terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Vídeo - Orientação aos Pais


Da série Educação Espírita trazemos para você o tema Orientação aos Pais, pois a educação dos filhos é de máxima importância.

Toda terça-feira, às 09 horas, um novo vídeo é publicado.

Não deixe de acompanhar no canal Orientação Espírita:

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Podcast - Como melhor educar


Assista o episódio 0155 do podcast Análise & Crítica, trazendo o tema Como Melhor Educar.

Acesse:

Tenha boas reflexões! 

Como a criança aprende


Marcus De Mario

Às vezes lidamos com a criança sem atentarmos que ela é um ser humano que carrega pensamentos, sonhos e emoções, e ainda mais, traz consigo uma bagagem de vidas passadas preenchida com aprendizados e vivências que, na verdade, não se perdem, só estão um tanto quanto adormecidas, mas que se manifestam gradativamente em suas ideias e tendências. Por não prestarmos atenção em tudo isso, somos meio mecânicos, burocráticos no trato com ela, querendo que nos obedeça e nos dê pouco trabalho, esquecidos que a criança não é uma máquina programável pelos nossos desejos.

Lendo o maravilhoso livro Vivendo, Amando e Aprendendo, do educador norte americano Léo Buscaglia, que nos deixou admiráveis obras, encontramos sua transcrição de um texto de Frederick Molfett, da Secretaria de Educação de Nova York, publicado no documento “Como a Criança Aprende”:

Assim é que a criança aprende, captando as habilidades pelos dedos das mãos e dos pés, para dentro de si. Absorvendo hábitos e atitudes dos que a rodeiam, empurrando e puxando o seu próprio mundo. Assim a criança aprende, mais por experiência do que por erro, mais por prazer do que pelo sofrimento, mais pela experiência do que pela sugestão e a dissertação, e mais por sugestão do que por direção. E assim a criança aprende pela afeição, pelo amor, pela paciência, pela compreensão, por pertencer, por fazer e por ser. Dia a dia a criança passa a saber um pouco do que você sabe, um pouco mais do que você pensa e entende. Aquilo que você sonha e crê é, na verdade, o que essa criança está se tornando. Se você percebe confusa ou claramente, se pensa nebulosa ou agudamente, se acredita tola ou sabiamente, se sonha sonhos sem graça – adoro isso – ou dourados, se você mente ou diz a verdade, é assim que a criança aprende.

Que maravilha esse texto, lembrando-nos que a criança é um ser humano, e que muito se espelha em nós, os adultos encarregados da sua educação. Não podemos esquecer isso!

Completando esse texto, afirma Buscaglia:

Temos de dizer às crianças que elas têm a escolha de se tornarem entusiastas ou perdedoras. Pois não encontrar o amor é não encontrar a vida.

Mas qual, nós as encaixotamos numa sala de aula, as obrigamos a estudar isso e aquilo, as repreendemos quando são muito curiosas e perguntadeiras, nos escandalizamos quando não seguem as regras que nós estabelecemos, e as avaliamos com famigeradas provas e notas, levando em consideração apenas o que memorizaram de conhecimentos, esquecidos que à nossa frente estão seres humanos com fome de participação, de acolhimento, enfim, de amor.

Por que não podemos deixar que, gradativamente, as crianças façam escolhas? Por que não podemos trabalhar o desenvolvimento do amor no processo educacional efetivado pela escola? Sim, o amor não é mensurável por uma prova, não há como avaliá-lo com uma nota de zero a dez, pois o amor se manifesta pela empatia, pela resignação, pela resiliência, pelo afeto com os outros, pelo sentido que se dá à própria vida. Como montar um currículo para ensinar o amor? Mas quem foi que disse que o amor requer um currículo com temas específicos a serem estudados progressivamente? O amor não é, na verdade, uma experiência de vida, acalentado nos relacionamentos com outros seres humanos?

Como a criança aprende? Aprende convivendo, aprende conversando, aprende tentando fazer, aprende sonhando, aprende buscando respostas para os seus porquês. A criança aprende através de tudo isso e muito mais, desde que tenha liberdade e não queiramos sempre lhe entregar respostas prontas e acabadas. Ela tem o direito de escolher se quer ser uma pessoa entusiasta, amante da vida, ou perdedora, triste e acomodada.

Não esqueçamos que estamos lidando com um Espírito reencarnado, que reencarnou para dar continuidade ao seu aperfeiçoamento não apenas intelectual, mas principalmente moral, e que, como educadores, não podemos fazê-lo perder essa oportunidade divina de progredir, mesmo porque responderemos por isso, não esqueçamos.

Quando aprendermos como a criança aprende, e já deveríamos saber isso, pois já fomos crianças, a educação fará a diferença neste mundo de Deus, e as novas gerações, com certeza, transformarão a humanidade para bem melhor.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Carta aos educadores


Rio de Janeiro, 29 de janeiro de 2026

O professor Mariano, dedicado ao seu trabalho na escola pública, exclamou numa live que o sistema não permitia que ele fizesse nada de diferente do que a organização escolar exigia, a partir dos parâmetros estabelecidos pela secretaria de educação, e sua fala fez com que vários outros professores e professoras que o ouviam, também se manifestassem, havendo concordância geral quanto ao engessamento do sistema, à alta burocracia, e que, enquanto docentes em sala de aula, pouco podiam fazer, a não ser seguir as diretrizes.

Isso me fez lembrar, e como é bom ter boas lembranças, da professora Marilda, lá nos meus tempos ginasiais, que já vão longe. Ela era professora de Técnicas Comerciais, e era revolucionária! Era extraordinariamente diferente! Não seguia o currículo pré-formatado, era questionadora, e nos levava para experiências de campo, extraescolares, como ir a uma agência bancária para entrevistar o gerente. Eu era tímido, e no início tive dificuldade, mas com o tempo passei a “adorar” aquelas aulas, que eram verdadeiras rodas de conversa.

Bem, ela foi acusada pelo sistema de ser subversiva, de ser comunista – estávamos em plena ditadura militar – e acabou afastada da escola. Apesar disso, a semente que ela havia plantado, ou seja, a semente da liberdade, já estava em ação em nossas mentes e nossos corações e, pelo menos comigo, deu frutos.
Conto essa história para lembrar que mesmo sobre pesado engessamento, é possível fazer diferente, é possível fazer a diferença, mesmo sabendo que as consequências possam não ser tão boas para si, mas que importa isso? Se ficarmos acomodados, nunca transformaremos a nós mesmos, os outros e o sistema.

Para reflexão recomendo assistir os filmes Sociedade dos Poetas Mortos e Escritores da Liberdade, num convite para a ação, pela humanização do ensino, pelo fazer diferente para fazer a diferença, olhando para o futuro, enquanto agimos no presente. Somente assim seremos agentes de mudança, fazendo nossos educandos pensarem e desenvolverem o senso moral, para que possam, amanhã, consolidar a educação que hoje sonhamos.

Vídeo - Grupos de trabalho e pesquisa


Você conhece a metodologia dos Grupos de Trabalho e Pesquisa no processo de aprendizagem? Assista o vídeo e mergulhe nesse universo pedagógico.

A série Educação Espírita publica vídeos semanais todas as terças-feiras, às 09 horas.

Acompanhe em:

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Podcast - Interpretações duvidosas


No podcast Análise & Crítica desta semana trazemos o tema Interpretações Duvidosas, com abordagem sobre o personalismo, achismo e ideais pessoais de muitos espíritas, deturpando o Espiritismo.

Ouça em:

E acompanhe por aqui o podcast, que está publicado no Spotify.

A criança


Marcus De Mario

Com o advento da Doutrina Espírita, o mistério infantil deixou de existir, e as fantasias sobre a criança caíram por terra, pois sabemos que ela é um Espírito reencarnado, e esse fato renova todos os conceitos psicológicos, antropológicos e pedagógicos que essas respectivas ciências, e outras, elaboraram e elaboram sobre a infância, sobre esse ser humano que é totalmente dependente dos adultos, e que vai se desenvolvendo gradativamente, demonstrando uma personalidade que não se repete, um ser complexo que desafia todas as conceituações que se prendem exclusivamente ao corpo orgânico.

Vejamos o caso de um menino de dois anos de idade, conforme reportagem disponível nos meios de comunicação, que domina o jogo de sinuca, fazendo jogadas que somente os jogadores mais experientes e campeões conseguem fazer. Testemunham os pais do garoto que ele desde cedo começou a mostrar essa habilidade, sendo que ninguém da família domina esse jogo. Perguntamos: de onde ele trouxe tal habilidade, pois não foi desenvolvida, ninguém lhe ensinou, é dele, está nele? Somente com a reencarnação e a alma imortal é possível ter uma resposta satisfatória.
Muitas pessoas, entre elas muitos cientistas, não acreditam na existência da reencarnação, mesmo diante dos fatos mais patentes que atestam sua realidade, como o caso aqui assinalado, mas que importa isso se os fatos são teimosos e, como nos disse um amigo incrédulo, “eu não acredito, mas se a reencarnação existisse, iria explicar muitas coisas que hoje não têm explicação”. Esse é o pior cego, pois não é cego dos olhos, mas da razão e do bom senso, recusando-se a acreditar no que sua consciência lhe diz ser verdade.

Essa recusa dos fatos mais patentes com relação à reencarnação ocorre porque a pessoa não acredita na alma e sua imortalidade, ou tem uma ideia muito vaga sobre a mesma, e o nascer de novo somente pode acontecer se considerarmos o ser humana uma alma que sobrevive à morte, mantendo sua individualidade, podendo assim renascer tantas vezes quanto necessário, naturalmente num novo corpo e numa nova personalidade, mas sem perder o que já conquistou, que se apresentam como ideias inatas e tendências de caráter, como habilidades que muitas vezes nos assombram, nos maravilham.

Essa visão da Doutrina Espírita revoluciona e transforma o entendimento sobre a criança, que traz consigo uma bagagem de aprendizados e experiências que vai se revelando pouco a pouco, ao mesmo tempo em que predispõe o Espírito, pela fragilidade inicial do corpo, a receber a influência dos encarregados da sua educação. É sobre essa influência dos adultos que precisamos conversar com maior profundidade, pois a educação é a base do futuro adulto que teremos inserido na sociedade.

Infelizmente muitos pais e professores não trabalham o essencial na educação: a formação do caráter, o desenvolvimento do senso moral. Ficam tão preocupados com a aquisição de conhecimentos por parte das crianças, com sua formação profissional, com sua obediência aos ditames dos adultos que lhe são responsáveis, que esquecem de corrigir as más tendências de caráter que ela esteja revelando, e muitas vezes, com maus exemplos, ainda reforçam essas más tendências, como no caso daquela criança que responde veemente aos pais que ela só faz o que quer e que eles não mandam nela, e os pais somente fazem reprimendas leves, ou se põem a discutir com ela para ver quem vence, quem é o mais forte, encerrando o episódio com um castigo, com uma punição, até que tudo aconteça novamente, numa repetição sem fim. Cansados, os pais se acusam e trocam farpas entre si, enquanto a criança continua crescendo egoísta e orgulhosa.

Também temos o caso do Espírito que mostra boa índole, meiguice aliada à inteligência, e que os pais fazem questão, com seus maus exemplos, de desvirtuar ou embotar, ao ponto da criança necessitar de apoio psicológico para ter um encontro consigo mesma e melhor conviver com os outros.

Quanta coisa mudaria, na família e na escola, se aceitássemos a verdade da imortalidade da alma e da reencarnação, e mudaria para melhor, com um processo educacional que respeitasse a criança e fosse mais libertador das consciências, trabalhando sua realidade espiritual, que também é nossa, levando-a a direcionar a inteligência para o bem de todos, desenvolvendo com harmonia seu potencial divino.

Declarar que a criança é um Espírito reencarnado vai além de uma proposição doutrinária, pois significa uma nova visão e uma nova postura pedagógicas, colocando a educação num novo patamar, e exigindo dos educadores que se eduquem para que possam educar, tendo visão de futuro sobre o ser humano e a humanidade.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Vídeo - A inteligência artificial e a educação


Está na moda a inteligência artificial, com vasta aplicação, inclusive na educação. O que o Espiritismo tem a dizer sobre esse tema?

Assista o vídeo A Inteligência Artificial e a Educação, que publicamos na série Educação Espírita.

Toda terça-feira, às 09 horas, um novo episódio é publicado.

Acompanhe em:

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Podcast - A formação de hábitos


Está no ar o episódio #0153 do podcast Análise & Crítica, com o tema A Formação de Hábitos, trazendo reflexões sobre o papel dos pais, e da família, na formação de bons hábitos das crianças.

Assista em:

Toda segunda-feira pela manhã você tem um novo episódio publicado no Spotify.

Assista e divulgue!

Em busca de si mesmo


Marcus de Mario

Muitas pessoas não sabem quem são, não tem uma ideia muito definida sobre seu potencial e o que devem fazer na vida, deixando-se levar pelo dia a dia do trabalho profissional, do cuidar dos filhos, do desfrutar dos prazeres e emoções passageiras, tendo metas que não ultrapassam o viver corporal e material, embora todos saibamos que um dia a morte irá nos arrebatar desta vida, mas como isso aparentemente está longe de acontecer, vai-se vivendo sem um olhar para o futuro espiritual que nos aguarda, como demonstra e ensina o Espiritismo. Equivocam-se os que assim pensam, pois a morte, melhor denominada de desencarnação pela Doutrina Espírita, não tem tempo certo para acontecer, podendo chegar em nossa infância, adolescência, juventude, madureza ou velhice, ou seja, em qualquer tempo e em qualquer circunstância. Sendo isso historicamente comprovado, com as gerações se sucedendo, por que não pensamos nessa realidade da vida?

Enquanto vivemos neste mundo corporal, precisamos fazer esforços pelo nosso aperfeiçoamento intelectual e moral, para que possamos retornar ao mundo espiritual melhor preparados, com acréscimos de crescimento espiritual, tendo bem utilizado a oportunidade reencarnatória que nos foi concedida por Deus. Estar na Terra é uma experiência muito válida para desenvolvimento do nosso potencial divino, onde o passado, ou seja, as existências anteriores, não fica perdido, pelo contrário, pois todos trazemos ideias inatas e tendências de caráter que são fruto dessa multiplicidade existencial.

Lembra-nos o educador espírita Walter Oliveira Alves, em seu livro Educação do Espírito, que “é indispensável valermo-nos das conquistas passadas para, através do esforço e do trabalho no presente, amparado no ideal superior elevado e nobre, construirmos gradativamente nosso futuro”.
Do passado trazemos uma bagagem de vivências e aprendizados; no presente temos oportunidade de ação e trabalho, renovando ou não essa bagagem; no futuro teremos a colheita e a oportunidade de novas conquistas. Como vemos, as encarnações são solidárias entre si, e é no hoje que devemos encontrar a nós mesmos, compreendendo que esse encontro é interior, não adianta procurar quem somos em ações e coisas exteriores. O meu eu não é corporal, é espiritual.

Somos maravilhosas criaturas criadas por Deus, tendo por destino a perfeição, mas alcançá-la só depende de mim mesmo, e não dos outros ou das coisas que posso ter ou posso experimentar. A busca de mim mesmo exige que eu faça um encontro comigo mesmo, a sós, meditando e sentindo o potencial divino que está em mim, e então vivendo mais plenamente quem sou: espírito imortal e reencarnado.
Referindo-se à criança, fase pela qual todos passamos, Walter Oliveira Alves ainda lembra que “os estímulos exteriores vão acordando gradativamente as potências já desenvolvidas no passado. É necessário, pois, acompanhar o desenvolvimento natural e progressivo da criança, oferecendo-lhe os estímulos necessários, não somente para “acordar” o potencial que se encontra temporariamente “adormecido”, corrigir impulsos mal direcionados, como também para desenvolver, a partir daí, as demais potências da alma”.

Em outras palavras, o processo de descoberta de si mesmo deve ter início na infância, facilitando a adaptação do Espírito à humanidade, permitindo que ele seja um transformador moral da mesma, a partir de sua própria transformação, consciente de sua realidade imortal. Naturalmente isso não será pleno se ficar apenas no campo teórico, pois não adianta acumular conhecimentos e horas de meditação sem vivenciar as própria experiências, sem transformar impulsos e tendências, sem ampliar o potencial divino através do relacionamento cotidiano com os outros.

Nesse entendimento, afirma Walter:
Assim, o cristão somente estará aprendendo o Evangelho de Jesus à medida em que vai mudando a si mesmo, acomodando as suas estruturas inferiores aos ensinamentos novos que está querendo assimilar. Resumindo, não basta saber de cor os ensinamentos do Cristo, é preciso interiorizar esses ensinamentos nas estruturas profundas do Espírito, para que venhamos a viver conforme esses mesmos ensinamentos. Não basta saber, é preciso ser.

Eis o que nos ensina o Espiritismo. Esforcemo-nos para sermos verdadeiros espíritas, verdadeiros cristãos, se queremos ser felizes hoje e, com certeza, também amanhã.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Carta aos educadores


Rio de Janeiro, 15 de janeiro de 2026

Ninguém deveria ser chamado de professor ou de professora, pois o que precisamos é de educadores e educadoras, ou seja, de guias, de tutores, de mestres na arte de orientar, estimular e facilitar a aprendizagem por parte dos educandos. A verdade é que ninguém ensina nada a ninguém, mas todos estamos aprendendo o tempo todo uns com os outros, e nas mais diversas circunstâncias. Seria maravilhoso se parássemos de dar aula e déssemos mais atenção ao ouvir, ao compartilhar, ao fazer a jornada do aprendizado junto com quem está procurando aprender, seja na escola ou em qualquer outro lugar.

Por falar em escola, bem que os educadores deveriam aprender a se colocar no lugar do outro, e isso se chama empatia! Bem que eles poderiam ter entusiasmo no que fazem, indo além dos conteúdos curriculares! Bem que os educandos poderiam não obedecer idades e séries, e isso se chama interatividade! Mas se insistimos em salas de aula, séries por idade, provas, notas, horários certinhos para cada atividade, fica difícil termos um educador que não seja professor, pois nessa formatação ele é obrigado a apenas ensinar e mais ensinar.

Precisamos superar as turmas enfileiradas e presas numa gaiola de quatro paredes chamada sala de aula. Por que não fazer rodas de conversa, grupos de trabalho e pesquisa, debates, apresentações multimídias, aulas práticas em contato com a natureza, permitindo liberdade para o educando aprender? A escola seria muito mais prazerosa, temos certeza!

Saber ouvir, fazer pensar, sentir quem está com você. Essa é a função do educador, e não falar, falar… ensinar, ensinar… avaliar, avaliar… Somos todos seres humanos, nas mais variadas faixas etárias e nas mais diversas condições sociais, mas somos todos seres humanos, todos sentimos e pensamos, ficamos alegres e tristes, amamos e odiamos (mas o ódio é muito ruim). Por que esquecemos dessa essência que nos faz únicos no mundo? Sejamos educadores, para que os educandos possam dar o voo da alma e fazerem um mundo muito melhor.

Marcus De Mario

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Acolhimento e pertencimento no centro espírita


A revista O Consolador publicou em sua edição 957, de 18/01/2026, meu artigo Acolhimento e Pertencimento no Centro Espírita, para o qual convido você para leitura.

Vamos refletir juntos?

Leia o artigo em:

Vídeo - Importância da ternura no lar


A série Educação Espírita traz para você o vídeo Importância da Ternura no Lar, com reflexões oportunas e importantes à luz da Doutrina Espírita.

Toda terça-feira, sempre às 09 horas, um novo vídeo é publicado.

Acompanhe em:

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Podcast - A busca de si mesmo


Você sabe quem você é? O que você está fazendo neste mundo? O episódio desta semana do Análise & Crítica traz várias reflexões importantes com o tema A Busca de Si Mesmo.

Assista o podcast em:

Toda segunda-feira pela manhã um novo episódio é publicado no Spotify.

Acompanhe e compartilhe!

O desenvolvimento integral


Marcus De Mario

As escolas e as famílias estão muito interessadas no desenvolvimento intelectual das crianças, e isso é importante, mas devemos dizer que não é o mais importante. Claro que adquirir conhecimentos, trabalhar habilidades e realizar uma formação técnico-profissional são coisas que fazem parte da educação, mas na verdade a educação é muito mais do que isso. Temos que levar em consideração que a criança, enquanto ser humano que é, além de pensar, também sente; além de raciocinar, também se emociona; além de memorizar, também raciocina. O que estamos dizendo é que a criança deve realizar seu desenvolvimento intelectual junto com o desenvolvimento emocional. Quando isso não acontece, porque estamos priorizando o intelectual, o cognitivo, podemos ter uma pessoa com muitos conhecimentos e ao mesmo tempo ser insensível e indiferente para com os outros. Não estamos afirmando que isso sempre irá acontecer, mas é grande a probabilidade, e basta olhar para a convivência humana para constatar isso.

Somos seres integrais: inteligência mais sentimento, razão mais emoção, espírito mais corpo. Aqui entramos com as informações prestadas pela Doutrina Espírita, considerando que todo ser humano é um Espírito reencarnado, trazendo imensa e profunda bagagem de outras existências, que recebe os elementos da sua preparação no mundo espiritual, e que incorpora os aprendizados da atual encarnação. Por tudo isso somos seres complexos e em construção, e uma educação que não leva essa realidade em consideração, é uma educação falseada, prejudicial ao processo de evolução do Espírito rumo à perfeição.

Allan Kardec informa que a educação, e ele está se referindo especificamente à educação moral, deve combater as más tendências que o Espírito esteja trazendo, e ele toca aqui num ponto essencial: o caráter, que nada tem a ver com a inteligência. Aliás, ele ainda diz que quando conhecermos a arte da educação moral tanto quanto conhecemos a arte da educação intelectual, faremos uma grande transformação nos indivíduos e na humanidade, pois está faltando desenvolvimento do senso moral, está faltando sentimento, e sobrando egoísmo e orgulho.

Hoje em dia queremos avaliar as crianças com a aplicação de provas de matemática e língua portuguesa, na esperança de encontrar alguns gênios infantis, mas o fato é que até podemos encontrá-los, mas isso nada dirá do seu caráter, da sua índole moral. E perguntamos: de que adianta ter uma criança craque em matemática e/ou português, se, ao mesmo tempo, é mentirosa, desonesta, bagunceira, egoísta? Não está faltando alguma coisa? Claro que está: está faltando o que, na verdade, é essencial: um bom caráter! E de pessoas com mau caráter já estamos fartos, pois eles fazem muito mal para as pessoas e para as coletividades.

Proclama o Espiritismo a necessidade da educação integral, isso porque o ser humano é um ser integral, dotado do potencial divino desde sua criação. É por isso que Jesus afirma que somos a luz do mundo, que somos o sal da terra, como lemos no seu formidável e profundo Sermão da Montanha, que todo educador deveria estudar.

Resumindo o que dissemos até agora, a educação deve trabalhar ao mesmo tempo o desenvolvimento da inteligência e do sentimento. Estamos carentes de sentimento no coração, de honestidade nas ações, para que as conquistas intelectuais gerem o bem para todos, e isso depende da educação, que por sua vez depende do que os educadores estão fazendo, no que eles acreditam e, infelizmente, temos mais professores do que educadores. Professor é aquele que ensina, que transmite conhecimentos, preso a normas, currículos, métodos; educador é aquele que guia, incentiva, orienta, facilita o processo de aprendizagem. O professor prende o educando ao seu querer, ao seu saber; o educador dá asas para o educando voar por conta própria. O professor acredita que somente ele sabe; o educador aprende o tempo todo na partilha com o educando.

O desenvolvimento integral, do educando e do educador, mescla os conhecimentos com os sentimentos, não esquecendo que ambos são Espíritos imortais e reencarnados, e que ambos fazem sua jornada rumo à perfeição, numa caminhada que é, ao mesmo tempo, individual e coletiva, pois somos seres de relação, nunca estamos sós, e dependemos uns dos outros.

As escolas e as famílias devem ser espaços legítimos de convivência, onde as pessoas devem se sentir bem, devem se respeitar e se solidarizar, aprendendo o tempo todo, enriquecendo a própria alma, afinal, tanto a escola quanto a família são institutos de educação, e quando isso é esquecido, sinal de problemas, muitos problemas, pela frente.

domingo, 11 de janeiro de 2026

Podcast - Dinâmica da evangelização espírita


Está disponível o episódio #0151 do podcast Análise & Crítica, trazendo reflexões sobre a dinâmica, criatividade e atividades pedagógicas que devem caracterizar a evangelização espírita infantojuvenil.

Assista o episódio Dinâmica da Evangelização Espírita acessando o link:

Não esqueça que toda segunda-feira pela manhã um novo episódio é publicado.

Ainda e sempre, Chico Xavier


Marcus De Mario

Aprendemos com a leitura e estudo de O Livro dos Médiuns, obra que os Espíritos Superiores e Allan Kardec dedicaram à mediunidade, que não existe médium perfeito em nosso planeta, que ainda se encontra no estágio de mundo de expiações e provas, e, por esse motivo, não temos nenhum endeusamento quanto ao médium Chico Xavier, não o consideramos um semideus, ou que ele não possa ser criticado, pois além de médium com diversas faculdades mediúnicas, era também um ser humano sujeito às vicissitudes da vida corporal, como qualquer outro ser humano, mas com um diferencial importante: durante toda a sua existência lutou para ser humilde e caridoso, sempre estudando a Doutrina Espírita, e procurando pautar seus pensamentos, palavras e ações pelos ensinos morais de Jesus Cristo, consoante os encontramos no Evangelho.

Não chegamos a conhecer pessoalmente a Chico Xavier. Nunca estivemos em Pedro Leopoldo ou Uberaba, onde ele residiu e trabalhou. Tivemos oportunidade de estar com ele tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro, mas circunstâncias outras fizeram com que acabássemos não comparecendo aos eventos, e assim nunca tivemos contato direto com ele. Apesar disso, desde a adolescência lemos suas obras psicografadas, assim como acompanhamos os relatos biográficos trazidos por diversos amigos e amigas que com ele conviveram, como Ramiro Gama, Clóvis Tavares e Nena Galves.

Durante muitos anos fizemos a leitura dominical da coluna assinada por José Herculano Pires (Irmão Saulo), publicada no jornal Diário de São Paulo, onde ele trazia mensagens psicografadas pelo médium mineiro, às vezes acompanhadas de palavras explicativas do próprio Chico Xavier, colocando na sequência seu comentário. Essas publicações deram origem a vários livros, como Diálogo dos Vivos, Astronautas do Além, Chico Xavier Pede Licença, entre outros, e Herculano Pires foi amigo e defensor de Chico Xavier, como podemos ver no excelente livro Na Hora do Testemunho.

Transferindo-me da capital paulista para a cidade do Rio de Janeiro, isso no final da década de 1970, travei amizade com Gerson Simões Monteiro, de saudosa memória pelo muito que fez pela divulgação espírita e pelo movimento de unificação. Ele, sim, conheceu pessoalmente Chico Xavier, e gostava de contar como foi o primeiro encontro entre ambos, na cidade de Uberaba. Gerson acabara de passar pelo drama da desencarnação de seu filho, então com dois anos de idade, vitimado pelo câncer. Resolveu então procurar consolo junto ao médium, que ainda não conhecia, encetando viagem na companhia de sua esposa. Logo após a chegada, foram à farmácia para comprar um medicamento e, ali, à porta, encontraram o médium, que estava de saída. Gerson o abraçou, em lágrimas, dizendo, aflito, que a dor era muito grande. Chico lhe disse: “Meu irmão Gerson, hoje à noite vá ao grupo espírita. O que está lhe acontecendo é uma provação necessária para você e uma expiação que seu filho tinha que enfrentar, mas tenha fé em Deus e acalme-se”. E assim se despediram.

Depois, mais calmo, conversando com sua esposa, nosso amigo, agradecendo a Deus por esse encontro providencial com o médium mineiro, lembrou de dois detalhes muito importantes. Ele não havia se apresentado ao médium, então, como Chico Xavier o havia chamado pelo nome, se eles nunca se tinham visto? E como foi falando da criança se, no desespero da dor, ele, Gerson Monteiro, nem havia contado o motivo da aflição? Esses detalhes, que poderiam passar despercebidos, mostram-nos que não há como colocar em dúvida as faculdades mediúnicas de Chico Xavier.

Há pessoas que não questionam a mediunidade de Chico Xavier, mas não aceitam, por vários motivos, a literatura assinada por Emmanuel e por André Luiz, e temos todo o respeito por quem assim pensa, embora não concordemos com essa opinião, mas compreendemos que divergências existem e, desde que tenham base no bom senso, devem ser levadas em conta. Agora, tem pessoas que estão confundindo a mediunidade com a pessoa do médium, fazendo ataques sem fundamento a Chico Xavier, aos Espíritos e aos espíritas que nele confiam. Ataques muitas vezes raivosos e que faltam com o respeito a quem tem outra opinião, o que denota que esses críticos estão faltando com o que deve caracterizar o verdadeiro espírita: fraternidade.

Chico Xavier teve uma vida dedicada ao amor do próximo, à caridade material e moral e, em depoimentos pessoais, sempre deixou claro sua dedicação à Codificação Espírita, nas obras assinadas por Allan Kardec, obras essas que sempre estudou.
Podemos não concordar com a totalidade das opiniões de Chico Xavier, de Emmanuel e de André Luiz, divergindo nisto e naquilo, mas daí a condenar toda a obra literária do médium, vai uma grande distância, e temos que tomar muito cuidado para não sermos pedra de tropeço na regeneração moral da humanidade.

sábado, 10 de janeiro de 2026

Educa-me com amor


Recomendo a você, que é professor, pedagogo, evangelizador, pai, mãe, enfim, a você que é um educador por ter crianças e jovens sob sua responsabilidade, a visitar o site Educa-me com Amor, mantido pela educadora Milena Barbosa.

O nome já indica a sua importância, mas vai além disso, pois o conteúdo é de grande qualidade e muito importante, pois você irá conhecer o Método Pestalozziano, isso mesmo, você terá uma aventura maravilhosa com o educador suíço Pestalozzi, que viveu de 1746 a 1827, cuja vida e obra estão ali também.

No conteúdo do site você encontra Atividades Práticas, Cursos de Educação Natural, Livros Infantis que trabalham valores essenciais da vida, Artigos, e pode se inscrever para receber a Newsletter com novidades.

Bem, agora acesse e mergulhe em tudo o que o site oferece:

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Canal Orientação Espírita


No canal Orientação Espírita, que mantemos no YouTube, você encontra amplo conteúdo em séries, programas, cursos e shorts:

Programas
Espiritismo e Educação
O Evangelho em Espírito e Verdade
Na Era do Espírito

Séries
Educação Espírita
Orientação Espírita
Pais e Filhos, A Arte de Educar
O Jovem e o Espiritismo

Cursos
Educação do Espírito
As Potências da Alma

E muito mais.

Acesse www.youtube.com/OrientaçãoEspírita e faça sua inscrição, ativando o sininho para receber as novidades.

Cartas aos educadores


Rio de Janeiro, 08 de janeiro de 2026

Somos seres humanos e isso é maravilhoso! Temos capacidade de sonhar, chorar, sorrir, pensar, construir, inventar, escrever, sentir e mil outras coisas, isso porque somos os únicos seres que, ao mesmo tempo, utilizamos a inteligência e o sentimento. Somos curiosos, adoramos fazer descobertas, e delas fazemos modificações e transformações. Somos fantásticos! Mas, apesar disso, insistimos em fazer escolas com salas de aula, onde os professores seguem um currículo formatado, e são obrigados a aplicar testes e provas, e a preencher formulários, ao ponto de avaliarmos a capacidade humana somente com exames de matemática e língua portuguesa, esquecidos que somos… seres humanos!

Por que a professora do ensino fundamental tem que seguir aquele currículo? Por que ela tem que dar aula? Por que não pode fazer diferente? E por que o aluno tem que ficar sentado e ouvindo? Por que não pode expandir sua curiosidade e criatividade? E essas questões não são apenas para essa professora, mas para todos os professores, em todos os segmentos da educação, do infantil ao universitário.

Tive, em meus tempos de ensino médio, a feliz ocasião de encontrar o professor Ivan, que adorava livros e trabalhava conosco aulas de literatura, onde ele não dava aula, mas nos contagiava com histórias literárias de diversos autores, para que pudéssemos ir além da leitura, e conseguíssemos saborear as palavras e seus contextos. Talvez venha daí o meu gosto por escrever… e tornei-me um escritor!

No processo educacional não podemos perder esse fato: somos seres humanos! Talvez eu devesse escrever isso em caixa alta ou em negrito para chamar a atenção, mas o ponto de exclamação serve justamente para esse fim.

Como educador, não deixe de sonhar e acreditar, permitindo que o educando seja criativo e acredite em si mesmo, no seu potencial.. Essa é a beleza da educação, que deve extrapolar as paredes de uma sala de aula, ir muito além do currículo, afinal, e só para lembrar mais uma vez, tanto eu como você, quanto qualquer outra pessoa, seja qual for sua idade, todos somos seres humanos!

Marcus De Mario

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Vídeo - Educação em valores espirituais


Educação em Valores Espirituais é o tema do vídeo que você vai assistir clicando no link acima, e que faz parte da série Educação Espírita.

Toda terça-feira, às 09 horas, um novo vídeo é publicado.

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Podcast - Conversando sobre Chico Xavier


Está no ar, através do Spotify, o episódio #0150 do podcast Análise & Crítica, com o tema Conversando sobre Chico Xavier.

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Toda segunda-feira pela manhã você tem um novo podcast disponível.

Educação sempre


Marcus De Mario

Um novo ano tem início e, entre projetos que continuam e projetos a serem realizados, uma coisa não muda: nossa luta pela educação humanizada e espiritualizada, tendo como base os princípios que formam a Doutrina Espírita. Mesmo não tendo ainda a repercussão e compreensão que almejamos, continuaremos o trabalho pela Educação do Espírito, e trazendo uma novidade: toda quinta-feira, pela manhã, publicaremos o Cartas aos Educadores, no Instagram, com textos curtos e reflexivos destinados aos professores, aos pais e aos evangelizadores. Será uma cartinha por semana, convidando para refletir e praticar, pensar e vivenciar.

Também continuaremos a campanha pela realização, Brasil afora, do Seminário Educação do Espírito, no modo presencial, incentivando os centros espíritas para que reúnam os evangelizadores, professores, pedagogos e pais para estudar a teoria e a prática da educação no entendimento do Espiritismo, como tão bem definiu Allan Kardec, secundado por valorosos educadores espíritas, pois acreditamos que assim teremos uma melhor dinâmica no processo educacional.

Os luminares do Espiritismo, trazendo as lições do mais alto através de diversos médiuns, trabalharam com Kardec uma doutrina, qual o Espiritismo, que possui bases alicerçadas na Filosofia, na Ciência e na Religião, cujos princípios apontam sem erro para a necessidade da educação moral dos indivíduos para que haja a transformação moral da humanidade. Não existe solução para os males sociais apenas com programas de segurança pública, ou econômicos, ou apenas por força de leis regulatórias que os próprios legisladores não cumprem. É urgente que a educação seja prioridade, e infelizmente constatamos que nem mesmo os dirigentes espíritas, em muitos casos, despertaram para essa verdade doutrinária.
Em muitas instituições espíritas a evangelização das crianças e dos jovens é colocada em segundo plano, não é uma prioridade, e poucos esforços são feitos para a formação de evangelizadores, assim como à família é dado pouco espaço, quando sabemos, na feliz expressão dos Espíritos, que o lar é a primeira escola do espírito imortal e reencarnado. Como se ainda estivéssemos na primeira metade do século vinte, a advertência de Leopoldo Machado continua válida: estamos fazendo Espiritismo para os mortos, quando o Espiritismo é para os vivos.

Não estamos aqui para falar do nosso trabalho, que é pequenino e falho, mas para lembrar que no movimento espírita despontam corações e mentes de subido valor na defesa da Educação do Espírito: Léon Denis, José Herculano Pires, Anália Franco, Eurípedes Barsanulfo, Dora Incontri, Ney Lobo, Walter Oliveira Alves, Dalva Silva Souza, Sandra Borba Pereira, Thomás Novelino, Heloísa Pires, Lucia Moysés, Pedro de Camargo, o próprio Leopoldo Machado, entre outros que nossa memória não tem capacidade de registrar nestas linhas, e sem contar com os Espíritos que assinam textos sobre educação, mas que fizeram e fazem um trabalho maravilhoso pela educação à luz do Espiritismo, com livros, palestras e realizações escolares que aí estão nos alertando para a necessidade da Educação do Espírito.

O terreno, como vemos, está semeado. Na década de 1970, Herculano Pires lançou a revista Educação Espírita, com o apoio da Edicel, que não conseguiu florescer, sufocada que foi pelo espinheiro da incompreensão. Depois, na década de 1990, Walter Oliveira Alves lançou a Revista Pedagogia Espírita, com o apoio do Instituto de Difusão Espírita de Araras, que apesar dos seus bons frutos, não teve continuidade. Agora, em 2024, lançamos a Revista Educação Espírita, que por ser digital e de baixo custo, com trabalho voluntário de seus idealizadores, está se mantendo e, às duras penas, conquistando colaboradores e assinantes (na verdade a assinatura é gratuita).

Educação sempre, esse é o nosso lema, para que as novas gerações recebendo as luzes do Evangelho redivivo pelo Espiritismo, possam alavancar a mudança planetária de mundo de expiações provas para mundo de regeneração.

Como compreendia o lúcido educador Paulo Freire, que nunca foi espírita, se a educação sozinha não pode mudar o homem e o mundo, as soluções, inevitavelmente, passam pela educação. Como o Espiritismo, em sua essência, é doutrina de educação, sua aplicação é do que precisamos, a começar pela nossa educação, ou seja, pela nossa autoeducação, para que sejamos bons exemplos e, possamos, na devida proporção, um dia afirmamos com Jesus: amai-vos uns aos outros, como eu vos amei.

A Educação do Espírito é a aplicação prática da tese da educação moral defendida por Allan Kardec em O Livro dos Espíritos, e trazida à Terra, através da escola, por Pestalozzi. O que estamos esperando, os espíritas, para abraçar a educação?

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