Viajo nas minhas lembranças e recordo as férias escolares de minha infância, quando meus pais me levavam para passar belos dias em pequena cidade do interior paulista, repleta de terra e verde. Na casa em que ficávamos, do extenso terreno brotavam mangas, carambolas, mamões, laranjas, goiabas, limões, mandiocas e muito mais. Era uma festa aos olhos e uma fartura para as brincadeiras de correr, pular, jogar bola, soltar pipa e tudo o que a imaginação solta inventava. Foi assim que tomei contato com a natureza e gosto pelas plantas e animais. Como era bom caminhar até a represa da usina de açúcar e se deliciar com a queda d'água! E pescar no rio, conversar com a gente simples e bonita e passar o fim de tarde na praça ouvindo as cigarras cantarem.
As crianças de hoje dos centros urbanos não vivem o que eu vivi. Podem até conhecer pela televisão, pela internet e pelos livros escolares, mas não é a mesma coisa, e por não terem essa vivência tão rica e próxima, não conseguem valorizar o meio ambiente e nem mesmo o meio em que vivem.
Não adianta forçar uma situação ecologicamente correta se a criança não quer por si mesma. Ela precisa ser sensibilizada e estimulada a querer, e isso só acontece através do desenvolvimento do pensamento crítico e do contato com o meio ambiente natural, quando ela perceberá as conseqüências do bom e do mau uso dos recursos planetários, e, repito, por si mesma, quererá preservar a morada de todos nós.
Por isso é tão importante ter plantas e flores em casa, em todos os cantos possíveis, e, também, um aquário, e desde cedo acostumar a criança a cuidar, a acariciar, a perceber a importância da natureza. Os pais devem cuidar de fazer passeios ao jardim botânico, horto florestal, jardim zoológico, um parque, provocando o contato com a natureza e tendo conversas sobre preservação ambiental, reciclagem do lixo, reflorestamento.
Nesses passeios, levar os filhos a prestar atenção no canto dos pássaros e nas variadas espécies animais que contribuem para o equilíbrio ecológico, pois há necessidade de entendermos que a nossa ação deve ser harmônica e não predatória.
Crianças educadas serão adultos conscientes.
Triste é verificar diariamente que a Floresta Amazônica continua sendo desmatada, que o Pantanal Matogrossense continua sendo poluído, que os rios continuam virando lixeiras a céu aberto. É a nossa falta de educação ambiental, é a falta de nos encantarmos com tudo o que a natureza significa de bom para o homem e o planeta.
Se realmente queremos um basta ao aquecimento global e uma vida mais saudável, está na hora de possibilitarmos que as novas gerações conheçam o que ainda resta da natureza, para que, sensibilizadas, conservem e ampliem esse patrimônio.
Pensemos nisso!
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
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