Toda terça-feira, às 09 horas, publicamos no YouTube um novo vídeo sobre educação. Acompanhe!
terça-feira, 30 de dezembro de 2025
Vídeo - Fora da educação não há salvação
Toda terça-feira, às 09 horas, publicamos no YouTube um novo vídeo sobre educação. Acompanhe!
segunda-feira, 29 de dezembro de 2025
Esperança renovada
Devemos seguir, intimoratos, com o Cristo, pois Ele é a luz do mundo, nosso guia e modelo, e nós somos a luz do mundo, e quem é luz não se deixa espancar pela treva; quem é do bem não se deixa vencer pelo mal.
De há muito tempo lutamos pela educação moral, conforme o entendimento do Espiritismo, e não foi diferente neste ano, e não será diferente no próximo, mesmo diante da incompreensão e da indiferença e, às vezes, mesmo diante da maledicência e da calúnia, pois isso ainda faz parte deste mundo de expiações e provas, onde o egoísmo e o orgulho encontram terreno fértil, e, por isso mesmo, nos faz mais dedicar a esse bom combate, seja aqui pelo blog, seja pelas redes sociais, seja pelo YouTube, assim como também em palestras e seminários presenciais, enquanto Deus assim o permitir.
O ano de 2025, entre outras boas notícias, nos deu a continuidade da edição e distribuição da Revista Educação Espírita, e do lançamento da série de vídeos Evangelho e Vida nas redes sociais. Nos dois projetos contamos com a valiosa contribuição voluntária de amigos e amigas espíritas que vislumbraram a importância dos mesmos, permitindo assim o sucesso das duas inciativas. Podemos não ter milhares de assinantes na revista, nem milhões de seguidores nas redes sociais, mas que importa isso, se estamos, como formigas que não param de trabalhar, espalhando a mensagem da alma imortal e da educação do espírito?
E antes que alguém comece a fazer contas, esclarecemos que a revista é distribuída gratuitamente, então quando nos referimos aos seus assinantes, estamos fazendo referência às pessoas que se cadastram para receber bimestralmente o exemplar gratuito da REE. E quanto ao Evangelho e Vida, a publicação dos vídeos no Facebook, Instagram, TikTok e YouTube é feita sem monetização, sem nenhum retorno financeiro.
Move-nos apenas a dedicação na divulgação do Espiritismo e do Evangelho, sempre com um olhar voltado para o futuro, na certeza que os frutos vão amadurecendo aqui e ali, hoje e amanhã, contribuindo para a finalidade maior da Doutrina Espírita, que é a transformação moral da humanidade.
Reconhecemos que muitos espíritas não compreendem o alcance e a necessidade da educação moral, muitas vezes confundindo-a com o ensino religioso, quando na verdade são totalmente distintos, motivo pelo qual não fazem, por exemplo, da evangelização infantojuvenil uma prioridade no Centro Espírita. Também reconhecemos que muitos educadores desdenham da educação moral, colocando todos os seus esforços apenas na instrução, na aquisição de conhecimentos, quando a escola deveria ser verdadeira instituição de educação integral de um ser que também é integral e que está em desenvolvimento.
Que no próximo ano que se aproxima, essa luta continue, pois não podemos admitir acomodação diante de tanto trabalho que vemos pela frente, rogando o amparo divino às nossas forças, para que nos mantenhamos fiéis a Jesus e aos ensinos da Espiritualidade Maior, e quando fracassarmos tombando em meio ao caminho, utilizemos a força do querer para o reerguimento, na certeza que o Mestre dos mestres estará com a mão estendida, com sua bondade, para nos ajudar a, novamente, nos colocarmos de pé e avançarmos pelo áspero caminho da redenção de nós mesmos.
Aos interessados na Revista Educação Espírita, o cadastro, gratuito, para recebê-la, é feito acessando o formulário em bit.ly/revista-educacao-espirita.
terça-feira, 23 de dezembro de 2025
Vídeo - A sala de aula e o espaço de convivência
Lembre-se: toda terça-feira, às 09 horas, um novo vídeo é publicado.
Você acompanha em:
segunda-feira, 22 de dezembro de 2025
Velório no centro espírita
Convidamos a você para leitura do meu artigo Velório no Centro Espírita, publicado na revista digital espírita O Consolador.
Trata-se de uma abordagem que esclarece que o Espiritismo não adota nenhum tipo de cerimônia, e que os centros espíritas devem se abster da realização de casamentos, batizados, velórios etc.
Leia o artigo em:
Podcast - Como o espiritismo entende Jesus
Assista ao episódio #0148 do podcast Análise & Crítica, com o tema Como o Espiritismo Entende Jesus.
Em época de Natal, nada melhor do compreender que o Espiritismo é também uma doutrina cristã, e o quanto valoriza Jesus.
O podcast está disponível no Spotify:
Ritmo de aprendizagem
Essa questão fica mais evidente quando levamos em consideração que a criança é um espírito reencarnado, portanto com a sua própria história evolutiva, tendo passado por outras existências corporais, trazendo consigo uma bagagem particular de experiências e aprendizados, além de um planejamento reencarnatório que lhe diz respeito, embora seja um ser de relação e esteja realizando laços com os outros. Em outras palavras: embora sempre vivendo em sociedade, sempre interagindo com os outros, é uma individualidade que pensa e sente, que realiza seu autoaperfeiçoamento, não se confundindo com os outros espíritos.
Cada espírito, e, portanto, cada criança, tem seu ritmo; ninguém aprende do mesmo jeito que o outro, nem faz as coisas do mesmo jeito que o outro: cada um tem seu tempo, sua velocidade, seu querer. Os estímulos que oferecemos aos educandos podem ser os mesmos, mas cada um reagirá do seu modo próprio, pois a motivação é íntima, e o que toca profundamente um, pode ser indiferente para outro. Por esses motivos entendemos que a educação é um processo individualizado feito no coletivo, onde o educador deve procurar observar e atender as particularidades de cada educando, evitando uma massificação que será sempre prejudicial ao bom desenvolvimento cognitivo e educacional daqueles que estão na sua dependência, seja na escola ou na família.
Levar em conta as diferenças individuais no ritmo de aprendizagem é essencial na educação, por isso que fazer com que os educandos trabalhem em grupos de pesquisa, convivência e aprendizagem é mais produtivo, além de realizar rodas de conversa e fazer avaliações individuais de progresso, proporcionando às crianças que se desenvolvam mais naturalmente, sendo atendidas nas suas particularidades, ao invés de ficarem perdidas na massa. Elas fazem parte do conjunto, mas nunca perdem a sua individualidade, que precisa ser respeitada.
Quando os pais reclamam que seu filho não está conseguindo acompanhar as aulas – e aula deveria ser eliminada do discurso e da prática educativas –, estão enunciando a verdade da diferença existente de ritmo de aprendizagem entre os alunos, o que deve chamar a atenção dos professores que, por seu turno, devem modificar a metodologia de ensino, pois trabalham com consciências autônomas, que não podem ser atropeladas por um ensino que desconsidera as diferenças individuais.
Assim como os filhos não são iguais, e qual é o pai e a mãe que não sabe disso, os alunos também não são iguais, e os professores sabem disso. Por que então insistir numa educação que sistematicamente desrespeita os indivíduos, que não permite que eles pensem e sintam, impondo um ensino massificante, igual para todos?
Como lembramos neste texto a realidade do espírito reencarnado, tudo o que até aqui dissemos deve ser aplicado no trabalho educacional da chamada evangelização infantojuvenil promovida nos centros espíritas. O Espiritismo é em sua essência doutrina de educação, então sua aplicação deve ser dinâmica, criativa, humanizada, permitindo que o espírito realize por si mesmo sua moralização e espiritualização, o que não se conseguirá se ficarmos repetindo o modelo obsoleto e improdutivo da chamada escola tradicional.
Não esqueçamos: cada criança – espírito reencarnado – tem seu ritmo de aprendizagem. Deixar isso de lado é desrespeitar essa consciência, desvirtuando a educação da sua finalidade, assim gerando males incontáveis, tanto individuais quanto coletivos, como temos assistido nos últimos tempos.
terça-feira, 16 de dezembro de 2025
Vídeo - O amor, essência da educação
Nele você vai compreender o que é o amor e sua aplicação na educação das novas gerações.
Acesse o canal em
Podcast - Existe esperança?
Assista o episódio em:
Toda semana, na segunda-feira pela manhã, um novo podcast está disponível para você.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2025
As telas digitais e a educação
Isso constatado, façamos uma importante pergunta: proibir, por lei, é a solução? Temos muitas proibições, sobre as mais diversas questões, em nossas leis, mas isso nunca impediu as pessoas de burlarem essas leis e, mesmo correndo o risco de serem presas e punidas, quantas vezes dão continuidade ao desdenho da lei, sem se importar com as consequências? Não ocorrerá o mesmo com relação ao uso do celular e das redes sociais por parte das crianças e dos adolescentes?
Se a criança e o adolescente não podem mais utilizar o celular na escola, o que farão com o mesmo depois do período escolar? Quem haverá de vigiá-las? Deveriam os pais e os avós serem os encarregados dessa vigilância, mas estão preparados para isso? Terão a boa vontade de exercer esse controle? Essas mesmas perguntas podemos dirigir à questão do uso das redes sociais proibido para até determinada idade, pois aqui temos o papel educativo da família, que não está sendo levado em conta nessa discussão.
Passei meus tempos escolares no hoje ensino fundamental, no período da ditadura militar, e muitas coisas eram-nos proibidas, e os inspetores da escola pública onde estudei viviam exercendo forte vigilância sobre os alunos. Nem por isso obedecíamos, pelo contrário, demos muito trabalho aos inspetores, professores e à diretoria, alguns mais, outros menos, mas vez ou outra estávamos procurando meios de burlar esta e aquela regra, e quantas vezes conseguimos! Isso acontecia porque a simples proibição não nos satisfazia, pois não tínhamos a compreensão dos porquês, e quando não concordávamos, afinal éramos adolescentes querendo viver a vida, simplesmente ignorávamos as regras e proibições. Não acontecerá o mesmo com relação à proibição sobre os celulares e as redes sociais? A tecnologia é outra, os tempos são outros, mas a questão é a mesma.
Proibir não é educar. É mais fácil proibir do que educar, mas a simples proibição, mesmo sendo lei, não tem força educativa, não conscientiza, motivo pelo qual o ser humano acaba dando um jeito de não obedecê-la.
A solução passa pela educação, queiramos ou não, e precisamos entender com urgência esse enunciado, sob pena de continuarmos a assistir o celular e as redes sociais serem mal utilizados, quando deveriam propiciar meios de instrução e realizações no bem. Mas o problema não é o celular, como também não são as redes sociais. O problema é o ser humano, que, com seu egoísmo e orgulho, desvirtua a tecnologia, utilizando-a para o mal.
Nossa educação, quer na família quanto nas instituições escolares de todos os níveis, está atrelada à aquisição de conhecimentos e à formação profissionalizante, deixando de lado a formação do caráter e o desenvolvimento dos valores humanos. Estamos recebendo na sociedade gerações despreparadas para vivenciar a ética, a empatia, a resiliência, a humanização. Os seres humanos saem da infância e da adolescência indiferentes e insensíveis para com os outros, não sabendo pensar no bem para todos. Vivem um dia após o outro, sendo o futuro o mais imediato possível, esquecidos do seu potencial espiritual.
É triste essa constatação, mas é verdadeira.
Somente a educação, que entendemos com a Doutrina Espírita ser a educação moral do Espírito reencarnado, poderá transformar gradativamente esse quadro de verdadeira insanidade que está acometendo a sociedade humana nos dias atuais.
Se proibir fosse solução, estaríamos solucionados há muito tempo com relação a muitas coisas, por isso afirmamos que os problemas vividos pelas crianças e pelos adolescentes com o celular e as redes sociais, o que engloba a família, somente terá efetiva solução se, no lugar de proibir, tivermos a paciência e a perseverança de educar.
terça-feira, 9 de dezembro de 2025
Vídeo - Por uma evangelização diferente
Acompanhe a série toda terça-feira, às 09 horas, com um novo vídeo publicado:
segunda-feira, 8 de dezembro de 2025
Prece - Para resistir a uma tentação
Nos momentos difíceis em que temos que tomar uma decisão, a Coletânea de Preces Espíritas nos oferta a Prece para Resistir a Uma Tentação.
Ouça em:
Podcast - Uma mensagem de esperança
Está no ar o episódio 0146 do podcast Análise & Crítica, com o tema Uma Mensagem de Esperança, trazendo esclarecimento e consolo através da doutrina espírita.
Acompanhe o podcast no Spotify.
Toda segunda-feira, pela manhã, você tem um novo episódio disponível.
Ouça Uma Mensagem de Esperança em:
Os robôs sociais e os seres humanos
Marcus De Mario
O avanço tecnológico através da ciência é uma realidade presente na vida atual, trazendo-nos novidades inúmeras que, bem utilizadas, não apenas atestam o progresso, mas se tornam ferramentas úteis e valiosas, como é o caso da robótica, desenvolvendo os mais variados robôs para as mais diversas tarefas, assim facilitando nosso dia a dia, seja em termos domésticos, seja em termos industriais, assim como em outras áreas. Agora estamos diante do surgimento dos chamados robôs sociais, que muito se assemelham aos seres humanos, quer na aparência, quer na inteligência e, inclusive, no emocional, pois são muito bem programados para imitar o homem e a mulher. Entretanto, por mais se nos assemelhem, por mais perfeita seja a inteligência artificial que os programe, são robôs, são máquinas, não são seres humanos. Não pensam por si próprios, e sim através de uma programação; não sentem por si mesmos, mas através de programas que os fazem imitar o ser humano. Somente o ser humano, por ser um Espírito criado por Deus, pode pensar, sentir, criar e agir por conta própria, assumindo as consequências de suas escolhas e ações.
Um robô pode ser aperfeiçoado pela tecnologia humana, mas somente o Espírito pode jornadear até a perfeição com o seu querer, sua vontade. Um robô pode ser uma maravilha tecnológica, mas somente o Espírito é uma maravilha divina. O robô é finito, pois é matéria; o Espírito vive por toda a eternidade, pois é imortal.
Como seres criados por Deus, somos impulsionados para a socialização, para o relacionamento com os outros seres humanos e com a natureza. O robô está limitado à sua programação, podendo ser ligado e desligado a qualquer momento, e quando se torna obsoleto, ultrapassado por novas tecnologias, é descartado, enquanto o ser humano, alma vivente por toda a eternidade, sempre se aperfeiçoa, sempre alcança planos mais elevados da vida.
Isto compreendido, assistimos cientistas e empreendedores anunciando que os robôs sociais, perfeitos símiles dos seres humanos, haverão de preencher o vazio existencial que muitas pessoas carregam. Já fazemos isso colocando em nosso viver algumas espécies de animais, ou substituindo a relação com o outro, pela relação com objetos. São verdadeiros misantropos, pessoas com aversão às outras pessoas, preferindo conviver com animais, plantas, objetos e robôs, até porque estes não lhes importunam, são bem mais fáceis de controle, ou então preferem a solidão, retirando-se do mundo, evitando a convivência, estabelecendo-se em locais mais isolados.
Pobres seres humanos que ainda não compreenderam o significado da reencarnação, oportunidade que Deus nos concede para continuarmos os esforços pelo nosso progresso moral e intelectual, visando mais rapidamente alcançar a perfeição. E isso somente pode ser feito na convivência com os outros, na troca de saberes e experiências, substituindo paulatinamente o mal pelo bem, na compreensão e vivência do Evangelho, dos ensinos morais trazidos pelo messias divino, fazendo-se nosso guia e modelo.
O avanço tecnológico é tão acentuado que não temos dúvida que um robô possa imitar com tal destreza um ser humano, que até mesmo o confundiremos com um de nossa espécie, mas apesar disso, nunca um robô deixará de ser um robô, e não adianta fugir de nós mesmos e dos outros, pois a morte nos levará de volta ao mundo espiritual, onde teremos que enfrentar o que teimamos em deixar de lado nesta existência, ou seja, enfrentar a nós mesmos e nossas dificuldades de relacionamento.
Pode-se afirmar que um robô social será um suporte emocional, não um substituo da relação com outro ser humano, mas isso pode criar uma dependência nociva, e teremos outro aspecto dos transtornos emocionais e mentais a preencher os consultórios terapêuticos.
É o amor que rege todo o universo, e amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, é a regra a ser aprendida e vivida, por isso Jesus proclamou em alto e bom som: amai-vos uns aos outros!
Pesquisas mostram que estudantes que tiveram os professores substituídos por programas de inteligência artificial e grande aparato tecnológico, tem muito mais dificuldade de apreender os conteúdos estudados. Podem memorizá-los com mais facilidade, mas não os incorporam na mesma medida ao seu patrimônio intelectual e emocional, pois se ressentem da falta do contato humano, da convivência com os outros.
Não nos iludamos: nenhuma tecnologia, por mais avançada, pode substituir o que Deus criou, e fomos feitos para muito nos amarmos, o que não conseguiremos aprender e viver substituindo-nos por robôs, mas apenas interagindo com outros seres humanos, aqui, nesta existência, e na vida futura que nos aguarda.
terça-feira, 2 de dezembro de 2025
Vídeo - Pais que deseducam
Toda terça-feira, às 09 horas, publicamos um novo vídeo dessa série no canal Orientação Espírita:
segunda-feira, 1 de dezembro de 2025
Podcast - O que é educação
O tema, para pais e professores, é O Que é Educação.
Ouça em:
E acompanhe o podcast toda segunda-feira pela manhã.
Aprovação automática
Temos assistido e convivido com os males do relaxamento dos laços familiares e da formação do caráter. A frouxidão no desenvolvimento do senso moral tem mantido a sociedade às voltas com inúmeros problemas, onde o egoísmo, o orgulho, a violência, a criminalidade e os vícios de toda ordem superam em muito a caridade, a humildade, a não violência, a bondade e as virtudes. Infelizmente, apesar das dores e sofrimentos, continuamos a relegar a segundo plano a educação moral.
Hoje, em que a comunicação se faz instantânea e atinge milhões de pessoas com uma velocidade espantosa, temos visto muitas pessoas, usando as novas ferramentas tecnológicas, fazerem fortuna e ficarem famosas em breve tempo, tornando-se influenciadoras das outras, mas sem medirem as consequências das suas opiniões postadas em fotos, mensagens e vídeos nas redes sociais. O que vale é o número de likes (curtidas) e a monetização daí decorrente, mesmo que as postagens estejam repletas de valores equivocados e, mesmo, mentiras, pois quanto mais fofoca, mais gente para assistir e compartilhar. Isso revela o quanto estamos moralmente muito aquém de uma pretensa superioridade espiritual, pois nos comprazemos com um festival de baixezas morais sem limites, revelando que, de fato, merecemos estar num planeta de expiações e provas.
Entretanto, apesar desse quadro individual e social contristador, não somos abandonados pela misericórdia divina, que providencia a reencarnação de Espíritos mais elevados, mais purificados que, espalhados pelo mundo, de tempos em tempos nos trazem ensinos e exemplos que nos levam a procurar um certo equilíbrio entre as paixões e as virtudes, entre o materialismo e o espiritualismo, assim impulsionando a lei de progresso, mesmo diante de nossa indolência.
Esse impulso seria muito maior se, em família, cumpríssemos a missão de educar moralmente as novas gerações. O fracasso em que muitos lares se encontram decorre do não cumprimento da missão sagrada de educar que compete prioritariamente aos pais, hoje estendida também aos avós.
Quando não corrigimos as más tendências de caráter que o Espírito está apresentando, ao mesmo tempo em que não propiciamos o desenvolvimento das virtudes que nele se encontram em germe, não devemos nos espantar com a desorganização social que vivemos, pois a corrupção, o escândalo, a criminalidade, a dependência das drogas, a guerra, o preconceito e tantas outras coisas que nos atingem e fazem do viver uma excursão difícil por terreno perigoso, decorrem do descuido em que situamos a educação moral.
Não há como ter um encontro com a paz e a felicidade se carregamos a consciência desviada do “amai-vos uns aos outros”, preceito profundo apresentado e exemplificado por Jesus, que, sendo o Espírito mais perfeito que aqui já esteve, é a quem devemos seguir, colocando em prática tudo o que ele nos ensinou, inclusive o anúncio que somos imortais, informação essa revivida e explicada pelo Espiritismo.
O sistema de aprovação automática, tanto na escola quanto na família, é um desserviço ao progresso humano, tanto em termos intelectuais quanto morais, e é urgente reformarmos esse entendimento se, de fato, queremos viver melhor no mundo, e retornarmos bem melhores ao mundo espiritual, evitando assim perder tempo precioso na jornada que estamos fazendo rumo à perfeição para a qual Deus nos destina.
Por isso, podemos proclamar em alto e bom som: eduquemo-nos moralmente para melhor educar moralmente os que estão na nossa dependência, cumprindo assim essa missão que nos foi confiada junto às crianças e aos jovens.
Podcast - Dinâmica da evangelização espírita
Está disponível o episódio #0151 do podcast Análise & Crítica, trazendo reflexões sobre a dinâmica, criatividade e atividades pedagógica...
-
Sabe aquela história comovente baseada em fatos reais, retratando um período sombrio da humanidade, mas ao mesmo tempo mostrando que a bonda...
-
No episódio #0124 de Análise & Crítica, trago reflexões sobre os mais diversos abusos cometidos contra crianças e adolescentes, mostrand...
-
Na escola sueca Vittra Telefonplan não há classes nem salas de aula. O ambiente de design moderno busca incentivar a criatividade e o desen...





