segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

O mais importante pilar da educação

Já escrevemos sobre o assunto, mas agora vamos destacar um pilar educacional que consideramos essencial, sem o qual a educação não consegue atingir plenamente sua finalidade. Antes de colocar esse pilar à vista de todos, e para bem sustentá-lo, vamos recordar os pilares da educação até aqui estudados e divulgados, apresentando uma síntese sobre os mesmos.

Os quatro primeiros pilares da educação foram apresentados pela Unesco através do Relatório da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, coordenada por Jacques Delors, editado em forma de livro sob o título Educação: Um Tesouro a Descobrir. São quatro pilares:

Aprender a Conhecer adquirir instrumentos de compreensão.

Aprender a Fazer para poder agir sobre o meio envolvente.

Aprender a Viver Juntos cooperação com os outros em todas as atividades humanas.

Aprender a Ser conceito principal que integra todos os anteriores.

Em seguida temos mais três pilares da educação, estes apresentados pelo educador José Pacheco, voltados especificamente para a escola, e que são os seguintes:

Aprender a Desaprender para vencer o que nos encerra e aliena.

Aprender a Desobedecer porque a maior parte dos normativos que regem o funcionamento das escolas são desvarios teóricos.

Aprender a Desaparecer fomentar autonomia nos grupos humanos em que participarmos.

Nossas escolas não conseguiram colocar em prática esses sete pilares da educação, estão muito longe dos seus fundamentos, conceitos e práticas. Prevalece a escola burocrática, conteudista, tradicional, onde o mais importante é dar aula, preparar para exames e concursos, fazer provas e lançar notas.

Os sete pilares da educação aqui apresentados são importantes, entretanto nenhum deles é a essência do processo educacional. A essência, o fundamento, está num oitavo pilar:

Aprender a Amar – desenvolvimento do sentimento com relação a si mesmo, ao outro e à vida.

O amor é o fundamento da educação, e o que mais estamos necessitando aprender é nos amarmos, fazendo ao outro somente o que gostaríamos que o outro nos fizesse, regra clara, objetiva e de total profundidade, aliás, regra de ouro da educação.

Tanto o pilar essencial quanto a regra de ouro da educação devem ser aplicados na família e na escola, os dois institutos básicos de formação das novas gerações, e essa aplicação não pode mais ser adiada, pois vivemos um momento de crise moral profunda, onde os valores de vida estão sendo revisitados, mas nem sempre com parâmetros adequados.

Aprender a amar vai nos levar para questões morais que teimamos em colocar debaixo do tapete, quando não podemos dissociar o desenvolvimento cognitivo do desenvolvimento afetivo. Somos seres integrais dotados de psiquismo, de um elemento espiritual que não pode ser desprezado, e aqui não estou entrando no campo da religião, pois falar de ser integral, mesmo de alma, não é exclusividade das doutrinas religiosas, e precisa estar presente na educação.

De todos os pilares da educação, todos importantes, não temos dúvida: sobressai e permanece sempre o aprender a amar.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Educando com Jesus na escola

Temos aqui um tema sensível. Não é pacífica a aceitação de Jesus como educador e, muito menos, sua presença e aplicação na escola. Compreendemos muito bem essa apreensão, às vezes mesmo rejeição, pois as igrejas que se dizem representantes do Cristo deturparam seus ensinos, envolvendo-os em teologias dogmáticas sem racionalidade, afastando o Mestre do dia a dia da humanidade, encerrando-o em templos, cultos, sermões no âmbito religioso. Perdurando por séculos tal situação, e a escola sendo considerada laica, tivemos um distanciamento entre a escola e a igreja, entre a educação e a religião. Ainda nos dias atuais perdura o entendimento que Jesus faz parte apenas do ensino religioso, e que dele e do evangelho somente podem falar padres e pastores. Tudo isso reflete um grande equívoco que somente males trouxe para o ser humano, reforçando nele ideias ateístas e materialistas que cumpre sejam combatidas pelas funestas consequências que acarretam ao viver humano. Mas para que esse combate tenha eficácia é necessário gradualmente levar a educação para as ideias espiritualistas, da alma imortal e da vida futura, quando então entenderemos o amai-vos uns aos outros, saindo do egoísmo e do orgulho que ainda caracterizam grande parte dos homens e mulheres.

Cumpre entender que Jesus não fundou, não criou, nenhuma religião. O Cristianismo deve ser entendido como a doutrina, ou conjunto de princípios, ensinados pelo Mestre, como, por exemplo, amar a Deus acima de todas as coisas; amar o próximo como a si mesmo; perdoar tantas vezes quanto necessário. A elaboração do Catolicismo, e depois o Protestantismo, é obra dos homens e não daquele que já alcançou a perfeição espiritual e veio até nós para exemplificar a lei divina do amor. Os erros cometidos em seu nome o foram pelos homens, não pertencem ao Evangelho, que foi interpretado ao bel prazer de mil interesses ao longo do tempo, afastando o ser humano da verdade. Essa verdade é para todos em todos os tempos, é universal, e nenhuma religião pode se arrogar o direito exclusivo sobre ela. Uma doutrina que ensina o amor ao próximo, que mostra Deus como pai justo e misericordioso, que pede nos reconciliemos com o inimigo, que leva a fazermos ao outro somente o que gostaríamos que ele nos fizesse, entre outros ensinamentos profundos que geram paz, união, solidariedade, ética, pode ficar afastada da educação e, mais especificamente, da escola?

Não é o Cristianismo muito melhor que qualquer outra doutrina? E se é superior a qualquer outro pensamento filosófico, se é mais completo, perguntamos: não deveria o Cristianismo ser a base da educação integral do ser que somos? Mais uma vez: não estamos nos referindo ao catolicismo ou ao protestantismo, ou a qualquer outra denominação religiosa cristã; estamos nos referindo aos ensinos morais de Jesus que compõem o Cristianismo. Esses ensinos não são exclusivos dos representantes religiosos, são de alçada de toda e qualquer pessoa. São ensinos que, aplicados na educação familiar e na educação escolar propõem uma revolução, uma transformação da humanidade.

Ao professor que segue uma religião formal, que acata seus princípios, cultos e rituais, nosso mais profundo respeito, entretanto ele não pode impor os mesmos aos alunos, não pode deturpar a ciência em nome de uma fé dogmática e cega. Não pode fazer da sala de aula, que melhor seria um espaço de aprendizagem coletiva, um templo da sua religião. O professor deve ser neutro o mais possível, mas sem dúvida o professor católico, assim como o professor protestante, que aqui no Brasil chamamos de evangélico, terão mil dificuldades para isso, pois suas doutrinas são em muitos pontos irreconciliáveis com a ciência e com a melhor pedagogia, e também com o puro Cristianismo. É por isso que notamos nesses professores tendências doutrinárias muito fortes em seus discursos e suas posturas, cada um entendendo Jesus e o Evangelho por uma ótica diferente, acreditando que sua doutrina é a salvação para a humanidade, assim deturpando o trabalho escolar e as verdadeiras finalidades da educação. Isso também vale para o professor que não acredita em Jesus e nenhuma ligação tenha com o Evangelho, pois não deve falar do que não conhece, não deve desdenhar ou combater o Cristianismo tomando-o pelo catolicismo ou pelo protestantismo. Que veja falhas, lacunas e pensamentos não racionais nessas doutrinas religiosas humanas, dele não discordaremos, mas que, após consciencioso estudo, tente apontar falhas nos ensinos morais do Cristo, o que até hoje, passados mais de dois mil anos, ninguém conseguiu.

Todos os ensinos morais de Jesus têm por base três princípios. Tudo o que ele ensinou e exemplificou seguem esses três princípios, assim enunciados:

1) Amar a Deus acima de todas as coisas.

2) Amar ao próximo como a si mesmo.

3) Fazer ao outro somente o que gostaria que o outro me fizesse.

Como vemos, são princípios universais e que não pertencem, com exclusividade, a nenhuma religião. São princípios de ordem moral e de relevantes consequências morais para os homens e a humanidade. Colocados em prática, vivenciados no dia a dia, estabelecem uma nova ordem nas relações de convivência, geradora de harmonia, equilíbrio, cooperação, paz e felicidade. Perguntamos: por que não podem ser trabalhados na escola?

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Conheça boas práticas transformadoras da educação

O Movimento de Inovação da Educação reproduziu em seu site texto originalmente publicado pelo Centro de Referências em Educação Integral, com o título Escolas por Todo o País Já Promovem a Transformação da Educação - Conheça Boas Práticas, que temos o prazer de indicar para todos os leitores/seguidores do nosso blog.

Trata-se de um texto dando conta do muito que escolas estão realizando para ir além da sala de aula, de seus muros, e do que caracteriza a chamada escola tradicional. É um valioso documento que remete à Campanha Reviravolta da Escola.

Leia esse valioso texto em http://movinovacaonaeducacao.org.br/noticias/escolas-por-todo-o-pais-ja-promovem-a-transformacao-da-educacao-conheca-boas-praticas/

Vídeo - O Jovem e a Dinâmica Educacional

O vídeo sobre educação espírita O Jovem e a Dinâmica Educacional aborda a importância da participação do jovem no processo ensino-aprendizag...