sexta-feira, 8 de abril de 2016

O futuro depende de nossas escolhas

O jornalista André Trigueiro publicou em seu perfil no Facebook reflexivo texto que nos permitimos reproduzir, pela atualidade e importância. Eis o que ele escreveu sob o título "A parte que nos cabe nesta crise":

O pensamento não é uma abstração. A energia mental tem força e direção, interfere na qualidade do ambiente e na sensação de bem ou mal estar das pessoas. O sentimento que embala um pensamento lhe afere maior ou menor poder de irradiação. Quanto mais intensa e sincera for uma emoção, maior o seu alcance.
Pensamento e sentimento são, portanto, forças da natureza que por invigilância - ou ignorância - malbaratamos todos os dias. Distraídos e dispersos, abrimos mão do comando mental e seguimos o fluxo. O resultado disso não é nada bom. O que se convencionou chamar de movimento de manada (essa correria irrefletida não se sabe muito bem pra onde) tem origem justamente nessa perda da autonomia, quando reproduzimos os pensamentos dos outros, nos espelhamos nos sentimentos dos outros, e a vida segue desprovida de sentido e verdade.
É possível filtrar pensamentos e emoções. Oxigenar a mente, serenar o coração. Investir tempo e energia na direção do equilíbrio, da serenidade, da lucidez. Isso requer alguma disciplina, mas é perfeitamente possível onde haja VONTADE!
Prece, meditação, leituras e músicas inspiradoras, boas companhias, bons papos, tudo isso entra no pacote. Engana-se quem acha que esses cuidados geram alienação, fuga ou afastamento da realidade. Na verdade, dá-se o contrário: uma mente serena percebe com maior clareza o que vai à volta, não se precipita em movimentos exasperados nem se atormenta com facilidade. Tão importante quanto o mecanismo "autolimpante" de um forno, o antivírus de um computador, ou o olhar atento de um jardineiro que remove com atenção e cuidado as ervas daninhas do jardim, precisamos cuidar todos os dias dessa dupla dinâmica que resume a nossa existência: a mente e o coração.
A crise lá fora não vai mudar por causa desse movimento solitário. Mas a sua resposta à crise será outra. Ter opinião sobre as coisas é ótimo, melhor ainda é manifestá-la sem prejudicar o seu fígado, sem se indispor com a pessoa amada, sem eleger como inimigo quem pensa diferente de você.
De uma forma ou de outra o mundo seguirá em frente. As crises se sucederão em diferentes ordens de grandeza, no plano pessoal ou coletivo.
A grande questão é: como você deseja passar por tudo isso?
Recolhido à prisão de Robben Island, onde cumpriu pena de trabalhos forçados por 27 anos, Nelson Mandela superou o pesadelo do cárcere repetindo como um mantra o seguinte trecho do poema "Invictus", do britânico William Ernest Henley:
“Não importa o quão estreito seja o portão e quão repleta de castigos seja a sentença, eu sou o dono do meu destino, eu sou o capitão da minha alma”
Mandela mobilizou preciosos recursos mentais e emocionais para superar o ódio e o desejo de vingança, resistir ao massacre do corpo físico e da esperança, para viver a glória de conduzir o processo que resultou na implosão do regime racista do apartheid na África do Sul.
Sejamos donos do nosso destino. Capitães da nossa alma.
Há um futuro auspicioso pela frente.
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Façamos a nossa parte com serenidade, pensando sempre no bem coletivo e com visão de futuro, pois não há nada pior do que, amanhã, se arrepender de pensamentos e atos que feriram aqueles com os quais deveríamos viver em paz e solidariedade.
Que nosso futuro, não apenas individual, mas também coletivo, seja o melhor, sob as bênçãos de Deus.

segunda-feira, 28 de março de 2016

A paz do mundo começa em mim

O noticiário internacional nos dá conta de que mais atentados terroristas aconteceram, vitimando centenas de pessoas ao redor do mundo; guerras civis continuam a realizar destruição de vidas humanas e patrimônios físicos; tráfico de seres humanos para a escravização sexual ou o trabalho forçado continua manchando a sociedade; o narcotráfico mantém-se ativo, desafiando os direitos humanos. E muito mais notícias degradantes continuam a dizer claramente que nós, seres humanos, estamos muito longe de constituir uma verdadeira civilização. O que dizer dos escândalos de desvios de verbas públicas através da corrupção? E a manutenção de sistemas educacionais sucateados, politizados e engessados em práticas cerceadoras?

As questões relacionadas à violência, ao desrespeito dos códigos éticos de civilidade não se circunscrevem ao Brasil, são mundiais, em maior ou menor grau de nação a nação, mas infelizmente presentes em todos os escalões das sociedades constituídas, independente do modelo governamental ou da riqueza do país.

Por que tanto nos violentamos? Por que o egoísmo, o orgulho, a vaidade, a prepotência, a hipocrisia e a indiferença predominam? E mais: será que a solução está no modelo político adotado? Ou a luz no fim do túnel está na política econômica? Por que as nações não conseguem se entender nem mesmo nos organismos mundiais criados para mediar conflitos e interesses?

O mundo passa por crises cíclicas de desenvolvimento e recessão, de hegemonias e quedas, e nada parece quebrar esse cenário para que possamos ter um mínimo de estabilidade política, econômica e social. O que sucede? Será que não aprendemos a aprender com a história?

Tais perguntas encontram um única resposta. É única, mas definitiva. É que até agora, no suceder dos séculos, dos acontecimentos, da renovação de gerações, insistimos em deixar em segundo plano, talvez mesmo em terceiro, a educação moral. Não é uma educação castradora, como alguns podem pensar, mas sim uma educação libertadora das consciências, uma educação voltada para trabalhar o desenvolvimento do caráter das crianças e jovens, o desenvolvimento do emocional, da empatia (saber colocar-se no lugar do outro), ou seja, tudo o que estamos precisando para o estabelecimento da paz no mundo, que só pode acontecer se tivermos paz na interação, na convivência com o outro.

Uma educação que mostre a importância e as boas consequências do respeito aos direitos do outro. Que promova projetos envolvendo educadores, educandos, familiares e comunidade para o bem coletivo, enfatizando que é melhor pensar no todo do que somente no particular.

Essa educação desenvolverá a paz, que deve começar em mim, para depois alastrar-se nas minhas relações de convivência, e atingir a comunidade em que vivo, o país a que pertenço, a humanidade que componho.

Somente assim os interesses individuais egoístas e os interesses de grupos hegemônicos cederão lugar à fraternidade, à solidariedade, à cooperação, à compreensão, à tolerância e à bondade.

E teremos paz.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Aprendendo a lidar com as emoções

Escolas de São Paulo - públicas e particulares -, estão realizando trabalho pedagógico de desenvolvimento de habilidades socioemocionais, como cooperação, empatia, senso crítico e curiosidade. É o que nos dá conta reportagem publicada pelo  jornal O Estado de São Paulo. São citados o Colégio Santa Maria, da zona sul da capital paulista, o Colégio Pio XII, da zona oeste, o Colégio Eduque, da zona sul, assim como 17 escolas da rede estadual de ensino, essas em caráter experimental durante o ano de 2015, com continuidade neste ano.

Segundo os educadores e coordenadores pedagógicos ouvidos pela reportagem, essas escolas agora estão interessadas também em chegar ao final do ano e não terem apenas uma boa avaliação de seus alunos em matemática, português e outras disciplinas curriculares, querem que os alunos também saibam lidar com situações de conflito, com preconceitos, e tenham mais tolerância e calma nas relações familiares e com os outros de forma geral.

É uma ação pedagógica que merece apoio. Naturalmente exige da escola mudança no fazer pedagógico, com a consequente capacitação dos educadores, mas os resultados positivos até agora percebidos revelam que esse é um caminho promissor.

Muitos conflitos têm origem no fato das crianças e jovens não saberem lidar com equilíbrio com as emoções, suas e dos outros, daí gerando conflitos que explodem na conduta no lar, na escola e na sociedade. A escola possui papel determinante nessa área, não esquecendo que deve realizar o trabalho socioemocional em parceria com os pais e responsáveis. Se educadores e pais não se trabalharem igualmente na área emocional, pouco efeito resultará desses procedimentos pedagógicos. É preciso lembrar que o bom exemplo do educador é a chave.

Para quem quiser se aprofundar no assunto, o link da matéria é http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,escolas-ensinam-a-lidar-com-as-emocoes,10000021093.

Pouco a pouco uma nova realidade escolar surge no horizonte, para o bem da sociedade e melhor encaminhamento das nova gerações.

sábado, 19 de março de 2016

A melhor política é pelo bem de todos

No atual cenário mundial muitas são as correntes de pensamento político, mas todas elas, um pouco mais ou um pouco menos, podem ser classificadas como de esquerda, de direita ou de centro. Mesmo não se declarando, ou não pertencendo a um partido político, todos pensamos e agimos dentro desse viés, tanto que, vez ou outra, ou muito mais vezes do que percebemos, estamos discutindo o momento político de nosso país e de outras nações, posicionando-nos contra ou a favor, ou numa posição conciliatória. Seja como for, temos um pensar político, que não deve se confundir com programa partidário. Política é uma coisa, partido político é outra.

Nesse complexo contexto, qual seria o melhor regime político? Dois regimes principais, com suas variações, convivem no mundo: o socialismo e a democracia. Há defensores dos dois lados, e críticos também. É uma discussão até certo ponto estéril, pois ambos podem se transformar em ditaduras, militares ou civis, onde prevalece o interesse de uma minoria. E eis aqui o ponto nevrálgico da questão, pois o melhor regime político é aquele que tem por base o bem comum, o bem coletivo, promovendo o bem estar social e uma educação com base na ética, nas virtudes.

Tanto a democracia quanto o socialismo podem se perder quando não há cogitação de ordem superior nos ideais que as regem. Governantes e partidos políticos, mesmo que legitimamente empossados, podem se perder diante do poder, quando a corrupção, a malversação do erário público, o enriquecimento ilícito tomam conta. A história é farta em nos dar esses exemplos, e a causa está toda na falta de promoção da educação moral das novas gerações, que é deixada de lado, permitindo-se que a ignorância, o egoísmo, o orgulho, a prepotência, a hipocrisia, a indiferença e os interesses individuais e de grupos prevaleçam. Ora, se não nos preocupamos em formar para a solidariedade, para a honestidade, para o exercício ético da cidadania, como podemos nos queixar dos males que caracterizam a sociedade?

A melhor política é aquela que trabalha para o bem de todos, e não deste ou daquele grupo, desta ou daquela pessoa. Atingiremos esse patamar quando sairmos do terreno das coisas para o terreno do ser, pois então não haverá mais sentido a luta pelo poder.

Enquanto isso não acontece plenamente, façamos o exercício de nossa cidadania com equilíbrio, sem palavras de ordem, sem radicalismos, obedecendo os mecanismos legítimos previstos pela legislação vigente, mostrando pacificamente às autoridades públicas o que queremos, o que aceitamos, levando o regime político em vigor a colocar em prática mecanismos que visem o bem de todos.

Para encerrar essas considerações, lembremos que se a educação moral tivesse sido nossa opção na entrada do século vinte, não estaríamos vivendo hoje, no século vinte e um, tantas convulsões sociais. Infelizmente preferimos fomentar duas grandes guerras mundiais, entre outras opções que nada tiveram a ver com a paz, a solidariedade, a ética e o amor.

Façamos, agora, a opção pelo bem de todos, e o regime político predominante pouco terá importância, porque prevalecerá a ética acima de toda e qualquer outra consideração em relação ao próximo.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Escola do Sentimento

O Instituto Brasileiro de Educação Moral – IBEM, está engajado no trabalho de fazer a diferença, mantendo o projeto da Escola do Sentimento, que pode ser aplicado em qualquer escola, numa visão transformadora da educação e do processo ensino-aprendizagem.
Nosso grande sonho é ver a Escola do Sentimento implantada, realizada, acontecendo por todos os cantos deste nosso Brasil. Para isso mantemos o Clube Amigos do IBEM, do qual toda pessoa física acima de 18 anos pode participar, fazendo sua inscrição e contribuindo mensalmente com o Instituto com o valor mínimo de R$ 15,00. Assim formamos um Fundo Mantenedor que tem por objetivo auxiliar a construção da Escola do Sentimento, ou o financiamento às escolas que queiram se transformar em Escola do Sentimento.
Se você não não puder ter o compromisso mensal, pode realizar uma contribuição avulsa, seja através de depósito bancário ou através do PagSeguro (veja em www.educacaomoral.org). E se não puder contribuir financeiramente, pode ser um divulgador de nossa campanha pela Escola do Sentimento junto a familiares e amigos.
A Escola do Sentimento tem como proposta realizar, de forma integrada, o desenvolvimento emocional e cognitivo de crianças e jovens, num processo educacional por projetos, onde os educandos trabalham em grupos de atividades e exploração do conhecimento.Conheça a Escola do Sentimento e colabore com o IBEM em www.educacaomoral.org.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Carta pela paz no mundo

CARTA PELA PAZ NO MUNDO



Marcus De Mario

Esta carta é ao mesmo tempo um apelo à razão e à emoção, procurando falar às mentes e aos corações de todos os homens e mulheres da humanidade, da criança ao idoso, no sentido de sensibilizar para a paz, para as atitudes de não violência, para o respeito aos direitos do outro, e para uma educação que valorize o ser humano e lhe dê um ideal superior de vida, levando-o a sentir sua espiritualidade, único antídoto contra o egoísmo, o orgulho, a hipocrisia, a vaidade, a indiferença e a violência que ainda predominam no mundo.
A solidadriedade, a cooperação, a fraternidade e a liberdade devem caracterizar a sociedade humana do terceiro milênio, sob pena de continuarmos a assistir, durante muito tempo, a injustiça social, a miséria, a poluição ambiental, a exploração de todos os matizes, os preconceitos de toda ordem, e as guerras que semeiam a desordem e a destruição, fomentando ódios e vinganças. Para que os novos paradigmas substituam as velhas estruturas sociais, para que renovem a humanidade, é preciso que os interesses políticos, sociais e culturais saiam do patamar imediatista, onde o interesse individual ou de grupo prevalece, para abranger a visão do todo, onde o bem deve prevalecer, sem que ninguém seja prejudicado.
É preciso um esforço sincero de cada um em combater em si mesmo a corrupção de ordem moral, a começar por sair da zona de conforto do individualismo egoísta, para que possamos perceber e sentir aqueles que estão conosco formando a sociedade, gerando então o bem estar comum, não egoístico, transformando assim o quadro materialista do viver, quando tudo fazemos pensando apenas em nós e naqueles que nos são caros ao coração, para, pelo contrário, pensarmos em todos os seres humanos, em todas as sociedades, em todas as nações, em toda a humanidade.
Irmãos em humanidade!
Sim, chamo a todos de irmãos, pois todos somos seres humanos, todos temos inteligência, todos temos sentimento, e isso independe da cor de nossa pele, do grau de instrução que tenhamos, da religião que professamos, da nação a qual pertencemos. Somos todos seres humanos, somos pessoas, e é isso o que deve nos levar à união. Sem essa visão que transcende a individualidade e o grupo de interesses comuns, continuaremos a criar barreiras para a solidariedade, a cooperação e a paz.
De quantas tragédias ainda necessitamos para aprender a superar as diferenças? Não bastaram as duas guerras mundiais de triste memória? E o que dizer sobre as lutras fratricidas por questões de raça e de religião? Quanto mais de sofrimento precisamos ter para que os chefes das nações, para que os governos se sensibilizem para a urgência da não violência e da cooperação, superando as barreiras ideológicas e econômicas?
Os vícios de toda ordem com seu cortejo de violências contra o ser humano, não serão controlados e superados apenas com o uso da segurança pública e do militarismo, que acabam gerando revolta, ódio, amargura, desejo de vingança e mais diferenças e sofrimentos. Está na hora da opção pela paz, pelo entendimento, pelo diálogo honesto, sem máscaras, sem hipocrisia, mas com boa vontade, procurando o bem coletivo, pois o verdadeiro bem é aquele que a ninguém prejudica.
Irmãos em humanidade!
Elevemos nosso pensamento a Deus, independente de crença e de filosofia, permitindo que um sentimento maior preencha o vazio de nossas almas, reconhecendo no outro nosso irmão, um ser em desenvolvimento tanto quanto nós, e que aqui se encontra não por acaso, mas sim para cumprir um destino que é alcançar a felicidade, o que não pode conseguir sozinho, mas na interação com os outros, pois somos interdependentes. Mantemos nossas individualidades, somos diferentes no progresso realizado, mas isso não significa que tenhamos de ser inimigos.
A luta pelo poder político, pela hegemonia econômica, pela predominância racial, pela superioridade religiosa, pelo status social, têm marcado os homens e mulheres como verdadeiras feras famintas num circo, irracionalmente lutando uns contra os outros, marcando a história humana com ferro e fogo, sem que a violência tenha, em todos os tempos, resolvido uma só questão do viver humano. É urgente estabelecermos a mediação de conflitos com inteligência e sentimento, dos pequenos aos grandes conflitos, fazendo prevaler no relacionamento interpessoal a inteligência emocional, que nos leva a saber colocarmo-nos no lugar do outro.
O caminho para a paz no mundo é o da educação moral, essa educação que promove a ética nas relações, a honestidade nas ações, a paz nas vivências, a solidariedade em todas as circunstâncias, o respeito às diferenças e aos direitos, a espiritualidade de cada um. Essa educação é a de que necessitamos, única que possui como pilares a solidariedade, a fraternidade, a cooperação e a liberdade, equilibrando o desenvolvimento cognitivo com o desenvolvimento afetivo dos homens e mulheres, desde as novas gerações até os adultos.
Irmãos em humanidade!
O combate à miséria, ao preconceito, à injustiça social, ao materialismo e egoísmo do viver somente pode ser eficaz com a aplicação da educação moral, não somente nas escolas, mas igualmente nas famílias, num processo dinâmico que ofereça a todos, sem distinção, as mesmas oportunidades; que ofereça a todos o olhar para o futuro; que ofereça a cada um o desenvolvimento da sensibilidade, do sentir, para que a indiferença e a insensibilidade sejam páginas viradas de nossa história. A prioridade dos governos deve ser a educação moral, disso não temos dúvida, e quando isso acontecer, finalmente a humanidade terá feito a opção pela paz, pelo amor que deve nos unir mundialmente.
Desejar a paz é uma condição humana natural, mas os caminhos procurados pelo homem para realizar a paz nem sempre são os melhores, pois muitas vezes defendem posições particulares ou de grupo que desrespeitam e violentam a paz dos outros. Não basta desejar a paz se não temos a verdadeira paz, que é a paz do conhecimento de nós mesmos. Conhecer-se é a grande chave para abrir a construção da paz no mundo.
Quem se conhece, nos seus limites e potencialidades, sabe que a sua paz faz limite com a paz dos outros, e que para evitar atritos deve saber conviver respeitando liberdades e direitos ao mesmo tempo em que pratica responsabilidades e deveres.
Falamos muito sobre a paz, mas estamos vivendo a paz, nos atos e pensamentos? Será que viver em paz é ter uma boa situação financeira, um bom status social, um bom poder sobre as pessoas, mesmo que isso não seja bom para a maioria? Se assim pensamos, estamos invertendo valores e colocando em risco a sociedade.
Lembremos que quando nos transformamos em autoridade pública, somos representantes do povo, de um desejo coletivo, e não simplesmente representantes de nós mesmos ou de algum grupo com interesses particulares. O egoísmo tem produzido a corrupção, a injustiça social, a miséria, a guerra e tantos outros flagelos que vitimam vidas humanas.
E para aqueles que acreditam estar acima de todas essas coisas, nosso olhar de compaixão, pois a dor moral e a doença física não tem hora marcada, nem aviso prévio. Enquanto estivermos vestindo a capa do egoísmo e do orgulho, quantas pessoas não estarão sofrendo por nossa culpa?
Reflitamos sobre tudo isso, olhemos para o lado e enxerguemos os outros como realmente eles são: seres humanos, pessoas dotadas de sentimento, todos querendo viver em paz, tanto quanto nós.
Pensemos nos outros, e façamos pelos outros o que eles esperam de nós: a construção da paz através de leis justas e respeito aos códigos de direitos humanos.
Paz! Ela depende de cada um, onde estivermos, com quem estivermos.
Que o ódio seja suplantado pelo amor.
Que a indiferença seja substituída pela solidariedade.
Que o preconceito seja trocado pela bondade.
Que as armas sejam substituídas pela cooperação.
Que o egoísmo seja substituído pela humildade.
Que a segurança pública ceda espaço para a educação moral.
Que o sonho de um mundo melhor seja realidade através da não violência, da solidariedade, da fraternidade e da liberdade.
Que o sonho de um mundo melhor seja realidade através da opção pela paz.
Assim, propomos 10 (dez) passos para a construção da paz no mundo, convidando-o a colocá-las em prática:
1 – Procure amar os outros, como eles são, respeitando seus direitos, sem fazer exigências.
2 – Respeite o ponto de vista dos outros, pois cada um tem seu entendimento, sua visão das coisas e suas perspectivas da vida.
3 – Seja compreensivo e tolerante para com os outros, do mesmo modo que deseja que os outros o sejam consigo.
4 – Busque sempre o perdão em todas as circunstâncias.
5 – Seja a mudança que você deseja ver no mundo.
6 – Na administração pública pense sempre no bem estar coletivo.
7 – Substitua a agressividade pelo amor.
8 – Faça aos outros somente o que gostaria que os outros lhe fizessem.
9 – Combata os vícios morais, desenvolvendo as virtudes, aplicando a si mesmo a educação moral.
10 – Eleja a não violência e a paz como roteiros existenciais.
Irmãos em Humanidade!
De todos os cantos planetários as pessoas clamam por paz, bondade, honestidade, justiça, solidariedade. Criemos uma grande corrente pela não violência, agindo a benefício de um mundo melhor, mostrando aos governos das nações e às organizações internacionais que não queremos mais as guerras, não queremos mais os jogos de interesses, não queremos mais a miséria.
Se cada um fizer a sua parte pela paz no mundo, com certeza a Humanidade entrará numa nova era, de entendimento e de ética, quando finalmente conheceremos em plenitude as consequências positivas da mensagem que ecoa desde tempos longínquos: amemo-nos como irmãos!


*Marcus De Mario é escritor e educador, atuando como diretor do Instituto Brasileiro de Educação Moral – IBEM, organização educacional sem fins lucrativos.

Conheça o Programa Vivendo Sempre em Paz ofertado pelo IBEM para as escolas e organizações sociais.



Se você concorda com esta Carta pela Paz no Mundo, publicada por seus autor em 1º de janeiro de 2016 – Dia Mundial da Paz e Dia da Fraternidade Universal –, faça sua divulgação por todos os meios disponíveis e nas mais diferentes línguas, para que ela fomente, em todos os cantos do mundo, ações pela paz.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Novos Rumos para a Educação



Com a presença confirmada do Prof. José Pacheco, da conhecida Escola da Ponte (Porto, Portugal), e que agora realiza imenso trabalho transformador no Projeto Âncora (Cotia/SP), o Instituto Brasileiro de Educação Moral - IBEM, em parceria com a UNISUAM, realizará nos dias 06 e 07 de novembro de 2015, o Fórum de Educação dos Países de Língua Portuguesa - Novos Rumos para a Educação.

Pela primeira vez representantes dos países de língua portuguesa: Brasil, Portugal, Moçambique, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Timor Leste e São Tomé e Príncipe estarão reunidos para conhecer e estudar propostas transformadoras do ensino. E não apenas eles, mas os professores, diretores escolares, coordenadores pedagógicos, estudantes de pedagogia, educadores sociais e todos os interessados que se inscreverem para fazer a participação.

Entre essas propostas os participantes do Fórum terão oportunidade de conhecer o Projeto Âncora (Cotia/SP), a Escola do Sentimento (Rio de Janeiro/RJ) e o Centro Educacional Conhecer (Leopoldina/MG).

Serão dois dias enriquecedores entre palestras, apresentações multimídia, vídeos e um painel final com os educadores José Pacheco, Marcus De Mario, Ronaldo Gomes, Aparecida Nunes e Cláudia Duque.

Veja todas as informações e faça sua inscrição em www.educacaomoral.org.

Podcast - O certo e o errado

No episódio de hoje trazemos reflexões sobre a honestidade e a verdade, o certo e o errado, seguindo os ensinos da doutrina espírita. Assist...