quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Educadores da Humanidade



É com prazer e alegria que informo a todos os meus leitores o lançamento do livro Educadores da Humanidade, de minha autoria.

Educadores da Humanidade, histórias e pensamentos sobre a essência da educação, um livro para fazer você sonhar, se encantar e renovar sua prática educacional na família e na escola.

Traz a vida, obra, bibliografia e pensamento de educadores que fizeram mudanças na história da humanidade:

Celestin Freinet
Comênio
Jean-Jacques Rousseau
Jean Piaget
Jiddu Krishnamurti
Johan Heinrich Pestalozzi
Leo Buscaglia
Maria Montessori
Paulo Freire
Pierre Weil
Rudolf Steiner
Sathya Sai baba

E ao final de cada capítulo, você irá saborear uma entrevista inédita, com base nos escritos deixados pelo educador.

Educadores da Humanidade, lançamento em E-book ao preço de R$ 9,90.

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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Educação, Ecologia e Direitos Humanos

Aos meus amigos e amigas que acompanham o blog Análise & Crítica, estou de volta, após um merecido tempo de descanso.

Os artigos, notícias e outros eventos relacionados ao conteúdo do blog voltam ao normal a partir desta data, mas com uma novidade: agora os textos vão abordar, além da área educação, também as áreas ecologia e direitos humanos.

Fique ligado!

Um grande abraço e até a próxima postagem.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Educar é

Educar é amar.

Mas é também orientar.

É descobrir as potencialidades individuais.

É facilitar o processo de aprendizagem.

E também estimular descobertas.

Educar é sempre se educar.

É saborear o conhecimento.

É seduzir para a sabedoria.

E voar como se fosse um pássaro.

Educar é revelar a alma.

É transformar-se e transformar o ensino.

É dar bons exemplos.

É cultivar virtudes.

É sempre acreditar.

Educar é olhar para frente.

É sonhar todos os dias.

É sentir o olhar de uma criança.

É se encantar com sorrisos.

Educar é sempre olhar pela janela.

E maravilhar-se com a natureza.

E encantar-se com a singularidade das pessoas.

E gostar do que faz.

Educar é ...

É tanta coisa que palavras não revelam.

É o sentir do coração.

É, antes, durante e sempre ... Amar.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Querer Aprender

Lendo Leo Buscaglia, que foi professor, escritor, palestrante e criador do curso "Amor" a nível superior, encontrei este magnífico pensamento:

"Aprendi há muito, muito tempo que ninguém jamais ensinou coisa alguma a alguém. Eu poderia ser o homem mais sábio do mundo e lhe dizer tudo o que sei, mas se você não quiser aprender, não aprende. Lançar informações é um coisa, mas aprender é uma decisão que você toma. Não posso tomá-la por você. Aprendemos pelo exemplo, e não pelo que nos dizem. Aprendemos vendo, observando, pegando e experimentando. É assim que aprendemos. É um processo de descobrimento voluntário. Fico preocupado porque pedimos aos nossos filhos que aprendam o amor, a responsabilidade, a alegria de viver, e não é muitas vezes que lhes oferecemos muitos modelos. Temos pessoas que gritam por corações e que mandam as secretárias comprar cartões de namorado para as mulheres".

Esta pérola educacional escrita por Leo Buscaglia está no livro "Vivendo, Amando e Aprendendo", que é uma das preciosidades de minha biblioteca, e que estou saboreando há várias semanas, lendo devagar, para melhor sentir seu conteúdo. É o que devemos fazer com os bons textos, com os bons livros. E não tirá-los nunca da lista de re-leitura.

Realmente, muitas vezes acreditamos que somos bons professores e que ensinamos bem. Que nossas palavras estão sendo absorvidas. Medimos isso pelas laudas preenchidas nos cadernos. É um engano. a matéria pode estar senso copiada, e muitos alunos podem até estar participando da aula, mas os pensamentos, quantas vezes, estão em outros lugares e assuntos. Não é a quantidade de palavras que utilizamos, nem os exercícios que entregamos, que fazem o aprendizado. Aprender é um ato pessoal. O aluno só aprende se estiver conquistado, se o professor conseguir seduzi-lo para a importância do estudo.

E ainda precisamos reconhecer que o conhecimento que não transforma é apenas informação. Como diz Buscaglia, lançar informações não é acionar o processo do aprender.

Sempre defendemos, como pilar da educação, o critério da experiência própria, ou seja, que o educando possa construir o aprendizado por si mesmo, pensando, questionando, fazendo, errando, fazendo novamente. Ele não reterá conceitos de valores se apenas estudá-los na teoria.

É por isso que os pais, principais educadores da alma infantil, precisam compreender que não se educa na base de sermões, castigos e recompensas. Palavras não acompanhadas de modelos são palavras jogadas ao vento, não surtem efeito. E ouvimos as mães se queixarem: "Não adianta, falo, falo e parece que entra por um ouvido e sai por outro". É verdade, é isso mesmo. Porque são palavras desacompanhadas do modelo. O filho sabe que a mãe e/ou o pai não tem autoridade moral, porque exigem determinados comportamento dos quais não são exemplo.

Se você ama seus alunos, se ama seus filhos, se ama sua esposa ou seu marido, seja você mesmo a falar, olhando nos olhos, "eu te amo". Não entregue essa tarefa a terceiros.

Faça o outro querer aprender, querer amar, querer crescer. Esse é o segredo da educação.

Pensemos nisso!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Suspender, Expulsar Prender

A escola possui certas tradições que podem ser questionadas, mas que estão incorporadas ao fazer pedagógico como se fossem normais. Exemplo disso é tirar o aluno da sala de aula. Várias causas justificam essa atitude: porque ele estava fazendo bagunça; porque não estava prestando atenção na aula; porque desrespeitou a professora; etc. Se o tirar da sala de aula não resolver, ou seja, se o aluno não se "emendar" e passar a obedecer as regras, ele é encaminhado para a Diretoria, que providenciará uma advertência e uma boa conversa com os responsáveis. Se isso também não resolver, é dado mais um passo para disciplinar o aluno: suspensão. Assim, ele ficará dois ou três dias fora da escola, para ver se pensa um pouco e volta melhor. Contudo, se o aluno continuar desrespeitoso, agressivo, bagunceiro, falando palavrões, ameaçando colegas e professores, com comportamento e atitudes consideradas graves, uma nova tradição é utilizada: chama-se a polícia e lá vai o aluno para a delegacia. Neste momento a escola tenta uma intervenção pseudo-educacional: solicitar aos pais a transferência do aluno-problema para outra escola. Então, e finalmente, se nenhuma dessas ações derem o desejado resultado, aciona-se a prerrogativa da expulsão. O aluno está fora da escola, banido como pessoa indesejável.

Passeando o olhar pelo dicionário, descobrimos que escola é estabelecimento de ensino. Nessa definição não há nenhuma ressalva sobre quem deve aprender, levando-nos a supor que são todas as crianças e jovens regularmente matriculadas. Mas essa é uma definição dicionarista, pois, na verdade, numa definição mais pedagógica, escola é o instituto social de educação dos indivíduos que formam a coletividade. É parceira da família e da sociedade, devendo saber trabalhar com as diferenças, com a singularidade de cada indivíduo.

Na medida em que a escola institucionaliza a retirada da sala de aula, a advertência, a suspensão, o fichamento policial e a expulsão, ela demonstra, como fato, sua falência enquanto instituto social de educação.

A escola está tão preocupada em disciplinar, ensinar conteúdos, preparar para o mercado de trabalho, fazer com que o aluno tenha condições de passar em concursos e excluir os alunos "difíceis", que desumanizou o ensino e colocou na lata do lixo a educação.

Educar e ensinar com amor é possível e temos exemplos maravilhosos espalhados pelo Brasil e pelo mundo. Uma leitura da seção "Experiências Que Dão Certo", da revista eletrônica ReConstruir - www.educacaomoral.org.br/reconstruir - dá bem a dimensão desse universo de uma boa prática pedagógica com excelentes resultados.

É urgente humanizar a escola. Colocar o amor como base do processo educacional.

Advertir, suspender, expulsar ... Isso é ranço de uma prática tradicionalista medieval. É caminhar na contramão do verdadeiro processo de educação.

Pensemos nisso!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Menor que o Salário Mínimo

Recentemente os professores tiveram um ganho há muito reivindicado: a criação do Piso Nacional de Salário, hoje de R$ 950,00. Contudo, mais da metade dos estados e municípios brasileiros não obedece a lei federal, e mais de 50% dos professores ganha menos de R$ 720,00, com agravante na região Nordeste, onde metade do professorado recebe salário menor que R$ 450,00. Essas e outras revelações estão no estudo "Professores do Brasil: Impasses e Desafios", publicado pela Unesco.

Como 79% dos professores são do poder público, a solução implica em maior volume orçamentário, melhor articulação política entre as esferas governamentais (federal, estadual, municipal), continuidade da política nacional de salários e mobilização da categoria para garantir seus direitos e conseguir também uma plano decente de carreira.

O estudo da Unesco também toca em outra grave questão: os cursos de licenciatura não ensinam a ensinar. Há professores que não aprendem na faculdade a alfabetizar uma criança. Nos cursos de pedagogia o máximo encontrado em prática de ensino é da ordem de 10% do currículo, muito pouco para quem está sendo formado para trabalhar em sala de aula.

Não podemos dizer que as conclusões do estudo sejam novidade. Pelo contrário, há décadas fala-se das péssimas condições de trabalho dos professores da educação básica (ensino infantil, fundamental e médio): baixos salários; escolas desaparelhadas; falta de plano de carreira; má formação pedagógica. Tudo o que o estudo da Unesco revela é denunciado pela mídia e pelos próprios professores há muito tempo.

E podemos adicionar mais um agravante: o magistério desvalorizado está desumanizando o ensino. E mais: perdeu-se o verdadeiro sentido da educação, substituída pelo ensinar conteúdos e preparar para concursos e vestibulares. Isso é instrução, que faz parte da educação, mas não é a educação.

É fato que estados e municípios possuem autonomia, mas responder positivamente aos esforços do governo federal em melhorar as condições do magistério, é política que fomenta no presente um futuro bem melhor. A verdade é que um remanejamento orçamentário, colocando a educação como prioridade, faria com que a maioria dos professores já estivesse recebendo o piso nacional.

Basta uma pesquisa na Internet, nos sites oficias das prefeituras, para verificar que muitas sequer possuem uma Secretaria de Educação, ou, quando ela existe, é facilmente nublada pelos setores de obras, transportes, imposto territorial, que dominam as notícias e chamadas oficiais.

Enquanto o professor for considerado o último dos seres humanos, e a educação relegada a segundo plano, continuaremos a ter inúmeros problemas sociais, que jamais serão solucionados com segurança pública, postos de saúde, avenidas, estradas, água e esgoto. Tudo isso é importante, mas colocados nas mãos de pessoas sem o mínimo de educação, ou mal educadas, terão efeito efêmero, constituindo-se em mais problemas em futuro próximo.

Educar ou educar, não há outra alternativa. Para isso, entre outros fatores, pagar bem o professor e ter uma boa escola, fazem parte dos esforços urgentes de termos a sonhada educação de qualidade.

Pensemos nisso.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Muito Pais Não Têm Esta Paciência

Recebi um vídeo muito interessante, e para fazer pensar, mostrando uma criança com aproximadamente dois ou três anos de idade brincando com um cão, e fazendo de tudo com ele. O cachorro mostra-se extremamente paciente, não reclama, trata o garoto com amabilidade e acompanha-o por todos os cantos. E o menino sobe nele, deita sobre seu corpo, mexe em seu focinho, dá e puxa gravetos de sua boca, enfim, não poupa o cão, que mesmo assim participa de tudo e em nenhum momento reclama. O vídeo tem o sugestivo nome de "Muitos Pais Não Têm Esta Paciência".

É verdade. Muitos pais se aborrecem com seus filhos com facilidade, e normalmente reagem com violência. Não tem paciência para responder a mesma pergunta várias vezes, esquecendo que criança é assim mesmo. Isso me remete a outro belo vídeo recebido dos meus amigos internautas, mostrando um senhor idoso sentado no banco de uma praça ao lado de sua casa. Com ele está um jovem, seu filho, lendo um jornal. Vendo pássaros voarem e pousarem nas plantas e gramado, o velho pergunta várias vezes: o que é isso? O filho, cada vez mais irritado, vai respondendo: é um pássaro! Até que "explode", grita com o velho pai e diz que está cansado de responder a mesma coisa.

O velho sai, entra em casa e retorna com um diário surrado, aberto numa determinada página, e pede ao filho que leia em voz alta. Está escrito: "Hoje meu pequeno filho me perguntou vinte e uma vezes a mesma coisa, e eu respondi pacientemente vinte e uma vezes que era um pássaro". A cena termina com o filho, sensibilizado e chorando, dando um sentido abraço em seu velho pai.

Educar é um ato de amor e exige compreensão e paciência.

Não se pode educar com irritabilidade, xingamentos, bofetadas, palmadas, castigos físicos e pressão psicológica. Essas coisas geram frustrações, inibições, rebeldia, ou seja, complicam o relacionamento entre pais e filhos.

Para bem educar nada melhor que o diálogo, a explicação paciente, a troca de responsabilidades, a participação doméstica e, fundamental, o bom exemplo. Esse conjunto de ações forma a educação de qualidade que os pais devem exercer com seus filhos, pois o amor não é tolerante a ponto de deixar tudo acontecer. Pelo contrário, compete ao amor disciplinar, orientar, exigir, mas sempre de forma participativa, mostrando que direitos e deveres, liberdades e responsabilidades andam de mãos dadas.

Para medir seu grau de paciência para com os filhos, observe se você consegue responder a mesma pergunta, ou explicar a mesma coisa, repetidamente, cinco vezes, sem aumentar o tom de voz, sem mostrar irritação, impaciência.

Se você consegue, parabéns, está no bom caminho para bem educar.

Livros para você aprender mais

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