domingo, 30 de novembro de 2008

As Colheres de Cabo Comprido

O texto que vamos reproduzir é de autor desconhecido, mas a conclusão da história vale para a nossa vida pessoal, familiar, social, esportiva e, especialmente, a profissional.

Conta uma história que um Anjo do Senhor conduziu um homem, enquanto seu corpo dormia, para em Espírito conhecer o céu e o inferno.

Foram primeiro ao inferno. Ao abrirem uma porta, o homem viu uma sala em cujo centro havia um caldeirão de substanciosa sopa e à sua volta estavam sentadas pessoas famintas e desesperadas. Cada uma delas segurava uma colher, porém de cabo muito comprido, que lhes possibilitava alcançar o caldeirão, mas não permitia que colocasse a sopa na própria boca.

O sofrimento era grande.

Em seguida, o Espírito de Luz levou o homem para conhecer o céu. Entraram em uma sala idêntica a primeira: havia o mesmo caldeirão, as pessoas em volta e as colheres de cabo comprido. A diferença é que todos estavam saciados. Não havia fome, nem sofrimento.

"Eu não compreendo", disse o homem ao seu Protetor. "Por que aqui as pessoas estão felizes, enquanto na outra sala morrem de aflição, se tudo é igual?".

O Mensageiro sorriu e respondeu: "Você não percebeu? É porque aqui eles aprenderam a dar comida uns aos outros".

Moral da história: Temos três situações que merecem profunda reflexão:

Egoísmo: as pessoas no "inferno" estavam altamente preocupadas com a sua própria fome, impedindo que se pensasse em alternativas para equacionar a situação.

Criatividade: como todos estavam querendo se safar da situação caótica que se encontravam, não tiveram a iniciativa de buscar alternativas que pudessem resolver o problema.

Equipe: se tivesse havido o espírito solidário e ajuda mútua, a situação teria sido rapidamente resolvida.

Conclusão: Dificilmente o individualismo consegue transpor barreiras. O espírito de equipe é essencial para o alcance do sucesso. Uma equipe participativa, homogênea, coesa, vale mais do que um batalhão de pessoas com posicionamentos isolados.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Oração Pela Paz no Mundo

“Senhor! Sabemos da nossa impotência diante do ódio e da vingança que armam bombas e mãos criminosas.

Mas nós cremos na Vossa justiça soberana que impera em todo o universo, mantendo o direito e a dignidade de viver a todos os Vossos filhos, e a todos os seres da criação.

Senhor! Compreendemos a nossa fragilidade diante de tanta violência, que faz derramar o sangue de crianças e mulheres indefesas, espalhando a morte e o terror.

Mas nós cremos na extensão de Vossa infinita misericórdia, ao determinar que a vida continue fecundando úteros, povoando a Terra com o sorriso inocente das crianças.

Senhor! Assistimos, estarrecidos, à total negação da mensagem de amor vivida pelo Meigo Rabi da Galiléia, vendo a crueldade afiando baionetas assassinas, bombas arrasando os campos floridos e calando as aves dos céus.

Mas nós cremos na Vossa eterna bondade, que ordena ao sol e à chuva fertilizarem o solo arrasado e destruído; ao verde colorir os campos abençoados; às flores enfeitarem os jardins; e aos pássaros de novo cantarem pelo infinito dos céus.

Esta oração é o grito de nossa alma, na certeza de que nos ouvis neste momento, porque sabemos que criastes o homem para ser feliz, para amar, para abraçar seus irmãos, para viver em paz!

Porque cremos, Senhor, que é Vossa a determinação de a paz reinar soberana um dia neste mundo, queiram os homens ou não, e porque cremos que é da Vossa vontade os canhões se calarem para sempre, é que rogamos à Vossa generosidade que inspire os homens a serem verdadeiros irmãos sob o estandarte do perdão e da legítima fraternidade!

Assim seja, porque a Vós pertencem a vida e o poder para sempre!

(Prece escrita sob inspiração por Gerson Simões Monteiro).

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Fábrica de Maus Professores

Com esse título a revista VEJA publica na sua edição 2088, de 26 de novembro, entrevista com a antropóloga e professora da Universidade de São Paulo (USP), Eunice Durham, ex-secretária de política educacional do Ministério da Educação (MEC) e que, dos seus 75 anos, dedicou os últimos vinte em pesquisas sobre as Faculdades de Pedagogia.

Afirma Eunice Durham:

"Os cursos de pedagogia desprezam a prática da sala de aula e supervalorizam teorias supostamente mais nobres. Os alunos saem de lá sem saber ensinar".

Ela não está sozinha. A revista NOVA ESCOLA, em sua edição 216, do mês de outubro, publicou reportagem com o título "A origem do sucesso (e do fracasso) escolar", com base em pesquisa realizada pela Fundação Carlos Chagas, que analisou o currículo de 71 cursos de formação de professores em todo o Brasil. O resultado? Decepcionante.

A pesquisa mostrou que os cursos dão pouco valor à prática; que somente 11% das disciplinas se referem a modalidades de ensino (educação infantil ...); que não há clareza sobre os conhecimentos básicos para a formação do professor; que os estágios são apenas para observar aulas nas escolas, e a orientação não funciona; que a palavra "escola" é citada apenas em 8% das ementas de disciplina; que nos concursos públicos para o magistério, apenas 31% das questões tratam do "quê" e "como" ensinar.

Por tudo isso volta Eunice Durham a afirmar categoricamente:

"Acho que elas (as faculdades de pedagogia) precisam ser inteiramente reformuladas. Repensadas do zero mesmo. Não é preciso ir tão longe para entender porquê. Basta consultar os rankings internacionais de ensino. Neles, o Brasil chama atenção por uma razão para lá de negativa. Está sempre entre os piores países do mundo em educação".

A formação de professores no Brasil precisa ser repensada. Durante muito tempo o foco esteve tão somente em formar pesquisadores em educação, só que a maioria vai direto para a sala de aula, com um mínimo de aprendizado sobre didática, metodologia do ensino, prática educacional, segmentos do ensino. O crescimento desordenado e sem qualidade das faculdades de pedagogia também impulsionaram o caos que estamos vivendo no sistema público de ensino.

E, a bem da verdade, as universidades, de modo geral, estão fechadas em academicismos, estudos teóricos, debates improfícuos e pilhas e mais pilhas de trabalhos de conclusão de curso, monografias e teses. Enquanto isso, o professor que trabalha em sala de aula na educação básica está igual a cego em meio a um tiroteio.

Está na hora de darmos um basta a essa fábrica de maus professores.

Pensemos nisso!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Incentivo à Leitura

Aproximadamente 18 milhões de estudantes do ensino fundamental brasileiro (53,9% do total) e 2,7 milhões do ensino médio (30,2% do total de alunos) não têm acesso a bibliotecas, segundo dados oficiais demonstrados por pesquisas realizadas nas escolas públicas. Isso é mais do que triste, é um descaso com a educação e com a dignidade humana.

Entretanto, existe um projeto que pode minimizar bastante essa carência cultural e verdadeira fome por livros. É a Caixa Estante Cultural. Um nosso leitor explicou seu funcionamento, que ocorre em empresas da região de Bauru, no Estado de São Paulo, e que vamos adaptar para funcionamento nas escolas.

Trata-se de caixa com cerca de 70 livros dos mais variados gêneros, que, através de rodízio, fica três meses em cada escola. Na verdade são montadas 4 Caixas, assim, a cada três meses os estudantes têm contato com novos títulos, pois o sistema é rotativo.

O sistema pode ser gerido pela Secretaria Municipal de Educação, que fará a capacitação de um Agente de Leitura para cada escola. Esse agente pode ser um professor ou um pai voluntário. O agente de leitura é encarregado de cuidar da Caixa Estante e ser um facilitador do acesso aos livros por parte dos alunos.

A existência rotativa da Caixa Estante Cultural não impede que a escola tenha sua própria biblioteca, aliás, se bem trabalhada, a Caixa será um estímulo para sua criação, ampliando os horizontes da imaginação e do conhecimento de crianças e jovens.

Para montar o acervo de livros que vão constituir as quatro Caixas, a secretaria de educação pode fazer uma campanha para doação de livros junto à população e, também, ouvir professores, pais e estudantes sobre que tipo de literatura gostariam de ter acesso, democratizando assim o projeto, que terá a participação de todos.

Anualmente bastará a secretaria fazer uma reunião de avaliação e recapacitação com os agentes de leitura, cuidando igualmente para renovar em parte o acervo de livros.

A Caixa Estante Cultural é uma idéia simples, objetiva e de fácil consecução, envolvendo um mínimo de verba, que a Prefeitura pode perfeitamente investir.

Juntando uma boa idéia com a vontade política de fazer, muitos problemas enfrentados pelo sistema de ensino brasileiro poderiam ser coisa do passado.

Pensemos nisso!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

De que Escola Estamos Falando?

Este artigo também poderia ser chamado de "Onde Está a Dignidade Humana?". Inicio com dados oficiais referentes aos anos 2007/2008, publicados pelo MEC (Ministério da Educação), Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira), Unesco (Órgão das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) e OEA (Organização dos Estados Ibero-Americanos), dados esses que mostram uma perfeita radiografia das escolas públicas brasileiras de educação básica:

1. Existem 168,2 mil escolas públicas de educação básica.
2. 5 mil não possuem acesso a luz elétrica.
3. 2 mil não têm água potável.
4. Em 12% das escolas (20,1 mil) não há lugares suficientes para os alunos se sentarem.
5. 50% das crianças de 1ª a 5ª série na zona rural, e 25% nas escolas urbanas, têm aulas em prédios considerados ruins.
6. 11.088 estabelecimentos de ensino fundamental carecem de sanitários.
7. 50% dos professores brasileiros estão insatisfeitos com as instalações, equipamentos e materiais didático-pedagógicos da escola.
8. A maior parte das escolas foi construída a 20 ou 30 anos, e não têm malha elétrica para suportar computadores.
9. Em 95% da rede pública não há rampas ou vias de acesso para alunos e professores com mobilidade reduzida.
10. A defasagem idade-série é de 28,5% na 4ª série, 33,8% na 8ª série e 41,3% no ensino médio.
11. 53,9% de alunos do ensino fundamental (18 milhões) e 30,2% do ensino médio (2,7 milhões de jovens) não têm acesso a bibliotecas.
12. Das 91,5 mil escolas rurais de ensino fundamental, menos de 600 possuem laboratórios de informática.
13. Apenas 5,6 mil escolas rurais contam com bibliotecas.
14. As escolas públicas lutam com problemas de reposição de professores faltosos e a rotatividade de profissionais.
15. Faltam inspetores de alunos, coordenadores pedagógicos, orientadores educacionais, supervisores escolares, bibliotecários, merendeiras, serventes e outros profissionais de apoio.
17. 45% de alunos do ensino fundamental estudam em escolas sem quadra de esporte.
18. 34,8% de alunos do ensino médio estudam em escolas sem laboratório de informática.

Diante dessa radiografia nada animadora, com diagnóstico de internação urgente do paciente - no caso a escola pública - em unidade de tratamento intensivo, o que dizer quando o governo federal afirma que até o final de 2010 colocará computadores em todas as escolas?

O que dizer quando o Ministro da Educação anuncia que vamos fechar o ano com 4,4% do PIB (Produto Interno Bruto) aplicado na educação, quando o mínimo seria 6% e o ideal ficaria entre 8% e 10%?

O que dizer quando descobrimos que o governo gasta aproximadamente R$900,00 anuais com um aluno, quando o ideal é o dobro dessa quantia?

O que dizer quando bilhões de dólares são gastos da noite para o dia para salvar especuladores, agências financiadoras e bancos da crise financeira, quando eles mesmos criaram a crise?

Como ter uma nação melhor, como combater os bolsões de miserabilidade nas zonas urbanas e rurais, como extirpar a corrupção se a última coisa em que se pensa neste país é educação? E quando pensamos na educação, os esforços são sempre mínimos, contraditórios, recheados de discursos politicamente corretos e com pouca eficácia?

Boa qualidade na educação também depende de boas escolas em funcionamento. Mas isso é sonho para poucos. Luz elétrica, banheiro, carteiras para todos, biblioteca, laboratório de ciência e de informática e quadra de esporte passam longe de milhões de alunos do ensino fundamental e médio.

A responsabilidade não é só do governo federal, não se restringe às ações do Ministério da Educação. Ela é compartilhada, e com grande peso, pelos governos estaduais e municipais que, respectivamente, cuidam do ensino médio e do ensino fundamental.

Uma grande nação é construída pela educação. Uma educação que trabalhe valores humanos, ética, cidadania, espiritualidade do ser, humanização das ações, com o olhar voltado para o futuro enquanto mantém no hoje os pés no chão.

Apesar do diagnóstico ruim, preocupante, afirmamos que a escola pública tem solução, e que essa solução está intimamente associada à vontade política de fazer, de implementar ações continuadas, para que o quadro esteja muito melhor num prazo de cinco a vinte anos.

E nossa participação, como cidadãos, nesse processo de melhoria da escola pública é imprescindível.

Pensemos nisso!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Valorizando a Vida

Talvez o maior de todos os desastres ecológicos seja o auto-extermínio. Mesmo num país como o Brasil, onde as taxas são significativamente menores do que em outros países, o suicídio é considerado um problema de saúde pública. A boa notícia vem da moderna psiquiatria: é possível prevenir a maior parte dos casos de suicídio com informação e atendimento adequados. Desde 2006 o Brasil conta com uma Estratégia Nacional de Prevenção do Suicídio e essa não é uma luta apenas de governos ou organizações que militam na área da saúde pública mas de toda a sociedade.
Segue abaixo uma relação de textos e links úteis para quem deseja se informar melhor sobre esse assunto e, se possível, se engajar nesse amplo movimento em favor da vida.

Estratégia Nacional de Prevenção ao Suicídio - No Brasil, embora a taxa de mortalidade por suicídios, de 4,5/100.00 habitantes, seja considerada baixa, existem Estados e Municípios que apresentam taxas duas vezes superiores à média nacional, como, por exemplo, o Estado do Rio Grande do Sul (9,8/100.000). Nesse Estado, em determinadas faixas etárias, as taxas chegam a 30,2/100.000.

Com objetivo de reduzir taxas de suicídios e tentativas e os danos associados com comportamentos suicidas, como o impacto traumático do suicídio na família, nas comunidades, nos locais de trabalho, nas escolas, outras instituições e na sociedade brasileira, a Coordenação de Saúde Mental do Ministério da Saúde apresenta a ESTRATÉGIA NACIONAL PARA PREVENÇÃO DO SUICÍDIO.

Projeto Comviver – serviço psicológico gratuito prestado a parentes e amigos de suicidas - www.projetocomviver.org.br.

CVV – o mais antigo, respeitado e eficiente serviço voluntário de apoio emocional e prevenção ao suicídio do Brasil - www.cvv.org.br.

Lixo e suicídio - artigo escrito para o CVV, no qual são comparados os serviços prestados pelos catadores de recicláveis e os voluntários do CVV.

“Suicídio, problema oculto na saúde pública : papel da mídia no esclarecimento” - texto de André Trigueiro publicado no livro "Violência faz mal à saúde", do Ministério da Saúde, Editora MS, Brasília, 2004.

Instituições que estudam e/ou atendem pessoas com comportamentos suicidas e seu familiares:

Suicídio na Adolescência - www.projetocomviver.org.br.

Prevenção do Suicídio um manual para médicos clínicos gerais - http://portal.saude.gov.br.

Associação Brasileira de Psiquiatria - www.abpbrasil.org.br.

Biblioteca Virtual em Saúde - www.saudepublica.bvs.br.

American Association os Suicidology - www.suicidology.org

Associação Argentina de Prevenção do Suicídio - www.suicidologia.org.ar.

Sociedade Portuguesa de Suicidologia - www.spsuicidologia.pt.

Site da WHO para a prevenção do suicídio - www.whao.int.

International Association for Suicide Prevention - www.med.uio.no.

Fonte: www.mundosustentavel.com.br.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

ONU: Planos de Países Pobres Esquecem Igualdade

Os planos dos países de renda baixa ou média para combater a pobreza priorizam o crescimento econômico e a criação de empregos, mas raramente explicitam estratégias para que esses processos beneficiem mais os pobres. Essa é a conclusão de um estudo que analisou o texto-base de programas de 22 nações em desenvolvimento, todos eles preparados após o lançamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), uma série de metas socioeconômicas que os países da ONU se comprometeram a atingir até 2015.

O texto, intitulado "Os ODM são prioridade em estratégias de desenvolvimento e programas de ajuda? Apenas alguns são!", analisou planos de 14 países africanos, dois da América Latina e Caribe, dois asiáticos, um árabe e dois ex-comunistas.

"Todos os Documentos de Estratégia de Redução da Pobreza enfatizam o crescimento econômico como o principal meio de alcançar o objetivo geral de reduzir a pobreza, mas nem todos especificam políticas de crescimento que favoreçam os pobres", afirma a autora do estudo, Sakiko Fukuda-Parr, professora de Relações Internacionais da New School University, em texto publicado pelo Centro Internacional de Pobreza, uma instituição de pesquisa do PNUD em parceria com o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

"Embora quase todos os Documentos vejam tanto a pobreza quanto o crescimento como prioridades, a maioria não apresenta estratégias para aumentar a produtividade e o emprego, nem para gerar crescimento de uma maneira que assegure que os benefícios sejam mais amplamente distribuídos", escreve a economista.

O problema desse enfoque, indica Fukuda-Parr, é que parte do pressuposto de que a expansão econômica se refletiria sempre em redução da pobreza. Tal concepção tem raízes em teorias da década de 80 e ignoram as pesquisas mais recentes na área, segundo as quais a pobreza "é mais do que falta de renda; é uma privação multidimensional nas vidas humanas e suas causas repousam não apenas na falta de crescimento, mas na falta de participação, nas vulnerabilidades a choques e em obstáculos a oportunidades", diz a autora. "O impacto do crescimento da redução da pobreza não é de modo algum automático", destaca ela, que acrescenta que o crescimento do PIB pode levar apenas a mais aumento de renda da parcela mais rica, e não da mais pobre.

Os planos mostram concepção também em outras áreas, como ao dar ênfase ao emprego, mas não ao trabalho decente - como se o aumento no número de postos de trabalho, por si só, pudesse automaticamente ajudar na redução da pobreza. Dos 22 programas analisados, 21 tomam a criação de empregos como prioridade, mas apenas sete colocam em destaque a geração de trabalho decente e nenhum estipula metas nessa área.

Concepção semelhante aparece em alguns dos 20 planos de países ricos voltados ao mundo em desenvolvimento examinados no estudo. "Há uma forte ênfase no crescimento como o principal meio de reduzir a pobreza. Não é dada muita atenção ao impacto das escolhas da política econômica na distribuição dos benefícios, na criação de empregos e em outros temas pró-pobres", afirma Fukuda-Parr.

A autora identifica, nesses enfoques, uma pouca atenção às desigualdades. Todos os planos consideram a escola primária uma prioridade, mas só em 17 a igualdade de homens e mulheres no acesso à educação tem o mesmo status. Quase todos os programas (21) colocam a saúde em destaque, mas a ampliação do acesso à saúde e aos medicamentos é sublinhada em apenas nove. Também 21 vêem o respeito à lei como prioridade, mas o direito das minorias é destacado em apenas quatro.

"Poucos Documentos de Estratégia de Redução da Pobreza mencionam a igualdade como um objetivo ou uma preocupação política", observa a autora. "Essa interpretação dos ODM está longe das metas originais de transformar a globalização em algo mais inclusivo e de implementar princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas", afirma.

Fonte: Terra Magazine - http://terramagazine.terra.com.br

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Projetos Futuros na Educação

A futura secretária de educação da Cidade do Rio de Janeiro, Cláudia Costin, concedeu entrevista ao RJTV, da Rede Globo, onde teve oportunidade de informar várias ações que serão implementadas em sua gestão. Vamos conhecê-las, tecendo nossa análises crítica.

1. Manutenção do Sistema de Ciclos - A secretária informou que manterá e fará a ampliação do atual sistema de ciclos para todos os segmentos de ensino que, segundo ela, funciona satisfatoriamente. Realmente, a funcionalidade dos ciclos é boa para o processo ensino-aprendizagem, mas é bom lembrar que muitas escolas possuem os ciclos só no papel, pois a prática é a mesma da antiga seriação, e essa postura precisa ser modificada.

2. Reforço Escolar - É promessa da secretária Cláudia Costin implantar o reforço escolar, reservando a cada 7 a 10 professores, 1 professor que trabalhará o reforço, dando como exemplo o que fazem a Finlândia e a Coréia do Sul. Aqui fica a eterna discussão entre melhorar a qualidade do ensino e implantar o reforço escolar. Cremos que seja necessário encontrar o ponto de equilíbrio. Sem dúvida melhorar a qualidade do ensino, ao mesmo tempo em que se faça reforço aos alunos que efetivamente dele precisem.

3. Compromisso Todos pela Educação - É promessa alinhar o trabalho e as metas da secretaria de educação com as metas do Compromisso Todos pela Educação. Neste caso só temos que aplaudir a promessa.

4. Diagnóstico das Escolas - Segundo falou a secretária, antes de implementar as ações descritas acima, será feito um diagnóstico das necessidades pontuais das escolas. Só esperamos que esse diagnóstico seja objetivo e não se estenda tempo sem fim.

5. Trabalho Conjunto Diretores/Coordenadores - Disse a secretária que pretende trabalhar em conjunto com os diretores e coordenadores pedagógicos. Sabemos da dificuldade logística de fazer isso, mas mecanismos podem ser implementados que facilitem os canais de comunicação. Se isso ocorrer será um ganho muito grande para o ensino carioca.

6. Formação Continuada - Realizar treinamentos em serviço e disponibilizar formação continuada através de cursos para os professores, tentando atender as necessidades apontadas pelo diagnóstico escolar é outra promessa que merece aplauso, pois finalmente deixará de ser feito um planejamento a priori, de cima para baixo.

7. Creches - A secretária Cláudia Cotrin enfatizou que multiplicará o número de creches, e que estas deixarão de ser tomadoras de conta de crianças, para se inserirem efetivamente no sistema de ensino, como verdadeiros centros educacionais para essa faixa infantil. É uma boa notícia, pois já passou o tempo de mudar a visão sobre a creche.

Bem, agora resta esperar a posse no mês de janeiro e o início da nova gestão. As propostas são boas, estão alinhadas aos anseios da população e refletem um bom pensamento pedagógico.

Vamos acompanhar e exercer nossa massa critica, sempre procurando colaborar para o melhor, pois a educação é essencial para a melhora da sociedade.

Pensemos nisso!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Extraindo Água do Ar

Recebi email informativo que reproduzo abaixo. Pena que o desenvolvimento da tecnologia não seja de domínio público, mas as autoridades podem perfeitamente buscar uma parceria e baratear o custo.

"Obter água a partir da umidade do ar não é uma técnica nova. Na verdade, ela era mencionada na Bíblia - há milhares de anos. O orvalho da noite já era armazenado para irrigar plantações. Mas uma empresa israelense desenvolveu um método de obter água a partir do ar em grande escala, o que pode ajudar a resolver problemas em muitos países.

De acordo com o Dr. Etan Bar, executivo-chefe da EWA, com sede em Beersheba (no deserto do Neguev), o processo tem três etapas: a primeira é a acumulação da umidade do ar em flocos de sílica. A segunda etapa é a remoção da água e a terceira, a condensação, usando aparelhos à base de pequenos volumes de biodiesel ou outro combustível. Ainda segundo o Dr. Bar, o processo apresenta custo reduzido porque a água pode ser obtida a partir de pequenas unidades de condensação - sem custo de transporte.

A chave está tecnologia de absorção - que emprega um sólido silica para apanhar a água - e um condensador especial que reutiliza mais de 85% da energia consumida no sistema. As fontes de energia renováveis, tais como a energia solar, biocombustíveis, calor residual ou mesmo o calor a partir de matéria orgânica são compatíveis com o sistema.

A empresa, que foi fundada em 2006, baseia-se em nove anos de pesquisa pelo cientista Dr. Etan Bar, um ex-pesquisador na Universidade Ben Gurion.

Apesar de água limpa para beber e tomar banho parece como um direito humano básico, para a maioria do mundo "pobre" é um luxo. Segundo o executivo da EWA um quilômetro cúbico de ar contém 10 a 40 mil toneladas de água - o suficiente para abastecer pelo menos 100 mil pessoas com todas suas necessidades da água, explica Bar.

A EWA, que faturou US$ 100 mil em 2007, planeja chegar ao final deste ano com US$ 5 milhões de faturamento, atingindo US$ 100 milhões em 2009, por conta da enorme demanda - principalmente da África, índia e Austrália - por unidades de produção de água a partir do ar".

De www.aguaonline.com.br.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Para Combater a Violência

Para combater a violência na escola, polícia, suspensão e expulsão. Essa é a tríade utilizada pela maioria dos diretores escolares e sancionada por grande parte das secretarias de educação. Enquanto isso os alunos brigam entre si, depredam o prédio escolar, agridem os professores, e são agredidos pela exclusão social e educacional.

Até quando os educadores vão manter esse ciclo vicioso? Não está na hora de perceber que educação é muito diferente do que tem sido feito nas escolas?

Pestalozzi, educador que viveu entre os séculos dezoito e dezenove, dizia que a escola devia ser uma segunda família da criança e do jovem, e provou sua teoria ao fundar e dirigir o Instituto de Iverdon, na Suíça, tornando-o modelo para todos os países europeus, onde implantou projeto pedagógico de educação plena e ficou conhecido por ser chamado pelos alunos de "pai".

Mais recentemente tivemos o apogeu da Escola da Ponte, em Portugal, capitaneada pelo professor José Pacheco, inserindo os alunos na proposta pedagógica, provocando interatividade e cultivando um novo modelo a partir da transformação dos educadores.

São dois exemplos que merecem um olhar profundo e que podem ser implantados, com as devidas adaptações, sempre necessárias.

Essa adaptação foi feita pelo Instituto Brasileiro de Educação Moral (IBEM) e chama-se Escola do Sentimento. O projeto pode ser visto em www.educacaomoral.org.br.

A criança, o jovem e a família precisam estar inseridos no processo educacional da escola. Precisam ver e sentir a escola como um espaço que também é seu. E os professores só podem ser educadores se trabalharem com amor, dando amor, acreditando nos alunos.

Expulsar o aluno é a medida mais fácil e inócua: o problema continua, só foi transferido, e no lugar desse aluno aparecerá outro.

Aplicar uma suspensão é tudo o que o aluno quer: não terá de assistir as aulas por um período e voltará do mesmo jeito.

Chamar a polícia é demonstrar a toda a sociedade que a escola não sabe mais educar, que os professores não sabem mais o que fazem.

Para combater a violência não se pode usar de violência, deve-se utilizar o amor, a educação, mas insistem que educação é igual a ensino, que ensino é igual a transmissão de conhecimentos, deixando os valores humanos e a formação do caráter em segundo plano.

Enquanto isso, notícias e mais notícias de violência dentro da escola. Até quando?

Pensemos nisso!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Valores e Mídia

Quais são os seus valores de vida? Eis uma pergunta que poucas pessoas se fazem, mas que é fundamental para ter consciência de si e da própria vida. Para auxiliar o leitor em sua resposta sugerimos uma análise da programação televisiva que normalmente assistimos.

Você é daqueles que, quando chega do trabalho, a única opção possível de lazer é ficar grudado na telinha? Ou passa as horas dos domingos assistindo a programação dos canais da tevê aberta? Bem, se você é dessas pessoas em que o mundo gira em torno da programação televisiva, cuidado, seus valores precisam ser reavaliados.

Comecemos pelo domingo. É Faustão, Sílvio Santos, Gugu e outros predominado à tarde; transmissão ao vivo do futebol; e depois, à noite, programas como Fantástico e Domingo Espetacular, entre outros parecidos quanto ao gênero, podendo terminar com pancadaria solta em algum filme. Valores? Besteirol, exploração da sensualidade, insinuações sexistas, exploração da miséria humana e vai por aí, num festival sem fim, repetido a cada domingo, domesticando a audiência.

E durante a semana, com a tarde ocupada por programação do tipo "escolha seu namorado", "exponha seu problema conjugal", "assista um filme fraquinho", o quadro não é muito diferente.

Para terminar, novelas e mais novelas, uma atrás da outra, com intervalo apenas para o jornalismo noticioso e sensacionalista.

Se você só conhece isso, e faz disso sua cultura predominante, não é de espantar que recente pesquisa tenha detectado que mais de 60% dos brasileiros, se tivessem oportunidade, dariam emprego aos parentes no serviço público, ou se locupletariam de ganhos da corrupção, sem nenhuma dor de consciência.

Lembremos que a mídia televisiva, em tese, procura dar ao telespectador aquilo que ele quer ver, dentro de seus valores, mas que, ao mesmo tempo, impinge às pessoas valores agregados ao mundo publicitário, ao mundo da moda, etc, passando valores que serão incorporados pela população consumista e verdadeiramente domada para fazer o que se quer que ela faça.

Então vemos que a maioria das pessoas não pensa, não fala e não quer saber da educação, ou, quando pensa, fala e quer saber, confunde a educação com o ensino escolar, com a aquisição do saber, com provas e notas. Isso não é educação, faz parte, mas não é a educação, que deve trabalhar o desenvolvimento de valores, o pensamento crítico, a consciência de cidadania.

A verdadeira educação, porque existe a falsa educação (o que estamos vendo hoje), é aquela que faz todos os esforços para formar o caráter do indivíduo, para desenvolver seu senso moral, para equilibrar o conhecimento com o sentimento, ou seja, em resumo, a verdadeira educação é a educação moral.

A televisão, em geral, passa longe, muito longe desse ideal. Por isso, cuidado! Ligue o sinal de alerta e comece a deixar de lado o controle remoto, ou o que é ainda melhor, exija a melhora da programação.

Pode a mídia televisiva ser poderosa aliada da educação, desde que reformule seus valores e, em consequência, a programação.

Pensemos nisso!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Financiamento da Educação

Segundo dados oficiais do governo, sancionados por discurso do ministro da educação, o Brasil aplica 4,4% do PIB (Produto Interno Bruto) na educação, sendo meta chegar a 6%. Em comparação com os países que nos últimos vinte anos deram um salto de qualidade nos índices educacionais, é pouco, pois alguns desses países investem entre 8% e 12% de toda a riqueza nacional na educação. São países que acordaram para o essencial. Não há melhor desenvolvimento econômico e social se a educação não for contemplada com investimentos maciços e contínuos.

Aqui no Brasil, historicamente a construção civil recebe investimentos vultosos - veja-se o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento)- em detrimento da educação, de onde se procura enxugar os investimentos, isso porque a miopia política ainda acredita que o voto está atrelado à obra física que aparece, e faz questão de manter esse padrão de trabalho junto aos eleitores, levando-os ao engodo de que obra é o melhor que o administrador público pode fazer. Não é.

É tão forte essa cultura que 68% dos eleitores brasileiros afirmam desconhecer e não procurar saber a política educacional do seu governante, seja na esfera municipal ou estadual. E menos de 1%, durante a campanha eleitoral, analisa as propostas educacionais e tem isso como parâmetro para escolher seu candidato.

Continuamos a assistir, de modo mais sofisticado, bem disfarçado, a velha política do coronelismo-clientilismo, que esconde o máximo possível a educação, servindo-se dela somente em discursos pontuais, daqueles feitos por encomenda, quando a mídia escancara determinado problema no sistema público de ensino.

De tanto esconder a educação e considerá-la secundária, hoje temos falta de profissionais nas áreas de matemática, física, química e biologia. Faltam especialistas em diversas áreas técnicas. E o analfabetismo funcional, quando a pessoa escreve e lê de forma básica, mas não sabe interpretar, compreender um texto, campeia em todo o país.

Que adianta, nas considerações econômicas, termos alcançado o patamar de país emergente, se em educação continuamos subdesenvolvidos?

Um olhar sobre os principais centros urbanos não deixa dúvida: temos cidades deterioradas pela favelização, com grandes bolsões de miserabilidade e marginalidade social.

Financiar a educação, gerir com probidade e fiscalizar com rigor a aplicação das verbas públicas em todas as esferas governamentais - federal, estadual e municipal - é dever do Estado e um direito de cidadania que precisamos, com urgência, colocar em prática. Não basta aumentar a porcentagem do PIB para a educação se os ralos da corrupção continuarão abertos.

Que venha a lei de responsabilidade educacional, e que os órgãos da sociedade civil se empenhem ainda mais em conscientizar criticamente os eleitores, para que nossa nação seja forte onde é mais importante dar bom exemplo.

Pensemos nisso!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Mal Humor Faz Mal à Saúde

Segundo os especialistas, você pode sofrer de distimia, transtorno psiquiátrico que afeta até 5% da população mundial. Para saber se você sofre desse transtorno basta olhar para si mesmo e responder: você é daqueles que resmunga porque o dia amanheceu chovendo? E também reclama se o dia está muito quente? Se você é desses, pode estar sofrendo de mau humor crônico, sem motivo aparente, caracterizando a distimia.

Segundo o psiquiatra Antônio Egídio Nardi, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ):

"Não é qualquer um que pode ser considerado distímico. Há quem fique mal-humorado porque o trânsito está parado, ou porque está sem dinheiro. Já o distímico reclama até de ganhar na loteria. Ele vai ficar triste com a possibilidade de ser sequestrado a qualquer momento".

A distimia atinge mais as mulheres do que os homens, talvez pela maior variação hormonal do organismo feminino, ou mesmo por causa de aspectos culturais que fazem a mulher mais aberta para se queixar de crises de choro e depressão.

A distimia, o mal humor crônico, causa isolamento social, distúrbios familiares, queda no rendimento profissional e depressão leve. Mas também pode desenvolver dependência a drogas, como álcool e calmantes.

E mais: o portador de mau humor crônico frequentemente desenvolve hipocondria, com mal-estar, enxaqueca e indisposição gastrointestinal.

Ou seja, estar sempre mal-humorado, queixar-se de tudo e de todos, não é nada bom para a saúde, tanto espiritual quanto física. É melhor começar a sair desse estado de espírito, e, para isso, você pode seguir as seguintes recomendações:

- Praticar atividades físicas.
- Recorrer a sessões de massagem.
- Ouvir música relaxante.
- Cultivar o hábito de boas leituras.
- Observar as coisas belas da natureza.
- Procurar ver o lado bom das situações e das pessoas.

Afinal, não é melhor viver com boa saúde, resolvendo os problemas, que todos temos, e ainda manter as amizades e os familiares bem junto do coração?

Pensemos nisso!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Depoimento de Uma Educadora

Com relação ao Debate sobre educação promovido pelo Grupo Democracia e Cidadania, de Campinas/SP, que temos divulgado, a professora Selma Trigo, do Rio de Janeiro, enviou um post com profunda reflexão, que reproduzimos abaixo:

"Como educadora em exercício, e vivendo parte da minha profissão como Coordenadora Pedagógica, percebi durante todos esses anos de profissão, que a desvalorização da classe de professores não é responsabilidade somente dos nossos governantes, porque sabemos que em qualquer contexto da vida precisamos primeiro se autorrespeitar. E o que seria se autorrespeitar? É manter uma postura de verdadeiro educador, começando com a forma de se colocar diante da vida(pensamentos, palavras e obras) e em seguida, buscar o aprofundamento dos conhecimentos através de seminários, congressos,cursos,internet, leituras (através de compras de livros ou bibliotecas públicas), etc. Cada um de acordo com suas possibilidades. Dizer que ganha pouco e que não pode se aperfeiçoar é usar de um desculpismo próprio do acomodado.
O tempo não espera ninguém... Os que param nos conhecimentos iniciais, são ultrapassados até por seus próprios alunos que vivem no mundo da tecnologia.
Quantos professores ainda não se interessaram em aprender a lidar com o computador?
Hoje em dia, não existe mais motivo para dizer que não pode comprar um computador, pois existem lojas próprias que alugam por tempo de uso, num valor irrisório.
Para se ter uma idéia de como são os pensamentos, palavras e atitudes de nossos professores hoje em dia, é só entrar e ficar alguns minutos na sala dos professores. Muitos deles não se distanciam da postura atual dos nossos alunos e até da idade. INCRÍVEL!!!! A valorização do Ser não está no quantidade de dinheiro que ganha, nem na posição social que ocupa. A valorização do Ser está na essência dos conteúdos intelectuais e morais que emergem do interior de sua alma. Nós nos deixamos desvalorizar. Nós somos responsáveis pelo descredito por parte dos nossos governantes,pais e alunos. Fico só pedindo a Deus que os profissionais de "ouro" que ainda temos em nossa classe de professores, não desistam de ser EDUCADORES de verdade, como sempre foram. Desculpem-me, porém é muito fácil indicar um culpado, pois assim abonamos a nossa consciência e responsabilidade. Respeito é conquista e não imposição. Façamos por onde reconquistar o espaço que um dia já foi nosso".

Historicamente, no campo da educação, sempre fizemos uma caça às bruxas, procurando exteriormente à escola o culpado, ou os culpados, pela situação difícil, quase sempre isentando professores e gestores escolares de qualquer parcela de culpa pela baixa qualidade do ensino. Selma Trigo, como professora, faz um exercício de reflexão sobre si mesma e seus colegas, colocando o professor também no centro da discussão.

Vamos pensar nisso?

A Semana É

Para reflexão e boa disposição para uma semana muito melhor que as anteriores, ofereço o texto abaixo, de autor desconhecido, com o título "A Semana É":

Para um preso, menos 7 dias.
Para um doente, mais 7 dias.
Para os felizes, 7 motivos.
Para os tristes, 7 remédios;
Para os ricos, 7 jantares;
Para os pobres, 7 fomes;
Para a esperança, 7 novas manhãs;
Para a insônia, 7 longas noites;
Para os sozinhos, 7 chances;
Para um cachorro, 49 dias;
Para a mosca, 7 gerações;
Para os empresários, 25% do mês;
Para os economistas, 0,019% do ano;
Para o pessimista, 7 riscos;
Para o otimista, 7 oportunidades;
Para a Terra, 7 voltas;
Para o jogador, 7 partidas;
Para cumprir o prazo, pouco;
Para criar o mundo, o suficiente;
Para uma gripe, a cura;
Para uma rosa, o amor;
Para a história, nada;
Para vida ... tudo!
Depende de você!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Valorizando o Professor

Recebi diversas mensagens a respeito do post "Professor, Esse Desvalorizado", com sugestões que merecem apreciação. Vamos a elas.

É opinião geral que a sociedade necessita de articulação própria para pressionar as autoridades públicas, principalmente prefeitos, secretários de educação e vereadores, para que cumpram a lei e façam esforços para dar boas condições de usabilidade das escolas, assim como dignifiquem os salários, implantem plano de carreira e subsidiem a formação contínua dos professores. Não se trata da criação de organizações não governamentais, e sim o agrupamento de cidadãos formando núcleos de interesse comum agindo a benefício da educação, apresentando propostas, cobrando ações e fiscalizando o orçamento municipal, sempre com o objetivo de interagir, de participar, não apenas de forma teórica, mas bem prática.

Cabe aqui uma reflexão importante. O Brasil possui experiências pedagógicas maravilhosas, bons exemplos de escolas e professores, e não falta bibliografia dinâmica, com boas idéias, disponível nas prateleiras das livrarias. Infelizmente os bons exemplos estão dispersos, e os livros são lidos e guardados. Ou seja, temos a teoria e temos a prática, o que precisamos fazer é implantar uma e outra em todo o sistema de ensino, diminuindo a quantidade de discurso, de discussão, e aumentando as ações que levem a mudanças concretas.

Outra opinião que merece destaque é que o governo deve apreender que educação é tudo para o desenvolvimento econômico da nação e, a partir desse novo paradigma, encetar campanha permanente, contínua, de esclarecimento da população sobre a educação. Hoje temos pais que ainda acreditam que educação é coisa da escola, é responsabilidade exclusiva do professor. E temos professor que não acredita que seu trabalho vá além de ministrar conteúdos.

Mudar mentalidades é fundamental. Aplicar mais e mais recursos financeiros na educação deve ser prioridade.

Ainda outra opinião refere-se aos cursos de formação de professores, principalmente as faculdades de pedagogia. Existem cursos demais e qualidade de menos. Muitos pedagogos ficam perdidos em sala de aula, pois os conteúdos estudados sobre didática, prática de ensino e segmentos do ensino são mínimos ou mal elaborados. E o que dizer dos estágios, a maioria sem supervisão, ficando os alunos como meros observadores?

Bem, são algumas das opiniões que nossos leitores enviaram. Em próximo post continuarei a trazer opiniões sobre o assunto.

Pense sobre tudo isso e envie sua opinião.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Educação: Nosso Desalento

Por Camila Gonçalves De Mario*

“Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para a trabalho.”
Constituição da República Federativa do Brasil, 1988

A educação no Brasil ainda tem jeito? Foi o título do terceiro Fórum da Cidadania, que aconteceu em Campinas no dia 29/10/2008, na Livraria Cultura, promovido pelo Grupo Democracia e Cidadania. Na mesa de debates três professores, Ronaldo Nicolai, professor de matemática com mais de 30 anos de experiência na rede pública, e também professor da rede privada; Reginaldo Meloni, Presidente do SINPRO - Sindicato dos Professores de Campinas, e Jorge Megid Neto, Diretor da Faculdade de Educação da Unicamp, ex-professor de Física do Ensino Médio. Três professores, com diferentes experiências profissionais, mas carregando a mesma angústia: a sociedade precisa saber o que acontece em sala de aula.

Essa foi a tônica de um debate preocupante, preocupante pelo seu tema, pelo seu conteúdo e pela sensação de desalento que provoca naqueles que estão trabalhando em prol do tema e que dedicaram sua vida ao ensino.

Ronaldo começou sua fala com um desabafo: declarou que fugiu do ensino público estadual; continuou afirmando que hoje a nossa escola pública traz duas coisas aos jovens: descrédito e desesperança, e completou: “ A sociedade de uma maneira geral não tem idéia do que acontece na escola pública, o problema é que o aluno pensa que escola é isso que eles conhecem”.

Para nosso desalento deu continuidade a sua fala trazendo alguns dados: pelo menos 1/3 dos professores das escolas públicas faltam todos os dias, no lugar deles quem vai para a sala de aula é o substituto, professor que nem sempre tem a formação necessária para assumir a disciplina, melhor, a aula do professor faltante, ou seja, é comum alguém com formação em português entrar em sala para dar aulas de física, química, matemática...; que ele mesmo conheceu alunos que nunca tiveram aula de física no ensino médio por falta de professor, bem como chegou a ter uma turma de sexta série que não conseguia resolver problemas matemáticos porque não sabiam ler; para completar: para passar de ano o aluno não precisa nem ir à escola, falta caiu de moda.

Reginaldo nos chamou a atenção para o fato de que a falta de qualidade não acontece só nos limites da escola pública, ela também está na rede privada, para ele, há um grande preconceito contra a escola pública no Brasil e que, adotou-se como solução para os problemas enfrentados pela rede pública a escola privada. Portanto, ao invés de cobrar resolução e trabalhar em prol do público, nossa classe média, aqueles que têm poder econômico, optaram a pagar duas vezes por um direito – a educação pública é um direito social universal - e assim garantir uma formação de qualidade aos seus filhos, reforçando o abismo cultural marca de nossa sociedade.

Mas, nas escolas privadas, que pagamos caro, também temos professores mau remunerados, desmotivados e desagregados, que não conseguem se articular de forma organizada com sua categoria. Há escolas que proíbem a presença do sindicato, impedem a sindicalização de seus docentes, sob a ameaça do desemprego; e que, por outro lado, impedem que os alunos se organizem em Grêmios, por exemplo.

Esta escola consegue formar o cidadão? Ensinar não se restringe apenas a transferência de conteúdo aos alunos e preparação para o vestibular, mas também trabalhar a cidadania, a formação, valores morais e éticos que servirão de parâmetro para que cada indivíduo seja capaz de formular opiniões, expressá-las e participar politicamente da vida em sociedade. Esta formação não está ausente só da rede pública, muitas escolas privadas também não estão voltadas para ela.

Mas qual a causa de nossos males? Por um lado, a progressão continuada, apontada por todos os nossos palestrantes; de outro, o subfinanciamento, ou, um gerenciamento inadequado de recursos.

Jorge Megid, colocou que a progressão continuada foi implantada apenas para atender formalmente uma exigência do Banco Mundial que cobrava uma solução para o grande número de repetências, e para a evasão escolar, bem, se muitos repetiam, agora mais ninguém repete, cortou-se literalmente o mal pela raiz. Criamos uma escola na qual o professor está perdendo sua autoridade, onde os alunos sabem que não serão reprovados, e que está desestimulando os dois lados.

Perdeu-se também o rigor com o conteúdo, em uma escola que se justifica afirmando que sua proposta não é preparar alunos para o vestibular, mas que também acaba não preparando para o mercado de trabalho e para a vida.

Quanto ao financiamento é consenso que o dinheiro que está sendo aplicado não é suficiente, além de muitas vezes ser mau gasto: compram-se equipamentos sem previsões de manutenção, quando estes ficam ociosos, ou precisam de reparos, ficam parados porque falta dinheiro e/ou agilidade na gestão administrativa; compram-se livros didáticos em números enormes a um preço extremamente alto, principalmente, se levarmos em consideração a quantidade adquirida; já o professor ganha pouco, assume aulas demais, não tem tempo para se dedicar a preparação de aulas e não consegue se manter atualizado.

A mesa citou vários exemplos de mudanças na política que foram feitas apenas para atender uma exigência externa ou uma nova lei - da pior maneira possível - o mais recente é o “jeitinho” que o atual Governo do Estado de São Paulo encontrou para atender uma lei federal que estabelece que o professor deve ter 1/3 de sua carga horária para preparar aula. O governo somou todos os momentos durante um dia de aula em que o professor não está em sala de aula, como, a troca de salas entre uma aula e outra, e o período de intervalo concedido - a alunos e professores – e, cumpriu a lei, justificando que esse tempo fora de sala representa 1/3 da jornada do professor.

Porque o aluno está violento? Porque o professor está apático? Porque a sociedade não se manifesta?
Algumas pistas: o aluno está sendo profundamente desrespeitado por uma escola que não cumpre sua função; o professor está desmobilizado e insuficientemente organizado enquanto categoria, além de estar criando mecanismos de resistência para continuar sobrevivendo a um cotidiano doente, e para se convencer de que a mudança está além de sua capacidade de atuação; a sociedade, bem, quanto aos mais pobres poderíamos dizer que não têm parâmetros e capital cultural suficiente para avaliar a escola que lhes está sendo oferecida, mais, há uma preocupação muito grande em manter crianças e jovens fora das ruas, ocupados, em um lugar que possa cuidar deles enquanto seus pais estão trabalhando, é com esse intuito que muitas mães procuram as creches, não por acreditarem que a educação infantil de fato fará a diferença na formação de seus filhos. Quanto aqueles que poderíamos classificar como pertencentes à nossa classe média, e como ricos, estes resolveram o problema se refugiando nas escolas privadas, como se não tivessem relação nenhuma com o problema.

Conclusão: Já passou da hora de pararmos de assistir passíveis este grande velório de nossa política educacional e do futuro de nossa nação. Saída? Deixar de ver educação como mais uma mercadoria.

*Camila Gonçalves De Mario é Cientista Política e Coordenadora do Observatório da Ilegalidade - Grupo Democracia e Cidadania

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Professor, Esse Desvalorizado

"Mais de 80% dos professores se sentem desvalorizados pela sociedade, segundo informou a Agência Brasil. Ao todo 75% dos docentes acham que a administração do colégio ou da secretaria de educação de sua cidade não reconhecem a importância da categoria. A constatação é da pesquisa “A qualidade da educação sob o olhar do professor”, da Fundação SM e da Organização dos Estados Ibero-americanos. Mais de 8 mil professores em 19 estados participaram do estudo. “A falta de perspectiva de bons salários ou de uma carreira, leva a um processo de desvalorização. Os jovens não procuram o magistério o que cria um efeito dominó”, diz o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão".

Não é de hoje que os professores se queixam da falta de valorização do magistério. Muitas secretarias estaduais e municipais de educação não possuem plano de carreira, pagam baixos salários e mantém escolas em deplorável situação, num atestado eloquente do quanto consideram a educação sem importância.

Contou-nos uma professora que procurou, junto com outras professoras, um vereador de sua cidade para solicitar apoio a um projeto sócio-educativo. O vereador, quando soube tratar-se de um projeto de educação, foi enfático: "Se soubesse que era isso não tinha perdido meu tempo, isso não dá voto, o que dá voto é fazer uma praça, asfaltar uma rua".

Os governantes precisam se preocupar com o alto índice de insatisfação dos professores e entender a importância do professor e da escola no processo de formação das crianças e jovens. Está em jogo a formação intelectual e emocional de toda uma geração, pois o conhecimento científico só pode ser adquirido com estudo metódico, o que só a escola proporciona, e escola sem professor não existe. E que adianta ter escola com professor desmotivado, se sentindo o último dos seres da sociedade?

A reforma da praça, o asfaltamento da rua, a poda da árvore, a canalização de água, a construção de uma passarela dão voto porque aparecem, todo mundo vê e são lugares em que se pode estender uma faixa eleitoreira, mas nada disso dá conhecimento, faz pensar, nem gera crescimento humano. É mais uma obra. É mais uma fachada bonita. E só. O eleitor vai continuar inculto, analfabeto funcional, com pouca escolaridade. Infelizmente é exatamente o que os políticos querem, pois isso facilita a manipulação do voto.

E o professor? Bem, ele que se valorize, que tire do fundo de sua alma o amor à educação, superando os problemas. Felizmente a maioria faz exatamente isso, principalmente na educação básica. Mas não é o que deve acontecer. Países com alto índice de desenvolvimento humano (IDH) tem na educação a sua prioridade, e o professor é muito valorizado, recebendo ampla e profunda capacitação.

Bons exemplos não faltam. O que está faltando para sensibilizar os administradores públicos e os donos de escolas?

Vamos responder essa questão? Aguardo o seu pronunciamento para continuar a abordagem.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Imprevidência e Teimosia no Trânsito

Um olhar sobre o complicado trânsito das metrópoles brasileiras, se quiser ser um olhar mais profundo, não pode deixar de ouvir as histórias dos taxistas, afinal eles vivem o dia-a-dia das ruas e avenidas melhor do qualquer outro motorista. Quem faz esse exercício salutar descobre que muitos nós, muitos engarrafamentos são provocados pela teimosia dos próprios usuários das vias públicas.

Existem passageiros que entram no táxi e sancionam: vamos pela avenida tal e pronto. Nenhum argumento os demove para fazer outro trajeto. E assim as histórias se sucedem, mostrando que muitos acidentes, muitas confusões são também provocadas pelos motoristas, como aquele que leva uma fechada, acelera, ultrapassa - normalmente cometendo alguma infração de trânsito -, fecha o outro e ainda sai do carro para tomar satisfações.

E o que dizer daquele motorista que jogou o ônibus para a pista da esquerda, espremeu os carros e parou no sinal em cima da faixa de pedestres e atravessado na rua? E mais: e aquele motorista que acelera tudo o que pode, queima pneus, para logo depois frear bruscamente e passar feito cordeirinho pelo controle de velocidade, o chamado "pardal"?

Em tudo o que ocorre no trânsito vemos a grave questão da educação. Sim educação de motoristas e passageiros para saberem obedecer as leis, as regras, e serem mais civilizados, mais humanos, preocupando-se com a sua vida e a vida dos outros.

No estágio em que estamos, com tantos maus exemplos, a fiscalização rigorosa é necessária, e aqui encontramos grave omissão dos responsáveis. Quantas vezes não flagramos guardas fazendo "vista grossa" para as infrações cometidas pelos motoristas?

Enquanto somarmos imprevidência, teimosia, desrespeito e invigilância, os resultados não poderão ser diferentes daqueles que temos assistido nos últimos anos.

As autoridades públicas devem investir na prevenção, o que só pode ser feito com a soma de outros fatores: campanha publicitária permanente + educação para o trânsito nas escolas + fiscalização rigorosa. O custo será muito menor do que os gastos que temos hoje. A prevenção é sempre mais barata e, com o tempo, diminui os gastos com a saúde pública, com os serviços de emergência e tudo o mais ligado a acidentes, feridos e mortos no trânsito.

Se tivermos boa vontade dá para fazer. O que vale mais: a vida humana ou a lágrima da dor?

Pensemos nisso!

sábado, 1 de novembro de 2008

A Soma dos Talentos

É sempre bom lermos textos inteligentes, reflexivos e que provocam mudança de comportamentos e atitudes. É o caso do texto do padre e escritor francês Michel Quoist (1921-) com o título "A Soma dos Talentos" e que reproduzimos:

"Se a nota dissesse: "Não é uma nota que faz uma música" ... não haveria sinfonia.

Se a palavra dissesse: "Não é uma palavra que pode fazer uma página" ... não haveria livro.

Se o tijolo dissesse: "Não é um tijolo que pode montar uma parede" ... não haveria casa.

Se a gota dissesse: "Não é uma gota que pode fazer um rio" ... não haveria oceano.

Se o grão de trigo dissesse: "Não é um grão de trigo que pode semear um campo" ... mão haveria colheita.

Se o homem dissesse: "Não é um gesto de amor que pode salvar a humanidade" ... jamais haveria justiça e paz, dignidade e felicidade na terra dos homens.

Como a sinfonia precisa de cada nota.
Como o livro precisa de cada palavra.
Como a casa precisa de cada tijolo.
Como o oceano precisa de cada gota de água.
Como a colheita precisa de cada grão de trigo.

A humanidade inteira precisa de ti, pois onde estiveres, és único e, portanto, insubstituível."

Vídeo - O Jovem e a Dinâmica Educacional

O vídeo sobre educação espírita O Jovem e a Dinâmica Educacional aborda a importância da participação do jovem no processo ensino-aprendizag...