segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

Está em todo lugar...

Uma sigla tem caracterizado o mundo corporativo, pelo menos das grandes empresas, a qual você já deve ter visto em algum lugar: ESG. Ela significa, em português, meio ambiente, sustentabilidade e governança, mostrando o quanto a empresa possui preocupações e ações de conservação da natureza, de manejo de recursos sem depredar o planeta, de quanto sua administração é humanizada. Existem vários parâmetros para definir o nível de ESG, de comprometimento com metas e práticas saudáveis tanto para a natureza planetária quanto para a sociedade humana.

É um movimento muito importante, embora saibamos que nem sempre o comprometimento com a ESG signifique, de fato, ações concretas compatíveis com as necessidade humanas e planetárias, de acordo com a capacidade que a empresa possui. É fato, igualmente, que esse movimento está longe de alcançar todos os países e todas as empresas, principalmente as de porte médio e os pequenos empreendedores, mas representa um passo importante para melhorar o que podemos chamar de consciência ecológica, ou ambiental, dos empresários e seus colaboradores.

Para termos uma ideia da importância desse movimento, basta olharmos para a questão, bastante preocupante, do plástico, que se espalha pelo mundo como lixo tóxico e não degradável. De forma geral o plástico leva até 400 anos para se desfazer na natureza, com o agravante que muitos plásticos, pela sua composição química, nem são recicláveis, ou seja, não há o que fazer com eles.

Verdadeiras ilhas de lixo plástico estão se espalhando e movimentando pelos oceanos. Praias inteiras já foram interditadas, mundo afora, por causa do acúmulo de lixo, representado principalmente pelo plástico.

E você sabia que, pouco a pouco, o plástico se fragmenta nos oceanos, tornando-se microplástico, pedaços muito pequenos de plásticos que são ingeridos pelos seres matinhos, e também por nós seres humanos, causando efeitos tóxicos e levando à morte mais cedo até mesmo os corais?

Nosso olhar para a energia limpa, a reciclagem e a substituição do plástico por outros elementos mais naturais, biodegradáveis, deve nos levar a práticas, a ações concretas de preservação do meio ambiente e da vida em todas as suas manifestações. E a questão não está restrita ao plástico, que aqui damos como exemplo.

Se o movimento das empresas em torno da ESG é importante, ainda mais seria o movimento das famílias e das escolas, assim como dos serviços públicos, para essa questão. Destacamos a família e a escola por serem dois institutos sociais de relevância, responsáveis pela formação das novas gerações através da educação, que não podem deixar em segundo plano o despertar das consciências para o que hoje se denomina educação ambiental. O hoje e o amanhã, o agora e o depois da humanidade, está nas mãos das crianças e dos jovens, que, por sua vez, estão nas nossas mãos, os educadores.

É triste verificar que insistimos numa educação que na verdade é apenas instrução, apenas formação cognitiva para objetivos técnico-profissionais. Os discutidores de plantão, pseudo-pedagogos, se levantarão diante desta nossa afirmação, para contrapor diversos argumentos, mas contra os fatos…

Deixemos de lado discussões ideológicas que levam a coisa nenhuma, mas fazem passar o precioso tempo de vida que temos sem que ações reais realizem qualquer transformação, e voltemo-nos para o meio ambiente, a sustentabilidade e a governança (aquela que visa o bem para todos). Já é tempo de fazermos alguma coisa para reverter a destruição do planeta. Se perdermos a casa que nos dá o abrigo e o sustento, o que haveremos de fazer? Habitar outro planeta? Mas, o que faremos então com ele, com a nova morada?

Voltando ao plástico, constatamos que ele está em todo lugar, mas isso precisa mudar...


segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Os escândalos e a educação moral


 

Copa do mundo do desenvolvimento humano

Aproveitando a realização este ano de mais uma Copa do Mundo de Futebol Masculino, reunindo seleções de vários países representando todos os continentes, e que teve brilhante vitória da Argentina (merecidamente) – infelizmente o Brasil foi mais uma vez desclassificado nas quartas de final –, imaginemos que, na verdade, tenha sido realizada a Copa do Mundo do Desenvolvimento Humano, ou seja, que os países participantes da copa de futebol fossem classificados de acordo com os índices apresentados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Atualmente o Brasil ocupa a posição 87 num total de 191 países e, em comparação com a classificação dos países presentes na copa do mundo de futebol, estaríamos desclassificados já nas oitavas de final.

Façamos algumas comparações. A expectativa de vida em nosso país é de 72,8 anos, ou seja, em média conseguimos viver até perto dos 73 anos. A Suíça, que foi nossa adversária na fase de grupos, possui expectativa média de vida de 83 anos. Os suíços vivem 10 anos a mais do que nós brasileiros, isso porque se alimentam melhor, cuidam melhor da saúde e possuem índice de violência muito menor que aqui no Brasil, entre outros fatores de relevância para uma vida melhor.

Vejamos agora outro índice. Aqui no Brasil estudamos em média 8 anos, ou seja, dedicamos esse tempo para a vida escolar e formação técnico-profissional. Os demais países que disputaram a copa do mundo de futebol apresentam média de 12 anos de escolaridade dos seus cidadãos, com destaque para os países europeus e asiáticos. Perdemos feio, não é mesmo?

A conclusão é fácil: se levássemos em conta apenas o índice de desenvolvimento humano, não teríamos chance de levantar a taça de campeão.

Ainda bem que isto é apenas uma simulação e que no futebol as coisas são diferentes, afinal já levantamos cinco taças, somos pentacampeões! E mantemos, a cada quatro anos, a esperança renovada de um novo grito de campeão!

Voltando ao índice de desenvolvimento humano, notemos que nossa posição no ranking da Organização das Nações Unidas é bem ruim. Estamos no meio da tabela. 86 países estão à nossa frente. Temos muito que evoluir, que melhorar. Ainda estamos às voltas com a injustiça social, a miséria, a violência, a corrupção, o mal atendimento na saúde, o sucateamento da educação, entre outras coisas que conhecemos muito bem, pois fazem parte do nosso cotidiano e estão em destaque nos meios de comunicação.

Dizem que o futebol é a diversão do povo, é, pelo menos, nossa distração diante de tantos problemas. Não temos dúvida que o futebol é o esporte paixão nacional do brasileiro, mas essa paixão não pode ser remédio paliativo, verdadeiro analgésico, anestesiando a população para os verdadeiros problemas a serem enfrentados.

Não podemos ficar assistindo sair governo, entrar governo, renovar-se o congresso, tudo isso com o nosso voto, com a nossa escolha, e nada mudar, continuando a velha política do toma lá, dá cá. E a saúde, a educação, o transporte, a habitação, o saneamento básico, a segurança pública, a justiça para todos, a preservação do meio ambiente, o respeito aos direitos humanos, como ficam?

Precisamos melhorar o nosso Brasil, tarefa urgente de médio e longo prazo, mas que não pode mais receber adiamento.

Para isso temos que rever a educação e priorizá-la. Enquanto não fizermos isso vamos continuar a assistir derrota sobre derrota na copa do mundo do desenvolvimento humano, e o grito de campeão ficará muito distante da nossa esperança renovada de quatro em quatro anos.

Vídeo - O Jovem e a Dinâmica Educacional

O vídeo sobre educação espírita O Jovem e a Dinâmica Educacional aborda a importância da participação do jovem no processo ensino-aprendizag...