quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Carta aos educadores


Rio de Janeiro, 15 de janeiro de 2026

Ninguém deveria ser chamado de professor ou de professora, pois o que precisamos é de educadores e educadoras, ou seja, de guias, de tutores, de mestres na arte de orientar, estimular e facilitar a aprendizagem por parte dos educandos. A verdade é que ninguém ensina nada a ninguém, mas todos estamos aprendendo o tempo todo uns com os outros, e nas mais diversas circunstâncias. Seria maravilhoso se parássemos de dar aula e déssemos mais atenção ao ouvir, ao compartilhar, ao fazer a jornada do aprendizado junto com quem está procurando aprender, seja na escola ou em qualquer outro lugar.

Por falar em escola, bem que os educadores deveriam aprender a se colocar no lugar do outro, e isso se chama empatia! Bem que eles poderiam ter entusiasmo no que fazem, indo além dos conteúdos curriculares! Bem que os educandos poderiam não obedecer idades e séries, e isso se chama interatividade! Mas se insistimos em salas de aula, séries por idade, provas, notas, horários certinhos para cada atividade, fica difícil termos um educador que não seja professor, pois nessa formatação ele é obrigado a apenas ensinar e mais ensinar.

Precisamos superar as turmas enfileiradas e presas numa gaiola de quatro paredes chamada sala de aula. Por que não fazer rodas de conversa, grupos de trabalho e pesquisa, debates, apresentações multimídias, aulas práticas em contato com a natureza, permitindo liberdade para o educando aprender? A escola seria muito mais prazerosa, temos certeza!

Saber ouvir, fazer pensar, sentir quem está com você. Essa é a função do educador, e não falar, falar… ensinar, ensinar… avaliar, avaliar… Somos todos seres humanos, nas mais variadas faixas etárias e nas mais diversas condições sociais, mas somos todos seres humanos, todos sentimos e pensamos, ficamos alegres e tristes, amamos e odiamos (mas o ódio é muito ruim). Por que esquecemos dessa essência que nos faz únicos no mundo? Sejamos educadores, para que os educandos possam dar o voo da alma e fazerem um mundo muito melhor.

Marcus De Mario

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