Pulseira do Sexo

Pulseiras coloridas de silicone estão enfeitando os braços de nossas crianças e adolescentes. Custando apenas alguns centavos, são vendidas às centenas em bancas e pequenas lojas diariamente. Aparentemente apenas um enfeite como qualquer outro, uma moda que depois será substituída por outra. Não é bem assim.

Há aproximadamente dois anos essas pulseiras foram batizadas, na Inglaterra, com códigos sexuais. Cada cor significa uma ação sexual que o usuário aceitaria fazer, caso a pulseira seja arrebentada por alguém. Vai desde um simples "selinho" até chegar ao extremo do ato sexual. É por isso que são conhecidas como pulseiras do sexo.

O funcionamento é simples. A criança, ou adolescente, está na rua, ou na escola, e alguém se aproxima e arrebenta a pulseira, com um forte puxão. Esse alguém pode ser um colega ou uma pessoa adulta. Arrebentada a pulseira, isso significa que seu portador está obrigado a fazer a ação sexual com a pessoa. Se você é pai ou mãe, pode imaginar seu filho ou filha sendo obrigado, a, por exemplo, dar um beijo de língua num estranho, e adulto?

A situação é muito séria, já tendo ocorrido caso, aqui no Brasil, de uma adolescente de 13 anos ser constrangida a ter relacionamento sexual, pois a outra pessoa, um jovem de 19 anos, tê-la, fisicamente, obrigado a cumprir o ritual previsto pela cor da pulseira que carregava no braço.

Muitos pais e responsáveis estão totalmente desligados da existência e significado dessas pulseiras, e muitos jovens alegam que as utilizam apenas porque são bonitas, dão um bom visual. Tanto os pais e responsáveis, quanto os jovens, estão em situação de risco ao manterem essas posturas.

Algumas escolas estão confiscando as pulseiras dos alunos e somente devolvendo-as aos responsáveis, quando se estabelece uma conversação séria a respeito. Igualmente temos notícia de escolas fazendo alertas aos pais e alunos através de circulares, reuniões e palestras.

Por que toda essa movimentação? Porque pedófilos estão se aproveitando dessa situação, inclusive em redes sociais na internet, para aliciar crianças e adolescentes e marcar encontros, aparentemente inocentes, mas onde se aproveitarão da fragilidade física e emocional delas para concretizar o objetivo do abuso sexual.

Deve haver, por parte dos pais e responsáveis diálogo sério com seus filhos a respeito dessas pulseiras e suas possíveis consequências, conscientizando-os dos riscos que assumem, e das preocupações em que colocam os familiares. Pode ser bonito, pode estar na moda, mas ...

E os professores não podem ser indiferentes, procurando, nas aulas, alertar os jovens para esse comportamento de risco, o que dá ensejo para discussões sérias sobre a sensualidade aberta, o uso do corpo como objeto de desejo e prazer, pois somos seres humanos e não existimos apenas para viver com base nos instintos sem controle.

Fica aqui este alerta.

Está mais do que na hora de encararmos com seriedade a orientação sexual de nossos filhos e alunos.

Pensemos nisso!

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