A melhor política é pelo bem de todos

No atual cenário mundial muitas são as correntes de pensamento político, mas todas elas, um pouco mais ou um pouco menos, podem ser classificadas como de esquerda, de direita ou de centro. Mesmo não se declarando, ou não pertencendo a um partido político, todos pensamos e agimos dentro desse viés, tanto que, vez ou outra, ou muito mais vezes do que percebemos, estamos discutindo o momento político de nosso país e de outras nações, posicionando-nos contra ou a favor, ou numa posição conciliatória. Seja como for, temos um pensar político, que não deve se confundir com programa partidário. Política é uma coisa, partido político é outra.

Nesse complexo contexto, qual seria o melhor regime político? Dois regimes principais, com suas variações, convivem no mundo: o socialismo e a democracia. Há defensores dos dois lados, e críticos também. É uma discussão até certo ponto estéril, pois ambos podem se transformar em ditaduras, militares ou civis, onde prevalece o interesse de uma minoria. E eis aqui o ponto nevrálgico da questão, pois o melhor regime político é aquele que tem por base o bem comum, o bem coletivo, promovendo o bem estar social e uma educação com base na ética, nas virtudes.

Tanto a democracia quanto o socialismo podem se perder quando não há cogitação de ordem superior nos ideais que as regem. Governantes e partidos políticos, mesmo que legitimamente empossados, podem se perder diante do poder, quando a corrupção, a malversação do erário público, o enriquecimento ilícito tomam conta. A história é farta em nos dar esses exemplos, e a causa está toda na falta de promoção da educação moral das novas gerações, que é deixada de lado, permitindo-se que a ignorância, o egoísmo, o orgulho, a prepotência, a hipocrisia, a indiferença e os interesses individuais e de grupos prevaleçam. Ora, se não nos preocupamos em formar para a solidariedade, para a honestidade, para o exercício ético da cidadania, como podemos nos queixar dos males que caracterizam a sociedade?

A melhor política é aquela que trabalha para o bem de todos, e não deste ou daquele grupo, desta ou daquela pessoa. Atingiremos esse patamar quando sairmos do terreno das coisas para o terreno do ser, pois então não haverá mais sentido a luta pelo poder.

Enquanto isso não acontece plenamente, façamos o exercício de nossa cidadania com equilíbrio, sem palavras de ordem, sem radicalismos, obedecendo os mecanismos legítimos previstos pela legislação vigente, mostrando pacificamente às autoridades públicas o que queremos, o que aceitamos, levando o regime político em vigor a colocar em prática mecanismos que visem o bem de todos.

Para encerrar essas considerações, lembremos que se a educação moral tivesse sido nossa opção na entrada do século vinte, não estaríamos vivendo hoje, no século vinte e um, tantas convulsões sociais. Infelizmente preferimos fomentar duas grandes guerras mundiais, entre outras opções que nada tiveram a ver com a paz, a solidariedade, a ética e o amor.

Façamos, agora, a opção pelo bem de todos, e o regime político predominante pouco terá importância, porque prevalecerá a ética acima de toda e qualquer outra consideração em relação ao próximo.

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