quinta-feira, 27 de junho de 2019

Filhos precisam ter espaço e autonomia

 Para nossa reflexão trago uma narrativa feita por uma nossa amiga, a respeito de sua irmã e seus filhos. Narra nossa amiga que um dos filhos de sua irmã casou e foi morar em bairro mais distante. Seu aniversário se aproximava e a mãe anunciou que faria a comemoração do mesmo, solicitando-lhe a presença, a qual ele negou, alegando que ela sabia que ele não gostava de festas e comemorações e, ademais, estava agora casado, e ele já havia solicitado à esposa que nada fizesse alusivo a essa data, e, se tivesse que haver alguma festa, esta seria em sua nova morada, com ele a convidar familiares e amigos. A mãe se desgostou a ponto de ficar choramingando pelos cantos e deixando entrever que considerava a atitude do filho um gesto de ingratidão.

Cremos que os sentimentos da mãe em comemorar o aniversário do filho eram legítimos, entretanto totalmente fora de propósito por dois motivos: primeiro, porque ela sempre soube que ele detestava festas de aniversário e que, por isso, sempre que podia se esquivava delas, inclusive em sua data; segundo, porque, casado e morando em outro bairro, a mãe não poderia, à revelia do filho, realizar sua festa de aniversário exigindo-lhe a presença, como se ele ainda estivesse solteiro e habitando o lar materno.

As mães, e os pais, precisam entender que devem educar os filhos para a vida, preparando-se para o dia em que eles vão tomar decisões e iniciar sua própria caminhada existencial, seja com o casamento, seja com a profissão ou por qualquer outro motivo. Compete aos pais dar autonomia com responsabilidade, serem bons exemplos e ensinarem a empatia, ou seja, que os filhos aprendam a saber se colocar no lugar dos outros. E quando eles partirem, respeitarem essa nova fase.

Isso não quer dizer que os laços de afetividade estarão rompidos, pois o amor será sempre o elo de união entre mãe, pai e filho, mas haverá por parte do pai e da mãe respeito e compreensão pelas escolhas dos filhos, entendendo que todos têm o direito de formar sua própria família, ou de viverem de forma independente.

Saibam os pais, através da educação, darem autonomia com responsabilidade para seus filhos, e a separação será então natural, como deve ser.

Que a a irmã de nossa amiga, no seu papel de mãe, compreenda que o fato do filho não estar mais com ela exige de sua parte compreensão, respeito e apoio, para que ele possa dar o voo da alma, do pássaro que aprendeu a voar, graças aos esforços do pai e da mãe, a quem ele nunca deixará de estender sua gratidão e seu amor.

terça-feira, 25 de junho de 2019

O poder emana do povo

 
A Constituição Brasileira declara em seu  primeiro artigo, parágrafo único: "Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos, ou diretamente nos termos desta Constituição".

Os representantes eleitos do povo brasileiro são o Presidente da República e seu Vice, que comandam o Poder Executivo, assim como os Deputados Federais e os Senadores que formam o Poder Legislativo. São todos representantes dos brasileiros, escolhidos em eleições livres e democráticas e, portanto, eles têm o dever de administrar e legislar pelo bem da nação e do povo que os elegeu. Entretanto, o que temos assistido ao longo dos tempos é um Poder Legislativo que defende apenas interesses individuais e de grupos, muitas vezes na contramão dos interesses da população brasileira, e um Poder Executivo que mais faz política de alcova, do "toma lá, dá cá", conforme os interesses dos partidos políticos. Essa situação sancionou quase que de forma oficial, a corrupção, os desvios de verbas, os conluios perversos, chegando nos dias atuais a uma situação de crise crônica que se arrasta vagarosamente, levando de roldão a economia e a sociedade brasileira, que assiste aos altos índices de desemprego, desaceleração da indústria, do comércio e dos serviços, aumento da violência urbana e rural e o recrudescimento da pobreza.

E quando a esperança raiou no horizonte com a reformulação de parte do Poder Legislativo, por vontade do povo expressa nas eleições, vemos os remanescentes dessa velha política, quais caciques perpétuos e absolutistas, entrarem em guerra com o novo Poder Executivo, também eleito pela vontade do povo, emperrando o desenvolvimento econômico e social do país, numa luta sem tréguas para sustentar os interesses particulares e de grupo, inclusive dos partidos políticos, que parecem não ter nenhum apreço pela nação.

Não estamos defendendo este ou aquele, não estamos afirmando que concordamos com tudo que promana do Poder Executivo, mas esse jogo da gato e rato que estamos assistindo entre o Poder Legislativo e os Poder Executivo somente tem como consequência a estagnação do nosso Brasil.

E como se isso já não fosse o suficiente para nossa indignação, vemos ministro do Supremo Tribunal Federal declarar que prova ilegal e sem comprovação de sua autenticidade é válida, numa afronta à Constituição Federal e ao Código Penal, demonstrando hipocrisia e partidarismo flagrantes, pois o que vale para um processo não vale para outro.

Como o poder emana do povo e já vai distante o tempo em que a população brasileira ficava assistindo inerme a esses descalabros, ainda mais com a comunicação instantânea e as redes sociais de nossos dias, perguntamos: deputados federais, senadores e ministros do STF ainda se julgam acima de tudo e de todos? A eles lembramos que os reis absolutistas caíram ruidosamente no final do século 18, apesar de todo o poder que detinham, mas insuficiente para segurar o ímpeto do povo indignado e revoltado.

Operações de investigação como a famosa Lava Jato devem e precisam continuar. A reforma política é inevitável, pois é dever de todos nós acabar com os absurdos privilégios que mancham nossa nação.

Conclamo o povo brasileiro a despertar e, através dos recursos legais e de comunicação, sempre em paz, se posicionar firmemente contra a velha política do Poder Legislativo, contra o orgulho hipócrita do STF, contra os abusos do Poder Executivo, apoiando apenas aqueles que nos representam com dignidade, exigindo assim um novo tempo para o nosso querido Brasil, que tanto amamos.

Vídeo - O Jovem e a Dinâmica Educacional

O vídeo sobre educação espírita O Jovem e a Dinâmica Educacional aborda a importância da participação do jovem no processo ensino-aprendizag...