso livro Vivendo, Amando e Aprendendo, do educador norte americano Léo Buscaglia, que nos deixou admiráveis obras, encontramos sua transcrição de um texto de Frederick Molfett, da Secretaria de Educação de Nova York, publicado no documento “Como a Criança Aprende”:

Assim é que a criança aprende, captando as habilidades pelos dedos das mãos e dos pés, para dentro de si. Absorvendo hábitos e atitudes dos que a rodeiam, empurrando e puxando o seu próprio mundo. Assim a criança aprende, mais por experiência do que por erro, mais por prazer do que pelo sofrimento, mais pela experiência do que pela sugestão e a dissertação, e mais por sugestão do que por direção. E assim a criança aprende pela afeição, pelo amor, pela paciência, pela compreensão, por pertencer, por fazer e por ser. Dia a dia a criança passa a saber um pouco do que você sabe, um pouco mais do que você pensa e entende. Aquilo que você sonha e crê é, na verdade, o que essa criança está se tornando. Se você percebe confusa ou claramente, se pensa nebulosa ou agudamente, se acredita tola ou sabiamente, se sonha sonhos sem graça – adoro isso – ou dourados, se você mente ou diz a verdade, é assim que a criança aprende.

Que maravilha esse texto, lembrando-nos que a criança é um ser humano, e que muito se espelha em nós, os adultos encarregados da sua educação. Não podemos esquecer isso!

Completando esse texto, afirma Buscaglia:

Temos de dizer às crianças que elas têm a escolha de se tornarem entusiastas ou perdedoras. Pois não encontrar o amor é não encontrar a vida.

Mas qual, nós as encaixotamos numa sala de aula, as obrigamos a estudar isso e aquilo, as repreendemos quando são muito curiosas e perguntadeiras, nos escandalizamos quando não seguem as regras que nós estabelecemos, e as avaliamos com famigeradas provas e notas, levando em consideração apenas o que memorizaram de conhecimentos, esquecidos que à nossa frente estão seres humanos com fome de participação, de acolhimento, enfim, de amor.

Por que não podemos deixar que, gradativamente, as crianças façam escolhas? Por que não podemos trabalhar o desenvolvimento do amor no processo educacional efetivado pela escola? Sim, o amor não é mensurável por uma prova, não há como avaliá-lo com uma nota de zero a dez, pois o amor se manifesta pela empatia, pela resignação, pela resiliência, pelo afeto com os outros, pelo sentido que se dá à própria vida. Como montar um currículo para ensinar o amor? Mas quem foi que disse que o amor requer um currículo com temas específicos a serem estudados progressivamente? O amor não é, na verdade, uma experiência de vida, acalentado nos relacionamentos com outros seres humanos?

Como a criança aprende? Aprende convivendo, aprende conversando, aprende tentando fazer, aprende sonhando, aprende buscando respostas para os seus porquês. A criança aprende através de tudo isso e muito mais, desde que tenha liberdade e não queiramos sempre lhe entregar respostas prontas e acabadas. Ela tem o direito de escolher se quer ser uma pessoa entusiasta, amante da vida, ou perdedora, triste e acomodada.

Não esqueçamos que estamos lidando com um Espírito reencarnado, que reencarnou para dar continuidade ao seu aperfeiçoamento não apenas intelectual, mas principalmente moral, e que, como educadores, não podemos fazê-lo perder essa oportunidade divina de progredir, mesmo porque responderemos por isso, não esqueçamos.

Quando aprendermos como a criança aprende, e já deveríamos saber isso, pois já fomos crianças, a educação fará a diferença neste mundo de Deus, e as novas gerações, com certeza, transformarão a humanidade para bem melhor.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Carta aos educadores


Rio de Janeiro, 29 de janeiro de 2026

O professor Mariano, dedicado ao seu trabalho na escola pública, exclamou numa live que o sistema não permitia que ele fizesse nada de diferente do que a organização escolar exigia, a partir dos parâmetros estabelecidos pela secretaria de educação, e sua fala fez com que vários outros professores e professoras que o ouviam, também se manifestassem, havendo concordância geral quanto ao engessamento do sistema, à alta burocracia, e que, enquanto docentes em sala de aula, pouco podiam fazer, a não ser seguir as diretrizes.

Isso me fez lembrar, e como é bom ter boas lembranças, da professora Marilda, lá nos meus tempos ginasiais, que já vão longe. Ela era professora de Técnicas Comerciais, e era revolucionária! Era extraordinariamente diferente! Não seguia o currículo pré-formatado, era questionadora, e nos levava para experiências de campo, extraescolares, como ir a uma agência bancária para entrevistar o gerente. Eu era tímido, e no início tive dificuldade, mas com o tempo passei a “adorar” aquelas aulas, que eram verdadeiras rodas de conversa.

Bem, ela foi acusada pelo sistema de ser subversiva, de ser comunista – estávamos em plena ditadura militar – e acabou afastada da escola. Apesar disso, a semente que ela havia plantado, ou seja, a semente da liberdade, já estava em ação em nossas mentes e nossos corações e, pelo menos comigo, deu frutos.
Conto essa história para lembrar que mesmo sobre pesado engessamento, é possível fazer diferente, é possível fazer a diferença, mesmo sabendo que as consequências possam não ser tão boas para si, mas que importa isso? Se ficarmos acomodados, nunca transformaremos a nós mesmos, os outros e o sistema.

Para reflexão recomendo assistir os filmes Sociedade dos Poetas Mortos e Escritores da Liberdade, num convite para a ação, pela humanização do ensino, pelo fazer diferente para fazer a diferença, olhando para o futuro, enquanto agimos no presente. Somente assim seremos agentes de mudança, fazendo nossos educandos pensarem e desenvolverem o senso moral, para que possam, amanhã, consolidar a educação que hoje sonhamos.

Vídeo - Grupos de trabalho e pesquisa


Você conhece a metodologia dos Grupos de Trabalho e Pesquisa no processo de aprendizagem? Assista o vídeo e mergulhe nesse universo pedagógico.

A série Educação Espírita publica vídeos semanais todas as terças-feiras, às 09 horas.

Acompanhe em:

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Podcast - Interpretações duvidosas


No podcast Análise & Crítica desta semana trazemos o tema Interpretações Duvidosas, com abordagem sobre o personalismo, achismo e ideais pessoais de muitos espíritas, deturpando o Espiritismo.

Ouça em:

E acompanhe por aqui o podcast, que está publicado no Spotify.

A criança


Marcus De Mario

Com o advento da Doutrina Espírita, o mistério infantil deixou de existir, e as fantasias sobre a criança caíram por terra, pois sabemos que ela é um Espírito reencarnado, e esse fato renova todos os conceitos psicológicos, antropológicos e pedagógicos que essas respectivas ciências, e outras, elaboraram e elaboram sobre a infância, sobre esse ser humano que é totalmente dependente dos adultos, e que vai se desenvolvendo gradativamente, demonstrando uma personalidade que não se repete, um ser complexo que desafia todas as conceituações que se prendem exclusivamente ao corpo orgânico.

Vejamos o caso de um menino de dois anos de idade, conforme reportagem disponível nos meios de comunicação, que domina o jogo de sinuca, fazendo jogadas que somente os jogadores mais experientes e campeões conseguem fazer. Testemunham os pais do garoto que ele desde cedo começou a mostrar essa habilidade, sendo que ninguém da família domina esse jogo. Perguntamos: de onde ele trouxe tal habilidade, pois não foi desenvolvida, ninguém lhe ensinou, é dele, está nele? Somente com a reencarnação e a alma imortal é possível ter uma resposta satisfatória.
Muitas pessoas, entre elas muitos cientistas, não acreditam na existência da reencarnação, mesmo diante dos fatos mais patentes que atestam sua realidade, como o caso aqui assinalado, mas que importa isso se os fatos são teimosos e, como nos disse um amigo incrédulo, “eu não acredito, mas se a reencarnação existisse, iria explicar muitas coisas que hoje não têm explicação”. Esse é o pior cego, pois não é cego dos olhos, mas da razão e do bom senso, recusando-se a acreditar no que sua consciência lhe diz ser verdade.

Essa recusa dos fatos mais patentes com relação à reencarnação ocorre porque a pessoa não acredita na alma e sua imortalidade, ou tem uma ideia muito vaga sobre a mesma, e o nascer de novo somente pode acontecer se considerarmos o ser humana uma alma que sobrevive à morte, mantendo sua individualidade, podendo assim renascer tantas vezes quanto necessário, naturalmente num novo corpo e numa nova personalidade, mas sem perder o que já conquistou, que se apresentam como ideias inatas e tendências de caráter, como habilidades que muitas vezes nos assombram, nos maravilham.

Essa visão da Doutrina Espírita revoluciona e transforma o entendimento sobre a criança, que traz consigo uma bagagem de aprendizados e experiências que vai se revelando pouco a pouco, ao mesmo tempo em que predispõe o Espírito, pela fragilidade inicial do corpo, a receber a influência dos encarregados da sua educação. É sobre essa influência dos adultos que precisamos conversar com maior profundidade, pois a educação é a base do futuro adulto que teremos inserido na sociedade.

Infelizmente muitos pais e professores não trabalham o essencial na educação: a formação do caráter, o desenvolvimento do senso moral. Ficam tão preocupados com a aquisição de conhecimentos por parte das crianças, com sua formação profissional, com sua obediência aos ditames dos adultos que lhe são responsáveis, que esquecem de corrigir as más tendências de caráter que ela esteja revelando, e muitas vezes, com maus exemplos, ainda reforçam essas más tendências, como no caso daquela criança que responde veemente aos pais que ela só faz o que quer e que eles não mandam nela, e os pais somente fazem reprimendas leves, ou se põem a discutir com ela para ver quem vence, quem é o mais forte, encerrando o episódio com um castigo, com uma punição, até que tudo aconteça novamente, numa repetição sem fim. Cansados, os pais se acusam e trocam farpas entre si, enquanto a criança continua crescendo egoísta e orgulhosa.

Também temos o caso do Espírito que mostra boa índole, meiguice aliada à inteligência, e que os pais fazem questão, com seus maus exemplos, de desvirtuar ou embotar, ao ponto da criança necessitar de apoio psicológico para ter um encontro consigo mesma e melhor conviver com os outros.

Quanta coisa mudaria, na família e na escola, se aceitássemos a verdade da imortalidade da alma e da reencarnação, e mudaria para melhor, com um processo educacional que respeitasse a criança e fosse mais libertador das consciências, trabalhando sua realidade espiritual, que também é nossa, levando-a a direcionar a inteligência para o bem de todos, desenvolvendo com harmonia seu potencial divino.

Declarar que a criança é um Espírito reencarnado vai além de uma proposição doutrinária, pois significa uma nova visão e uma nova postura pedagógicas, colocando a educação num novo patamar, e exigindo dos educadores que se eduquem para que possam educar, tendo visão de futuro sobre o ser humano e a humanidade.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Vídeo - A inteligência artificial e a educação


Está na moda a inteligência artificial, com vasta aplicação, inclusive na educação. O que o Espiritismo tem a dizer sobre esse tema?

Assista o vídeo A Inteligência Artificial e a Educação, que publicamos na série Educação Espírita.

Toda terça-feira, às 09 horas, um novo episódio é publicado.

Acompanhe em:

Podcast - Como melhor educar

Assista o episódio 0155 do podcast Análise & Crítica, trazendo o tema Como Melhor Educar . Acesse: https://open.spotify.com/episode/06Gn...