segunda-feira, 18 de maio de 2026

A educação do espírito


Marcus De Mario


Para falar do Projeto Educação do Espírito, primeiramente passo a palavra ao espírito Benedita Fernandes, que através do médium Divaldo Franco, tece os seguintes comentários sobre a educação à luz da doutrina espirita:


A educação tem regime de urgência. Na tarefa da educação devem ser investidos os melhores recursos de que se pode dispor, a fim de que se colimem os objetivos elevados em prol de uma sociedade mais justa, portanto, feliz.
Desejando homens nobres, no futuro, deve-se educar a criança desde hoje. Educar é fomentar a vida sob qualquer aspecto em que se apresente.
A abrangência do verbo educar envolve o compromisso espiritual de criar, desenvolver e estimular os valores transcendentes do ser, não se atendo, apenas, a qualquer programática exclusivista, cuja ótica distorcida limita o vasto campo das suas realizações.
Por isso, o Espiritismo é uma doutrina essencialmente educativa, plasmadora de funções e aquisições de sabor eterno, porque penetra nas causas geradoras dos fenômenos humanos, solucionando os problemas vigentes onde quer que se manifestem.
Dessa forma, a educação espírita, de profundidade, portanto, não se limita à contribuição de recursos intelectuais, artísticos e convencionais, senão, à equação dos desafios evolutivos, preparando o indivíduo para tentames elevados e grandiosos.
Não se há porque descurar o dever da educação de todos os homens, especial e principalmente da criança e do jovem. A educação é compromisso de todo o dia e instante, em razão da sua complexidade.
A educação espírita – que se baseia no amor e na instrução, que iluminam a consciência e libertam o ser das injunções perniciosas – tem como instrumento o exemplo do educador que deve pautar a conduta pelo que ensina, superando-se em atos, de modo que as sementes de que se vale, de superior qualidade, manifestem-se em forma de paz e realização nele próprio.
Allan Kardec, como Jesus, foi educador, ensinando e vivendo as lições de que se fez intermediário com elevada abnegação e estima pela criatura, em consequência, pela humanidade.
Parafraseando Jesus, que disse: “Somente pelo amor será salvo o homem”, permitimo-nos afirmar que “Somente pela educação serão salvos o amor e o homem.”


Essas palavras do espírito Benedita Fernandes estão publicadas no livro Antologia Espiritual.

Falemos agora do Projeto Educação do Espírito.

Considerando que o Espiritismo, como doutrina de educação do ser imortal, tem por objetivo a formação do homem de bem e a consequente transformação moral do indivíduo e da sociedade, entendemos que isso só pode ser alcançado pela aplicação da educação moral desde a infância, servindo de antídoto eficaz contra o materialismo, o egoismo e a indiferença que ainda caracterizam as gerações de espíritos reencarnados. E como o Centro Espírita é escola de almas, a Educação Espírita Infantojuvenil, também conhecida como Evangelização Espírita, é tarefa essencial e urgente a ser desenvolvida para que o amor, a caridade e a ética promovam homens de bem e um planeta de regeneração.

São objetivos da Educação do Espírito:
1 - Desenvolver o senso moral do educando.
2 - Conscientizar o educando de sua realidade como espírito imortal.
3 - Discutir e analisar valores éticos.
4 - Permitir a inclusão social e cultural.
5 - Estimular a integração dos pais no processo da educação espírita infantojuvenil.

E nessa tarefa devem ser levados em conta os seguintes princípios, ou valores:
Respeito – Seguindo o ensino de Jesus: fazer ao outro somente o que gostaria que o outro me fizesse.
Solidariedade – Colocando a cooperação e a colaboração acima dos interesses pessoais, no trabalho em grupo.
Afetividade – Humanizando as relações com o outro, pois todos somos irmãos, filhos de Deus, Pai e Criador de tudo o que existe.
Honestidade – Reconhecendo as próprias limitações e tendências, assim como nos outros, dando do que temos e recebendo o que necessitamos.
Responsabilidade – Colocando em prática o ensino de Jesus: a cada um segundo suas obras, significando assumir os deveres.
Autonomia – Respeito ao livre arbítrio, no desenvolvimento das potencialidades, pois a lei divina é de evolução para a perfeição.
Convivência – Ninguém foi criado para viver sozinho, nem para impor aos outros suas crenças e ideias, mas sim para aprender o viver democrático.

O Projeto Educação do Espírito está inteiro no livro de minha autoria Educando o Espírito, que você adquire pela internet, tanto na Amazon quanto no Clube de Autores.

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