segunda-feira, 2 de março de 2026

Podcast - Educação, base da vida


Está no ar o episódio #0157 do podcast Análise & Crítica, com o tema Educação, Base da Vida.

Assista em:

Toda segunda-feira publicamos um novo áudio.

Todas as publicações você acompanha no Spotify. 

O mundo de regeneração e a educação


Marcus De Mario

Comenta-se muito no movimento espírita que estamos em plena transição planetária da categoria de mundo de expiações e provas para mundo de regeneração, e não poucas vezes a data para tal acontecimento já foi marcada, mas sem que as condições necessárias ocorressem, isso porque qualquer datação está sujeita aos desígnios de Deus, o verdadeiro Senhor da vida, e ao uso que fazemos do livre arbítrio, ou seja, não há como prever uma data, mesmo porque a transição planetária é um processo, não possuindo linhas demarcatórias, e não se verificará quando toda a humanidade estiver promovendo o bem, pois ainda durante muito tempo viveremos a mescla entre o bem e o mal, mas com predomínio do primeiro, o que ainda não é verdadeiro, mas não temos dúvida que o será com o decorrer do tempo. O que devemos saber quanto a esse processo de transição, que é de ordem moral e não material, é se existe a possibilidade de acelerá-lo e, se existe, qual o meio mais eficaz para tal.

O Espiritismo é apresentado pelos Espíritos Superiores e por Allan Kardec, como sendo uma doutrina ao mesmo tempo científica, filosófica e religiosa, ou seja, com vastas consequências morais, num conjunto de princípios que nos remetem à imortalidade da alma, à reencarnação, a Deus como Pai e Criador, à lei de progresso, ao relacionamento entre o mundo espiritual e o mundo corporal, caracterizando-se por ser, em sua essência, uma doutrina eminentemente educativa, pois informa que todos estamos reencarnados para darmos continuidade ao nosso aperfeiçoamento, pois nossa destinação é alcançar o estado de Espírito Puro, também conhecido como Espírito Perfeito, entendendo que essa perfeição será sempre relativa, pois o perfeito absoluto pertence unicamente a Deus.

Ora, ninguém alcança a perfeição sem esforço próprio, sem acionar a vontade, sem adquirir conhecimentos e passar pelas mais diversas experiências existenciais, exatamente como faz um aluno matriculado na escola, que sabe que galgar os anos escolares, obtendo os certificados de cada grau de ensino, exigem dele esforço pessoal, pois ninguém pode aprender por ele, do mesmo modo que ninguém pode nos substituir diante da lei divina do progresso, motivo pelo qual Jesus, nosso guia e modelo, sentenciou sabiamente: a cada um é dado segundo as suas obras.

Diante disso, entendemos que não basta ter o conhecimento do Espiritismo, é necessário praticá-lo no dia a dia, vivenciando seus princípios com todas as pessoas, em todas as circunstâncias, o que requer naturalmente valoroso trabalho de autoconhecimento e autoeducação, cada um combatendo em si o egoísmo e o orgulho, que são a base de todo mal, ao mesmo tempo em que desenvolve a caridade e a humildade, base de todo o bem. É um trabalho que se sucede de encarnação a encarnação, com a conquista de si mesmo; o reconhecimento do amor, da misericórdia e da justiça divinas; a ação da caridade para com todos, pois sem ela a fé fica sem obras, que são o testemunho de quem efetivamente somos e do grau espiritual de nosso progresso.

Da educação individual, passamos para a educação coletiva através da família, da escola e demais instituições humanas, ressaltando-se as duas primeiras pela sua importância e finalidade. Sim, podemos acelerar o processo de transição planetária, o que depende do que estamos fazendo com a educação, até o momento confundida com o ensinar, o instruir, o adquirir conhecimentos, o desenvolver habilidades técnicas. Se essas coisas fazem parte da educação, entretanto não a representam completamente, pois está faltando o desenvolvimento do senso moral, a sensibilização dos sentimentos, motivo pelo qual o Espiritismo defende a aplicação da educação moral, considerando a criança um espírito reencarnado, um ser integral dotado de inteligência e sentimento.

Infelizmente temos visto famílias e escolas completamente perdidas, sem saberem realizar o processo educacional dos seus filhos e alunos, desdenhando das ideias inatas e das tendências de caráter trazidas pelo espírito reencarnado, e poucos esforços fazendo para correção das más tendências e aperfeiçoamento das boas tendências morais, assim permitindo que o egoísmo e o orgulho, que o materialismo e a indiferença, façam-se presentes com muita força, tendo como consequências a violência de toda ordem, o desrespeito aos direitos humanos, a injustiça social espelhada na miséria, e tantos outros males.

Somente a educação moral aplicada com perseverança, geração a geração, pode alterar esse quadro. Algumas pessoas reclamarão que esse é um processo demorado, lento, e que as soluções de que a humanidade necessita são urgentes. Contudo, de nossa parte perguntamos: por acaso leis severas, punições, planos econômicos, ações de segurança pública e outras medidas que vivem sendo adotadas, têm tido o resultado esperado? Que adianta termos conhecimento se este não é acompanhado do sentimento?

A transição planetária para mundo de regeneração passa pela educação, e enquanto esta não for entendida como educação moral do ser integral, que é um espírito reencarnado, muito tempo ainda teremos pela frente nessa verdadeira guerra entre o bem e o mal que assistimos todos os dias. Acelerar ou retardar o processo é dependente do que entendemos por educação e como a estamos promovendo.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Veredas do Amor


Já está disponível meu novo lançamento literário. É o romance Veredas do Amor, onde narro a história de meus avós Alfredo e Carmem, filhos de famílias de imigrantes italianos, separados por diferenças sociais, mas unidos pelo coração.

A história abrange as décadas de 1920 e 1930, na cidade de São Paulo e no interior paulista, trazendo lances emocionantes e muitos fatos de uma época onde existiam muitos preconceitos e poucos conhecimentos científicos.

Acompanhe o farmacêutico que se aventura pelo interior, acompanhado da esposa e dois filhos pequenos, e que relata, de viva voz, a história de amor que vai lhe encantar.

Você não pode deixar de ler!

O livro está publicado em dois formatos: impresso (físico) e digital.

Adquira o livro Veredas do Amor no seguinte link:

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Vídeo - Finalidade da educação


Da série Educação Espírita, aqui está o episódio 099 com o tema Finalidade da Educação, para sua reflexão.

A série vai ao ar toda terça-feira, às 09 horas, no YouTube:

Prece - Para Afastar os Maus Espíritos


Dando continuidade à Coletânea de Preces Espírita, oferto ao seu coração a Prece para Afastar os Maus Espíritos:

Acesse as preces no Spotify.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Podcast - Educação sempre


Assista o episódio #0156 do podcast Análise & Crítica, postado no Spotify, com o tema Educação Sempre, acessando o link:

Toda segunda-feira pela manhã, um novo episódio é publicado.

Dinâmica da evangelização espírita


Marcus De Mario

Em visita a um centro espírita, onde fomos recebidos com muito carinho e fraternidade, a responsável pela evangelização infantojuvenil, uma simpática senhora que, por certo, a criançada já devia chamar de vovó, pois que ali estava nesse trabalho faziam quase cinquenta anos, narrou-nos os procedimentos, rotinas e atividades que ela praticava, junto com outra companheira, também de idade mais distante da juventude. Notava em seus olhos o brilho do amor e dedicação à tarefa evangelizadora das crianças, mas tudo o que me descreveu estava pedagogicamente ultrapassado, parado no tempo, como se ali não estivéssemos no século vinte e um, mas sim, quando muito, na década de mil novecentos e oitenta do século vinte.


Indaguei se ela acompanhava as orientações do movimento espírita, e se tinha leitura dos principais educadores espíritas, e ela confessou estar tão atarefada com a família e o centro espírita, onde também desenvolvia outras tarefas, que não tinha tempo para ler e estudar novos materiais, mas que ela tinha feito mais de um curso de capacitação de evangelizadores, isso, provavelmente, quando jovem, e digo provável, porque ela não me disse quando havia feito esses cursos. Acontece que um educador não pode se dar por satisfeito e parar de estudar e de se educar. A educação é um processo dinâmico e contínuo.


Então, veio a famosa queixa: as crianças estão sumindo do centro espírita; os pais não mostram mais interesse em levar os filhos para a evangelização. Perguntamos: porquê? Ela vagueou os olhos pelo ambiente, e respondeu depois de pensar por alguns instantes: “Deve ser por causa dessas coisas novas de tecnologia, hoje em dia as crianças só querem saber de celular, e aqui nós não permitimos seu uso. Falar de Jesus com elas é um problema.”

Bem, as tais coisas novas de tecnologia atestam a evolução científica, e portanto do conhecimento, que a humanidade vem realizando nas últimas décadas, dando-nos a internet, as telas digitais, a inteligência artificial e tantas outras coisas que agora fazem parte do nosso modo vivencial. Tempos atrás precisávamos ir a uma agência bancária para pagar as contas do mês, agora utilizamos um aplicativo instalado no celular e tudo fazemos: pagamentos, transferências, aplicações, quase tudo. Isso não pode ser desconsiderado pelos evangelizadores.

Já se foi o tempo do uso do flanelógrafo, do jogral e outras práticas educacionais que tiveram sua importância no passado, mas que hoje não mais correspondem à realidade das novas gerações. E o uso de dependências físicas não adaptadas às crianças é outro problema, pois muitos centros espíritas ainda utilizam do improviso para o desenvolvimento da evangelização.

Precisamos acordar para a importância e dinâmica da evangelização espírita infantojuvenil, que deve ser prioridade nos serviços prestados pelo centro espírita. Para uma melhor dinâmica, os evangelizadores precisam entender que devem parar de dar aula, de querer ensinar e ensinar, pois estamos lidando com seres humanos que são espíritos reencarnados, que possuem um determinado grau de progresso, que pensam e sentem, que sonham e são criativos, que possuem o potencial divino para desenvolver, e que necessitam dos devidos estímulos para isso. Não temos que ensinar, mas estimular, orientar, facilitar, por isso a aula deve ser substituída por rodas de conversa, pesquisas, debates, atividades mais práticas e ligadas à vida.

E, por mais amor tenhamos à tarefa evangelizadora espírita, devemos compreender a necessidade de ampliarmos a equipe de colaboradores, permitindo aos jovens se qualificarem para a tarefa, chegando o momento de nos retirarmos ou ficarmos apenas na supervisão ou coordenação geral, mas sem atrapalhar, sem ficarmos parados no tempo, o que somente irá prejudicar o processo.

Tanto a criança quanto o jovem gostam de participar, e trazem atualmente uma bagagem grande de conhecimentos, pois a tecnologia digital muito facilitou isso, e não podemos descartar sumariamente essa realidade. Recomendamos a leitura e estudo das obras dos educadores espíritas Lucia Moysés e Walter Oliveira Alves, cujos livros estão publicados e disponíveis, onde o evangelizador irá encontrar farto material teórico e prático voltado para a evangelização infantojuvenil. Devemos dizer que é uma obrigação, um dever de consciência, todo evangelizador espírita, individualmente e em grupo, fazer essas leituras e estudos.

Para terminar, deixemos uma indagação no ar: será que a queda de frequência das crianças e dos jovens, não é também motivada pela falta de dinâmica, criatividade e atualidade dos procedimentos utilizados pelos evangelizadores? Pensemos...

 

Podcast - Educação, base da vida

Está no ar o episódio #0157 do podcast Análise & Crítica, com o tema Educação, Base da Vida . Assista em: https://open.spotify.com/episo...