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Uma nova sociedade passa por uma nova educação

Sonhamos com aquele dia em que as manchetes jornalísticas não sejam mais a corrupção, a violência, o tráfico, a injustiça. Sonhamos com uma sociedade onde se possa andar na rua com tranquilidade, onde as relações tenham por base a solidariedade. Sonhamos com menos competição e mais colaboração. Sonhamos com o despertar num dia onde o respeito ao meio ambiente será lugar comum, onde o capitalismo selvagem terá cedido lugar a uma justa distribuição da renda. Então despertamos do sonho com aquele enunciado popular: "pois vá sonhando, que nem tão cedo isso vai acontecer", ou com este outro: "isso até pode acontecer, mas dificilmente você vai conseguir vivê-lo", ou seja, vai morrer antes, de tanto tempo que vai levar para acontecer. Será mesmo? Tudo bem, talvez não dê para ver essa nova sociedade e esse novo mundo em vida, mas que podemos acelerar esse processo, disso não tenho dúvida.
Você já está formulando as perguntas: como? qual o caminho? Não existe um único caminh…

Por uma nova política de educação

Assistimos, estarrecidos, o jogo político brasileiro repetindo a velha fórmula do "toma lá, dá cá", que insiste em perdurar em todas as instâncias governamentais, quando, por interesses pessoais ou de grupo, instala-se uma barganha vergonhosa de verbas, cargos e favores entre a administração pública e os partidos políticos, desonrando a nação brasileira, pois instala-se o espetáculo da falta de ética, de honestidade, de caráter, tudo em nome da manutenção do poder, das regalias e dos acordos escusos, deixando-nos atônitos diante de tanta falta de vergonha, de tanta hipocrisia, com governantes e políticos na contramão dos anseios da população, que já não sabe mais o que fazer para mudar esse quadro deprimente de falta de consideração com o povo e com a nação.
Onde está a causa? Por que isso se repete historicamente em nossa nação? Qual o fator que nos leva a não aprender com as lições do passado, mesmo recente? Tais perguntas são extremamente necessárias, e encontrar respostas…

Desenvolvendo competências socioemocionais na infância

Um fenômeno tem atingido o mundo empresarial: a dificuldade de contratação de colaboradores com boa competência socioemocional, ou seja, muitas vezes o candidato revela bons conhecimentos técnicos, mas na área socioemocional deixa a desejar, o que é considerado pelos empresários como uma deficiência que impacta diretamente os resultados da empresa no cenário de negócios do século 21.
Entre as competências socioemocionais desejadas estão:
– Gerenciar impulsos emocionais
– Resolver problemas
– Tomar iniciativa
– Ser flexível
– Comunicar-se bem e trabalhar em equipe
– Perseverar e ser resiliente
– Demonstrar empatia
Estudos revelam que essas competências são desenvolvidas na primeira infância, até os 5 anos de idade, e que está havendo uma falha no processo educacional, pois família e escola não estão focadas na formação do caráter da criança.
Em uma pesquisa do Wall Street Journal, feita com 900 executivos, 93% disseram que as habilidades socioemocionais eram tão importantes ou mais impor…

Crianças pobres em países ricos

O Centro de Pesquisas Innocenti, órgão da Unicef, a agência para educação da Organização das Nações Unidas - ONU, publicou relatório que nos deixa preocupados. Para que o leitor tenha a dimensão dessa nossa preocupação, transcrevo um resumo do relatório, conforme publicado pelas principais mídias:
"Uma a cada cinco crianças nos países ricos vive na pobreza, segundo relatório da Unicef, que estabelece uma classificação sobre o bem-estar infantil. Dois países do norte da Europa - Alemanha e Suíça - lideram em termos de progresso social em favor das crianças, enquanto Romênia, Bulgária e Chile encerram a lista, segundo a Unicef, que observa que os três últimos têm renda per capita menor. Este não é o caso de Estados Unidos (37º entre 41 países) ou da Nova Zelândia (34º), o que revela que "renda nacional elevada não basta para garantir bons resultados em termos de bem-estar para as crianças", destaca o relatório elaborado pelo centro de pesquisas Innocenti da Un…

Ações em favor de uma boa educação

E lá se vão mais de 15 anos de atividades na capacitação de professores e humanização das escolas, com a realização de palestras, treinamentos, cursos e publicação de material pedagógico. Tudo por uma educação de melhor qualidade, por uma escola transformadora, visando o estabelecimento de uma sociedade melhor através de indivíduos autônomos e conscientes de suas responsabilidades e de seus deveres. Estou falando do Instituto Brasileiro de Educação Moral, o IBEM, organização educacional não governamental realizada por educadores voluntários, que doam amor aos projetos, acreditando que esse amor faz a diferença.
A primeira proposta de trabalho é a Pedagogia da Sensibilidade, que podemos resumir como sendo um caminho que propõe trabalhar na escola o equilíbrio entre o desenvolvimento cognitivo e o desenvolvimento emocional da criança e do jovem, trabalhando a aplicação da educação moral, o que exige, naturalmente, o esforço de auto-educação dos professores, e a integração da família ness…

Uma educação e outra educação

Temos convicção que somente a educação pode resolver os problemas individuais do ser humano e coletivos da humanidade, e já deixamos isso muito claro em nossos escritos, palestras e ações. Entretanto muitas pessoas não acreditam nisso, colocam dúvidas, e quando o fazem deixam claro que possuem uma compreensão equivocada sobre o que seja educação, não conseguindo vislumbrar como ela poderá fazer esse quase "milagre". 
Esse equívoco acontece porque a maioria das pessoas quando pensa em educação, vincula o pensamento exclusivamente à escola, e logo traz à memória os bancos escolares, os professores ensinando conteúdos, as provas e notas acontecendo. Como essa educação, ou essa escola, transformará o homem e a humanidade? Essa perplexidade é justa, pois também nós, quando nos referimos à educação, não acreditamos que esse modelo escolar chamado de conservador ou tradicional, conseguirá alterar qualquer coisa em nossa sociedade. Contraditório? Não, realidade.
Para começo de convers…

Pela ordem, pela paz e pela não-violência

Todo cidadão tem o direito de reinvindicar das autoridades públicas o cumprimento dos seus deveres e a obediência àas leis, assim como pode manifestar-se em conjunto para pressionar por mudanças e mostrar sua insatisfação e indignação. Deve, entretanto, entender que reeinvindicações e manifestações devem ser realizadas de forma pacífica, ordeira, e sem restringir o direito do outro de não aderir. Quando utilizamos de atos violentos, invasivos, como é o caso do vandalismo, e em protesto impedimos que os outros circulem e trabalhem normalmente, estamos infringindo a própria lei que queremos que os os outros obedeçam. Nenhum radicalismo é bem-vindo, pois nada traz de bom e útil.
Precisamos entender que por trás de muitas manifestações e reinvindicações, está o interesse de grupos por vantagens que dizem respeito somente a eles, embora isso esteja disfarçado com um discurso aparentemente popular. Por esse motivo precisamos exercer o bom senso, aprofundar o conhecimento sobre a questão e, m…