Brasileiros Sem-Escola

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), 92,5% das crianças e dos jovens de 4 a 12 anos estão na escola. É um índice bem expressivo, mas os 7,5% que estão fora da escola significam 3.366.299 pessoas que não tem direito de aprender.

O país avançou nas últimas décadas, mas graves distorções continuam existindo. Desse total, 192.312 têm algum tipo de deficiência, 764.513 moram na zona rural, 41.763 trabalham, o que é proibido por lei, 2.114.000 são negras, 2.730.888 são de famílias que ganham até 1 salário mínimo.

A exclusão afeta as camadas pobres da população. São crianças e jovens oriundas de populações pobres, sob risco de violência e exploração. A maioria tem entre 4 e 5 anos, ou entre 15 e 17, e grande parte vive nas regiões Norte e Nordeste.

Merece atenção também os problemas de infraestrtura da rede escolar. O número de escolas não é suficiente para atender à demanda, uma parcela considerável delas não oferece acessibilidade para alunos com deficiência, muitas funcionam em condições precárias e locais de difícil acesso. E mais: todas as pesquisas apontam para a discriminação racial, onde o acesso à escola e de conclusão dos estudos mostram que crianças e jovens negros estão em desvantagem em relação aos brancos.

Para fazer face a tudo isso, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Campanha Nacional pelo Direito á Educação, organizaram a campnaha Fora da Escola Não Pode! No link http://www.unicef.org/brazil/pt/br_foradaescolanaopode.pdf podemos conhecer a campanha e baixar a cartilha especialmente elaborada.

A inciaitiva é louvável e deve ser apoiada. Com ela podemos e devemos sensibilizar os administradores públicos, em todas as esferas governamentais, para que as verbas da educação sejam realmente utilizadas para atender as crianças e jovens de nosso Brasil. Se assim não fizermos, as verbas bilionárias dos royalties do petróleo irão passar bem longe das escolas, até porque não conseguimos ainda aprovar no congresso a lei de responsabilidade educacional. Hoje, secretários de educação, prefeitos e governadores são inatingíveis, vivendo numa zona de conforto, mesmo diante de escândalos de desvios das verbas que deveriam ser aplicadas na educação.

Não podemos mais assistir escolas públicas sucateadas ao lado de escolas privadas que, na verdade, são cursinhos pré-vestibulares disfarçados. Uma e outra são um desserviço para a educação das novas gerações, que não são trabalhadas no campo dos valores humanos, das virtudes, até porque, e aqui temos outra questão preocupante, os professores não são preparados para essa tarefa.

É por tudo isso que criamos o Instituto Brasileiro de Educação Moral (IBEM), convidando a todos os interessados numa verdadeira educação de qualidade, que conheçam e apoiem o trabalho, que pode ser visto em www.educacaomoral.org.

Nunca perderemos a esperança, continuando o trabalho de semear o bem e o belo nas mentes e nos corações.

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