sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Eco Barreira, Mangue e Vontade Política

Quem não sabe que a cidade do Rio de Janeiro possui importante manancial de mangues no entorno da Baía da Guanabara, e que eles sofrem violenta degradação por conta da poluição? O assunto está na mídia. Mangue degradado, vida em perigo!

De tudo um pouco os mangues recebem: garrafas pet, copos descartáveis, sapatos, sofás, óleo, esgoto e mais uma centena de produtos que nada tem a ver com seu ecossistema, matando o mangue, que possui importante função na renovação da natureza e, portanto, beneficia o homem.

Para defesa dos mangues criaram as eco barreiras, impedindo o avanço poluidor, mas não contendo a falta de educação dos cariocas, sejam natos ou naturalizados, que descarregam diariamente toneladas de lixo nos rios e córregos que desaguam na Baía da Guanabara.

Eco barreira rompe, não dá conta de tudo e requer limpeza constante, o que não é feito com competência e, então, temos o desastre.

Precisamos educar as crianças para serem cidadãos ecológicos, e reeducar os jovens e adultos para a conservação da natureza e a reciclagem do lixo. Esse trabalho deve ser feito pelas escolas, principalmente na educação infantil e no ensino fundamental, com transversalidade e projetos contínuos.

Remediar não é curar. Prevenir é solução.

Gastam-se tantos milhões de reais em obras de segunda importância, enquanto a natureza e a poluição travam uma batalha desigual, pois a natureza não tem como absorver toneladas de lixo e esgoto, todos os dias.

Há necessidade urgente de sensibilizar os moradores da cidade que ainda é maravilhosa, e que corre risco de perder seu brilho, seu glamour.

É por todas essas questões que continuamos a afirmar que a educação é a base de tudo, pois uma geração educada vai combater a poluição, vai renovar o ecossistema, vai transformar o Rio de Janeiro em cidade-exemplo. Onde está a vontade política dos nossos governantes para alavancar essa educação?

E não pensemos que só a vontade política da administração pública vai resolver, pois exercer a cidadania significa ter senso moral e respeito aos outros e a natureza, o que depende de cada um dos moradores da cidade.

Conjuguemos vontade política com cidadania consciente e teremos um belo resultado.

Pensemos nisso!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Mordomias na Segurança Máxima

O sistema penitenciário brasileiro revela fragilidades inconcebíveis, principalmente quando se trata da chamada prisão de segurança máxima, onde os presos possuem mordomias que escandalizam a sociedade, mordomias que normalmente facilitam a vida dos presos com poderio econômico, o que revela a fragilidade do sistema via corrupção daqueles que deveriam manter a segurança e os regulamentos. De celular a salmão, tudo parece entrar, numa demonstração eloqüente que a segurança máxima está apenas no discurso.

Uma prisão de segurança máxima deveria fornecer aos prisioneiros tudo o que eles necessitam, afinal a sociedade paga altas porcentagens de taxas, contribuições e impostos para o estado gerir o sistema prisional. Por que os presos não possuem uniforme? Qual a razão deles receberem dinheiro dos familiares? O que justifica eles receberem alimentação especial duas vezes por semana, trazida pelos familiares ou amigos?

Se a prisão é de segurança máxima isso significa que ali são mantidos aqueles que oferecem perigo à sociedade, ao livre exercício da cidadania, e, naturalmente, é local de maior disciplina, de regulamentos mais severos, onde o prisioneiro, que é um ser humano, e não um "elemento malfeitor", deverá receber reeducação social durante o cumprimento da pena.

Deveria o prisioneiro participar de oficinas de trabalho, produzindo utilmente para a sociedade, ouvir palestras sobre cidadania e outros temas, receber orientação psicológica, e não receber mordomias das quais já muito se utilizou enquanto se locupletava indevidamente com falcatruas e outros crimes.

Para que a prisão de segurança máxima funcione como deve, todos os profissionais envolvidos em sua manutenção e funcionamento devem ser capacitados e recapacitados continuamente, não apenas profissionalmente, mas moralmente, recebendo salários dignos. Somente assim a corrupção será minimizada ou mesmo debelada.

É fato que cidadãos e cidadãs estão indignados com os escândalos que a imprensa divulga, envolvendo absurdos nas prisões. É hora de o governo tomar medidas enérgicas, transformando o sistema prisional, dando dignidade aos profissionais que nele atuam, e aos presos que dele passam a depender.

Pensemos nisso!

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

O Que Fazer Com o Ensino

Depois de vários escândalos, o sistema de ensino do Rio de Janeiro, principalmente o estadual, mas também o municipal, é alvo de críticas e sugestões. Vamos abordar particularmente as principais sugestões que implicam em mudanças nas escolas municipais.

A primeira sugestão é acabar com a chamada aprovação automática, ou seja, mesmo que o aluno não esteja bem ele é aprovado para o ciclo seguinte. A aprovação automática surgiu num momento político em que o município estava pressionado para melhorar as estatísticas, o que melhoraria o repasse de verbas, mudando a colocação do Brasil no ranking internacional da educação. É um absurdo! Não há necessidade de instituirmos a reprovação fazendo com que o aluno tenha de refazer todo o ciclo ou série, não, pois isso seria outro absurdo e voltar no tempo, mas ele poderia ser obrigado a refazer aquela matéria específica, enquanto avança no estudo das outras disciplinas, mais ou menos como acontece no ensino superior. Isso demanda mudanças no sistema e na prática escolar do ensino fundamental, mas é bem melhor do que aprovar automaticamente e empurrar para frente a escolarização deficiente.

A segunda sugestão é a implantação de aulas de reforço, como fazem alguns países do chamado primeiro mundo, ou países desenvolvidos. Se bem realizado é uma boa idéia, com a escola disponibilizando professores e horários para essas aulas. Contudo, convenhamos, isso deve ser excepcional, específico para os alunos que efetivamente não conseguem se desenvolver. E por que não conseguem se desenvolver? Não haverá problema no campo da didática, nos recursos utilizados?

A terceira sugestão é a efetivação do horário integral, antigo ideal. Sempre aplaudimos e lutamos pelo horário integral, desde que ele signifique educação integral, com o funcionamento pleno de biblioteca, quadra de esportes, laboratórios e outros equipamentos pedagógicos, propiciando ao aluno atividades e espaços para seu desenvolvimento. E mais: os professores devem receber remuneração digna e apoio em capacitação contínua e material pedagógico para bem trabalharem.

Em resumo: as sugestões são boas, entretanto requerem transformações que não podem ser executadas da noite para o dia, e dependem inicialmente de uma mudança de mentalidade, tanto da gestão, quanto dos professores e pais.

Em tempo: por que ninguém ainda sugeriu uma revisão filosófico-curricular do ensino, com a implantação de um trabalho pedagógico que vise a afetividade do educando?

Pensemos nisso!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Todo Problema Tem Solução

É fato comum encontrarmos pessoas em desespero diante de um problema, seja ele determinado por qualquer causa, considerando estar num beco sem saída, e deixando-se ou chantagear, ou entrar em depressão, ou fugir do problema através das portas do suicídio. Nenhuma dessas portas é solução. Ceder a uma chantagem para esconder das pessoas o que estamos enfrentando, é complicar a situação e recorrer à mentira, que sempre tem perna curta. Entrar em depressão é dar mostras de fraqueza moral, bloqueando a força de vontade. E o suicídio é covardia, largando o problema sobre os outros, principalmente amigos e familiares.

Todo problema traz em si mesmo a solução. O que devemos fazer é manter a calma e a serenidade, procurando responder perguntas básicas: Diante desse problema, o que posso fazer? Quais são as alternativas, e qual a melhor? Com quem posso contar para me auxiliar? E, claro, sempre manter diálogo e procurar bater nas portas que poderão se abrir em auxílio.

Diante de um problema a precipitação é má conselheira. E não adianta gritar, arrancar os cabelos, maldizer a Deus e a todos, e nem viajar para esquecê-lo, porque o problema nos acompanhará, estará na nossa consciência, nos nossos pensamentos. O melhor é procurar uma solução e realizar todos os esforços possíveis para colocá-la em prática.

E não ser teimoso, não ficar lutando inutilmente por uma idéia fixa, por um projeto que se tornou impossível, e menos ainda ficar remoendo mágoas e frustrações, que nada resolvem, e tudo complicam.

Diante de um problema, seja qual for seu tamanho e sua natureza, lembre-se que o dia de amanhã existirá, e que um dia é nova oportunidade para realizações.

Seja a falência financeira, seja o fim de uma convivência afetiva, seja lá o que for, a vida continua e ela nos oferta mil oportunidades de renovação, desde que queiramos nos renovar e mudar de caminho, refazendo a existência, sempre procurando a auto-realização e a felicidade.

Olhe a vida com otimismo. Encare os problemas como aprendizados. Esteja sempre de prontidão para novos desafios, e você verá que tudo passa, e que aquele problema que ontem era tão grande e difícil, hoje é apenas lembrança de um momento que passou na nossa história.

Pensemos nisso!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Segurança Noturna

Minha mãe, que já ultrapassou a casa dos 80 anos de idade, mantendo-se lúcida e ativa, e sem cabelos brancos, conta-me histórias de como era a vida entre as décadas de 1930 e 1960, onde passou sua infância até a madureza, com lances bonitos e outras vezes tristes, e dessas histórias lembro do guarda-noturno, que trabalhava das dez da noite até as seis da manhã cuidando de um quarteirão, munido de cacetete e apito. De hora em hora ele apitava para informar que tudo estava bem, e as pessoas dormiam tranquilas, sabendo que estavam protegidas.

Hoje, na cidade do Rio de Janeiro, encontrar um policial à noite é uma aventura, pois a Guarda Municipal encerra o expediente às 18 horas, e a Polícia Militar recolhe-se ao quartel, mantendo apenas viaturas circulando.

O gigantismo da cidade impede que implantemos um guarda por quarteirão, mas é preciso melhorar a atuação da Guarda Municipal, que deve estar presente, 24 horas, nas ruas, praças, jardins, escolas, combatendo pequenos delitos, atuando na ordem urbana e cooperando com as polícias civil, militar e federal, numa ação integrada de segurança pública.

É urgente aumentar o efetivo da Guarda Municipal, dando formação continuada a seus membros, capacitando-os também nas áreas social e emocional, como cidadãos que devem ser a bem da população. E nada de armas, apenas cacetete e spray de pimenta, ou algum outro instrumento paralisante, mas não doloso. Chega de violência, queremos uma Guarda Municipal colaborativa, atuante, em que possamos confiar.

O Rio de Janeiro, com a partida do sol e a chegada das estrelas no céu noturno, está entregue pelas autoridades ao abandono da segurança pública, como se os bandidos utilizassem a noite para dormir, o que não é verdade.

Que o próximo prefeito reveja as finalidades e ações da Guarda Municipal, para que os moradores da Cidade Maravilhosa possam viver com menos sobressalto e mais paz.

Pensemos nisso!

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Conflitos

Segundo pesquisa realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), atualmente o mundo assiste a 40 guerras, a maioria conflitos armados internos conhecidos como guerra civil, e outros na nomenclatura de guerra externa envolvendo dois ou mais países. Por que acontecem tantos conflitos armados? Por que somamos anualmente milhares de vítimas?

As causas dos conflitos são numerosas: diferenças étnicas, ódio religioso, interesses econômicos, divisões políticas, contudo a base é uma só: egoísmo. Apesar do avanço científico e tecnológico assombroso, o homem continua egoísta e visando um viver imediato que lhe dê máximo de prazer e poder. Os progressos sociais, culturais e científicos empurraram o homem para o materialismo, afastando-o da ética, da solidariedade e de um viver mais humano.

É certo que as guerras comovem e provocam clamor pela concórdia e paz, mas os governos querem bons resultados econômicos, e é bom alimentar a guerra, geradora de muitos milhões de lucros para poderosos grupos econômicos, tanto que as conferências internacionais ou os encontros governamentais não oferecem resultado prático, nem mudam o cenário mundial dos conflitos armados.

Falta amor no coração do homem. Falta respeito ao semelhante no viver com o outro.

Os conflitos podem ser solucionados se o quisermos. É preciso boa vontade, menos discurso e mais ações pela paz, pela harmonia nos relacionamentos. Para isso deve o homem ter um olhar mais profundo sobre a vida, deve espiritualizar seus valores.

Tudo que é material passa. Tudo que é espiritual é permanente.

A guerra provoca muita violência, muito ódio e transtornos sociais graves que perduram por muito tempo.

A paz provoca muita solidariedade, muita harmonia e conquistas sociais perenes.

O que é melhor, a guerra ou a paz? Temos toda certeza que a paz é muito melhor. E o que você está fazendo para diminuir os conflitos e gerar paz em seu ambiente doméstico, com seus vizinhos, com seus colegas de trabalho, enfim, com todos aqueles que têm o mesmo direito de bem viver?

Pensemos nisso!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Prioridade de Governo

Qual é a prioridade que deve caracterizar o trabalho do próximo prefeito eleito? Essa pergunta está presente em pesquisas feitas pela mídia, e a população tem indicado três prioridades: saúde, educação e saneamento básico, nessa ordem de importância. São, sem dúvida, áreas de alta importância e que merecem o foco prioritário dos próximos governantes municipais, mas prefiro outro primeiro colocado: educação.

Essa preferência, explico, é porque a educação é a base de toda e qualquer ação humana, de todo e qualquer valor que o homem possua com relação a si e aos outros. Mas entendo que educação não é sinônimo de mais escolas, mais professores, mais ensino. Educação é formação do ser, é desenvolvimento do seu senso moral, é trabalhar a consciência para a compreensão e prática da regra de ouro que devemos fazer aos outros somente o que gostaríamos que os outros nos fizessem.

Criança educada nem sempre é aquela que completa sua escolaridade. Escolarização não é sinônimo de educação. Tem muito bandido escolarizado, agora, educado...

Os governantes, e não apenas municipais, mas de todas as esferas governamentais, precisam entender a educação muito além de verbas, estatísticas, prédios escolares, avaliações. Claro que devemos colocar toda criança e todo jovem na escola, assegurando ensino de qualidade, permitindo que ele construa saberes e habilidades, mas isso não basta, pois diploma algum pode espelhar o caráter da pessoa.

Criança educada é aquela que não pensa somente em si, mas no coletivo. É aquela que prioriza o bem estar social. É ética, ecológica, responsável e afetiva, porque não podemos teorizar sobre valores e virtudes sem a correspondente objetivação nas atitudes e comportamentos.

Tanto o sistema público de ensino quanto o particular podem, e devem, trabalhar a educação do ser, e não simplesmente a instrução, e temos muitas escolas espalhadas por este Brasil com ótimos projetos pedagógicos, onde a humanização do ensino faz a diferença.

A saúde, o saneamento público, o transporte, a segurança, etc, serão bem tratadas quando tivermos indivíduos bem educados, que não mais se corromperão, travando os desvios de verbas, as irresponsabilidades, os descasos e tantos outros males que ainda assolam o viver humano.

Portanto, a educação deve ser a prioridade de governo, tanto que lá na Antiga Grécia já se falava: "educai as crianças e não precisareis punir os homens". Não coloco o nome do autor da frase, porque mais importante do que discutir autoria e significado filosófico, é entender que a educação é tudo.

Pensemos nisso!

Vídeo - O Jovem e a Dinâmica Educacional

O vídeo sobre educação espírita O Jovem e a Dinâmica Educacional aborda a importância da participação do jovem no processo ensino-aprendizag...