segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Podcast - Julgamentos precipitados


Uma análise sobre a maledicência e a fofoca está no episódio da série Análise & Crítica. 

São os julgamentos precipitados que muitas vezes fazemos, sem medir as consequências.

Assista o podcast em:

A violência e a educação


Marcus De Mario

Temos assistido através das mídias de comunicação atos de verdadeira selvageria entre os seres humanos, com crimes hediondos sendo cometidos, cenas de barbárie que deveríamos já ter extirpado da sociedade, mas que aí estão, desafiando as autoridades públicas e a todos nós, apesar de todos os avanços científicos, tecnológicos e sociais já realizados. Pergunta-se, e com razão, por que isso ainda acontece? Por que o ser humano continua violento e sem amor ao próximo? Quais as causas das lições do Evangelho não terem ainda transformado para melhor os homens e mulheres? Onde estamos falhando?

Para o Espiritismo, que reúne os ensinos dos Espíritos, a resposta está na educação que temos promovido, falseadamente, nos últimos tempos. A educação, que deve ser compreendida como educação moral, deve combater as más tendências que o Espírito apresente desde o momento do nascimento, ao mesmo tempo em que deve propiciar o desenvolvimento das virtudes que traz em germe consigo. É essa educação que estamos vendo as escolas e as famílias promoverem?
Sem dúvida ainda necessitamos de leis severas, face aos desregramentos de toda ordem, mas essas leis atingem os efeitos, não a causa, e a educação hoje substituída pelo ensino, pelo acúmulo de conhecimentos e preparação profissional, não ataca a causa: o egoísmo, que mantém as pessoas orgulhosas, vaidosas, prepotentes, imediatistas e materialistas, distantes, portanto, do Evangelho, que prega o amor incondicional a todos.

Temos que condenar a violência, de todo tipo e intensidade, com todas as nossas forças, mas não basta punir quem comete violência, é preciso reeducar e ressocializar, o que nosso atual sistema prisional não faz, nem mesmo as instituições voltadas para o menor infrator, que deixam muito a desejar. É preciso também promover a educação moral, assim como a justiça social, quesitos de médio e longo prazo para termos seus frutos, mas que transformarão a humanidade para muito melhor.

Infelizmente temos visto discursos até mesmo de ódio por parte de autoridades públicas, políticos e candidatos a cargos eletivos, chegando mesmo alguns a considerar a construção em massa de presídios de segurança máxima, assim como que as forças policiais devem atirar para matar, numa distorção flagrante da mensagem de amor do Evangelho, ao fato de sermos todos filhos de Deus, nosso Pai.

Violência contra a violência não é remédio, não é solução, pelo contrário, é como se colocássemos mais lenha na fogueira, provocando um incêndio maior. Nem mesmo a pena de morte para crimes hediondos é solução. Em todos os tempos da humanidade, as nações que adotaram essa medida não conseguiram estancar a criminalidade, assim como as ameaças das religiões organizadas com o inferno, não impediram as pessoas de continuarem a cometer atos de violência.
Insistimos, à luz da Doutrina Espírita, que a solução está na aplicação, desenvolvimento e continuidade da educação moral, como a vemos muito bem definida na questão 685a de O Livro dos Espíritos, lembrando que a educação moral não é exclusividade da escola, que somente ela deva aplicá-la, pois é também de responsabilidade da família, tendo os pais uma missão muito importante, como vemos na questão 582 da obra básica.

A moralização e espiritualização da criança é imprescindível para que tenhamos jovens e adultos honestos, que saibam se colocar no lugar do outro, e façam o bem tendo em vista o bem de todos. Esse é o resultado da educação moral bem compreendida e aplicada.

Se hoje precisamos de segurança pública, de justiça, de distribuição de benefícios sócias para minimizar os impactos do egoísmo e da violência, amanhã, como consequência da aplicação da educação moral, todas essas coisas estarão diminuídas, pois teremos aprendido a nos amarmos, a perdoar as ofensas e a fazer ao outro somente o que desejamos que ele nos faça.

Recomendamos a leitura atenta das questões de O Livro dos Espíritos que nos servem de apoio, o que é bem melhor do que aqui destacarmos pequenas partes das mesmas, pois a leitura na íntegra trará reflexões muito úteis e importantes sobre essa magna questão que é a educação moral, como solução para a injustiça e a violência.

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Dois romances encanradores


AMANHÃ SERÁ OUTRO DIA
A história de um jornalista ateu que em meio a uma guerra, faz a descoberta do amor e da espiritualidade.
217 páginas
14 x 21 cm

VEREDAS DO AMOR
Conta a história de um jovem farmacêutico, sua esposa e filhos, em meio a uma disputa entre duas famílias de imigrantes italianos.
233 páginas
14 x 21 cm

Você pode adquirir os livros - impresso ou digital - pela internet:

Clube de Autores - www.clubedeautores.com.br
Amazon - www.amazon.com.br

Vídeo - Não Esqueça, Você Já Foi Criança


Por que os adultos esquecem que já foram crianças? A partir dessa pergunta fazemos uma abordagem educacional com relação aos pais e filhos, aos professores e alunos.

A série Educação Espírita é publicada semanalmente, toda terça-feira.

Assista os vídeos em:

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Podcast =- Problemas na convivência familiar


O podcast Análise & Crítica traz para você o tema Problemas na Convivência Familiar, estudado sob a ótica espírita.

Ouça em:

Acompanhe o podcast no Spoity.

Evangelizar é Salvar


Marcus De Mario

Trabalhar o Evangelho com as crianças não é catequizá-las através desta ou daquela interpretação doutrinária, e sim ligá-las aos eninos morais de Jesus, ensinos esses que não ostentam bandeira de nenhuma igreja, de nenhuma denominação cristã, pois esses ensinos são universais, são o ponto de encontro de todas as religiões. Tomemos como exemplo o fazer ao outro somente o que desejamos que o outro nos faça, que é a base da melhor convivência humana. É, seguramente, a regra de ouro da educação, aprendizado valiosíssimo que serve para cristãos e não cristãos, podendo e devendo ser aplicado em todas as épocas e em todos os lugares. Por esse motivo, o Espiritismo não veio ensinar uma nova moral, e sim resgatar o que o Cristo nos ensinou, revivendo suas sublimes lições, e concitando aos adeptos colocarem em prática, no dia a dia, essas lições.

Com esse entendimento, destacamos a necessidade e importância da evangelização espírita, abrangendo da criança ao adulto, pois está faltando amor nos corações, está faltando sentimento nas ações, está faltando Jesus como guia e modelo. Não falta conhecimento, embora este nem sempre seja o melhor, mas é fato que somente conhecer não basta, é necessário sentir, deixando que a mensagem evangélica sensibilize a alma, pois somente assim conseguiremos combater e destruir o egoísmo que ainda trazemos e, muitas vezes, alimentamos.

A educação evangelizada nada mais é do que aquela defendida por Allan Kardec nas páginas de O Livro dos Espíritos, ou seja, a educação moral. Não se trata de uma educação moral teórica, nem de uma educação intelectualizada que acumula conhecimentos, e sim de uma educação dinâmica que, ao mesmo tempo, combate as más tendências de caráter e desenvolve as virtudes, que faz pensar e direciona o caráter para o bem de todos. A educação moral desenvolvida nas instituições espíritas deve ter por base as leis morais estudadas na terceira para de O Livro dos Espíritos, e o conteúdo de O Evangelho Segundo o Espiritismo, num manancial amplo e profundo, mesmo inesgotável, para a melhor preparação das novas gerações e a felicidade futura da humanidade.

Devem os evangelizadores espíritas unir a boa vontade com o amor e com o conhecimento, estudando a Pedagogia, a Psicologia e outras ciências correlatas, estudo esse feito individualmente e em grupo, assim como devem estudar a Pedagogia Espírita, pois o Espiritismo é uma filosofia que, através da imortalidade da alma e da reencarnação, transforma a educação. O estudo é imprescindível, para melhor conhecimento da Doutrina Espírita, assim como da metodologia, da didática, da criatividade e tudo o mais que está inserido no processo educacional, e que não pode ser colocado em segundo plano.

Se estamos às voltas com a violência, com a corrupção, com o fanatismo, com o radicalismo, o que nos tem assustado e causado muita apreensão, se não evangelizarmos, a tendência é que tudo isso, com o tempo, piore, mas podemos evitar que isso aconteça, priorizando os ensinos morais de Jesus, debruçando-nos ativamente pela Educação do Espírito, pois as crianças de hoje serão os adultos de amanhã, e esse futuro nos envolverá, queiramos ou não, pois fazemos parte da sociedade. Tratemos de evangelizar, de sensibilizar, de desenvolver a empatia e a resiliência nesses corações, para que entendam que para todo direito há um dever a cumprir, para toda liberdade há uma responsabilidade a assumir.

Criança evangelizada é criança amorosa, é criança que pensa em todos e não somente em si mesma, tendendo a ser um adulto que vai promover a justiça social, colocando em prática o amai-vos uns aos outros, porque aprendeu na infância, graças aos esforços dos seus educadores, inclusive dos evangelizadores espíritas.

Criança evangelizada é sinônimo de adulto responsável. Criança evangelizada é o futuro pai ou mãe que saberá promover a educação moral dos filhos. É assim que, de geração a geração, a humanidade melhorará, num processo contínuo, em harmonia com a lei divina do progresso.

Por tudo isso, chamamos a atenção dos dirigentes das instituições espíritas sobre a evangelização, que deve ser uma prioridade. Quanto mais adiarmos essa tarefa, ou a considerarmos de menor importância, mais estaremos nos prejudicando, pois, diante da reencarnação, haveremos de ter de retornar ao planeta, e devemos nos perguntar: que sociedade, nesse futuro, gostaríamos de encontrar? Isso depende da semeadura que estamos fazendo hoje.

Evangelizemos para salvar! Essa é a necessidade e a prioridade do momento, e de todos os tempos.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Vídeo - O educador e o afeto


A necessidade do sentimento na ação educativa é a abordagem do vídeo da série Educação Espírita que agora publicamos para você assistir.

Lembramos que essa série disponibiliza um novo vídeo toda terça-feira, às 09 horas.

Acompanhe os vídeos aqui no blog e também no YouTube:

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Podcast - Mediunidade sem freios


O problema da fascinação que acomete muitos médiuns, é a abordagem do episódio do Podcast Análise & Crítica que entregamos a você.

Assista em:

Boa reflexão!

As ideias pessoais e o espiritismo


Marcus De Mario

Temos assistido com bastante preocupação, uma enxurrada de vídeos nas redes sociais sobre o Espiritismo, mas que trazem ideias que nada tem a ver com a Doutrina Espírita, tratando-se, em verdade, de interpretações pessoais, de acomodações indevidas do pensamento espírita a interesses próprios. Muitas falas contradizem francamente os princípios espíritas, conforme estão muito bem estabelecidos nas obras de Allan Kardec, que são a base do Espiritismo. Muitas pessoas, com ares de grande sabedoria, chegam mesmo a criticar Kardec, a encontrar erros nos Espíritos Superiores; outros vivem contextualizando os ensinos da codificação espírita com os tempos atuais, proclamando a necessidade de atualização dos textos; outros ainda rejeitam as produções mediúnicas; e o que é mais escandaloso, encontramos vídeos em que os princípios espíritas são adaptados às conveniências da pessoa, ou seja, são deturpados para defender uma posição pessoal ou de grupo.

Ainda temos que destacar, infelizmente, as afirmações gratuitas que são feitas com a citação de nomes de autores espíritas ou de médiuns, sem que a fonte seja declarada, ou seja, sem que se mostre a referência. Afirma-se que fulano disso aquilo, e pronto! Mas se disse, onde e quando disse? Se disse, onde está publicado? Há uma ocultação, deliberada ou não, da bibliografia doutrinária, sem que os livros espíritas apareçam.

Precisamos tomar muito cuidado. Não é porque um palestrante espírita afirmou isso ou aquilo, que devemos acreditar cegamente. Não é porque um espírito disse isto ou aquilo, que devemos confiar nele cegamente. Isso é dar provas de pouco estudo, de pouco conhecimento do Espiritismo, pois Allan Kardec sempre nos alertou que tudo deve passar pelos crivos da lógica, do bom senso, da razão e da universalidade do ensino dos espíritos. E como temos as obras básicas norteando nosso conhecimento, toda e qualquer fala deve ser comparada aos ensinos contidos nessas obras, e se estiver em desacordo, deve ser rejeitada.

Temos assistido dois fenômenos principais na divulgação do Espiritismo: primeiro, falta de estudo e conhecimento; segundo, inserção de ideias e interpretações pessoais.

A falta de estudo, que deve ter início com as obras assinadas por Allan Kardec, que nunca devem ser abandonadas, pelo contrário, devem ser lidas, estudadas e meditadas por toda a vida, acarreta males incontáveis na divulgação e prática do Espiritismo.
As ideias e interpretações pessoais devem ficar restritas aos que pensam em contrário ao Espiritismo, que não devem falar em nome do mesmo, pois falam por si próprios. Que essas pessoas se declarem espiritualistas, mas não espíritas.

Muitas pessoas são facilmente influenciáveis, acreditando no que estão assistindo e ouvindo, pois não sabem utilizar a razão, têm dificuldade em discernir entre o falso e o verdadeiro, e assim são enganadas por esses aproveitadores da boa fé. Frequentam o centro espírita, mas não estudam o Espiritismo, conhecendo-o superficialmente através das palestras nas reuniões públicas, e quando fazem parte de um grupo de estudo, normalmente ficam na dependência do facilitador, pois não criaram o hábito salutar da leitura e da meditação sobre o que estão lendo.

É necessário que os dirigentes das instituições espíritas priorizem a necessidade do estudo do Espiritismo, mantendo campanha permanente para mostrar essa necessidade e importância, fazendo todos os esforços para levar os frequentadores ao conhecimento mais aprofundado. Nesse esforço, a existência e funcionamento regular de uma biblioteca e de uma livraria são fundamentais. Agora, não adianta manter esses serviços sem fazer a sua divulgação constante. A livraria pode funcionar com uma coleção básica de livros, nunca faltando as obras da codificação espírita, e disponibilizando um catálogo para que os interessados possam fazer suas encomendas, ou seja, a livraria pode funcionar por demanda, sem necessidade de estoque, que nem todo centro espírita pode fazer.

Somente o conhecimento real do Espiritismo, por meio do estudo sério e aprofundado, pode minimizar os estragos que falsos espíritas estão fazendo pelas redes sociais e pelas transmissões online.

O assunto é sério e demanda esforços contínuos e corajosos dos verdadeiros espíritas, para que o Espiritismo, com o tempo, não seja descaracterizado, o que poderá acontecer se ficarmos omissos na defesa da Doutrina Espírita. 

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Vídeo - Por uma nova evangelização espírita


Por Uma Nova Evangelização Espírita é a abordagem que fazemos em mais um vídeo da série Educação Espírita, que semanalmente publicamos no canal Orientação Espírita.

Assista e deixe seu comentário.

O canal Orientação Espírita oferece vários conteúdos, que você acompanha em:

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Podcast - O que acontece na gestação


O que acontece com o espírito durante o processo da gestação no útero materno? Essa é a abordagem que fazemos em mais um podcast Análise & Crítica.

Ouça em:

A alma e o corpo


Marcus De Mario

Para melhor abordagem do tema, destaquemos que para o Espiritismo a alma é o espírito encarnado, e o espírito é a alma desencarnada, portanto, alma e espírito designam o mesmo ser, a mesma individualidade em estágios diferentes da vida, ora na dimensão corporal ou material, ora na dimensão espiritual ou na espiritualidade, que Allan Kardec denominava erraticidade. Essa explicação é necessária diante da pergunta 344 de O Livro dos Espíritos, quando o codificador indaga: Em que momento a alma se une ao corpo? Ele poderia perfeitamente ter utilizado o termo espírito, mas isso, na verdade, é indiferente, desde que entendamos que alma e espírito signifiquem o ser espiritual, a individualidade pré existente ao nascimento e sobrevivente ao túmulo.

Vejamos agora a resposta dada pelos espíritos superiores, que é de grande importância, pois nos revela como se dá o processo da reencarnação, qual a sua importância, e como a alma/espírito se encontra diante desse fenômeno natural regido pela lei divina:

A união começa na concepção, mas não se completa senão no instante do nascimento. Desde o momento da concepção, o Espírito designado para tomar determinado corpo a ele se liga por um laço fluídico que se vai encurtando cada vez mais, até o instante em que a criança vem à luz; o grito que então se escapa de seus lábios anuncia que a criança entrou para o número dos vivos e dos servos de Deus.

Ressalta na resposta seu início, com a afirmação que a união do espírito com o corpo inicia no momento da concepção, completando-se no momento do nascimento. É um processo que vai ligando cada vez mais o espírito ao corpo em formação, com os laços fluídicos se apertando, até que o processo se completa nessa primeira fase da existência humana, dando início a uma segunda fase, a da infância corporal. Para o Espiritismo o espírito ou alma não é criado no nascimento, ele já existia, O corpo é uma vestimenta biológica que ele utilizará, e que tem sua formação iniciada na concepção, passando pelas fases fetal, infância, adolescência, juventude, madureza e velhice, quando ele se extingue e o espírito/alma retorna ao mundo espiritual com seu perispírito, que é o corpo espiritual que faz a ligação entre o espírito e a matéria.

Com essa informação, referendada pelos espíritos através de diversos médiuns, em tempos e locais diferentes, o Espiritismo se posiciona a favor da vida e contra o aborto, pois abortar é retirar da alma oportunidade divina de progresso, e a vida pertence a Deus e não a nós, os seres humanos que ainda pouco conhecemos dos desígnios divinos.

A volta do espírito para mais uma etapa encarnatória, é um processo sublime ainda desconhecido da ciência, que quando estudado e compreendido, muito influenciará a pedagogia, que é a arte e a ciência da educação, promovendo uma grande transformação no entendimento sobre a criança e, igualmente, sobre os métodos, técnicas e tudo o mais que se utiliza para sua formação, que deve ser ao mesmo tempo intelectual e moral.

A ligação do espírito ao corpo, tecnicamente falando, se dá pelos laços fluídicos entre o perispírito, que é o corpo espiritual, com o corpo biológico em formação, mas existem outros componentes que devem ser levados em consideração, como os laços afetivos que unem os pais ao filhos, e vive versa, normalmente laços esses construídos através das existências passadas em que já estiveram juntos.

Para uns, encarnar é uma provação, para outros é uma expiação, e ainda para outros é uma missão, mas isso pouco importa saber, devendo todos nós agradecer a Deus a bênção de aqui estarmos, quando temos oportunidade de dar continuidade ao nosso aperfeiçoamento, aprendendo a amar, a perdoar, assim renovando-nos e, por meio do amor e da caridade, reparar os débitos que estejamos trazendo, construindo paulatinamente a felicidade que será, no futuro, fruto de nossas próprias obras.

É nesse contexto que entendemos a importância da educação, não apenas no que concerne ao papel da escola, mas especialmente à família, na missão sagrada que os pais devem cumprir junto ao espírito que agora está na posição de filho, sendo dependente dos cuidados, dos exemplos e das orientações dos encarregados da sua educação para sua melhor formação do caráter.

A união da alma e do corpo no processo da encarnação insere-se no processo educacional divino, e grande é o papel exercido pela evangelização espírita, que procura estender esse entendimento à melhor formação do ser que é destinado a chegar à perfeição, e podemos vislumbrar o quanto isso dará bons frutos, quando a família e a escola também estiverem nesse entendimento.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Vídeo - Cenas de (Des)Educação Familiar


Quando os pais, na tentativa de melhor educar, acabam deseducando. Essa é a abordagem do vídeo da série Educação Espírita que entregamos a você.

Educação Espírita é um série com vídeos de até 10 minutos, publicada toda terça-feira, às 09 horas, no YouTube:

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Podcast - O melindre


Você já parou para perceber os estragos que o melindre causa nas relações humanas, inclusive no centro espírita?

Esse é o tema do Podcast Análise & Crítica desta semana.

Ouça o episódio em:

Você pode assistir todos os episódios no Spotify.

O estudo e o livro


Marcus De Mario

O Espiritismo ou Doutrina Espírita surgiu por meio de um livro lançado em 18 de abril de 1857, assinado por Allan Kardec, trazendo ensinos dos Espíritos através de diversos médiuns, assim constituindo O Livro dos Espíritos, considerada a obra básica, imprescindível, para se conhecer a doutrina. Na sequência, Kardec lançou a Revista Espírita, periódico mensal que teve sua direção por doze anos, num manancial muito rico de estudos e informações, assim como lançou outros livros: O Que é o Espiritismo, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese. E ainda temos, como publicações ocorridas após sua desencarnação, os livros Viagem Espírita em 1862 e Obras Póstumas. No total, considerando cada ano da Revista como um livro, temos 20 publicações literárias, enfeixando conteúdos sobre o Espiritismo e suas consequências na vida humana.

Se somarmos a isso os livros dos autores contemporâneos de Kardec, como, por exemplo, Léon Denis, Gabriel Delanne, Camille Flammarion, assim como outros autores que vieram depois, e ainda somando a literatura mediúnica que foi desenvolvida ao longo do século vinte, temos um manancial literário imenso que, para fazermos uma ideia dessa riqueza, basta citar a produção dos médiuns Francisco Cândido Xavier e Divaldo Pereira Franco que, juntos, somam aproximadamente 700 livros psicografados. Uma pesquisa no catálogo das principais distribuidoras do livro espírita nos lança num universo de três a quatro mil livros classificados como espíritas, de autores encarnados e desencarnados (Richard Simonetti e José Herculano Pires, só para citarmos esses dois autores, nos legaram mais de 100 obras).

Diante desse cenário literário imenso, não há como negar que o conhecimento correto e aprofundado do Espiritismo deve ser feito através da leitura, estudo e meditação do conteúdo dos livros espíritas, principalmente dos livros de Allan Kardec, que são a base do edifício doutrinário.

Na atualidade, temos o livro em dois formatos principais, o impresso (ou físico) e o digital, mas também temos o áudio book. Seja qual for a modalidade, um livro sempre será um livro, e não há como substituí-lo por vídeos curtos ou de palestras, que, necessariamente, têm por base o conteúdo dos livros, pois quem fala deve demonstrar conhecimento, e o conhecimento é obtido através de estudo, que, por sua vez, é feito por meio dos livros.

Segundo dados publicados pelas editoras e distribuidoras do livro espírita, as tiragens estão diminuindo. O lançamento de um livro obtinha, há dez ou quinze anos, a expressiva tiragem de 5 a 10 mil exemplares, hoje está no máximo em 3 mil exemplares, indicando acentuada queda nas vendas, com a diminuição da procura. Muitos Centros Espíritas deixaram de ter livraria, pois alegam que os frequentadores substituíram a leitura do livro por vídeos na internet.

Esses dados são muito preocupantes. Como podemos aprender uma doutrina que toca em todos os ramos do conhecimento humano, trazendo a informação da nossa realidade espiritual, se não estamos dando atenção e importância à leitura e estudo através da riqueza da literatura espírita?

Muitos coordenadores de grupos de estudo da Doutrina Espírita, sejam presenciais ou online, reportam a dificuldade em fazer com que os participantes leiam e estudem previamente, durante a semana que antecede a reunião do grupo. A maioria simplesmente não lê o tema de estudo, não se prepara adequadamente, não pesquisa, não faz leituras complementares, mesmo quando elas são indicadas, obrigando o coordenador a ter que ensinar, quando ele deveria ser um estimulador, facilitador e orientador do processo interativo de aprendizagem do Espiritismo.

Os dirigentes espíritas precisam urgentemente entender a necessidade de campanhas permanentes de incentivo à leitura do livro espírita; de estímulo à participação em grupos de estudo; de orientação sistematizada para esclarecimento da importância das obras básicas, ou seja, as obras assinadas por Allan Kardec.

Não é possível conhecer uma doutrina como o Espiritismo com leituras superficiais, ou apenas assistindo vídeos, por melhor que sejam, na internet. O livro espírita é imprescindível, e ele precisa não apenas ser lido, mas ser estudado e meditado.

Repetimos: o livro espírita, a partir das obras de Kardec, é a segurança para o melhor entendimento e vivência do Espiritismo.

Vídeo - As palavras e as redes sociais

Como estamos utilizando as redes sociais? O que publicamos? O que compartilhamos? Nossas palavras edificam ou atormentam? Essa é a abordagem...