segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Educação sempre


Marcus De Mario

Um novo ano tem início e, entre projetos que continuam e projetos a serem realizados, uma coisa não muda: nossa luta pela educação humanizada e espiritualizada, tendo como base os princípios que formam a Doutrina Espírita. Mesmo não tendo ainda a repercussão e compreensão que almejamos, continuaremos o trabalho pela Educação do Espírito, e trazendo uma novidade: toda quinta-feira, pela manhã, publicaremos o Cartas aos Educadores, no Instagram, com textos curtos e reflexivos destinados aos professores, aos pais e aos evangelizadores. Será uma cartinha por semana, convidando para refletir e praticar, pensar e vivenciar.

Também continuaremos a campanha pela realização, Brasil afora, do Seminário Educação do Espírito, no modo presencial, incentivando os centros espíritas para que reúnam os evangelizadores, professores, pedagogos e pais para estudar a teoria e a prática da educação no entendimento do Espiritismo, como tão bem definiu Allan Kardec, secundado por valorosos educadores espíritas, pois acreditamos que assim teremos uma melhor dinâmica no processo educacional.

Os luminares do Espiritismo, trazendo as lições do mais alto através de diversos médiuns, trabalharam com Kardec uma doutrina, qual o Espiritismo, que possui bases alicerçadas na Filosofia, na Ciência e na Religião, cujos princípios apontam sem erro para a necessidade da educação moral dos indivíduos para que haja a transformação moral da humanidade. Não existe solução para os males sociais apenas com programas de segurança pública, ou econômicos, ou apenas por força de leis regulatórias que os próprios legisladores não cumprem. É urgente que a educação seja prioridade, e infelizmente constatamos que nem mesmo os dirigentes espíritas, em muitos casos, despertaram para essa verdade doutrinária.
Em muitas instituições espíritas a evangelização das crianças e dos jovens é colocada em segundo plano, não é uma prioridade, e poucos esforços são feitos para a formação de evangelizadores, assim como à família é dado pouco espaço, quando sabemos, na feliz expressão dos Espíritos, que o lar é a primeira escola do espírito imortal e reencarnado. Como se ainda estivéssemos na primeira metade do século vinte, a advertência de Leopoldo Machado continua válida: estamos fazendo Espiritismo para os mortos, quando o Espiritismo é para os vivos.

Não estamos aqui para falar do nosso trabalho, que é pequenino e falho, mas para lembrar que no movimento espírita despontam corações e mentes de subido valor na defesa da Educação do Espírito: Léon Denis, José Herculano Pires, Anália Franco, Eurípedes Barsanulfo, Dora Incontri, Ney Lobo, Walter Oliveira Alves, Dalva Silva Souza, Sandra Borba Pereira, Thomás Novelino, Heloísa Pires, Lucia Moysés, Pedro de Camargo, o próprio Leopoldo Machado, entre outros que nossa memória não tem capacidade de registrar nestas linhas, e sem contar com os Espíritos que assinam textos sobre educação, mas que fizeram e fazem um trabalho maravilhoso pela educação à luz do Espiritismo, com livros, palestras e realizações escolares que aí estão nos alertando para a necessidade da Educação do Espírito.

O terreno, como vemos, está semeado. Na década de 1970, Herculano Pires lançou a revista Educação Espírita, com o apoio da Edicel, que não conseguiu florescer, sufocada que foi pelo espinheiro da incompreensão. Depois, na década de 1990, Walter Oliveira Alves lançou a Revista Pedagogia Espírita, com o apoio do Instituto de Difusão Espírita de Araras, que apesar dos seus bons frutos, não teve continuidade. Agora, em 2024, lançamos a Revista Educação Espírita, que por ser digital e de baixo custo, com trabalho voluntário de seus idealizadores, está se mantendo e, às duras penas, conquistando colaboradores e assinantes (na verdade a assinatura é gratuita).

Educação sempre, esse é o nosso lema, para que as novas gerações recebendo as luzes do Evangelho redivivo pelo Espiritismo, possam alavancar a mudança planetária de mundo de expiações provas para mundo de regeneração.

Como compreendia o lúcido educador Paulo Freire, que nunca foi espírita, se a educação sozinha não pode mudar o homem e o mundo, as soluções, inevitavelmente, passam pela educação. Como o Espiritismo, em sua essência, é doutrina de educação, sua aplicação é do que precisamos, a começar pela nossa educação, ou seja, pela nossa autoeducação, para que sejamos bons exemplos e, possamos, na devida proporção, um dia afirmamos com Jesus: amai-vos uns aos outros, como eu vos amei.

A Educação do Espírito é a aplicação prática da tese da educação moral defendida por Allan Kardec em O Livro dos Espíritos, e trazida à Terra, através da escola, por Pestalozzi. O que estamos esperando, os espíritas, para abraçar a educação?

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