terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Vídeo - Fora da educação não há salvação


Neste vídeo da série Educação Espírita, trazemos o tema Fora da Educação Não Há Salvação, com profundas reflexões tendo por base a Doutrina Espírita.

Toda terça-feira, às 09 horas, publicamos no YouTube um novo vídeo sobre educação. Acompanhe!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Podcast - Fé e coragem


Está no ar o episódio #0149 do podcast Análise & Crítica, trazendo desta vez o tema Fé e Coragem.

Assista em:

Toda segunda-feira, no Spotify, publicamos um novo episódio.

Esperança renovada


Marcus De Mario

Ao findar de mais um ano, sentimos que nossa esperança de um mundo melhor, de uma humanidade moralmente transformada, está renovada, e que todos os esforços realizados são quais sementes lançadas ao solo dos corações e das mentes, e que se não puderam germinar de imediato, haverão de germinar no futuro, porque tudo fizemos em Cristo, procurando seguir as lições extraídas do Evangelho, como muito bem revividas pela Doutrina Espírita. Se não pudemos conseguir sucessos maiores, isso se deve à nossa fraqueza moral, o que nunca nos impediu de continuar o trabalho, pois sabemos que é na labuta, na perseverança, que haveremos de conseguir superar as imperfeições, transformando-as em perfeições.

Devemos seguir, intimoratos, com o Cristo, pois Ele é a luz do mundo, nosso guia e modelo, e nós somos a luz do mundo, e quem é luz não se deixa espancar pela treva; quem é do bem não se deixa vencer pelo mal.

De há muito tempo lutamos pela educação moral, conforme o entendimento do Espiritismo, e não foi diferente neste ano, e não será diferente no próximo, mesmo diante da incompreensão e da indiferença e, às vezes, mesmo diante da maledicência e da calúnia, pois isso ainda faz parte deste mundo de expiações e provas, onde o egoísmo e o orgulho encontram terreno fértil, e, por isso mesmo, nos faz mais dedicar a esse bom combate, seja aqui pelo blog, seja pelas redes sociais, seja pelo YouTube, assim como também em palestras e seminários presenciais, enquanto Deus assim o permitir.

O ano de 2025, entre outras boas notícias, nos deu a continuidade da edição e distribuição da Revista Educação Espírita, e do lançamento da série de vídeos Evangelho e Vida nas redes sociais. Nos dois projetos contamos com a valiosa contribuição voluntária de amigos e amigas espíritas que vislumbraram a importância dos mesmos, permitindo assim o sucesso das duas inciativas. Podemos não ter milhares de assinantes na revista, nem milhões de seguidores nas redes sociais, mas que importa isso, se estamos, como formigas que não param de trabalhar, espalhando a mensagem da alma imortal e da educação do espírito?

E antes que alguém comece a fazer contas, esclarecemos que a revista é distribuída gratuitamente, então quando nos referimos aos seus assinantes, estamos fazendo referência às pessoas que se cadastram para receber bimestralmente o exemplar gratuito da REE. E quanto ao Evangelho e Vida, a publicação dos vídeos no Facebook, Instagram, TikTok e YouTube é feita sem monetização, sem nenhum retorno financeiro.

Move-nos apenas a dedicação na divulgação do Espiritismo e do Evangelho, sempre com um olhar voltado para o futuro, na certeza que os frutos vão amadurecendo aqui e ali, hoje e amanhã, contribuindo para a finalidade maior da Doutrina Espírita, que é a transformação moral da humanidade.

Reconhecemos que muitos espíritas não compreendem o alcance e a necessidade da educação moral, muitas vezes confundindo-a com o ensino religioso, quando na verdade são totalmente distintos, motivo pelo qual não fazem, por exemplo, da evangelização infantojuvenil uma prioridade no Centro Espírita. Também reconhecemos que muitos educadores desdenham da educação moral, colocando todos os seus esforços apenas na instrução, na aquisição de conhecimentos, quando a escola deveria ser verdadeira instituição de educação integral de um ser que também é integral e que está em desenvolvimento.

Apesar de todos os obstáculos, seja na família, na escola, no centro espírita e outras organizações humanas, nunca perdemos a esperança, e são esses mesmos obstáculos que nos dão mais força para continuarmos, pois, como Allan Kardec proclama em O Livro dos Espíritos, em acordo com os Espíritos Superiores, é a educação moral que haverá de destruir o egoísmo, a grande chaga moral dos indivíduos e da sociedade.

Que no próximo ano que se aproxima, essa luta continue, pois não podemos admitir acomodação diante de tanto trabalho que vemos pela frente, rogando o amparo divino às nossas forças, para que nos mantenhamos fiéis a Jesus e aos ensinos da Espiritualidade Maior, e quando fracassarmos tombando em meio ao caminho, utilizemos a força do querer para o reerguimento, na certeza que o Mestre dos mestres estará com a mão estendida, com sua bondade, para nos ajudar a, novamente, nos colocarmos de pé e avançarmos pelo áspero caminho da redenção de nós mesmos.

Aos interessados na Revista Educação Espírita, o cadastro, gratuito, para recebê-la, é feito acessando o formulário em bit.ly/revista-educacao-espirita.

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Vídeo - A sala de aula e o espaço de convivência


Você sabe qual é a diferença entre uma sala de aula e um espaço de convivência e aprendizagem? Assista o vídeo da série Educação Espírita e você mergulhará num novo universo metodológico.

Lembre-se: toda terça-feira, às 09 horas, um novo vídeo é publicado.

Você acompanha em:

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Velório no centro espírita


Convidamos a você para leitura do meu artigo Velório no Centro Espírita, publicado na revista digital espírita O Consolador.

Trata-se de uma abordagem que esclarece que o Espiritismo não adota nenhum tipo de cerimônia, e que os centros espíritas devem se abster da realização de casamentos, batizados, velórios etc.

Leia o artigo em:

Podcast - Como o espiritismo entende Jesus


Assista ao episódio #0148 do podcast Análise & Crítica, com o tema Como o Espiritismo Entende Jesus.

Em época de Natal, nada melhor do compreender que o Espiritismo é também uma doutrina cristã, e o quanto valoriza Jesus.

O podcast está disponível no Spotify:

Ritmo de aprendizagem


Marcus De Mario

Cada criança é uma individualidade única, com sua personalidade, seu jeito de ser, suas capacidades, suas habilidades, suas dificuldades e o seu ritmo de aprendizagem, por isso dar a mesma educação, do mesmo jeito, para todas, é improdutivo. Na escola, todo professor sabe que cada aluno aprende de um jeito diferente do outro; na família, toda mãe sabe que cada filho tem a sua personalidade, que irmãos não são pessoas iguais. Entretanto, apesar dessa constatação, professores e pais insistem em querer fazer tudo igual para todos. Na escola reúnem os alunos da mesma faixa etária no mesmo ambiente, insistindo em dar a mesma aula para todos, apesar de ser mais do que sabido que idade nada quer dizer quanto a personalidades e ritmos de aprendizagem, que são individuais; na família, insistem os pais em dar a mesma educação para todos os filhos, ignorando as diferenças patentes entre eles, assim amargando vários problemas. Por que insistimos num modelo educacional fadado ao fracasso?

Essa questão fica mais evidente quando levamos em consideração que a criança é um espírito reencarnado, portanto com a sua própria história evolutiva, tendo passado por outras existências corporais, trazendo consigo uma bagagem particular de experiências e aprendizados, além de um planejamento reencarnatório que lhe diz respeito, embora seja um ser de relação e esteja realizando laços com os outros. Em outras palavras: embora sempre vivendo em sociedade, sempre interagindo com os outros, é uma individualidade que pensa e sente, que realiza seu autoaperfeiçoamento, não se confundindo com os outros espíritos.

Cada espírito, e, portanto, cada criança, tem seu ritmo; ninguém aprende do mesmo jeito que o outro, nem faz as coisas do mesmo jeito que o outro: cada um tem seu tempo, sua velocidade, seu querer. Os estímulos que oferecemos aos educandos podem ser os mesmos, mas cada um reagirá do seu modo próprio, pois a motivação é íntima, e o que toca profundamente um, pode ser indiferente para outro. Por esses motivos entendemos que a educação é um processo individualizado feito no coletivo, onde o educador deve procurar observar e atender as particularidades de cada educando, evitando uma massificação que será sempre prejudicial ao bom desenvolvimento cognitivo e educacional daqueles que estão na sua dependência, seja na escola ou na família.

Levar em conta as diferenças individuais no ritmo de aprendizagem é essencial na educação, por isso que fazer com que os educandos trabalhem em grupos de pesquisa, convivência e aprendizagem é mais produtivo, além de realizar rodas de conversa e fazer avaliações individuais de progresso, proporcionando às crianças que se desenvolvam mais naturalmente, sendo atendidas nas suas particularidades, ao invés de ficarem perdidas na massa. Elas fazem parte do conjunto, mas nunca perdem a sua individualidade, que precisa ser respeitada.

Quando os pais reclamam que seu filho não está conseguindo acompanhar as aulas – e aula deveria ser eliminada do discurso e da prática educativas –, estão enunciando a verdade da diferença existente de ritmo de aprendizagem entre os alunos, o que deve chamar a atenção dos professores que, por seu turno, devem modificar a metodologia de ensino, pois trabalham com consciências autônomas, que não podem ser atropeladas por um ensino que desconsidera as diferenças individuais.

Assim como os filhos não são iguais, e qual é o pai e a mãe que não sabe disso, os alunos também não são iguais, e os professores sabem disso. Por que então insistir numa educação que sistematicamente desrespeita os indivíduos, que não permite que eles pensem e sintam, impondo um ensino massificante, igual para todos?

Como lembramos neste texto a realidade do espírito reencarnado, tudo o que até aqui dissemos deve ser aplicado no trabalho educacional da chamada evangelização infantojuvenil promovida nos centros espíritas. O Espiritismo é em sua essência doutrina de educação, então sua aplicação deve ser dinâmica, criativa, humanizada, permitindo que o espírito realize por si mesmo sua moralização e espiritualização, o que não se conseguirá se ficarmos repetindo o modelo obsoleto e improdutivo da chamada escola tradicional.

Não esqueçamos: cada criança – espírito reencarnado – tem seu ritmo de aprendizagem. Deixar isso de lado é desrespeitar essa consciência, desvirtuando a educação da sua finalidade, assim gerando males incontáveis, tanto individuais quanto coletivos, como temos assistido nos últimos tempos.

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Vídeo - O amor, essência da educação


Assista o vídeo O Amor, Essência da Educação, episódio da série Educação Espírita, que o canal Orientação Espírita publica toda terça-feira, às 09 horas.

Nele você vai compreender o que é o amor e sua aplicação na educação das novas gerações.

Acesse o canal em

 

Podcast - Existe esperança?


O podcast Análise & Crítica traz esta semana uma reflexão importante: Existe Esperança?

Assista o episódio em:

Toda semana, na segunda-feira pela manhã, um novo podcast está disponível para você.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

As telas digitais e a educação


Marcus De Mario

Há uma onda crescente de pressão sobre as autoridades e legisladores públicos, pela implementação de leis regulatórias sobre o uso do celular e das redes sociais, sendo muitas pessoas adeptas do estabelecimento de algum tipo de proibição. É assim que temos assistido a proibição do uso do celular na escola; a proibição do uso das redes sociais antes dos dezesseis anos de idade, e assim por diante, por força de lei aprovada pelo legislativo e sancionada pelo governo de vários países. Em nosso entendimento, temos que é necessário, em nosso estado atual de progresso espiritual, a criação de leis regulatórias sobre o mundo digital e online, pois nem sempre sabemos utilizar a tecnologia para promover o bem, muitas vezes adentrando a sérios problemas de saúde mental, como nos advertem os especialistas.

Isso constatado, façamos uma importante pergunta: proibir, por lei, é a solução? Temos muitas proibições, sobre as mais diversas questões, em nossas leis, mas isso nunca impediu as pessoas de burlarem essas leis e, mesmo correndo o risco de serem presas e punidas, quantas vezes dão continuidade ao desdenho da lei, sem se importar com as consequências? Não ocorrerá o mesmo com relação ao uso do celular e das redes sociais por parte das crianças e dos adolescentes?

Se a criança e o adolescente não podem mais utilizar o celular na escola, o que farão com o mesmo depois do período escolar? Quem haverá de vigiá-las? Deveriam os pais e os avós serem os encarregados dessa vigilância, mas estão preparados para isso? Terão a boa vontade de exercer esse controle? Essas mesmas perguntas podemos dirigir à questão do uso das redes sociais proibido para até determinada idade, pois aqui temos o papel educativo da família, que não está sendo levado em conta nessa discussão.

Passei meus tempos escolares no hoje ensino fundamental, no período da ditadura militar, e muitas coisas eram-nos proibidas, e os inspetores da escola pública onde estudei viviam exercendo forte vigilância sobre os alunos. Nem por isso obedecíamos, pelo contrário, demos muito trabalho aos inspetores, professores e à diretoria, alguns mais, outros menos, mas vez ou outra estávamos procurando meios de burlar esta e aquela regra, e quantas vezes conseguimos! Isso acontecia porque a simples proibição não nos satisfazia, pois não tínhamos a compreensão dos porquês, e quando não concordávamos, afinal éramos adolescentes querendo viver a vida, simplesmente ignorávamos as regras e proibições. Não acontecerá o mesmo com relação à proibição sobre os celulares e as redes sociais? A tecnologia é outra, os tempos são outros, mas a questão é a mesma.

Proibir não é educar. É mais fácil proibir do que educar, mas a simples proibição, mesmo sendo lei, não tem força educativa, não conscientiza, motivo pelo qual o ser humano acaba dando um jeito de não obedecê-la.

A solução passa pela educação, queiramos ou não, e precisamos entender com urgência esse enunciado, sob pena de continuarmos a assistir o celular e as redes sociais serem mal utilizados, quando deveriam propiciar meios de instrução e realizações no bem. Mas o problema não é o celular, como também não são as redes sociais. O problema é o ser humano, que, com seu egoísmo e orgulho, desvirtua a tecnologia, utilizando-a para o mal.

Nossa educação, quer na família quanto nas instituições escolares de todos os níveis, está atrelada à aquisição de conhecimentos e à formação profissionalizante, deixando de lado a formação do caráter e o desenvolvimento dos valores humanos. Estamos recebendo na sociedade gerações despreparadas para vivenciar a ética, a empatia, a resiliência, a humanização. Os seres humanos saem da infância e da adolescência indiferentes e insensíveis para com os outros, não sabendo pensar no bem para todos. Vivem um dia após o outro, sendo o futuro o mais imediato possível, esquecidos do seu potencial espiritual.

É triste essa constatação, mas é verdadeira.

Somente a educação, que entendemos com a Doutrina Espírita ser a educação moral do Espírito reencarnado, poderá transformar gradativamente esse quadro de verdadeira insanidade que está acometendo a sociedade humana nos dias atuais.

Se proibir fosse solução, estaríamos solucionados há muito tempo com relação a muitas coisas, por isso afirmamos que os problemas vividos pelas crianças e pelos adolescentes com o celular e as redes sociais, o que engloba a família, somente terá efetiva solução se, no lugar de proibir, tivermos a paciência e a perseverança de educar.

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Vídeo - Por uma evangelização diferente


Na série Educação Espírita abordamos no episódio 090 o tema Por Uma Evangelização Diferente, falando da sua finalidade e da sua metodologia através dos princípios da doutrina espírita e da moderna pedagogia.

Acompanhe a série toda terça-feira, às 09 horas, com um novo vídeo publicado:

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Prece - Para resistir a uma tentação


Nos momentos difíceis em que temos que tomar uma decisão, a Coletânea de Preces Espíritas nos oferta a Prece para Resistir a Uma Tentação.

Ouça em:

Podcast - Uma mensagem de esperança


Está no ar o episódio 0146 do podcast Análise & Crítica, com o tema Uma Mensagem de Esperança, trazendo esclarecimento e consolo através da doutrina espírita.

Acompanhe o podcast no Spotify.

Toda segunda-feira, pela manhã, você tem um novo episódio disponível.

Ouça Uma Mensagem de Esperança em:

Os robôs sociais e os seres humanos


Marcus De Mario

O avanço tecnológico através da ciência é uma realidade presente na vida atual, trazendo-nos novidades inúmeras que, bem utilizadas, não apenas atestam o progresso, mas se tornam ferramentas úteis e valiosas, como é o caso da robótica, desenvolvendo os mais variados robôs para as mais diversas tarefas, assim facilitando nosso dia a dia, seja em termos domésticos, seja em termos industriais, assim como em outras áreas. Agora estamos diante do surgimento dos chamados robôs sociais, que muito se assemelham aos seres humanos, quer na aparência, quer na inteligência e, inclusive, no emocional, pois são muito bem programados para imitar o homem e a mulher. Entretanto, por mais se nos assemelhem, por mais perfeita seja a inteligência artificial que os programe, são robôs, são máquinas, não são seres humanos. Não pensam por si próprios, e sim através de uma programação; não sentem por si mesmos, mas através de programas que os fazem imitar o ser humano. Somente o ser humano, por ser um Espírito criado por Deus, pode pensar, sentir, criar e agir por conta própria, assumindo as consequências de suas escolhas e ações.


Um robô pode ser aperfeiçoado pela tecnologia humana, mas somente o Espírito pode jornadear até a perfeição com o seu querer, sua vontade. Um robô pode ser uma maravilha tecnológica, mas somente o Espírito é uma maravilha divina. O robô é finito, pois é matéria; o Espírito vive por toda a eternidade, pois é imortal.

Como seres criados por Deus, somos impulsionados para a socialização, para o relacionamento com os outros seres humanos e com a natureza. O robô está limitado à sua programação, podendo ser ligado e desligado a qualquer momento, e quando se torna obsoleto, ultrapassado por novas tecnologias, é descartado, enquanto o ser humano, alma vivente por toda a eternidade, sempre se aperfeiçoa, sempre alcança planos mais elevados da vida.

Isto compreendido, assistimos cientistas e empreendedores anunciando que os robôs sociais, perfeitos símiles dos seres humanos, haverão de preencher o vazio existencial que muitas pessoas carregam. Já fazemos isso colocando em nosso viver algumas espécies de animais, ou substituindo a relação com o outro, pela relação com objetos. São verdadeiros misantropos, pessoas com aversão às outras pessoas, preferindo conviver com animais, plantas, objetos e robôs, até porque estes não lhes importunam, são bem mais fáceis de controle, ou então preferem a solidão, retirando-se do mundo, evitando a convivência, estabelecendo-se em locais mais isolados.

Pobres seres humanos que ainda não compreenderam o significado da reencarnação, oportunidade que Deus nos concede para continuarmos os esforços pelo nosso progresso moral e intelectual, visando mais rapidamente alcançar a perfeição. E isso somente pode ser feito na convivência com os outros, na troca de saberes e experiências, substituindo paulatinamente o mal pelo bem, na compreensão e vivência do Evangelho, dos ensinos morais trazidos pelo messias divino, fazendo-se nosso guia e modelo.

O avanço tecnológico é tão acentuado que não temos dúvida que um robô possa imitar com tal destreza um ser humano, que até mesmo o confundiremos com um de nossa espécie, mas apesar disso, nunca um robô deixará de ser um robô, e não adianta fugir de nós mesmos e dos outros, pois a morte nos levará de volta ao mundo espiritual, onde teremos que enfrentar o que teimamos em deixar de lado nesta existência, ou seja, enfrentar a nós mesmos e nossas dificuldades de relacionamento.

Pode-se afirmar que um robô social será um suporte emocional, não um substituo da relação com outro ser humano, mas isso pode criar uma dependência nociva, e teremos outro aspecto dos transtornos emocionais e mentais a preencher os consultórios terapêuticos.

É o amor que rege todo o universo, e amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, é a regra a ser aprendida e vivida, por isso Jesus proclamou em alto e bom som: amai-vos uns aos outros!

Pesquisas mostram que estudantes que tiveram os professores substituídos por programas de inteligência artificial e grande aparato tecnológico, tem muito mais dificuldade de apreender os conteúdos estudados. Podem memorizá-los com mais facilidade, mas não os incorporam na mesma medida ao seu patrimônio intelectual e emocional, pois se ressentem da falta do contato humano, da convivência com os outros.

Não nos iludamos: nenhuma tecnologia, por mais avançada, pode substituir o que Deus criou, e fomos feitos para muito nos amarmos, o que não conseguiremos aprender e viver substituindo-nos por robôs, mas apenas interagindo com outros seres humanos, aqui, nesta existência, e na vida futura que nos aguarda
.

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Vídeo - Pais que deseducam


Pais Que Deseducam é o vídeo que ofertamos a você na série Educação Espírita, trazendo reflexões sobre atitudes e comportamentos dos pais que fornecem uma educação equivocada aos filhos.

Toda terça-feira, às 09 horas, publicamos um novo vídeo dessa série no canal Orientação Espírita:

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Podcast - O que é educação


Está no ar o episódio #0145 do podcast Análise & Crítica.

O tema, para pais e professores, é O Que é Educação.

Ouça em:

E acompanhe o podcast toda segunda-feira pela manhã.

Aprovação automática


Marcus De Mario

A aprovação automática na escola, sob disfarce de nomes técnicos, é utilizada por diversas secretarias de educação, e podemos afirmar que esse mesmo sistema é adotado por inúmeras famílias, no tocante à aprovação moral dos filhos, embora gritantes falhas se evidenciem no comportamento e nos valores demonstrados pelas crianças e pelos jovens. No sistema escolar a aprovação automática permite a progressão do aluno de ano em ano, mesmo não estando aprovado nesta ou naquela disciplina curricular, com o beneplácito de fazer a recuperação no próximo ciclo de estudos e, no último ciclo, realizar algumas provas de recuperação, fechando assim seus estudos formais e obtendo o diploma de conclusão do curso. Se está efetivamente apto ou não, isso não é discutido. O mesmo ocorre com relação à educação moral na família, quando os pais, mesmo diante de péssimos comportamentos dos filhos, sempre os desculpam, ou acreditam que se trata de fase passageira que, com o crescimento, haverá mudança, o que nem sempre ocorre, e assim, a criança torna-se um jovem desrespeitoso para com os outros, muitas vezes insensível e indiferente, deixando-se levar pelo egoísmo, pelas paixões e pelos vícios. Se está apto ou não para bem viver na sociedade, isso não é discutido.

Temos assistido e convivido com os males do relaxamento dos laços familiares e da formação do caráter. A frouxidão no desenvolvimento do senso moral tem mantido a sociedade às voltas com inúmeros problemas, onde o egoísmo, o orgulho, a violência, a criminalidade e os vícios de toda ordem superam em muito a caridade, a humildade, a não violência, a bondade e as virtudes. Infelizmente, apesar das dores e sofrimentos, continuamos a relegar a segundo plano a educação moral.

Hoje, em que a comunicação se faz instantânea e atinge milhões de pessoas com uma velocidade espantosa, temos visto muitas pessoas, usando as novas ferramentas tecnológicas, fazerem fortuna e ficarem famosas em breve tempo, tornando-se influenciadoras das outras, mas sem medirem as consequências das suas opiniões postadas em fotos, mensagens e vídeos nas redes sociais. O que vale é o número de likes (curtidas) e a monetização daí decorrente, mesmo que as postagens estejam repletas de valores equivocados e, mesmo, mentiras, pois quanto mais fofoca, mais gente para assistir e compartilhar. Isso revela o quanto estamos moralmente muito aquém de uma pretensa superioridade espiritual, pois nos comprazemos com um festival de baixezas morais sem limites, revelando que, de fato, merecemos estar num planeta de expiações e provas.

Entretanto, apesar desse quadro individual e social contristador, não somos abandonados pela misericórdia divina, que providencia a reencarnação de Espíritos mais elevados, mais purificados que, espalhados pelo mundo, de tempos em tempos nos trazem ensinos e exemplos que nos levam a procurar um certo equilíbrio entre as paixões e as virtudes, entre o materialismo e o espiritualismo, assim impulsionando a lei de progresso, mesmo diante de nossa indolência.

Esse impulso seria muito maior se, em família, cumpríssemos a missão de educar moralmente as novas gerações. O fracasso em que muitos lares se encontram decorre do não cumprimento da missão sagrada de educar que compete prioritariamente aos pais, hoje estendida também aos avós.

Quando não corrigimos as más tendências de caráter que o Espírito está apresentando, ao mesmo tempo em que não propiciamos o desenvolvimento das virtudes que nele se encontram em germe, não devemos nos espantar com a desorganização social que vivemos, pois a corrupção, o escândalo, a criminalidade, a dependência das drogas, a guerra, o preconceito e tantas outras coisas que nos atingem e fazem do viver uma excursão difícil por terreno perigoso, decorrem do descuido em que situamos a educação moral.

Não há como ter um encontro com a paz e a felicidade se carregamos a consciência desviada do “amai-vos uns aos outros”, preceito profundo apresentado e exemplificado por Jesus, que, sendo o Espírito mais perfeito que aqui já esteve, é a quem devemos seguir, colocando em prática tudo o que ele nos ensinou, inclusive o anúncio que somos imortais, informação essa revivida e explicada pelo Espiritismo.

O sistema de aprovação automática, tanto na escola quanto na família, é um desserviço ao progresso humano, tanto em termos intelectuais quanto morais, e é urgente reformarmos esse entendimento se, de fato, queremos viver melhor no mundo, e retornarmos bem melhores ao mundo espiritual, evitando assim perder tempo precioso na jornada que estamos fazendo rumo à perfeição para a qual Deus nos destina.

Por isso, podemos proclamar em alto e bom som: eduquemo-nos moralmente para melhor educar moralmente os que estão na nossa dependência, cumprindo assim essa missão que nos foi confiada junto às crianças e aos jovens.

terça-feira, 25 de novembro de 2025

Vídeo - Por Uma Outra Educação


Assista o vídeo Por Uma Outra Educação, da série Educação Espírita, e reflita sobre o que devemos fazer para a melhor qualidade do processo educacional, na família e na escola.

Toda terça-feira, às 09 horas, você tem um encontro com a educação espírita:

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Podcast - A Qualificação do Evangelizador


Está disponível o episódio #0144 do podcast Análise & Crítica, trazendo o tema A Qualificação do Evangelizador.

Ouça em:

E acompanhe o podcast no Spotify.

A Missão da Família


Marcus De Mario

Com cinco anos de idade o menino, depois de uma repreensão da avó, lhe disse enfático e com autoridade: “Você tem que respeitar minha vontade!”. A avó, mostrando tranquilidade, retrucou: “Mas acontece que você é uma criança, não sabe tudo, e nem todas as suas vontades podem ser satisfeitas”. Ao que o menino contrapôs: “Mas a mamãe disse que os outros não mandam em mim”. Essa cena, muito mais comum do que podemos supor, mostra com todas as letras a deseducação que muitos pais estão dando aos filhos, ensinando-os a não respeitar o direito dos outros, priorizando sempre o seu querer, ou seja, é a aplicação de um processo educacional que os torna egoístas, individualistas e indiferentes.

Outra cena bastante comum é dar aos filhos em tenra idade total autonomia, fazendo-lhes as vontades, chegando mesmo os infantes a dar ordens aos pais, a fazer prevalecer o que eles querem, mesmo que isso não seja o ideal nem para eles, nem para os demais familiares. “O que você quer comer?”, “onde você quer sentar?”, “qual filme ou desenho você quer assistir?”, demonstram que os pais se colocam na dependência dos filhos. Seja por ignorância, seja por fraqueza, muitos pais estão promovendo futuros títeres, adultos insensíveis que não pensarão duas vezes antes de atropelar alguém, se isso significar manter ou conquistar algum privilégio.

É de tal ordem o desleixo com a educação moral, a formação do caráter, o desenvolvimento das virtudes, o combate às más tendências e a criação de bons hábitos, que a hipocrisia virou moda, mantendo a corrupção, a violência, a injustiça, de geração em geração, dando a impressão que a humanidade não tem mais jeito, está totalmente perdida. Será que essa impressão é correta? Será que não há como transformar essa situação?


O Espiritismo afirma que essa situação é transitória, e que há um remédio infalível para combater na raiz as causas desses males: a educação moral. Urge, antes, detectarmos e colocarmos à mostra as causas que engendram todos os vícios e descalabros humanos. Essas causas são o egoísmo e o orgulho, que uma educação materialista e utilitarista excitam, ao invés de combatê-las; que uma educação meramente cognitiva, de memorização de conhecimentos, rega generosamente, como se regam as plantas. Mas que adianta regar a planta e adubar o solo onde ela cresce, se não trabalhamos para evitar que seu tronco se desvie, que suas folhas sejam infestadas por fungos, e que seus frutos sejam contaminados por pragas? Assim também é com a educação dos filhos.


As famílias, hoje, com as suas exceções, não educam. O que hoje mais vemos são famílias que mimam seus filhos. Essas famílias transferem a educação para a escola que, sobrecarregada e não existindo para substituir a família, por sua vez pede socorro, perdida que está entre currículos, avaliações, burocracias e tudo o mais que a engessa. Por mais amor tenham os professores à sua profissão e aos seus alunos, eles não existem para serem substitutos dos pais. Como seres humanos que são, tanto quanto os pais também o são, os professores possuem suas deficiências geradas por uma educação deficiente que receberam desde a infância, daí a existência de professores indiferentes, insensíveis, egoístas, tanto quanto temos pais indiferentes, insensíveis e egoístas.

Não é um círculo vicioso, a não ser que queiramos nos comprazer numa zona de conforto que privilegia o nosso bem estar e daquelas pessoas que fazem parte do nosso círculo íntimo. Mas essa situação tende sempre a se agravar e atingir, com o tempo, aqueles mesmos que se achavam acima de tudo e de todos. Então, o que fazer? Recompreender o papel da família na sociedade e sua missão educativa das novas gerações.

Na questão 208 de O Livro dos Espíritos temos o roteiro para a transformação da humanidade e o repensar do papel da família: O Espírito dos pais não exerce influência sobre o do filho, após o nascimento? Resposta: Exerce, e muito, pois como já dissemos, os Espíritos devem concorrer para o progresso recíproco. Pois bem: o Espírito dos pais tem a missão de desenvolver o dos filhos pela educação; isso é para eles uma tarefa. Se nela falharem, serão culpados.

Como vemos, é tarefa inadiável e intransferível dos pais a educação dos filhos. Tão importante é essa tarefa que, se não for cumprida, os pais respondem perante a lei divina. Para bom entendimento da resposta dada pelos Espíritos Superiores, temos que deixar claro que educar os filhos não se circunscreve apenas a matriculá-los na escola, a comprar o material escolar, a cobrar o dever de casa, a providenciar o uniforme e assim por diante. Se essas providências fazem parte do cotidiano dos pais para com os filhos, muito mais importante é dar bons exemplos, é corrigir maus hábitos, é sensibilizar o sentimento, o que, numa palavra, significa aplicar a educação moral junto à alma imortal dos que reencarnam, iniciando sua nova jornada existencial na Terra. Para bem educar os filhos, devem os pais primeiro se educarem.

A falta de educação que hoje assistimos por parte de crianças, adolescentes e jovens, provém da falta de educação moral dos pais, do verdadeiro desmanche do lar e da família que há décadas temos feito, levando os responsáveis a não darem cumprimento à tarefa divina que lhes foi delegada: educar! Corrigir esses desvios levará tempo, mas não é impossível.

Iniciemos, com urgência, a reeducação dos pais para que possam colocar em prática a educação moral dos filhos, ao mesmo tempo em que, nos esforços da chamada evangelização espírita, educamos moralmente as crianças para que, no futuro, sejam humildes, caridosas e íntegras. É a conjugação dessas ações que haverá, com o tempo, e decididamente, de transformar a humanidade para melhor.

terça-feira, 18 de novembro de 2025

Prece de Submissão e Resignação


Dando continuidade à Coletânea de Preces Espíritas, entregamos a você a Prece de Submissão e Resignação.

As preces estão publicadas no Spotify.

Ouça em

Vídeo - Quando a Vida Já Vai Tarde


Será que com a idade avançada não temos mais como nos educar? Será que com a velhice só temos que lamentar o tempo que já passou?

Essa é abordagem do vídeo Quando a Vida Já Vai Tarde, que convidamos você a assistir.

O vídeo faz parte da série Educação Espírita, toda terça-feira um novo episódio, sempre às 09 horas.

Acompanhe todos os vídeos em

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Podcast - A educação e o amor


Assista agora o episódio #0143 do podcast Análise & Crítica, trazendo o tema A Educação e o Amor, com base nos ensinos e práticas do educador Pestalozzi.

O episódio está disponível em

O podcast Análise & Crítica publica uma nova abordagem toda segunda-feira, pela manhã, através do Spotify.

Pestalozzi, Educador da Humanidade


Marcus De Mario

A educação dos nossos dias, em plena primeira metade do século XXI, não educa, essa é a constatação que fazemos quando vemos a massa de semianalfabetos saindo das escolas, de indivíduos que não sabem pensar por si mesmos; quando assistimos a violência predominar no ambiente escolar e social, e pedagogos e administradores invocarem a instalação de câmeras, revista de mochilas e policiais armados nas escolas, e vigilância nas redes sociais como solução, quando nada disso tem a ver com a educação. A solução dos graves problemas escolares e sociais não está nessas medidas paliativas que atingem momentaneamente apenas os efeitos. A solução está na educação moral e no amor pedagógico, que atingem as causas, como nos mostrou Pestalozzi (1746-1827). Está na hora dos educadores aceitarem essa constatação: que a educação não está educando, para tomarem coragem de realizar uma grande transformação, a começar pela filosofia que rege a educação, substituindo a visão biológica e materialista que hoje predomina, pela visão espiritualista do ser e da vida, com a alma imortal e integral, como vimos acontecer com o mestre suíço e proclama o Espiritismo, doutrina que possui visão transcendente sobre a cultura humana.
De que valem indivíduos repletos de diplomas, cheios de conhecimentos, se isso necessariamente não promove o bem para a sociedade? Se são indivíduos egoístas e imediatistas, sem senso moral e que não sabem pensar no bem para todos? Inteligências desprovidas de sentimento acenam com a guerra, com a injustiça social, com o preconceito, como vemos em todas as épocas da história humana, pois cresceram sem receber da família e da escola uma formação moral, sem terem suas más tendências combatidas, sem conhecer a empatia (saber colocar-se no lugar do outro, saber sentir o outro) e a ética do viver com os outros, o que os levaria para a honestidade, a fraternidade e a solidariedade. O que estamos aqui falando é o mesmo que Pestalozzi escreveu, ensinou e praticou. Não há novidade, mas resgate, que é urgente ser feito se queremos que o amanhã nos traga paz e felicidade.
Em educação temos que ter olhar voltado para o futuro, pois trata-se de formar as novas gerações, hoje crianças, mas amanhã adultos. O que farão quando estiveram à frente dos destinos da coletividade humana? Isso dependerá do que estão aprendendo, e não falamos aqui apenas de conhecimentos os mais diversos, de formação técnica e profissional, estamos nos referindo ao desenvolvimento do senso moral, à aquisição de bons hábitos, à correção das más tendências de caráter, a ter ideais superiores de vida. A educação deve voltar-se ao cognitivo e ao emocional, ao ser no mundo e transcendente a esse mesmo mundo, como alma ou espírito que preexiste ao nascimento e sobrevive à morte.


Quando Pestalozzi ergueu a bandeira da educação moral e integral, numa visão espiritualista que levava em conta a alma do educando, foi ridicularizado por uns, desdenhado por outros, anatematizado por muitos, incompreendido pelos próprios educadores, mas sua insistência, sua perseverança, fez com que vencesse todas as barreiras e legasse ao mundo uma proposta educacional profunda que, se tivesse sido implantada, teria feito a Humanidade tomar outro rumo, muito melhor, e não estaríamos às voltas, em pleno século XXI, com tantos problemas e até mesmo duvidando de um possível futuro melhor. Mas isso acontece porque insistimos em deturpar a educação, insistimos em não considerá-la prioridade, insistimos em olhar o ser humano com um ser finito que apenas nasce, vive e morre, levando geração após geração a manter o egoísmo, o orgulho e o materialismo, e os indivíduos que constituem essas gerações não conseguem, então, entender e muito menos praticar o bem, o amor, a caridade e viver apenas com o necessário, desapegando-se dos bens materiais passageiros que a traça consome e o pó retrata.

Há esperança no futuro para o ser humano e sua coletividade? Sim, sempre haverá esperança de dias melhores, de um amanhã mais ditoso, mas isso depende do que fizermos da educação, pois temos livre arbítrio para tomar decisões e nos movimentarmos para cá ou para lá, ou seja, somos os construtores de nós mesmos e, portanto, os construtores da sociedade atual e do porvir. Contudo, não estamos sozinhos, não estamos desamparados, não somos uma embarcação à deriva no mar revolto de uma tempestade. Há um comando maior, solícito, misericordioso, mas esquecido por nós, sobre o qual Pestalozzi edificou sua visão pedagógica: Deus!

Nesse imenso trabalho que temos pela frente para colocar a educação no seu devido lugar, não temos dúvida que resgatar Pestalozzi é essencial, assim como temos que colocar a alma imortal com seu potencial divino como lídimo alicerce do processo educacional, quebrando as barreiras da inércia dos que teimam em não enxergar a educação em sua plenitude, e dos que insistem em manipulá-la para agrado de si mesmos, dos seus interesses mesquinhos e de pequenos grupos manipuladores das consciências humanas.

Por tudo isso, reconhecemos que todas as nossas homenagens e palavras nunca serão suficientes para mostrar a grandiosidade desse espírito que, entre os séculos XVIII e XIX, mostrou à Humanidade o caminho que ela deveria percorrer para encontrar a paz e a felicidade, educando com todo o amor as crianças e os jovens, formando professores e, até o final de sua existência, entregando-se de corpo e alma para elevar a educação ao estado de ação prioritária do ser humano na Terra.

Observação: Esse texto foi extraído do capítulo 10 do livro Pestalozzi, Educador da Humanidade, de nossa autoria, e lançado pela Casa Editora O Clarim: www.oclarim.com.br

terça-feira, 11 de novembro de 2025

Vídeo - O Educando é Um Reencarnado


Da série Educação Espírita, aqui está o vídeo com o tema O Educando é Um Reencarnado, trazendo o conceito espírita sobre o ser humano, e as suas implicações pedagógicas.

Acompanhe a série toda terça-feira, às 09 horas, no YouTube:

terça-feira, 4 de novembro de 2025

Prece ao Escapar de Um Perigo


Da Coletânea de Preces Espíritas, publicada por Allan Kardec em O Evangelho Segundo o Espiritismo, trazemos o áudio da Prece ao Escapar de Um Perigo.

As preces estão sendo publicadas no Spotify.

Aqui está o áudio:

Vídeo - A Escola de Evangelização Espírita


Reflexões sobre o serviço de evangelização oferecido pelo centro espírita, fazem o conteúdo do novo vídeo da série Educação Espírita.

Lembrando que um novo vídeo é publicado toda terça-feira, às 09 horas, e você assiste no canal Orientação Espírita:

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Podcast - A Verdadeira Educação


Está no ar o episódio #0142 do podcast Análise & Crítica, trazendo o tema A Verdadeira Educação.

Nele abordo o que é, de fato, a educação, e as suas consequências positivas para a humanidade.

Assista o episódio em:

O podcast Análise & Crítica vai ao ar toda segunda-feira pela manhã, através do Spotify.

A Violência e a Educação


Marcus De Mario

Diante da violência que caracteriza nossa sociedade, insistem as autoridades públicas e os políticos em ações de segurança policial, às vezes mais violentas do que a própria ação da criminalidade organizada, como se essas ações fossem a solução para apaziguar a convivência social. Não resta dúvida que o crime e a corrupção devem ser combatidos, pois se assim não for feito o mal se sentirá à vontade para dominar a humanidade, mas como se faz esse combate é que deve ser questionado, principalmente quando vemos que as ações policiais e judiciárias atacam os efeitos, e não as causas. Como se diz popularmente, se continuarmos a enxugar gelo nada será resolvido. É preciso detectar as causas e combatê-las diretamente, se queremos lograr êxito na consolidação do bem para todos.

A verdade é que estamos egoístas e materialistas, num processo estimulado e mantido por uma educação falseada das novas gerações, onde ser corrupto e se deixar corromper é visto como fato normal, afinal isso sempre existiu, e qual seria o problema de procurar levar vantagem em tudo, diante de uma vida que precisa ser vivida antes que acabe? A ideia de uma única existência que termina com a morte lança a ética e a moral para um limbo filosófico, afinal primeiro preciso pensar em mim, e assim lutar pelos bens materiais, por me dar bem na vida, mesmo que isso mantenha a injustiça social, mesmo que prejudique os outros, mesmo porque o que tenho a ver com as outras pessoas que nem conheço? Que cada um lute pelo seu lugar ao sol. Esse é o pensamento individualista, egoísta e materialista que ainda caracteriza boa parte dos seres humanos.

Esse pensamento é mantido por uma educação que foi transferida para a escola, isso porque os pais precisam trabalhar, e, justificam, hoje em dia a família não tem como ficar ensinando os filhos, isso é problema da escola. Esta, por sua vez, substituiu a educação pela instrução, acreditando que fazer as crianças adquirirem conhecimentos é tudo na vida. O que vão fazer com esses conhecimentos é o que pouco importa, não é problema dos professores, que transferem essa responsabilidade para os pais, que por seu lado rebatem dizendo que não tem tempo, na sociedade moderna, para se preocupar com isso. Então a formação do caráter, o desenvolvimento dos valores humanos, a correção de maus hábitos, o direcionamento da inteligência para a promoção do bem, tudo isso fica perdido em meio ao tiroteio entre a família e a escola. Mas tudo isso é a essência da educação, é o que mais importa.

A solução não está na construção de mais escolas, nem no aumento das operações policiais que consideram que o criminoso não é um ser humano. A solução está no processo de educação moral, como muito bem demonstra o Espiritismo, a partir de uma nova visão sobre o homem e a vida, que é a visão imortalista e reencarnacionista, demonstrando que todo ser humano é uma alma imortal destinada a encontrar a felicidade, e que a vida não está restrita ao nascer, viver e morrer, pois existe vida futura, a vida na dimensão espiritual. A partir dessa nova conceituação, a educação levará a criança e o jovem, e também o adulto na sua reeducação, a assumir as responsabilidades de suas escolhas e de suas ações, tendo um olhar pelo bem da coletividade, saindo do seu mundo para enxergar o mundo de todos.

Como dizem os grandes educadores da humanidade, não se trata de considerar que a educação é o remédio para tudo e que ela tudo vai resolver como num ato de magia. Temos plena consciência que a educação, aqui entendida como educação moral do ser integral que somos, que ela, sozinha, isolada, não poderá resolver todos os males da sociedade humana, mas também temos a certeza que a solução desses males passa obrigatoriamente pela educação. E não nos referimos à educação meramente intelectual no aprendizado da língua, da matemática e outras disciplinas curriculares. Se essa aprendizagem tem importância, está mais que provado por tudo o que temos enfrentado, que não basta. Precisamos de uma educação que alie o desenvolvimento intelectual, cognitivo, com o desenvolvimento emocional, do sentimento. Essa é a educação moral defendida, entre outros, por Pestalozzi e Kardec, é a educação do espírito.

É na convivência, na troca emocional, no saber se colocar no lugar do outro, que desenvolvemos nosso potencial divino. É na convivência onde aprendemos a nos amar. A convivência não é aprendida apenas no processo de socialização que a escola deve promover; antes, ela deve ser priorizada pela família, o núcleo básico da nossa sociedade. Quem aprende a amar e a respeitar no núcleo formado pelo lar, consegue vivenciar esse aprendizado na comunidade maior em que estiver inserido, por isso os espíritos superiores não cansam de nos dizer que o lar é a primeira escola, a mais importante escola para o espírito reencarnado.

A crise que estamos vivendo não é econômica, política, cultural, legislativa. Não, todas elas são efeito. A verdadeira crise que assola a humanidade é moral, é de valores que norteiam o nosso viver no mundo, e viver no mundo é viver com os outros. E a causa da crise moral é uma só: o egoísmo. É necessário, portanto, combater a causa, destruindo-a, e o único remédio eficaz é a aplicação da educação moral.

Pode levar tempo, porque deixamos o mal crescer e se enraizar, mas ele nunca será mais forte que o bem, porque a base da vida é o amor, e o amor vence todas as barreiras. E qual é a base da educação moral? É o amor. E quem está com o o amor, quem se deixa inocular pelo maior dos sentimentos, nada tem a temer, e segue intimorato, trabalhando para contrapor o bem ao mal, o amor ao ódio, a caridade ao egoísmo, a humildade ao orgulho. Educando-se sempre para melhor educar, fazendo-se verdadeiro mestre, como aquele que é o mestre de todos e a quem devemos seguir se queremos encontrar a felicidade: Jesus!

Vídeo - Fora da educação não há salvação

Neste vídeo da série Educação Espírita, trazemos o tema Fora da Educação Não Há Salvação , com profundas reflexões tendo por base a Doutrina...