segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Se não educarmos, como será o futuro?

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Uma professora de educação física do ensino fundamental no ensino público constata: os colegas professores estão pessimistas e os alunos só querem saber de celular, funk e liberdade sem responsabilidade. Não é somente essa professora que constata essa realidade. Temos mais de 2 milhões de professores na educação básica (infantil, fundamental e médio) - dados do Inep/MEC - e esta é uma constatação geral.

O ensino fundamental tem 48,6 milhões de alunos - crianças e adolescentes -, e o ensino médio tem 7,9 milhões de alunos (jovens), segundo dados do Censo Escolar 2017. O que será da sociedade brasileira no futuro não muito distante se essas crianças, adolescentes e jovens não forem despertadas, não forem sensibilizadas para a vida, para aprender a amar, a respeitar e a fazer ao outro somente o que gostaria que o outro lhe fizesse?

Há um descaso com a educação das nossas crianças e dos nossos jovens, e a escola pode até ensinar muitas coisas, mas não está desenvolvendo a formação do caráter, não está sensibilizando os corações, não está humanizando os educandos, e está perdida num emaranhado burocrático criado pela legislação que atravanca o processo educacional com provas, notas, exames e tantas outras coisas que desviam a escola da sua missão educadora.

Temos ainda o verdadeiro descaso de muitos pais com a educação de seus filhos, não dando bons exemplos, não corrigendo más tendências e transferindo essas responsabilidades para a escola, como se uma professora diante de até 40 alunos pudesse substituir os pais, quando esse não é seu papel.

Escola e família precisam se dar as mãos na educação das novas gerações, dando prioridade à educação moral, pois já está suficientemente provado que somente o conhecimento não resolve os graves problemas sociais, pois conhecimento sem sentimento não atinge a causa: o egoísmo humano.

Daqui a vinte ou vinte e cinco anos, se continuarmos a deixar que crianças e jovens tenham liberdade sem responsabilidade, reclamem direitos sem dar cumprimento aos deveres e desrespeitem os outros com a utilização da violência física ou moral, que sociedade teremos? Provavelmente muito pior do que a atual, onde viver será uma grande dificuldade.

Será preciso assistir tudo pior para finalmente nos conscientizarmos da importância da educação?

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Por que os pássaros voam?

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Um menino se aproximou e perguntou:

- Por que os pássaros voam?

Olhei para o menino, em seguida estendi meu olhar para o céu e, voltando minha atenção para aquela criança com sua curiosidade, indaguei:

- E qual é a sua resposta para essa pergunta?

Ele esfregou os olhinhos miúdos, pensou um pouco, e respondeu convicto:

- Os pássaros voam porque eles não têm medo de cair.

Satisfeito consigo, saiu apressado sem me dar tempo a qualquer palavra.

Então fiquei ali, pensando e olhando para o céu. Será mesmo que os pássaros voam porque não têm medo de cair, ou será por outro motivo?

E por que o homem anda? E também posso perguntar: por que os peixes nadam? E poderia fazer mil perguntas aparentemente desconexas, tudo porque preciso descobrir o que leva um pássaro a voar e sempre voar.

E o que tudo isso tem a ver com educação?

Somos pobres criaturas humanas chumbados ao solo pelas nossas preocupações imediatas, esquecidos que a cabeça está acima do pescoço para que possamos olhar para o céu. E quem consegue olhar para o céu é como o filósofo que, olhando os pássaros no céu, se pergunta sobre a vida e tenta descobrir os segredos existenciais que não estão escritos em palavras, mas que devem ser sentidos e apreendidos pela alma.

Todo educador precisa ser um filósofo, um perguntador, um curioso e um escutador de emoções, não apenas dos outros, mas principalmente as emoções próprias, deixando aflorar sentimentos e procurando entendê-los. Em outras palavras, todo educador precisa ser um pesquisador da vida, começando por se conhecer, para depois conhecer a razão que leva os pássaros a voarem.

O autoconhecimento é a essência da educação.

Com o autoconhecimento é possível fazer a autoeducação.

Com a autoeducação é possível dar ao educando aquilo que somos, pois em não sendo assim apenas poderemos dar aquilo que temos, mas esse não é o verdadeiro ato educativo.

Mas a pergunta persiste: por que os pássaros voam?

Tenho por mim, contrariando a sabedoria popular, os poetas e o menino que me levou a estas reflexões, que os pássaros voam porque não têm medo de subir.

Será que, enquanto educadores, sabemos voar para não cair na tentação do tradicional, do burocrático, do sempre foi assim e assim sempre será?

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Filhos precisam ter espaço e autonomia

 Para nossa reflexão trago uma narrativa feita por uma nossa amiga, a respeito de sua irmã e seus filhos. Narra nossa amiga que um dos filhos de sua irmã casou e foi morar em bairro mais distante. Seu aniversário se aproximava e a mãe anunciou que faria a comemoração do mesmo, solicitando-lhe a presença, a qual ele negou, alegando que ela sabia que ele não gostava de festas e comemorações e, ademais, estava agora casado, e ele já havia solicitado à esposa que nada fizesse alusivo a essa data, e, se tivesse que haver alguma festa, esta seria em sua nova morada, com ele a convidar familiares e amigos. A mãe se desgostou a ponto de ficar choramingando pelos cantos e deixando entrever que considerava a atitude do filho um gesto de ingratidão.

Cremos que os sentimentos da mãe em comemorar o aniversário do filho eram legítimos, entretanto totalmente fora de propósito por dois motivos: primeiro, porque ela sempre soube que ele detestava festas de aniversário e que, por isso, sempre que podia se esquivava delas, inclusive em sua data; segundo, porque, casado e morando em outro bairro, a mãe não poderia, à revelia do filho, realizar sua festa de aniversário exigindo-lhe a presença, como se ele ainda estivesse solteiro e habitando o lar materno.

As mães, e os pais, precisam entender que devem educar os filhos para a vida, preparando-se para o dia em que eles vão tomar decisões e iniciar sua própria caminhada existencial, seja com o casamento, seja com a profissão ou por qualquer outro motivo. Compete aos pais dar autonomia com responsabilidade, serem bons exemplos e ensinarem a empatia, ou seja, que os filhos aprendam a saber se colocar no lugar dos outros. E quando eles partirem, respeitarem essa nova fase.

Isso não quer dizer que os laços de afetividade estarão rompidos, pois o amor será sempre o elo de união entre mãe, pai e filho, mas haverá por parte do pai e da mãe respeito e compreensão pelas escolhas dos filhos, entendendo que todos têm o direito de formar sua própria família, ou de viverem de forma independente.

Saibam os pais, através da educação, darem autonomia com responsabilidade para seus filhos, e a separação será então natural, como deve ser.

Que a a irmã de nossa amiga, no seu papel de mãe, compreenda que o fato do filho não estar mais com ela exige de sua parte compreensão, respeito e apoio, para que ele possa dar o voo da alma, do pássaro que aprendeu a voar, graças aos esforços do pai e da mãe, a quem ele nunca deixará de estender sua gratidão e seu amor.

terça-feira, 25 de junho de 2019

O poder emana do povo

 
A Constituição Brasileira declara em seu  primeiro artigo, parágrafo único: "Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos, ou diretamente nos termos desta Constituição".

Os representantes eleitos do povo brasileiro são o Presidente da República e seu Vice, que comandam o Poder Executivo, assim como os Deputados Federais e os Senadores que formam o Poder Legislativo. São todos representantes dos brasileiros, escolhidos em eleições livres e democráticas e, portanto, eles têm o dever de administrar e legislar pelo bem da nação e do povo que os elegeu. Entretanto, o que temos assistido ao longo dos tempos é um Poder Legislativo que defende apenas interesses individuais e de grupos, muitas vezes na contramão dos interesses da população brasileira, e um Poder Executivo que mais faz política de alcova, do "toma lá, dá cá", conforme os interesses dos partidos políticos. Essa situação sancionou quase que de forma oficial, a corrupção, os desvios de verbas, os conluios perversos, chegando nos dias atuais a uma situação de crise crônica que se arrasta vagarosamente, levando de roldão a economia e a sociedade brasileira, que assiste aos altos índices de desemprego, desaceleração da indústria, do comércio e dos serviços, aumento da violência urbana e rural e o recrudescimento da pobreza.

E quando a esperança raiou no horizonte com a reformulação de parte do Poder Legislativo, por vontade do povo expressa nas eleições, vemos os remanescentes dessa velha política, quais caciques perpétuos e absolutistas, entrarem em guerra com o novo Poder Executivo, também eleito pela vontade do povo, emperrando o desenvolvimento econômico e social do país, numa luta sem tréguas para sustentar os interesses particulares e de grupo, inclusive dos partidos políticos, que parecem não ter nenhum apreço pela nação.

Não estamos defendendo este ou aquele, não estamos afirmando que concordamos com tudo que promana do Poder Executivo, mas esse jogo da gato e rato que estamos assistindo entre o Poder Legislativo e os Poder Executivo somente tem como consequência a estagnação do nosso Brasil.

E como se isso já não fosse o suficiente para nossa indignação, vemos ministro do Supremo Tribunal Federal declarar que prova ilegal e sem comprovação de sua autenticidade é válida, numa afronta à Constituição Federal e ao Código Penal, demonstrando hipocrisia e partidarismo flagrantes, pois o que vale para um processo não vale para outro.

Como o poder emana do povo e já vai distante o tempo em que a população brasileira ficava assistindo inerme a esses descalabros, ainda mais com a comunicação instantânea e as redes sociais de nossos dias, perguntamos: deputados federais, senadores e ministros do STF ainda se julgam acima de tudo e de todos? A eles lembramos que os reis absolutistas caíram ruidosamente no final do século 18, apesar de todo o poder que detinham, mas insuficiente para segurar o ímpeto do povo indignado e revoltado.

Operações de investigação como a famosa Lava Jato devem e precisam continuar. A reforma política é inevitável, pois é dever de todos nós acabar com os absurdos privilégios que mancham nossa nação.

Conclamo o povo brasileiro a despertar e, através dos recursos legais e de comunicação, sempre em paz, se posicionar firmemente contra a velha política do Poder Legislativo, contra o orgulho hipócrita do STF, contra os abusos do Poder Executivo, apoiando apenas aqueles que nos representam com dignidade, exigindo assim um novo tempo para o nosso querido Brasil, que tanto amamos.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

A educação não é uma brincadeira



Lá se vão quatro meses e meio de muitas trapalhadas e um completo desconcerto no Ministério da Educação. Com todo o respeito às pessoas, parece que ninguém entende de educação e muito menos sabe o que faz. Ordens e contraordens, medidas esdrúxulas, perseguições de caráter político, desconstrução de projetos, comunicados que necessitam de correções, falas desencontradas e outras coisas mais têm feito do MEC um picadeiro de circo amador, onde sobram improvisações de mau gosto, e onde o público não consegui rir nem aplaudir, mas apenas chorar e sair decepcionado.

Educação não é brincadeira, não é jogo de cartas marcadas, não é aventura político-partidária. Estamos falando do processo de desenvolvimento intelectual e afetivo das novas gerações, estamos falando de pesquisas sérias sobre o crescimento de crianças e jovens, estamos falando do hoje e do futuro do Brasil, estamos falando da desconstrução de um modelo escolar e educacional do século 19 para construção de um modelo do século 21, gerador de autonomia, senso crítico, ética, numa nova dimensão educacional.

Entretanto, o atual MEC detonou o Mapa das Escolas e Organizações Inovadoras espalhadas por este país; faz um discurso anti Paulo Freire, quando este é um educador de renome e respeito internacional, e que nunca esteve presente em nossas escolas; escolhe como secretários economistas que nada sabem de educação básica (para quem também não sabe, estamos falando do ensino infantil, fundamental e médio); faz contingenciamento de verbas da noite para o dia e vive refazendo os cálculos para explicar o que não pode ser explicado.

Na década de 1970, a pedido da Unesco, Jean Piaget escreveu um pequeno e profundo livro intitulado Para Onde Vai a Educação? Precisamos ler, reler e debater seu conteúdo, ou então escrever outro livro, com um acréscimo no título: Para Onde Vai a Educação Brasileira?

Como estamos nos primórdios do novo governo federal, temos a esperança que todos esses iniciais acontecimentos sirvam de lição para que o Ministério da Educação deixe de ser um navio sem rumo numa tempestade, pois se assim continuar, irá a pique, e o pouco que ainda temos de política nacional de educação irá soçobrar ruinosamente diante da nossa perplexidade.

Enquanto as autoridades públicas desconsiderarem a importância da educação e estiverem brincando de fazer alguma coisa, o Brasil vai continuar mergulhado numa profunda crise moral, crise ética, geradora da crise social e da crise econômica.

Não se faz ajuste social sem a educação. Mas o que entendem de educação aqueles que estão no comando de um ministério que deveria tratar seriamente, e sem perseguições políticas, da educação?

sábado, 20 de abril de 2019

É preciso desconstruir

Um pilar muito importante da educação é o desconstruir, com aplicação direta junto aos professores e pedagogos. Desconstruir ideias e práticas que engessam o processo educacional, acreditando no novo, no fazer diferente. Muitos profissionais da educação alegam que estão na escola para dar aula, para desenvolver os conteúdos de sua disciplina curricular e, portanto, com esse pensar reducionista, não conseguem perceber que é possível ir além disso, que é possível trabalhar tanto o potencial cognitivo quanto o potencial afetivo do educando, que é possível colocar em ação novas práticas pedagógicas. enfim, que é possível fazer uma nova escola e um novo ensino.

Carteiras enfileiradas, conteúdos no quadro, explicações verbais, provas, testes, notas, livro didático sendo acompanhado, apostilas, exercícios e mais exercícios, tudo isso não têm dado os resultados desejados dentro de uma educação de qualidade, tanto que temos no Brasil uma multidão de 30 milhões de analfabetos funcionais, fora os episódios constantes de bulliyng entre os alunos, violência explícita contra os professores, uma massa significativa de crianças e jovens fora da escola, professores desmotivados e em licença médica e tantos outros males que povoam diariamente as mídias impressas e digitais, não sendo segredo que a educação básica brasileira vai muito mal.

Mas há uma luz no fim do túnel!

Graças a educadores visionários, idealistas e que não se conformam com a mesmice, em 2016 surgiu o Mapa de Inovação e Criatividade da Educação Brasileira, publicado pelo Ministério da Educação (MEC), e que hoje pode ser conhecido em www.movinovacaonaeducacao.org.br, pois infelizmente o MEC retirou do ar o mapa.

São mais de 170 organizações e escolas consideradas inovadoras, criativas, fazendo diferente para fazer a diferença na educação brasileira, e com resultados qualitativos muito bons, demonstrando na prática que é possível desconstruir e reconstruir.

Talvez você não acredite nisso, então faço o convite para que passeie pelo mapa e conheça as escolas, muitas das quais com vídeos publicados no YouTube, entre elas:

EMEF Amorim Lima (São Paulo/SP) - https://www.youtube.com/watch?v=9UaGZgpacz0&t=3s

Projeto Âncora (Cotia/SP) - https://www.youtube.com/watch?v=DU1GH5dUzho

Escola da Serra (Belo Horizonte/MG) - https://www.youtube.com/watch?v=vZQLMx7Lah4

EMEF Campos Salles (São Paulo/SP) - https://www.youtube.com/watch?v=ASDNiy2W7w0


Abra sua mente e seu coração e encante-se com essas e outras escolas que estão fazendo um Brasil diferente, um Brasil melhor!

terça-feira, 9 de abril de 2019

Para onde vai a educação brasileira?

Com três meses de novo governo, cai o Ministro da Educação e temos um novo titular à frente da educação brasileira. Foram três meses de muito tumulto, com declarações estapafúrdias, ameaça de militarização das escolas (um absurdo!) e uma guerra interna irresponsável e que fez nada menos que 15 assessores e secretários serem demitidos ou pedirem demissão de seus cargos. Foi um festival de péssima gestão, polarização de interesses de grupos e falta de planejamento, deixando nossa educação mais à deriva do que já estava. Agora assume um novo gestor que, apesar de ser professor de economia, nunca trabalhou no ramo da educação, tendo carreira toda ela na área de finanças e economia, aliás, nem mesmo formação em educação possui. Então temos que fazer a pergunta: para onde vai a educação brasileira?

Sinceramente, tudo parece indicar que vai à mais completa falência, embora minha torcida é para que isso não se efetive, não aconteça. Se o MEC falhar em sua missão, pelo menos a esperança que fica é que não atrapalhe os projetos pedagógicos de escolas inovadoras e criativas, bolsão resistente da educação verde e amarela de nossa pátria. Mas até que ponto não paira uma ameaça sobre aquilo que está dando certo, e acabe vencendo a mesmice?

A verdade é que nossa educação básica pública, que compreende o ensino infantil, fundamental e médio, está de mal a pior, com índices oficiais - aos quais todos têm acesso pelos portais do MEC e das Secretarias de Educação - que arrepiam qualquer pessoa: escolas sucateadas, sem internet, violência contra os professores, bullying entre os alunos, alto índice de analfabetismo funcional, aulas, provas e notas que nada avaliam, falta de merenda escolar, salários baixos dos profissionais da educação.

Como consequência temos professores desmotivados, sem esperança em dias melhores e que estão investindo em licenças médicas, até porque o nível de estresse está chegando ao auge, ou mesmo em troca de profissão, numa desistência da escola, dos alunos, da educação. Então ouvimos de muitos pais o seguinte discurso para seus filhos: você pode escolher o que quiser ser na vida, menos professor!

Por enquanto o MEC e, portanto, o Governo Federal, está alheio à realidade. É compreensível, afinal educação não é prioridade. Entretanto, enquanto esse caos continuar, nossa nação verá agigantarem-se os males de toda ordem.

Se a educação for abandonada ou aviltada, preparemo-nos para o caos social, sim, pois o que já está acontecendo é apenas prenúncio do que poderá vir mais à frente.

Mas, apesar do tom apocalíptico, este texto, na verdade, é de esperança. Esperança que os responsáveis pela educação brasileira abram os olhos, enxerguem o que precisa ser feito, parem de lutar por interesses egoístas e mesquinhos. E que entendam que somente pela educação o Brasil dará jeito na sua tortuosa história, e fazendo-se, finalmente, exemplo para as demais nações do mundo.

Vídeo - A evangelização e a comunidade

A evangelização espírita e sua interação com a comunidade no entorno do centro espírita, é o tema do vídeo da série Educação Espírita que co...