Educação, uma boa fachada para as eleições

Estradas são abertas e hidrelétricas são erguidas.
Investe-se em campanhas publicitárias.
Partidos políticos afirmam, em programas televisivos muito bem produzidos, fazerem sempre o melhor para a nação.
A segurança pública é reforçada.
E assim, esforços e mais esforços, em diversas áreas, gastam milhões, mesmo bilhões de reais.

Agora, quando se trata da educação...

Faltam professores, mas os concursos públicos para preenchimento das vagas não são realizados.

Existe um piso salarial, mas a maioria dos governos paga aos professores salário abaixo do que exige a lei.

O ensino fundamental deve ser de nove anos, mas grande parte das secretarias de educação ainda trabalha com o modelo antigo de oito anos.

A reforma ou construção de escolas engatinha, com os prazos anunciados nunca sendo respeitados.

E o ensino, pobre coitado, castiga impiedosamente o processo ensino-aprendizagem, desrespeitando estágios de desenvolvimento da criança, insistindo em procedimentos arcaicos, desvinculado de objetivos mais profundos.

E todos falam, reclamam, exigem...

O Ministério da Educação quer fazer tudo a toque de caixa, rapidamente, pois estamos na véspera de ano eleitoral, anunciando planos e investimentos sem dar tempo para que haja discussão.

Percebemos, infelizmente, que a educação continua a não ser prioridade, e que ela é usada apenas como fachada para as eleições.

É bom, muito bom mesmo, aparecer na televisão e falar sobre educação, mentindo abertamente - mas o povo não sabe, eles pensam -, dizendo que fizeram isso, estão fazendo aquilo, e que irão fazer mais não sei o que pela educação. Os políticos sabem que o povo quer educação, quer escola, e que falar sobre o tema, mostrando hipócrita preocupação com a área, rende votos.

A educação é, ainda, apenas uma boa fachada eleitoreira.

Muitos vereadores, deputados e senadores são donos, sócios ou possuem negócios com as escolas particulares, com os sistemas privados de ensino, legislando em causa própria, ou seja, não tem interesse algum na escola pública de qualidade.

Precisamos conscientizar a população, esclarecer o eleitor. Precisamos escolher o menos pior entre os futuros candidatos, sim, porque ainda estamos longe de termos bons candidatos, mas, pelo menos, podemos escolher entre eles os que são mais sinceros, mais honestos e realmente sensibilizados com a educação.

Nossos políticos precisam olhar e obedecer menos o partido a que pertencem, e ouvir mais a voz da consciência, entendendo que educação não é fachada para discurso, é base para uma nação que se quer dizer desenvolvida e civilizada.

Pensemos nisso!

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