sexta-feira, 15 de julho de 2016

Contra o ódio, somente o amor

O antídoto contra o ódio é o amor, e o amor deve ser aplicado na educação, propiciando o desenvolvimento de pessoas de bom caráter, de paz, de fraternidade, solidárias, e isso deve ser feito tanto na família quanto na escola. 

Infelizmente vemos muita preocupação com segurança pública, com fatores econômicos e tantas outras coisas, e pouca preocupação com a educação, que vive confundida com instrução, com acúmulo de conhecimentos, sem a devida formação do caráter dos indivíduos. É então que assistimos contristados o ódio protagonizar cenas dantescas de ataques terroristas, de crimes os mais diversos, onde a vida humana perde seu significado e seu valor. 

Se tivessemos optado pela educação com amor, pela educação formadora do caráter, pela educação humanizada, pela educação que desenvolve virtudes, se tivessemos feito essa opção tempos atrás, provavelmente o fanatismo religioso, o radicalismo das ideias, a agressividade gratuita não fariam mais parte do cenário social da humanidade. 

Disse-nos o Mestre Jesus que devemos amar o próximo como nos amamos, e Ele não condicionou esse amor a nenhum fator que não fosse o próprio amor, pois é nesse sublime sentimento que devemos encontrar a concordância, o respeito, exercendo o diálogo construtivo, o que nos levará, com o tempo, a combater com eficácia o egoísmo, o orgulho, a indiferença, a prepotência, a hipocrisia e outros vícios morais que ainda nos desonram. 

Eduquemos com amor as novas gerações, para que elas substituam o fanatismo e o ódio, de toda ordem, pelo entendimento e pela paz. 

Que nossas orações envolvam todas as vítimas da violência, e que nossa solidariedade ampare todos os que ficaram com a alma dilacerada pela dor.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

A educação e o gosto pela leitura

A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, com dados de 2012, mostra que os brasileiros lêem em média 0,82 livro inteiro por trimestre, ou seja, em um ano, nada mais do que três livros. Já a Federação do Comércio do Rio de Janeiro, em outra pesquisa, constatou que sete em cada dez pessoas não leram um livro sequer no ano de 2013. Você ficou preocupado? Pois saiba que ainda não é tudo.

O Indicador de Analfabetismo Funcional - Inaf, divulgado este ano, revela que apenas 8% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são alfabetizados proficientes. Explicando: somente essa minoria consegue opinar sobre o que lê, consegue debater sobre o posicionamento do autor do texto ou sobre o seu estilo literário. E agora, ficou impressionado? Se você faz parte dessa família, sinta-se um privilegiado.

Essas pesquisas atestam o que vivenciamos no cotidiano, quando reunimos pessoas, sejam alunos na escola, ou um grupo de adultos, para leitura de um livro, ou de um texto qualquer. É notória a dificuldade que elas têm com vírgulas, exclamações, interrogações e parágrafos, acrescido isso do desconhecimento sobre a pronúncia e o significado de palavras.

O problema está instalado nas famílias, onde o livro e a leitura não são prioridades para a maioria, e se estende para a escola, pois segundo o Censo Escolar de 2014, apenas 36% tem biblioteca e 21% possuem sala de leitura, e mesmo assim parte dessas escolas, digamos privilegiadas, nem sempre fazem um bom trabalho pedagógico de incentivo à leitura.

Quem não lê livro também não lê jornal, revista e nenhum outro texto mais complexo, mais longo, preferindo as pílulas do mundo digital, onde textos acima de 140 palavras são considerados exagerados por muitas redes sociais e mesmo por agências noticiosas. Vive-se num mundo de poucas palavras, num universo restrito da rica língua portuguesa.

Mas nem tudo está perdido. Trabalhos pedagógicos muito bem feitos estão dando excelentes resultadios e transformando essa realidade, como, por exemplo, as da EMEF Célia Regina Andery Braga, no bairro de Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo, e também o trabalho realizado pela Secretaria de Educação de Ponta Grossa, a pouco mais de 100 Km de Curitiba, orientando os gestores das 120 unidades de ensino na implantação ou melhoria dos espaços de leitura. Você pode se inteirar dessas iniciativas no site da revista Nova Escola.

É certo que quando a escola trabalha a biblioteca, a contação de histórias, a leitura dramatizada, a troca de livros e outras atividades relacionadas, o universo escolar se modifica e os alunos, antes rebeldes ou indiferentes, se apaixonam pela leitura e levam essa paixão para os pais e a comunidade em que vivem. 

E talvez sonhem como sonha João Carlos de Almeida Lima, 8 anos, aluno do 3º ano do ensino fundamental, quanto ao seu futuro: "Ser quem escreve livros".

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Se o amor fosse ensinado

Viajando pelo mundo para divulgar sua sensacional ideia dos Doutores da Alegria e a humanização dos hospitais, o médico Patch Adams, que ficou famoso graças ao filme biográfico estrelado pelo ator Robin Williams, em entrevista fez uma declaração sobre a escola e a educação, nos seguintes termos: "Todo mundo fala que o amor é a base da educação, mas nunca encontrei uma escola que ensinasse o amor".

Refletindo sobre essa frase, deparamo-nos num ônibus com alunos da rede pública de ensino fundamental deslocando-se para a escola. Entraram numa grande algazarra, muitos pela porta de trás, sem passar pela roleta, ou seja, sem utilizar o cartão que todos deveriam possuir e utilizar; ficaram "zoando" os passageiros e pedestres; amontoaram-se na parte de trás, dificultando a saída dos passageiros; falavam alto, com palavrões e insinuações de duplo sentido, enfim, fizeram da viagem um verdadeiro inferno, testando a paciência dos que se deslocavam para seus compromissos. Estão na escola, possuem família, mas parece que não sabem respeitar o próximo e, portanto, não sabem amá-lo.

Se vamos falar com eles, mesmo que educadamente, com todo o respeito, somos recebidos com indiferença e indolência, isso quando não recebemos ameaças por estarmos incomodando-os, entrando no espaço deles. Arrogam-se o direito de fazer o que querem, afinal o espaço é público. Não estão nem aí com os outros, pois importam-se apenas consigo mesmos. Em tudo assistimos o individualismo exacerbado, o egoísmo predominando. Elegem direitos, mas não cumprem com os deveres de civilidade. Arrogam liberdade, mas não assumem as responsabilidades da convivência social. Então, perguntamos, o que a educação está fazendo? Quem está falhando: a família ou a escola?

Os pais dirão que a falha está na escola da atualidade, pois essa escola, seja ela pública ou privada, não educa, apenas instrui, e muito mal. Os professores dirão que a falha está na família dos dias de hoje, que dá liberdade demais aos filhos, não dá bons exemplos e joga toda a responsabilidade da educação para a escola. Afinal, quem está com a razão?

Nossa experiência e os estudos feitos a respeito mostram que o problema está em duas questões: primeiro, que família e escola devem ser parceiras, pois a responsabilidade de educar pertence a ambas, não é mais possível ficarem cada uma de um lado e em plena guerra; segundo, que educação é muito mais que instrução, e vai muito, muito além, de trabalhar conteúdos curriculares e formar profissionais disso ou daquilo.

É por tudo isso que imaginamos o quanto seria bom se a escola e a família se preocupassem com as regras de ouro da educação, ou seja, com fazer com que a criança, desde cedo, aprendesse a fazer ao outro somente o que gostaria que o outro lhe fizesse, e aprendesse a se amar e amar ao próximo.

O doutor Patch Adams detectou isso no contexto da escola, que ampliamos igualmente para o contexto da família. Podemos imaginar como seria nossa sociedade se ensinássemos o amor às novas gerações?

Se o amor fosse ensinado, e não se trata apenas de teoria, como tudo seria diferente!!!

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Mudanças

Quando falamos em mudar alguma coisa em nós mesmos, ou apontamos para alguém a necessidade de realizar alguma mudança, estamos falando de vontade de alterar, de mudar, de transformar um hábito, e isso pode parecer não ser fácil, pois somos naturalmente resistentes a sair daquela zona de conforto que criamos, então utilizamos vários ditados populares para justificar a não mudança: "isso é muito difícil de fazer"; "é preciso ter muita força de vontade"; "já estou muito velho para pensar em mudar hábitos". Bem, a verdade é que é possível fazer mudanças nos próprios hábitos, e para isso o grande segredo é o querer, ou seja, querer mudar, querer ser uma nova pessoa, querer se educar.

Fazer diferente pode levar tempo, maior ou menor, mas é incontestável que toda e qualquer pessoa pode se transformar, pode começar uma nova vida a partir da hora em que toma essa resolução pela mudança de si própria.

É assim que novos e positivos hábitos, aos poucos, vão tomando o lugar dos velhos e nocivos hábitos. Então você para de fumar, não se embrutece mais com a bebida alcoólica, deixa de falar palavrões, passa a ser mais sociável, ganha mais organização na vida e assim por diante. Tudo porque em determinado momento você se disse: eu quero mudar, eu quero ser outra pessoa!

Lembra o escritor e consultor James C. Hunter: "Para mudar, basta que se esteja comprometido de forma absoluta. Isso significa ter a intenção de mudar e a disposição de aceitar os esforços necessários para alcançar o objetivo com ações concretas. É estar determinado a se comportar de uma maneira diferente muitas e muitas vezes, até que os novos hábitos estejam consolidados".

Eis as chaves: comprometimento e determinação.

A vontade de mudança tem que ser firme, sair do fundo da alma, pronta para enfrentar os obstáculos, para furar o bloqueio da zona de conforto. Sem isso vamos ficar no meio do caminho, e os velhos hábitos sairão vencedores.

E o que dizer quando almejamos mudanças nos grupos aos quais pertencemos? Mudanças de ordem social? Elas só podem acontecer se sairmos do discurso e formos para a ação com o nosso próprio exemplo. Como querer que os familiares larguem o cigarro se nós mesmos, durante o discurso, fumamos dois a três cigarros? Como incentivar os alcoólatras a procurar o apoio do AA, se não largamos o hábito de beber socialmente, se ainda mantemos nosso bar particular em casa?

Estamos, portanto, falando de auto-educação. Na verdade estamos falando de educação, pois como dizia Aristóteles, "os hábitos que formamos desde a infância não fazem pouca diferença - na verdade, fazem toda a diferença".

Não está na hora, de forma consciente, de começarmos a fazer mudanças em nossa personalidade e naqueles velhos e nocivos hábitos que tanto nos maltratam e nos dão dor de cabeça na convivência com os outros? Comecemos agora, pois adiar para amanhã é perder precioso tempo.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Procurando um sentido para viver

Assisti o filme Trem Noturno para Lisboa, produção de 2013 com o ator Jeremy Irons interpretando um professor suíço que abandona suas aulas em colégio tradicional e sua vida conservadora na cidade de Berna, para dar um mergulho na cidade de Lisboa atrás da história de um médico e escritor português que lutou na resistência contra a ditadura de Antonio Salazar. Claro que a história dos personagens e a reconstituição de época chamam a atenção, mas o mais importante é verificar que o professor, em contato com os escritos e os dramas nele contidos, vai se transformando e adquirindo um novo sentido para seu viver, ele que até então era ateísta, materialista e um tanto quanto desiludido com os seres humanos.

Assistir o filme é uma boa recomendação, mas meditar sobre seu conteúdo é o que mais recomendo, e se perguntar ao final: por que eu vivo? qual o sentido da minha existência? o que tenho feito para mudar o mundo?

E por se tratar de um professor, essas perguntas possuem maior profundidade, afinal ele lida com a formação de adolescentes e jovens, e até então nada mais fazia do que se restringir ao currículo, seguir o livro didático e dar notas através de provas. Acontece que professores e pais são os grandes educadores das almas iniciantes da romagem terrena. Ele, já em terras lisboetas, indaga-se do seu papel diante da sociedade, de sua vida chata, sem desafios, quando se vê diante de personagens que atuaram para mudar a história de um país, que se arriscaram em nome de um ideal.

O que estamos fazendo? Assistindo o tempo passar ou agindo para fazer o nosso tempo? O que nos move? Estamos fazendo perguntas e procurando respostas, ou aceitando passivamente o que nos dão?

Diante de um cenário nada tranquilo que estamos vivendo, tanto no Brasil quanto no Mundo, ficamos aparvalhados, olhando para a tela da televisão ou do computador, sem ação efetiva, ou, incomodados, nos predispomos a falar, solicitar, fazer alguma coisa?

Sair da passividade, deixar a inércia do "deixo a vida me levar", "vamos aguardar para ver como fica", não significa usar da violência, esquecer o código de ética que deve fazer com que respeitemos sempre os direitos dos outros. A ruptura com o comodismo não tem o significado de violentar as consciências ou agredir fisicamente, seja a outra pessoa ou o patrimônio público. Significa romper consigo mesmo e buscar novas atitudes, positivas, de colaborar para o bem coletivo.

Ressignificar a vida, eis a mensagem que o filme nos passou.

Quem sabe não está na hora de pegar um trem e fazer uma viagem ao profundo da alma para libertá-la das amarras do comodismo e do conformismo? O personagem professor iniciou essa viagem quando salvou uma jovem de cometer o suicídio numa ponte, mas será que necessitamos de uma cena tão dramática para iniciar nossa nova vida, nossa mudança existencial?

Pensemos nisso.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

O futuro depende de nossas escolhas

O jornalista André Trigueiro publicou em seu perfil no Facebook reflexivo texto que nos permitimos reproduzir, pela atualidade e importância. Eis o que ele escreveu sob o título "A parte que nos cabe nesta crise":

O pensamento não é uma abstração. A energia mental tem força e direção, interfere na qualidade do ambiente e na sensação de bem ou mal estar das pessoas. O sentimento que embala um pensamento lhe afere maior ou menor poder de irradiação. Quanto mais intensa e sincera for uma emoção, maior o seu alcance.
Pensamento e sentimento são, portanto, forças da natureza que por invigilância - ou ignorância - malbaratamos todos os dias. Distraídos e dispersos, abrimos mão do comando mental e seguimos o fluxo. O resultado disso não é nada bom. O que se convencionou chamar de movimento de manada (essa correria irrefletida não se sabe muito bem pra onde) tem origem justamente nessa perda da autonomia, quando reproduzimos os pensamentos dos outros, nos espelhamos nos sentimentos dos outros, e a vida segue desprovida de sentido e verdade.
É possível filtrar pensamentos e emoções. Oxigenar a mente, serenar o coração. Investir tempo e energia na direção do equilíbrio, da serenidade, da lucidez. Isso requer alguma disciplina, mas é perfeitamente possível onde haja VONTADE!
Prece, meditação, leituras e músicas inspiradoras, boas companhias, bons papos, tudo isso entra no pacote. Engana-se quem acha que esses cuidados geram alienação, fuga ou afastamento da realidade. Na verdade, dá-se o contrário: uma mente serena percebe com maior clareza o que vai à volta, não se precipita em movimentos exasperados nem se atormenta com facilidade. Tão importante quanto o mecanismo "autolimpante" de um forno, o antivírus de um computador, ou o olhar atento de um jardineiro que remove com atenção e cuidado as ervas daninhas do jardim, precisamos cuidar todos os dias dessa dupla dinâmica que resume a nossa existência: a mente e o coração.
A crise lá fora não vai mudar por causa desse movimento solitário. Mas a sua resposta à crise será outra. Ter opinião sobre as coisas é ótimo, melhor ainda é manifestá-la sem prejudicar o seu fígado, sem se indispor com a pessoa amada, sem eleger como inimigo quem pensa diferente de você.
De uma forma ou de outra o mundo seguirá em frente. As crises se sucederão em diferentes ordens de grandeza, no plano pessoal ou coletivo.
A grande questão é: como você deseja passar por tudo isso?
Recolhido à prisão de Robben Island, onde cumpriu pena de trabalhos forçados por 27 anos, Nelson Mandela superou o pesadelo do cárcere repetindo como um mantra o seguinte trecho do poema "Invictus", do britânico William Ernest Henley:
Não importa o quão estreito seja o portão e quão repleta de castigos seja a sentença, eu sou o dono do meu destino, eu sou o capitão da minha alma”
Mandela mobilizou preciosos recursos mentais e emocionais para superar o ódio e o desejo de vingança, resistir ao massacre do corpo físico e da esperança, para viver a glória de conduzir o processo que resultou na implosão do regime racista do apartheid na África do Sul.
Sejamos donos do nosso destino. Capitães da nossa alma.
Há um futuro auspicioso pela frente.
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Façamos a nossa parte com serenidade, pensando sempre no bem coletivo e com visão de futuro, pois não há nada pior do que, amanhã, se arrepender de pensamentos e atos que feriram aqueles com os quais deveríamos viver em paz e solidariedade.
Que nosso futuro, não apenas individual, mas também coletivo, seja o melhor, sob as bênçãos de Deus.

segunda-feira, 28 de março de 2016

A paz do mundo começa em mim

O noticiário internacional nos dá conta de que mais atentados terroristas aconteceram, vitimando centenas de pessoas ao redor do mundo; guerras civis continuam a realizar destruição de vidas humanas e patrimônios físicos; tráfico de seres humanos para a escravização sexual ou o trabalho forçado continua manchando a sociedade; o narcotráfico mantém-se ativo, desafiando os direitos humanos. E muito mais notícias degradantes continuam a dizer claramente que nós, seres humanos, estamos muito longe de constituir uma verdadeira civilização. O que dizer dos escândalos de desvios de verbas públicas através da corrupção? E a manutenção de sistemas educacionais sucateados, politizados e engessados em práticas cerceadoras?

As questões relacionadas à violência, ao desrespeito dos códigos éticos de civilidade não se circunscrevem ao Brasil, são mundiais, em maior ou menor grau de nação a nação, mas infelizmente presentes em todos os escalões das sociedades constituídas, independente do modelo governamental ou da riqueza do país.

Por que tanto nos violentamos? Por que o egoísmo, o orgulho, a vaidade, a prepotência, a hipocrisia e a indiferença predominam? E mais: será que a solução está no modelo político adotado? Ou a luz no fim do túnel está na política econômica? Por que as nações não conseguem se entender nem mesmo nos organismos mundiais criados para mediar conflitos e interesses?

O mundo passa por crises cíclicas de desenvolvimento e recessão, de hegemonias e quedas, e nada parece quebrar esse cenário para que possamos ter um mínimo de estabilidade política, econômica e social. O que sucede? Será que não aprendemos a aprender com a história?

Tais perguntas encontram um única resposta. É única, mas definitiva. É que até agora, no suceder dos séculos, dos acontecimentos, da renovação de gerações, insistimos em deixar em segundo plano, talvez mesmo em terceiro, a educação moral. Não é uma educação castradora, como alguns podem pensar, mas sim uma educação libertadora das consciências, uma educação voltada para trabalhar o desenvolvimento do caráter das crianças e jovens, o desenvolvimento do emocional, da empatia (saber colocar-se no lugar do outro), ou seja, tudo o que estamos precisando para o estabelecimento da paz no mundo, que só pode acontecer se tivermos paz na interação, na convivência com o outro.

Uma educação que mostre a importância e as boas consequências do respeito aos direitos do outro. Que promova projetos envolvendo educadores, educandos, familiares e comunidade para o bem coletivo, enfatizando que é melhor pensar no todo do que somente no particular.

Essa educação desenvolverá a paz, que deve começar em mim, para depois alastrar-se nas minhas relações de convivência, e atingir a comunidade em que vivo, o país a que pertenço, a humanidade que componho.

Somente assim os interesses individuais egoístas e os interesses de grupos hegemônicos cederão lugar à fraternidade, à solidariedade, à cooperação, à compreensão, à tolerância e à bondade.

E teremos paz.