sábado, 23 de dezembro de 2023

Recesso de natal e ano novo

Aos amigos e amigas que acompanham o Análise & Crítica, informo que no período de 23 de dezembro a 07 de janeiro, estarei cumprindo um tempo de descanso e dedicação familiar.

Portanto, nesse período não farei novas postagens.

A todos desejo um Feliz Natal e um novo ano repleto de felicidades, sob as bênçãos de nosso Mestre Jesus.

Recebam meu abraço,

Marcus De Mario

segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

A força do amor

Diante de pessoas muito teimosas, refratárias aos bons conselhos, orgulhosas de si, ou obtusas, violentas, ignorantes do ponto de vista intelectual e também moral, ouvimos que nem mesmo o amor é capaz de tocá-las, de transformá-las, que somente a vida, com seu desfilar de provações e dores será capaz de, com o tempo, lapidá-las. Esquecem os que assim pensam, que a dor e a provação também são instrumentos do amor, pois o amor está em tudo por todo o universo, e nada, absolutamente nada, está fora dos desígnios divinos. A prova ou a expiação são consequência do que fizemos em existências passadas, e a justiça divina permite que diante delas tenhamos como iniciar a reparação do mal cometido, começando a semeadura do bem. Um médico pode hoje ser visitado no hospital por desafios intrincados nos cuidados com a saúde dos seus pacientes, mas isso nada mais significa do que a reparação do mal que cometeu com esses mesmos pacientes em outras vidas, por exemplo, na época da Inquisição Medieval. Uma professora pode estar diariamente diante de crianças desafiadoras, que podem ser as mesmas que ela, em outras vidas, desdenhou e fez sofrer. É a lei de amor, lei divina, essencial à vida, funcionando através de mecanismos que desconhecemos, mas que o Espiritismo nos revela com a imortalidade da alma e a reencarnação.

Podemos, durante séculos, ou mesmo milênios, recusarmos as bênçãos do amor, a luz divina desse sentimento, mas um dia o amor se fará tão forte sobre nós que dele não mais poderemos fugir. Por mais façamos, a própria consciência nos quedará, e clamaremos por amor, por paz, por novos rumos. Ninguém é abandonado, e é por amor que os que já tiveram encontro consigo e com Deus, nos auxiliam, independente de aceitarmos ou não esse auxílio. Quem ama é paciente, é compreensivo, é perseverante e nunca abandona o seu protegido, exatamente como Deus faz com todas as suas criaturas, neste e em todos os mundos do universo.

Esse entendimento está gravado nas belas e profundas palavras do amigo espiritual Fénelon, transcritas por Allan Kardec no item 9 do capítulo XI de O Evangelho Segundo o Espiritismo:

Não acrediteis na esterilidade e no endurecimento do coração humano, que cederá, mesmo de malgrado, ao verdadeiro amor. Este é um ímã a que ele não poderá resistir, e o seu contato vivifica e fecunda os germes dessa virtude, que estão latentes em vossos corações. A Terra, morada de exílio e de provas, será então purificada por esse fogo sagrado, e nela se praticarão a caridade, a humildade, a paciência, a abnegação, a resignação, o sacrifício, todas essas virtudes filhas do amor. Não vos canseis, pois, de escutar as palavras de João Evangelista. Sabeis que, quando a doença e a velhice interrompiam o curso de suas pregações, ele repetia apenas estas doces palavras: "Meus filhinhos, amai-vos uns aos outros!"

Sim, o amor vence a multidão dos pecados! O amor emana de Deus e nos atrai a seu seio, e é somente por causa do egoísmo que nos afastamos dele, engendrando o mal que, cedo ou tarde, cairá diante do maior dos sentimentos. Todos os esforços devem ser feitos para destruir o egoísmo, e esses esforços devem se concentrar na educação moral, a educação que coloca em estudo e vivência o “amai-vos uns aos outros” ensinado e exemplificado por Jesus.

A educação dos nossos dias, como no passado, prioriza o intelectualismo, a cultura do conhecimento, mas não combate as ideias perniciosas do materialismo, assim conservando e alimentando o egoísmo, motivo pelo qual vemos as gerações se sucederem sem que transformações morais significativas aconteçam na sociedade. É de espiritualidade que necessitamos, quando haveremos de compreender a solidariedade e a fraternidade, de que tanto se fala, mas tão pouco são praticadas. Parecemos um bando de indivíduos egoístas, cada um por si mesmo, quando somos irmãos, filhos de um mesmo Pai, e com o mesmo destino de alcançar a pureza do Espírito que somos.

O amor é a essência da educação, mas quantos pais não cumprem a sagrada missão de amar e educar, deixando seus filhos abandonados de orientação moral? Quantos professores não cumprem essa mesma missão, limitando-se a passar conteúdos de suas disciplinas curriculares? Quantos pais e professores são responsáveis por maus exemplos diante das crianças, Espíritos que reencarnam com o objetivo de prosseguir sua evolução? Pais e professores, assim como todos e quaisquer responsáveis por uma criança, devem ser educadores, preocupados em dar boas orientações, bons conselhos, trabalhando, com todo amor, pelo aperfeiçoamento moral desses Espíritos.

A humanidade continua a viver momentos tormentosos, em que o egoísmo e o orgulho, encampados pelo materialismo, continuam a distribuir injustiça e maldade, mas a luz do amor, através do Espiritismo, de pouco em pouco, espanca a treva e faz a verdade da alma imortal refulgir nas consciências: a morte não existe, é apenas transição para o porvir, e a força do amor sempre será maior que o egoísmo, assim como o bem sempre será maior que o mal. O futuro da humanidade será marcado pela caridade, humildade, abnegação, paciência, resignação e sacrifício, pois o futuro será assinalado pelo amor ao próximo como a si mesmo!

quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

O Espiritismo no contexto humano

Com o avanço científico e cultural realizado principalmente a partir do século 18, novas luzes foram acesas no conhecimento humano, permitindo que em meados do século 19 tivéssemos condições para receber a revelação espírita, após intenso trabalho de Allan Kardec junto aos Espíritos Superiores, via mediunidade, dando surgimento à obra O Livro dos Espíritos e ao consequente lançamento do Espiritismo ou Doutrina Espírita. Uma nova era tinha início, com sérias e profundas implicações na evolução humana, face a uma doutrina que une em seu edifício doutrinário a ciência, a filosofia e a religião, não apenas do ponto de vista material, mas igualmente do ponto de vista espiritual. O Espiritismo, como muito bem afirma Kardec, não é doutrina formulada pela concepção de um homem, e sim doutrina emanada dos ensinos dos Espíritos, que se revelaram através dos fenômenos mediúnicos devidamente observados e estudados, ou seja, é doutrina trazida pelos desencarnados para os encarnados, todos seres humanos, portanto, uma doutrina de ordem natural, sem nada de místico ou sobrenatural.

A finalidade maior do Espiritismo é auxiliar o progresso moral da humanidade, o que somente poderá acontecer conforme o paulatino e progressivo progresso moral dos indivíduos, pois a humanidade nada mais é do que o coletivo dos seres humanos. Não há como transformar as estruturas sociais sem transformar os homens e mulheres, pois são eles que fazem essas estruturas. Nesse contexto devemos entender a necessidade de mudanças profundas na mentalidade, no pensamento e nas ações de cada um, aqui nos incluindo, para que haja um efetivo combate ao egoísmo e ao orgulho, as duas grandes chagas da nossa sociedade.

O Espiritismo vai muito além da mediunidade, da assistência e promoção social, do passe, do tratamento espiritual, que caracterizam muitos centros espíritas. Embora sejam serviços pertencentes à ação espírita, e tenham sua importância, não resumem nem revelam em sua totalidade a doutrina trazida pelos Espíritos. Os dirigentes espíritas precisam se conscientizar da maior importância do estudo doutrinário (conhecimento e prática do Espiritismo), da evangelização da família (da criança ao adulto) e da prática do bem em todas as circunstâncias (fora da caridade não há salvação), para que as pessoas possam realizar seu melhoramento moral.

Os espíritas, em grande parte, ainda não se conscientizaram que o Espiritismo é essencialmente doutrina de educação da alma imortal, solicitando de cada um a transformação moral para que, assim transformados, possam transformar moralmente a humanidade.

Almas imortais, ou Espíritos, somos todos nós e não apenas os que se encontram desencarnados, vivendo no mundo espiritual, e que se apresentam através dos médiuns nas reuniões mediúnicas do Centro Espírita. E como seres humanos que são, apenas desprovidos do corpo material, devem revelar sua superioridade moral nas comunicações que realizam, pois do contrário não devemos levar em conta o que dizem ou o nome que utilizam. Tanto aqui na Terra quando no mundo espiritual existem os ignorantes, os malandros, os pseudo sábios, os enganadores e assim por diante, motivo pelo qual não devemos aceitar tudo o que os Espíritos dizem, devendo passar suas comunicações pelos crivos da razão, da lógica, do bom senso, da universalidade dos seus ensinos e pelos princípios que formam o Espiritismo. Não precisaríamos fazer esta advertência se estudássemos melhor a própria Doutrina Espírita, pois tudo isso está perfeitamente assinalado por Kardec nas obras da codificação espírita.

Muitos espíritas ainda consideram o Espiritismo no rol das revelações messiânicas salvacionistas, fazendo do Centro Espírita uma simples igreja para frequência ritualística, onde recebem as benesses espirituais, sem, entretanto, mudar uma vírgula das suas concepções, dos seus valores e das suas ações no mundo. Não entenderam que a moral espírita não é de fachada, é, pelo contrário, substancialmente interior, exigindo de cada adepto a sua transformação através de esforços contínuos para combater suas más tendências de caráter e desenvolver suas virtudes, único caminho para ter um encontro com a verdadeira felicidade, seja neste mundo ou após a morte, como consequência mesmo desses esforços, e não como uma dádiva celestial especial que não pode ser concedida a quem não a merece. Como nos diz Pedro de Camargo, o saudoso Vinicius, fora da educação não há salvação, estando aqui entendido que falamos da educação moral, como bem estabelecido por Kardec no comentário que faz à resposta dos Espíritos na questão 685a, em O Livro dos Espíritos.

O Espiritismo lança luzes em todas as áreas do conhecimento humano. Se tivesse limites, fronteiras bem marcadas; se se circunscrevesse, por exemplo, à mediunidade, não poderia ter como finalidade a transformação moral de humanidade. Diante disso, não é concebível que os centros espíritas realizem semanalmente apenas uma reunião de palestra pública, uma reunião mediúnica e pouca coisa mais, passando boa parte dos seus dias com as portas fechadas, muitas vezes não tendo grupos de estudo da doutrina e/ou evangelização das crianças e dos jovens, ainda confundindo a caridade com a mera distribuição mensal de cestas de alimentos aos mais pobres, que caracteriza o assistencialismo, sem realizar a promoção social, tão necessária.

Tanto o Espiritismo quanto o Centro Espírita estão situados no contexto humano, no seu caldo cultural, devendo influenciar a cultura materialista que ainda predomina, para que possam os homens e as mulheres adentrarem à sua realidade espiritual, quando terão possibilidade de alterar os runos da humanidade.

Repetimos: em sua essência o Espiritismo é doutrina de educação. Revive o Evangelho em espírito e verdade; demonstra através dos fatos a vida futura após a morte; descortina nosso potencial divino; explica as causas das dores e dos sofrimentos; vislumbra a lei de evolução, mostrando que somos seres perfectíveis em progresso. Tudo isso com bases científicas, filosóficas e de consequências morais como nunca se vira antes na história humana, convidando-nos para o voo da alma, aqui e agora, na transcendentalidade que nos pertence. Está na hora, na verdade desde 1857, dos espíritas cumprirem a missão dada ao Espiritismo, educando-se, transformando-se, para educar e transformar a sociedade humana, levando nosso mundo terreno à categoria de mundo de regeneração, como revelado pelos Espíritos no capítulo terceiro de O Evangelho Segundo o Espiritismo.


Pestalozzi, vida e obra educacional


 

segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Amor em crescimento

Quando Jesus pronunciou o “amai-vos uns aos outros”, deu-nos como parâmetro o amar a todos sem distinção, pois não especificou a quem se deve amar, pois se o fizesse estaria sancionando o preconceito e a discriminação. Ele não disse, por exemplo, que devemos amar apenas nossos irmãos e irmãs em crença, ou que nosso amor devesse ser direcionado somente à família. Ele conclamou que nos amemos indistintamente, pois acima de tudo, de todas as considerações meramente humanas, convencionais e culturais, somos filhos do mesmo Pai, que é Deus, e, portanto, somos irmãos. Não há retórica religiosa, acadêmica ou filosófica, que possa dar outra interpretação ao ensino de Jesus, embora tenhamos que reconhecer que no contexto histórico conseguimos deturpar esse ensino, chegando mesmo a colocar o amor ao próximo em segundo plano nas cogitações da vida cotidiana. Mas isso é apenas um desvio, e muito fraco, para conseguir ofuscar a chegada ao porto seguro indicado pelo Mestre.

Nos caminhos da vida muitos se perdem em desvios e atalhos, renegando os ensinos do Enviado de Deus, mas voltam, com o tempo, a encontrar o amor, entregando-se a Jesus através dos aprendizados facultados pela dor e pelo sofrimento, acontecimentos que são consequência das escolhas feitas, no funcionamento perfeito da lei divina, onde nunca deixamos de assumir as responsabilidades pelas ações que livremente realizamos. Nesse contexto, muitos se algemam ao egoísmo, considerando-se donos desta e daquela alma, deixando-se levar pelo ciúme doentio, ou se deixam levar por radicalismos e fanatismos, criando ódios e perseguições que não se justificam. São todos aprendizes do amor, momentaneamente enfermos da alma, necessitados da nossa compreensão e compaixão, pois nós mesmos, os que agora possuímos um melhor equilíbrio consciencial, já estivemos, em vidas passadas, do lado dos tormentos da alma, vencidos graças à nossa entrega, mesmo que parcial, ao Evangelho.

E falando do amor e da reencarnação, no contexto da pluralidade das existências, temos em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XI, excelente abordagem do Espírito Fénelon, nos seguintes termos:

Há algumas pessoas a quem repugna a prova da reencarnação, pela ideia de que outros participarão das simpatias afetivas de que são parte. Pobres irmãos! O vosso afeto vos torna egoístas. Vosso amor se restringe a um círculo estreito de parentes ou de amigos, e todos os demais vos são indiferentes. Pois bem: para praticar a lei do amor, como Deus a quer, é necessário que chegueis a amar, pouco a pouco, e indistintamente, a todos os vossos irmãos. A tarefa é longa e difícil, mas será realizada. Deus o quer, e a lei do amor é o primeiro e o mais importante preceito da vossa nova doutrina, porque é ela que deve um dia matar o egoísmo, sob qualquer aspecto em que se apresente, pois além do egoísmo pessoal, há ainda o egoísmo de família, de casta, de nacionalidade. Jesus disse: "amai ao vosso próximo como a vós mesmos"; ora, qual é o limite do próximo? Será a família, a seita, a nação? Não: é toda a humanidade! Nos mundos superiores, é o amor recíproco que harmoniza e dirige os Espíritos adiantados que os habitam. E o vosso planeta, destinado a um progresso que se aproxima, para a sua transformação social, verá seus habitantes praticarem essa lei sublime, reflexo da própria Divindade.

Voltemos nossa atenção para o trecho “a lei do amor é o primeiro e o mais importante preceito da vossa nova doutrina”, alusão feita ao Espiritismo, que tem por missão resgatar os ensinos morais de Jesus em espírito e verdade, trazendo a realidade imortal da vida e elegendo o amor, através da caridade, como roteiro para nossa redenção. Os dirigentes dos Centros Espíritas devem atentar para essa fala feita por um Espírito Superior, inserida por Allan Kardec na obra da codificação espírita, pois o desenvolvimento do amor deve ser trabalho constante, propiciado não apenas pelo estudo, mas também pela prática, pelas vivências nas múltiplas atividades realizadas na instituição, e que devem ser levadas pelos espíritas para o cotidiano familiar e social.

O verdadeiro espírita, como bom cristão, não pode apoiar nenhum tipo de violência, nenhum tipo de preconceito, nenhuma ideologia extremista, pois tudo isso é incompatível com o Cristianismo e com o Espiritismo, onde aprendemos que o amor deve reger a vida, e o amor deve abranger todos os seres humanos, todos os que fazem a humanidade, quer estejam encarnados ou desencarnados.

Amar é compreender, é tolerar, é renunciar, é ser fraterno, mas é também corrigir, dar bons exemplos e educar, orientando moralmente os que reencarnam, para que assim possamos ter uma humanidade melhor a cada nova geração. A reencarnação não rompe os laços afetivos, expande-os ao infinito na medida em que o amor cresce, fica cada vez mais abrangente.

Tomemos cuidado com mágoas, ressentimentos, pequenas raivas e falas que desejam vingança, assim como atitudes de afastamento, de separação, que podem nutrir o ódio. Tudo isso é contrário ao amor ensinado por Jesus.


segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

Mudança de rumos - Comunicado

Ao chegarmos no final de 2023, algumas mudanças precisam ser comunicadas, pois impactam este final de ano e também o próximo e o futuro.

Depois de 24 anos de funcionamento, encerramos as atividades do IBEM (Ibem Educa) - Instituto Brasileiro de Educação Moral, motivados por diversos fatores que impediam a continuidade do trabalho. Agradecemos a todos que colaboraram direta e indiretamente com o instituto ao longo desse tempo, guardando no coração e na memória os resultados do trabalho realizado.

Os projetos desenvolvidos, como a Escola do Sentimento e a Pedagogia da Sensibilidade, estão agora disponíveis em livros digitais publicados e disponibilizados através da Amazon.

Outra mudança de rumo está no encerramento do meu site pessoal, mas não do Projeto Educação do Espírito, que também está publicado na Amazon.

Para acessar esse material entre em www.amazon.com.br e faça a busca pelo meu nome, Marcus De Mario.

Os cursos e as palestras, tanto para as escolas quanto para os centros espíritas, continuarei fazendo, como sempre fiz, quer no modo presencial ou online, mediante convite.

Agora meu trabalho está concentrado nas seguintes plataformas digitais:

- www.youtube.com/OrientaçãoEspírita

- www.analiseecritica.blogspot.com.br

- Redes sociais: Facebook, Instagram, TikTok e Linkedin: @marcusdemario

Para contato disponibilizo:

- Whatsapp/Telegram: (21) 99397-1688

- E-mail: marcusdemario@gmail.com

Atualmernte mantenho os seguintes programas na internet:

- Espiritismo e Educação, segunda-feira, 20h30, pela Web Rádio Estação da Luz (YouTube e Facebook).

- Os Pensadores Espíritas, quarta-feira, 20 horas, pelo Canal Amigos de Nosso Lar (YouTube).

- O Evangelho em Espírito e Verdade, quinta-feira, 17 horas, pela Web Rádio Cristo Consolador (YouTube e Facebook)

- Na Era do Espírito, quinzenal, quarta-feira, 21 horas, pelo Portal do Consolador (YouTube).

Agradeço a compreensãqo e o apoio.

A essência divina do amor

Em todas as épocas da humanidade procuramos entender o amor, acentuando-se a procura desse entendimento na Antiga Grécia, com o advento dos livres pensadores e filósofos, e a verdade é que nunca paramos de discutir o amor, seu sentido, sua aplicação, numa busca pela sua compreensão. Nesse esforço muitas vezes nos equivocamos, chegando mesmo a fazer do amor apenas e tão somente um impulso sexual primitivo, o que é bastante questionável, mesmo porque quase todos concordam que o amor é um sentimento, um impulso do coração, que pode ou não contemplar o sexo quando se trata da relação entre dois seres humanos. Há o amor da amizade, o amor da fraternidade, o amor do altruísmo, e assim por diante. Sentimento não se confunde com sexualidade. E o que o Espiritismo tem a nos oferecer nesse estudo sobre o amor?

Passemos a palavra para os Espíritos Superiores, que não deixaram de abordar o tema na Codificação Espírita, como vemos em O Evangelho Segundo o Espiritismo, quando o Espírito Fénelon, em mensagem escrita no ano de 1861, na cidade de Bordeaux, França, e publicada no item 9 do capítulo XI, assim se expressa:

O amor é de essência divina. Desde o mais elevado até o mais humilde, todos vós possuís, no fundo do coração, a centelha desse fogo sagrado. É um fato que tendes podido constatar muitas vezes: o homem mais abjeto, o mais vil, o mais criminoso, tem por um ser ou um objeto qualquer uma afeição viva e ardente, à prova de todas as vicissitudes, atingindo frequentemente alturas sublimes.

Temos duas afirmações no início do texto: 1. O amor é de essência divina; 2. Todos possuímos, como princípio, o amor, tendo que desenvolvê-lo. No entendimento espírita, Deus, causa primária de tudo e inteligência suprema, é Amor e, portanto, não poderia deixar de inocular o amor em suas criaturas. Ele é o amor em plenitude, nós somos o amor em desenvolvimento. Então, o amor é de essência divina, motivo pelo qual Jesus, o Cristo de Deus, ou seja, o Enviado do Senhor, o Messias, o Mestre de todos os mestres, nos incentivou a perdoarmos as ofensas e a amarmos os outros, pois somos irmãos, criados pelo mesmo Pai, e destinados a atingir a maior pureza espiritual possível, sem exceção de quem quer que seja.

Ao dizer que possuímos a centelha divina do amor no fundo do coração, Fénelon está nos dizendo que possuímos o princípio do sentimento do amor no cerne de nossa alma, desde o ato da criação divina, o que significa que nenhum Espírito está deserdado do amor. Ele pode estar desviado desse sublime sentimento, no sentido de tê-lo aviltado, mantendo-o sufocado pelo egoísmo e orgulho, mas o amor ali está, latente, aguardando oportunidade para desabrochar.

Lembremos que estar um criminoso, estar embrutecido, estar em movimento pelos instintos e sensações, é apenas um estado transitório do ser imortal, pois a lei divina que nos impulsiona, como bem estudado em O Livro dos Espíritos, é a lei do progresso ou lei de evolução. Ninguém fica parado eternamente num determinado estado, pois cedo ou tarde sentirá a necessidade de caminhar para frente e alçar voos mais altos, sendo sempre auxiliado por aqueles quer o amam e já se encontram num estado espiritual superior.

Aqui mesmo na Terra temos exemplos tocantes de pessoas extremamente egoístas, violentas, embrutecidas, ditas sem sentimento, que, diante de, por exemplo, uma criança, ou do carinho de uma mãe, ou de uma recordação da própria infância, se quedam diante do sentimento do amor, daí a expressão “os brutos também amam”. Podem ainda não conseguir amar com toda profundidade, mas em certas circunstâncias perdem as forças diante do amor.

O que temos de fazer, nesse processo de desenvolvimento do amor, é trabalhar o sentido da humanização, combatendo a indiferença e a insensibilidade, o que em outras palavras significa destruir o egoísmo e o orgulho que teimamos em cultivar. É um trabalho penoso, paciente, que devemos fazer conosco, antes de querer fazê-lo com os outros. A força do nosso exemplo deve ser a garantia do processo educacional de moralização e espiritualização da humanidade.

Não esqueçamos que o amor é de essência divina, e que todos temos o amor lá no fundo da alma, esperando o momento para desabrochar e frutificar. Temos que permitir que isso aconteça.


Vídeo - O Jovem e a Dinâmica Educacional

O vídeo sobre educação espírita O Jovem e a Dinâmica Educacional aborda a importância da participação do jovem no processo ensino-aprendizag...