Quem tem acompanhado os debates políticos, e a propaganda eleitoral gratuita e obrigatória pela televisão, está vendo que a maioria dos candidatos aos governos estaduais e à presidência da república prometem apoio à educação, ou dizem que já fizeram muito por ela. Agora, será mesmo que vão cumprir as promessas educacionais, ou será que realmente já fizeram alguma coisa pela educação?
É preciso lembrar que em momento eleitoral as promessas vazam das bocas com muita facilidade, até porque os candidatos sabem que a educação de qualidade para todos é um anseio da população. Alguns dirão que a educação está lá no plano de governo e que, portanto, é um compromisso. Entretanto, nem sempre o que está escrito é o que será realmente feito.
E de qual educação esses candidatos falam? Estão preocupados com uma educação que desenvolve o senso moral da criança e do jovem? Com uma educação que transmite valores éticos? Com uma educação que forma cidadãos conscientes e com senso crítico? Uma educação que trabalha o desenvolvimento das virtudes?
Por tudo isso, precisamos ficar ligados e não nos deixarmos seduzir por promessas e discursos que mascaram a verdade.
domingo, 14 de setembro de 2014
Um evento com experiências transformadoras
Estivemos no Educação 360 - Encontro Internacional, realizado na cidade do Rio de Janeiro, nos dias 05 e 06 de setembro. As dependências da Escola SESC de Ensino Médio, em Jacarepaguá, receberam professores, pais e interessados que tiveram contato com palestras, painéis e apresentações de experiências educacionais brasileiras e internacionais.
O evento, no todo, foi muito bem-vindo, e fazemos votos que seja repetido em breve tempo, mas mostrou algumas coisas que podem ser melhoradas. As acomodações, todas muito bonitas, podem ser mais confortáveis, pois pufs e banquinhos sem encosto são extremamente cruciantes para quem tem de ficar sentado por até 90 minutos. Outra coisa que podemos questionar é a forma como as inscrições foram feitas. Só foi permitido a participação num período, manhã ou tarde, de um dia, ou seja, quem se inscreveu para a quinta-feira pela manhã não pode se manter no evento no restante do dia, e nem participar da sexta-feira.
Como exemplo dessa situação não muito boa, só pude conversar com o querido professor José Pacheco, da Escola da Ponte (Portugal), ali pelo pátio, mas não pude assistir sua participação no evento, pois estava inscrito para a quinta-feira pela manhã, e ele falaria no período da tarde desse mesmo dia.
Bem, fora essas questões, o conteúdo aberto ao público foi muito bom (mas faltou a Escola da Ponte, o Projeto Âncora e outros), e foi gratificante verificar o interesse dos educadores pelas propostas transformadoras, embora este e aquele que ali estava só para criticar e achar tudo uma utopia. Que fazer? Um dia haverão de sair de sua zona de conforto.
Antes de encerrar, outra nota negativa: que preços foram aqueles praticados pela cantina? Um assalto, é o mínimo que podemos dizer.
O evento, no todo, foi muito bem-vindo, e fazemos votos que seja repetido em breve tempo, mas mostrou algumas coisas que podem ser melhoradas. As acomodações, todas muito bonitas, podem ser mais confortáveis, pois pufs e banquinhos sem encosto são extremamente cruciantes para quem tem de ficar sentado por até 90 minutos. Outra coisa que podemos questionar é a forma como as inscrições foram feitas. Só foi permitido a participação num período, manhã ou tarde, de um dia, ou seja, quem se inscreveu para a quinta-feira pela manhã não pode se manter no evento no restante do dia, e nem participar da sexta-feira.
Como exemplo dessa situação não muito boa, só pude conversar com o querido professor José Pacheco, da Escola da Ponte (Portugal), ali pelo pátio, mas não pude assistir sua participação no evento, pois estava inscrito para a quinta-feira pela manhã, e ele falaria no período da tarde desse mesmo dia.
Bem, fora essas questões, o conteúdo aberto ao público foi muito bom (mas faltou a Escola da Ponte, o Projeto Âncora e outros), e foi gratificante verificar o interesse dos educadores pelas propostas transformadoras, embora este e aquele que ali estava só para criticar e achar tudo uma utopia. Que fazer? Um dia haverão de sair de sua zona de conforto.
Antes de encerrar, outra nota negativa: que preços foram aqueles praticados pela cantina? Um assalto, é o mínimo que podemos dizer.
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Conselho escolar aprova uso de AR-15 por vigilantes
O conselho escolar de Compton, na Califórnia, decidiu,
por votação, armar policiais do campus com fuzis AR-15, de acordo
com a estação de rádio pública Los Angeles KPCC. Alguns pais e
alunos estão expressando desconforto, citando os mesmos tipos de
problemas desencadeados pela força policial militarizada de
Ferguson, Missouri, depois que Michael Brown, um jovem negro
desarmado, foi morto por um policial branco.
Os policiais do campus em Compton deverão ser treinados e terem
as novas armas dentro de um mês. O sindicato da polícia local diz
que seus oficiais não são os únicos em busca de tais armas. De
acordo com os sindicalistas, os distritos escolares de Los Angeles
School PD, Baldwin Park School PD, Santa Ana School PD, Fontana
School PD, San Bernandino School PD também autorizam seus
policiais a usar esse tipo de armamento.
O sindicato defende o fuzil semi-automático para os policiais do
campus sob o argumento de que, sem ele, os diretores não estariam
preparados para enfrentar assassinos em massa portando rifle ou
coletes a prova de bala. Oficiais da Polícia Escolar passarão por
um curso de formação, seguido por um teste de proficiência de tiro
em um campo de tiro, além de um exame escrito. As armas são
projetadas para aumentar a precisão com munição capaz de perfurar
coletes. Segundo o sindicato, "a segurança de nossos alunos,
funcionários e pais é muito importante para nós".
Num artigo recente, o colunista do New York Times Ross Douthat
refutou esse argumento. Segundo ele, "as evidências de que a
polícia mais militarizada é necessariamente crucial para parar
esses assassinos parecem fracas". Ele citou os exemplos de Sandy
Hook, onde o assassino cometeu suicídio um minuto e meio depois de
os policiais chegarem; de Aurora, em que o atirador se entregou à
polícia; e da Virginia Tech, em que um assassino também atirou em
si mesmo, em vez de atacar a polícia. Dessa forma, Ross Douthat
questiona o uso de equipamentos da SWAT por departamentos de
polícia no campus alegando que eles não farão diferença quando um
psicopata aparecer.
.................................................................................................................................................
Eis a notícia veiculada pelo jornal O Globo em sua edição de 21/08/2014, o que nos levou a ficar parados diante da tela do computador, depois de sua leitura, imaginando o quanto desconhecemos a educação e o quanto acreditamos que segurança pública militarizada é solução para o que é da alçada da educação moral, da formação do caráter, da transmissão de valores humanos. Na medida em que família e escola deixam de lado esse trabalho, não podemos nos espantar de ver a violência aumentando dentro das escolas e do lar, além da sociedade como um todo.
Chegamos a um nível tal de estresse, de antagonismos, de egoísmo, que muitas crianças e adolscentes não acreditam que possa existir um mundo em paz, não acreditam que o diálogo e a cooperação sejam caminhos melhores para resolver conflitos.
Vigilantes armados, detectores de metais nas portas, cãmeras de vigilância e outras medidas equivalentes mostram apenas nossa falência em educar.
Temos certeza que tudo precisa mudar, e que a Escola do Sentimento, que idealizamos e promovemos através do IBEM é o caminho. Conheça essa proposta em www.educacaomoral.org.
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Quando sinto que já sei
Assista o vídeo "Quando Sinto que Já Sei", um documentário que revisa a educação e mostra projetos escolares inovadores e de sucesso.
terça-feira, 29 de julho de 2014
O caminho é a educação
Existem frases que são marcantes, tanto pelo aspecto de impacto à nossa consciência, como pela carga de veracidade que carregam. São frases para serem sempre lembradas e debatidas, e no campo da educação isso não é diferente. Um educador que nos deixou frases relevantes é Paulo Freire, brasileiro, autor de diversos livros, um transformador, na prática, da educação nacional. Relembremos uma de suas frases:
"Não acredito que somente a educação poderá reformar a sociedade; mas sem ela essa reforma será impraticável".
Concordamos com o ilustre educador, pois tratando-se da sociedade humana multicultural, a educação, sozinha, não poderá reformá-la, transformá-la, ainda mais quando insistimos em perecebê-la apenas como instrução escolarizada, o que ela também é, mas não tão somente. A educação deve fazer parte de todo o processo sócio-cultural, sendo promovida pela família, pela escola e por todas as instituições sociais, inclusive as empresas, levando o indivíduo a ser honesto, colaborador, ético, pois é disso que estamos necessitados.
Se sozinha a educação não tem o poder total de transformação da sociedade, é fato que sem ela essa mesma sociedade jamais se transformará, ou o fará de forma muita lenta entre espasmos de convulsões como, por exemplo, as guerras ou sublevações civis sem freios.
Como os governos insistem em tratar a educação como área subalterna, não lhe dando a devida prioridade, e como, ao longo das últimas décadas, a escola foi relegada ao papel menor de passadora de conhecimentos através de matérias curriculares, cujos conteúdos muitas vezes estão desvinculados da própria vida, daí a famosa pergunta dos estudantes: "por que eu tenho que saber isso? para que serve?". Ora, enquanto a educação for confundida com instrução, memorização, exames, provas e notas; enquanto for considerada exclusividade da escola, que fica isolada no contexto em que se situa, a sociedade conhecerá apenas injustiça, miséria, corrupção, violência, guerra, exatamente o que temos assistido, ano após ano, em nosso Brasil.
A educação é transmissão de valores. É desenvolvimento do senso moral. É potencialização das virtudes do ser humano. Não se faz isso somente com aulas de português, matemática e outras matérias dadas por professores estressados, mal humorados e com baixos salários. E nem com uma escola isolada, que não interage com a família e com a comunidade.
Paulo Freire ainda está distante da educação brasileira. Querem mantê-lo somente nas discussões catedráticas de mestrado e doutorado do mundo acadêmico, mas não podemos permitir que isso se perpetue. Ele é da escola, é da família, é da comunidade.
Perguntam-nos porque não apresentamos a Pedagogia da Sensibilidade e a Escola do Sentimento, projetos que desenvolvemos através do Instituto Brasileiro de Educação Moral - www.educacaomoral.org -, nas universidades. Até apresentamos, mas preferencialmente para os alunos dos cursos de pedagogia, evitando propositadamente que "academizem" nossa proposta, daí porque escrevemos e palestramos para os professores da educação básica, abrangendo os educadores da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio, porque eles são os transformadores, eles podem fazer a diferença.
Então, se a educação, sozinha, não pode fazer milagres, sem ela a sociedade nunca conseguirá se transformar para melhor.
"Não acredito que somente a educação poderá reformar a sociedade; mas sem ela essa reforma será impraticável".
Concordamos com o ilustre educador, pois tratando-se da sociedade humana multicultural, a educação, sozinha, não poderá reformá-la, transformá-la, ainda mais quando insistimos em perecebê-la apenas como instrução escolarizada, o que ela também é, mas não tão somente. A educação deve fazer parte de todo o processo sócio-cultural, sendo promovida pela família, pela escola e por todas as instituições sociais, inclusive as empresas, levando o indivíduo a ser honesto, colaborador, ético, pois é disso que estamos necessitados.
Se sozinha a educação não tem o poder total de transformação da sociedade, é fato que sem ela essa mesma sociedade jamais se transformará, ou o fará de forma muita lenta entre espasmos de convulsões como, por exemplo, as guerras ou sublevações civis sem freios.
Como os governos insistem em tratar a educação como área subalterna, não lhe dando a devida prioridade, e como, ao longo das últimas décadas, a escola foi relegada ao papel menor de passadora de conhecimentos através de matérias curriculares, cujos conteúdos muitas vezes estão desvinculados da própria vida, daí a famosa pergunta dos estudantes: "por que eu tenho que saber isso? para que serve?". Ora, enquanto a educação for confundida com instrução, memorização, exames, provas e notas; enquanto for considerada exclusividade da escola, que fica isolada no contexto em que se situa, a sociedade conhecerá apenas injustiça, miséria, corrupção, violência, guerra, exatamente o que temos assistido, ano após ano, em nosso Brasil.
A educação é transmissão de valores. É desenvolvimento do senso moral. É potencialização das virtudes do ser humano. Não se faz isso somente com aulas de português, matemática e outras matérias dadas por professores estressados, mal humorados e com baixos salários. E nem com uma escola isolada, que não interage com a família e com a comunidade.
Paulo Freire ainda está distante da educação brasileira. Querem mantê-lo somente nas discussões catedráticas de mestrado e doutorado do mundo acadêmico, mas não podemos permitir que isso se perpetue. Ele é da escola, é da família, é da comunidade.
Perguntam-nos porque não apresentamos a Pedagogia da Sensibilidade e a Escola do Sentimento, projetos que desenvolvemos através do Instituto Brasileiro de Educação Moral - www.educacaomoral.org -, nas universidades. Até apresentamos, mas preferencialmente para os alunos dos cursos de pedagogia, evitando propositadamente que "academizem" nossa proposta, daí porque escrevemos e palestramos para os professores da educação básica, abrangendo os educadores da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio, porque eles são os transformadores, eles podem fazer a diferença.
Então, se a educação, sozinha, não pode fazer milagres, sem ela a sociedade nunca conseguirá se transformar para melhor.
terça-feira, 22 de julho de 2014
Campanha pela Escola do Sentimento no Rio de Janeiro
Amigos(as),
hoje é um dia muito especial para o Instituto Brasileiro de Educação
Moral (IBEM), pois estamos lançando oficialmente a campanha para
implementação da Escola do Sentimento na cidade do Rio de Janeiro. Ao
mesmo tempo, teremos nossa sede física para trabalhar, unindo todos os
colaboradores hoje trabalhando apenas on line.
A intenção é, inicialmente, alugar uma casa ou galpão no bairro da Penha, onde a maioria dos colaboradores se situam. Implementaremos a sede do IBEM, disponibilizando cursos de capacitação presenciais, e agilizaremos a implantação da Escola do Sentimento através da educação infantil.
Contamos com sua ajuda, com sua participação.
Existem dois modos de colaborar/0001:
1 - Associando-se ao Clube Amigos do IBEM, contribuindo mensalmente com o valor mínimo de R$10,00.
2 - Fazendo contribuição espontânea através de depósito/transferência para a conta do IBEM no banco Bradesco: Agência 0663-7, Conta 74393-3, CNPJ 03.322,662/0001-76.
Lembramos que o IBEM é uma organização não governamental sem fins lucrativos, e seus diretores são voluntários, não recebem remuneração.
Conheça nosso trabalho em www,educacaomoral.org.
Caminhe conosco. Faça sua inscrição no Clube Amigos do IBEM através do site ou enviando seus dados para educacao@educacaomoral.org.
Vamos nos unir para concretizar a Escola do Sentimento!
Marcus De Mario
Diretor Geral
A intenção é, inicialmente, alugar uma casa ou galpão no bairro da Penha, onde a maioria dos colaboradores se situam. Implementaremos a sede do IBEM, disponibilizando cursos de capacitação presenciais, e agilizaremos a implantação da Escola do Sentimento através da educação infantil.
Contamos com sua ajuda, com sua participação.
Existem dois modos de colaborar/0001:
1 - Associando-se ao Clube Amigos do IBEM, contribuindo mensalmente com o valor mínimo de R$10,00.
2 - Fazendo contribuição espontânea através de depósito/transferência para a conta do IBEM no banco Bradesco: Agência 0663-7, Conta 74393-3, CNPJ 03.322,662/0001-76.
Lembramos que o IBEM é uma organização não governamental sem fins lucrativos, e seus diretores são voluntários, não recebem remuneração.
Conheça nosso trabalho em www,educacaomoral.org.
Caminhe conosco. Faça sua inscrição no Clube Amigos do IBEM através do site ou enviando seus dados para educacao@educacaomoral.org.
Vamos nos unir para concretizar a Escola do Sentimento!
Marcus De Mario
Diretor Geral
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Os planos de governo e a educação
Uma leitura dos planos de governo e dos discursos dos candidatos à Presidência da República e dos Governos Estaduais revela que a educação, sempre ela, não é prioridade para nenhum candidato. Não que a educação não esteja contemplada nos planos já disponibilizados para o eleitor, pois ela ali está, mas a abordagem não é de profundidade, atem-se mais às questões do ensino escolar e, muitas vezes, são abordagens genéricas, quando se fala da educação mas não se define exatamente qual é o entendimento sobre a questão, nem se define com transparência as ações.
Os velhos discursos políticos repletos de chavões e promessas, não faltam. E a saúde, o transporte, a economia, a segurança pública ganham destaque, esquecendo-se os candidatos que todas essas coisas, para realmente funcionarem a contento, precisam da educação, e não estamos aqui falando dessa edeucação escolar que leva em conta apenas o português e a matemática nos exames nacionais. Que adianta termos jovens diplomados no ensino superior, se serão corruptos, desonestos ou indiferentes?
A prioridade da administração pública deveria ser a educação moral, fazendo com que as escolas, em conjunto com as famílias, trabalhassem também o desenvolvimento do senso moral, o exercício da cidadania, a valorização da vida, a ética no comportamento social, enfim, o desenvolvimento das virtudes. E para isso não é necessário criar mais disciplinas, inserir mais matérias para estudar. É preciso, isso sim, mudar o pensamento filosófico que rege a educação em nosso país e dar uma nova dinâmica à escola, pois senso moral, ética e virtudes não devem ser conteúdo de mais uma aula, devem estar presentes em todo o currículo e em todas as ações pedagógicas, com ampla participação dos educandos.
Para os que consideram isso um discurso bonito mas utópico, recomendamos conhecer o trabalho vitorioso de José Pacheco, conhecido pela Escola da Ponte, e agora à frente do Projeto Âncora, em Cotia/SP. E também conhecer o trabalho do Tião Rocha, lá nas Minas Gerais. Igualmente, o trabalho das Escolas Waldorf (temos várias no Brasil). E a Escola do Sentimento, projeto do Instituto Brasileiro de Educação Moral, do qual fazemos parte.
Quando nossos políticos e administradores públicos vão priorizar a educação, começando pela educação de si mesmos, para que esse quadro de corrupção, desvio de verbas, favorecimentos ilícitos, formação de grupos econômicos excludentes e tantas outras coisas do mesmo teor, parem de machar nossa história?
Aguardamos uma postura mais ética, consciente e cidadã por parte de todos, deixando de lado a política partidária, que mina a saúde da estrutura político-administrativa de nosso país, para pensar e trabalhar pelo povo que fez a escolha e colocou um voto de confiança em quem deveria representá-lo.
Os velhos discursos políticos repletos de chavões e promessas, não faltam. E a saúde, o transporte, a economia, a segurança pública ganham destaque, esquecendo-se os candidatos que todas essas coisas, para realmente funcionarem a contento, precisam da educação, e não estamos aqui falando dessa edeucação escolar que leva em conta apenas o português e a matemática nos exames nacionais. Que adianta termos jovens diplomados no ensino superior, se serão corruptos, desonestos ou indiferentes?
A prioridade da administração pública deveria ser a educação moral, fazendo com que as escolas, em conjunto com as famílias, trabalhassem também o desenvolvimento do senso moral, o exercício da cidadania, a valorização da vida, a ética no comportamento social, enfim, o desenvolvimento das virtudes. E para isso não é necessário criar mais disciplinas, inserir mais matérias para estudar. É preciso, isso sim, mudar o pensamento filosófico que rege a educação em nosso país e dar uma nova dinâmica à escola, pois senso moral, ética e virtudes não devem ser conteúdo de mais uma aula, devem estar presentes em todo o currículo e em todas as ações pedagógicas, com ampla participação dos educandos.
Para os que consideram isso um discurso bonito mas utópico, recomendamos conhecer o trabalho vitorioso de José Pacheco, conhecido pela Escola da Ponte, e agora à frente do Projeto Âncora, em Cotia/SP. E também conhecer o trabalho do Tião Rocha, lá nas Minas Gerais. Igualmente, o trabalho das Escolas Waldorf (temos várias no Brasil). E a Escola do Sentimento, projeto do Instituto Brasileiro de Educação Moral, do qual fazemos parte.
Quando nossos políticos e administradores públicos vão priorizar a educação, começando pela educação de si mesmos, para que esse quadro de corrupção, desvio de verbas, favorecimentos ilícitos, formação de grupos econômicos excludentes e tantas outras coisas do mesmo teor, parem de machar nossa história?
Aguardamos uma postura mais ética, consciente e cidadã por parte de todos, deixando de lado a política partidária, que mina a saúde da estrutura político-administrativa de nosso país, para pensar e trabalhar pelo povo que fez a escolha e colocou um voto de confiança em quem deveria representá-lo.
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