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Diante da crise

A nação brasileira está passando nos últimos tempos por momentos complicados, que tem repercutido na atmosfera social, levando a uma incerteza quanto ao futuro. Entre os vários episódios ocorridos podemos destacar as delações premiadas levando autoridades públicas, parlamentares e outras pessoas aos tribunais; o impeachment da presidente da república; a falência financeira de vários estados; o eclodir da violência com o crescimento da criminalidade; o aumento do desemprego por motivo da crise econômica.
Diante desse quadro muitas pessoas adentram pela desesperança, pela desmotivação, ou reagem subvertendo a ordem e os valores morais, como no caso de saques na ausência da autoridade policial, ou em manifestações públicas que descambam para a violência, ou mesmo em praças esportivas com a explosão do ódio e da agressividade selvagem. São demonstrações do quanto estamos ainda vinculados aos instintos e ao imediatismo, procurando na violência ou na repressão dos órgãos de segurança pública…

A solução está na educação moral

Nossa experiência de vida, afinal já ultrapassamos a casa dos sessenta anos, nos permite dizer que estamos diante de um quadro social profundo de crise de valores, tanto individuais quanto coletivos, provocando escândalos os mais diversos, em todas as áreas de atuação humana. Apesar de aparentemente o mundo estar perdido, como dizem muitas pessoas, não vemos motivo para desânimo, pelo contrário, pois estamos fazendo uma revisão dos nossos valores de vida, estamos repensando a ética e aprimorando nossa justiça. Muitas pessoas se deixam levar por uma onda de pessimismo, mas a verdade é que para reconstruir a nós mesmos e a sociedade em que vivemos, o trabalho é penoso, exigindo perseverança e paciência.
Não é fácil sair da zona de conforto que criamos e na qual vivíamos, e que agora tem suas estruturas abaladas, necessitando de reformas. Viver numa casa em obras é penoso, mas o resultado final compensa. É nisso que temos de pensar no momento: nossos valores estão em ebulição, estão quest…

Os muros de concreto e a falência da sociedade

A cidade do Rio de Janeiro vive uma realidade iniciada há décadas: favelização social com a ocupação de morros e outras áreas por favelas, também chamadas de comunidades. Segundo o Censo 2010 do IBGE, temos 1.393.314 pessoas em 763 favelas na cidade, o que significa que 22,03% da população (6.323.037 nesse ano) vive em aglomerados subnormais, como classifica oficialmente o instituto. Todos sabemos que boa parte dessas favelas são dominadas pelo tráfico de drogas ou pelas milícias, com alto índice de violência, que nem mesmo a intervenção das Unidades de Polícia Pacificadora - UPPs tem resolvido. Tiroteios e mortes são comuns, num índice alarmante, e nem mesmo as crianças são poupadas, muitas delas uniformizadas e em plena atividade escolar, como temos visto através dos noticiários. E face a mais uma morte de uma criança dentro de uma escola inserida em uma favela, o prefeito do Rio de Janeiro dclara a solução para o problema: vai blindar com muro de concreto todas as escolas municipai…

Educando o espírito

Temos trabalhado há bom tempo uma visão espiritualizada e humanizada da educação, sempre acreditando que através dela faremos um mundo bem melhor. Nesse esforço lançamos a Pedagogia da Sensibilidade e a Escola do Sentimento, projetos destinados às escolas, com os quais temos desenvolvido palestras, seminários e treinamentos, sem qualquer vínculo religioso, abraçando o professorado principalmente do ensino fundamental.
Também tenho desenvolvido o Projeto Educação do Espírito, esse destinado às escolas espíritas de evangelização infantojuvenil, numa proposta pedagógica transformadora que inclui a família como um todo, envolvendo também os pais e responsáveis.
Muitos bons frutos tenho colhido, mostrando que o amor deve ser a base da educação, e que novas gerações educadas no bem e na espiritualidade conseguem renovar os padrões morais da sociedade humana, descortinando um futuro de maior justiça social, bem diferente do que temos assistido atualmente.
Tudo isso numa visão integral do ser hu…

Entre o bem e o mal

Fala-se em crise econômica, crise social, crise política, crise de valores e tantas outras crises, e, diante desse quadro, as projeções futuras se tornam nebulosas e contraditórias. Esquecemos que, na verdade, estamos vivendo um momento em que o bem e as virtudes estão tomando conta da vida, e aqueles que durante muito tempo se mantiveram no mal, estão tendo de prestar contas.
Não existe acaso. Uma nova geração de juízes, promotores, desembargadores e humanistas se apresenta para combater com veemência o egoísmo, o orgulho, a prepotência, a hipocrisia, a corrupção, num descortino histórico, pois não há mais como continuarmos a viver através de interesses pessoais e de pequenos grupos, em prejuízo da coletividade humana e do próprio planeta. Se temos leis consideradas muito boas, elas devem ser colocadas em prática, e aqueles que infringem essas leis devem ser punidos.
Devemos apoiar decididamente todas as ações que visam combater o desvio de verba pública, o enriquecimento ilícito, a co…

O professor e sua conduta

No dia-a-dia da escola, diante dos desafios da vida que invadem a sala de aula, principalmente com relação aos temas como sexualidade, luto, morte, separação, drogas, violência doméstica é possível detectar cinco posturas comuns ao professor: Tentar ignorar os problemas A tendência do professor é ignorar o assunto em sala de aula, ou aplicar um bom sermão para calar qualquer tentativa de abordagem do mesmo, como se isso resolvesse os dramas e indagações dos alunos. Dizer que não foi preparado para lidar com isso
Embora reconheça a importância das questões apresentadas pelos alunos, declara não ter conhecimento nem preparo pedagógico específico para tratar do tema, e muitas vezes empurra a questão para a coordenação ou a direção da escola. Fingir que está diante do quadro apenas para passar os conteúdos
Postura comum de grande parte dos professores, entrando e saindo da sala de aula com um planejamento fechado, como se dar aula fosse sinônimo de escrever e…

Contra o ódio, somente o amor

O antídoto contra o ódio é o amor, e o amor deve ser aplicado na educação, propiciando o desenvolvimento de pessoas de bom caráter, de paz, de fraternidade, solidárias, e isso deve ser feito tanto na família quanto na escola. 
Infelizmente vemos muita preocupação com segurança pública, com fatores econômicos e tantas outras coisas, e pouca preocupação com a educação, que vive confundida com instrução, com acúmulo de conhecimentos, sem a devida formação do caráter dos indivíduos. É então que assistimos contristados o ódio protagonizar cenas dantescas de ataques terroristas, de crimes os mais diversos, onde a vida humana perde seu significado e seu valor. 
Se tivessemos optado pela educação com amor, pela educação formadora do caráter, pela educação humanizada, pela educação que desenvolve virtudes, se tivessemos feito essa opção tempos atrás, provavelmente o fanatismo religioso, o radicalismo das ideias, a agressividade gratuita não fariam mais parte do cenário social da hu…