terça-feira, 31 de março de 2020

Um olhar para o futuro


Mensagens de esperança para WhatsApp. Tudo passa e tudo muda!

Esperança é sentimento que nos permite vislumbrar a possibilidade de realização de um desejo.

Esperança é ter confiança na concretização de algo melhor para nós e para os outros. Esperança é crer que resultados positivos acontecerão com o tempo por força de eventos e circunstâncias a partir de ações concretas pessoais e coletivas. A esperança se alimenta da fé e da perseverança, mesmo que tudo pareça estar ao contrário do que se deseja. A esperança não fica simplesmente esperando, ela realiza, pois quem vislumbra algo melhor deve fazer todos os esforços em tornar realidade o que é ainda apenas um sonho. Há esperança de dias melhores para a humanidade? Existe esperança para o entendimento entre os homens?

Na década de 1960 fomos assaltados por uma revolução cultural sem precedentes e pela invasão da tecnologia, dando vazão à robótica e cibernética, fazendo com que muitos acreditassem ser esse caminho a ruína da humanidade, que seria em breve tempo dominada por robôs, androides e computadores desprovidos de sentimentos, escravizando os seres humanos. Nada disso aconteceu. A inteligência artificial é domínio dos homens e é totalmente dependente da sua programação, feita pelos humanos.

Durante muito tempo tivemos a sombra da “guerra fria” e do extermínio humano através da ameaça atômica pairando sobre as coletividades, mas prevaleceram o bom senso, o diálogo e os acordos de paz, pois nunca perdemos a esperança de dias melhores.

A devastação do planeta com o desequilíbrio do meio ambiente também se tornou uma grave ameaça, trazendo consequências ruins para a vida, entretanto o mesmo ser humano que destrói é o que se conscientiza da importância da preservação e da correção de rumos.

Sim, sempre há esperança.

No dizer de Erch Fromm, em sua obra A Revolução da Esperança, “Ter esperança significa estar pronto a todo momento para aquilo que ainda não nasceu e todavia não se desesperar se não ocorrer nascimento algum durante nossa existência. (…) Ter esperança é um estado de ser. É uma disposição interior. (…) No homem, a esperança está ligada a sentimentos e a um estado de ser consciente”.

Estamos diante de uma humanidade com muitos paradoxos: comunicação global instantânea e ao mesmo tempo milhões de pessoas na miséria; pedidos de paz nas relações humanas e guerras espalhadas por várias nações; ações humanitárias de organizações não governamentais e corrupção envolvendo autoridades públicas. E poderíamos continuar essa lista colocando lado a lado muitas coisas boas com muitas coisas ruins. Isso nos mostra que, realmente, o mundo está precisando de mudança, e mudança para melhor, onde não tenhamos tantas desigualdades, tantas contradições.

A pergunta que se faz é o que eu posso fazer para mudar o mundo, ou seja, o que eu, individualmente, posso fazer, mesmo não tendo em minhas mãos o poder que certas pessoas têm de conseguir mobilizar os meios de comunicação, ou não tendo autoridade política para tomar decisões que impactam boa parcela da humanidade. O que eu, uma pessoa comum, posso fazer? Diante dessa pergunta talvez muitas pessoas pensem que, se podem fazer alguma coisa, essa alguma coisa seria bem pequena e nada impactante para realmente poder mudar o mundo. Será isso uma verdade?

Somos parte de uma coletividade e nossa ação individual é muito importante, pois a soma das ações individuais e dos pensamentos direciona a coletividade à qual pertencemos, a influencia em maior ou menor escala, então não podemos ficar acomodados e omissos, ainda mais diante das tecnologias de comunicação hoje disponíveis, que nos conectam de forma instantânea, como podemos constatar com as redes sociais. Quantas vezes já não assistimos uma ação individual numa rede social viralizar e se tornar um fenômeno mundial? Mas podemos, igualmente, mobilizar a vizinhança para uma ação coletiva na comunidade em que vivemos. Existem mil modos de agirmos para melhora da sociedade e, portanto, da humanidade.

Olhe para o futuro e lembre-se que ele depende da esperança ativa que você aciona nos dias atuais.

terça-feira, 17 de março de 2020

Necessitamos educar os sentimentos

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Ver uma criança rebelde, egoísta, violenta não é agradável; imaginá-la com a mesma personalidade quando adulta também não é nada agradável, ainda mais porque seremos impactados socialmente. Em algum ponto estamos falhando na formação das novas gerações, e não temos nenhum receio em dizer firmemente que estamos falhando no que é mais importante: a educação. Isso porque delegamos a educação à aquisição de conhecimentos, às provas e títulos, à formação técnica profissional. Sabemos que pessoa intelectualizada, com muitos saberes, certificados os mais diversos e sólida carreira profissional não é sinônimo de pessoa honesta, solidária, ética, de bom caráter, humanizada. Mesmo assim, insistimos em abordarmos o assunto apenas pelo viés da instrução cognitiva, retirando a discussão sobre valores humanos, ética e solidariedade da escola, insistindo que isso é um problema da família, é uma questão que pertence à ação dos pais. Insistimos em separar a educação em fragmentos, quando a abordagem deveria ser de totalidade, considerando o ser integral que somos, dotados de inteligência e sentimento.

Como estamos muito preocupados conosco mesmos, vivendo de forma individual e, muitas vezes, egoisticamente, não sabemos dar espaço à solidariedade e à ética, mesmo porque não aprendemos a ser solidários e éticos nem com nossos pais, nem com nossos professores. Também não aprendemos a pensar por conta própria utilizando o bom senso, seguimos o que os outros pensam, é mais cômodo. Por tudo isso vivemos uma sociedade egoísta, violenta, mergulhada em paixões e vícios de toda ordem, lembrando que quando falamos em sociedade, humanidade, estamos falando no conjunto das pessoas, dos seres humanos, dos indivíduos. Quando estes se melhorarem, melhorarão a sociedade.

Qual o instrumento que pode fazer com que o ser humano melhore? Não temos nenhuma dúvida: a educação. Mas, temos que nos posicionar sobre o que entendemos por educação, que não exclui a formação intelectual, a aquisição de conhecimentos, entretanto, vai além, pois deve igualmente propiciar o desenvolvimento afetivo, dos sentimentos, o que temos descurado, colocado em segundo plano, deixando que as crianças e os jovens cresçam sem saber o que é pensar no coletivo, o que é respeitar o direito do outro. Queremos que tenham autonomia e protagonismo, mas não nos importamos se assim serão com ética e responsabilidade. Ora, se não trabalhamos a educação dos sentimentos, nem nos importamos com os valores humanos que nortearão seu viver, como nos queixarmos do egoísmo, dos preconceitos, das violências de toda ordem que nos atormentam incessantemente?

Há décadas assistimos os índices de suicídio crescerem entre crianças e jovens. As drogas tomarem conta do mundo juvenil. A sexualidade precoce com a transmissão de doenças, gravidez e abortos se multiplicando entre adolescentes. A criminalidade infanto-juvenil em escalada vertiginosa. O que temos feito para mudar esse quadro assustador e extremamente preocupante? Nada! Continuamos a dizer que escola é lugar de aprender conhecimentos intelectuais, e família é lugar de aprender boas maneiras. A educação dos sentimentos, que equivale a compreendermos o processo de desenvolvimento das qualidades morais ou virtudes, ou seja, desenvolver a ética, a solidariedade, a bondade, o respeito, o amor ao próximo, passa longe tanto da escola quanto da família.

Existe uma regra fundamental que deve nortear todos os esforços em educação: fazer com que as novas gerações, crianças e jovens, aprendam a fazer ao outro somente o que desejam que o outro lhes faça. Esse aprendizado somente pode acontecer quando os educadores - pais e professores - se conscientizarem que, igualmente, devem aplicar a regra fundamental a si mesmos. Não se ensina por palavras, mas por exemplos.

A necessidade da educação dos sentimentos é urgente. Infelizmente só nos damos conta disso quando o mal nos atinge. Então reclamamos das autoridades públicas e varremos tudo para debaixo do tapete, porque, lá no fundo da consciência, sabemos que a culpa também é nossa, mas fazer o exercício do autoconhecimento e da autoeducação dá trabalho, sendo mais cômodo transferir responsabilidades e continuar na zona de conforto, mesmo que a dor e o sofrimento continuem a nos castigar. Até quando vamos continuar assim?

segunda-feira, 2 de março de 2020

Algumas reflexões sobre a evasão escolar

As escolas particulares têm sofrido de algum tempo o fenômeno da evasão escolar, ou seja, da perda de alunos e diminuição de novas matrículas, apontando como principal causa a crise econômica brasileira com a consequente queda de rendimentos das famílias. Não temos dúvida do impacto que a crise econômica tem causado nas famílias, muitas delas obrigadas a migrarem seus filhos da escola particular para a escola pública, esta totalmente gratuita. Agora, será que a crise econômica é a única vilã? Temos que ter em vista que nenhum processo, seja ele qual for, possui apenas uma causa determinante, pois normalmente um conjunto de fatores desencadeia as consequências que são anotadas.

Ampliando nossa visão para além do horizonte econômico, temos visto muitas escolas particulares sendo compradas por empresas de sistemas de ensino, perdendo assim sua autonomia pedagógica e trabalhando de acordo com um projeto pré-formatado, apostilado e voltado quase exclusivamente para preparar o aluno para as provas e concursos. Esses sistemas de ensino se jactam de ter o melhor padrão e os melhores resultados, tudo envolto em estatísticas e publicidade espalhafatosa para mostrar que quem estuda em suas escolas consegue passar nos vestibulares do ensino superior, nas provas dos institutos federais e nos concursos públicos. Precisam os pais tomar cuidado, pois há muita propaganda enganosa, além de serem sistemas de ensino que priorizam apenas o acúmulo de conhecimentos. Hoje em dia isso não está mais satisfazendo completamente as famílias.

Outra questão relevante é a existência de dezenas de escolas inovadoras espalhadas pelo país, com ensino humanizado, metodologias criativas e participativas, fazendo a diferença na educação. E não são apenas escolas particulares, mas muitas escolas públicas. Muitos pais estão procurando matricular seus filhos nessas escolas, interessados na formação não apenas intelectual de seus filhos, mas igualmente emocional e social.

Embora a escola pública nem sempre seja vista como ideal, ela tem um peso muito grande no sistema educacional brasileiro, e não podemos colocar todas as escolas públicas no mesmo patamar, na mesma situação, pois há as que tem excelência pedagógica e são muito bem vistas pelos pais. Esse é outro fator que pode responder, pelo menos em parte, pela evasão de alunos da escola particular.

esses e outros fatores devem ser elencados e analisados com calma, mas uma conclusão é certa: a escola precisa mudar, precisa se reinventar, precisa se transformar para fazer face às novas demandas sociais, tecnológicas e pedagógicas. Não pode mais ficar assentada sobre bases filosóficas e metodológicas que remontam há mais de um século, com carteiras enfileiradas, currículo fechado, professores catedráticos e tudo o mais que qualquer pessoa sabe descrever muito bem, pois há décadas (ou mais tempo) é do mesmo jeito.

Quando a escola deixa de estar ligada à atualidade, perde a visão de futuro, fica parada no tempo e no espaço, não se integra com a família e a comunidade, os resultados não podem ser muito diferentes do que estamos vendo em nossos dias.

Será a morte da escola particular? Não acreditamos nisso, mas se não tomarmos como bom exemplo a escola inovadora, é possível que com o tempo possamos começar a ouvir uma marcha fúnebre. Ainda dá tempo de renovar e fazer a diferença.


Vídeo - O Jovem e a Dinâmica Educacional

O vídeo sobre educação espírita O Jovem e a Dinâmica Educacional aborda a importância da participação do jovem no processo ensino-aprendizag...